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Ka e a Mumia

Ka e a Mumia. Dufresne, PhD. Aos Imortais Mestres de Ta-meri (Kmt). citação de René Schwaller de Lubicz Em “Le Temple de L`Homme”, Ëditions Dervy, 1998 (1957) que faço também minha. O olho de Hr, que tudo vê, que tudo sabe.

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Ka e a Mumia

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Presentation Transcript


  1. Kae aMumia • Dufresne, PhD

  2. Aos Imortais Mestres deTa-meri (Kmt) citação de René Schwaller de Lubicz Em “Le Temple de L`Homme”, Ëditions Dervy, 1998 (1957) que faço também minha

  3. O olho de Hr, que tudo vê, que tudo sabe.

  4. Inscrição hieroglífica arcaica e pré dinástica, encontrada por Sir Flinders Petrie, mostrando a origem africana e negra da civilização egípcia. • Como bem observou Champollion, a escrita sagrada (Mdw-Ntr) ou hieroglifos, aparece pronta, acabada, no coração de África desde o período pré-dinástico, onde e quando foi concebida.

  5. Ntr • Em Kmt (Egito) chama-se “Ntr” (pronuncia-se Neter) todo princípio vital na natureza. • Para Kmt, cada princípio vital se concretiza na natureza, como um fenômeno específico, como um animal ou um vegetal... como uma forma ou uma realidade existencial. • No Ocidente Ntr tem sido erroneamente traduzido como “Deus”. • Existem muitos Ntr (o plural de Ntr é Ntrw) ou muitos princípios vitais na Natureza e no Universo... no Céu e na Terra... mas todos podem ser sempre parciais e relativos, portanto potencialmente mortais. • Existe apenas um princípio vital absoluto, subjacente a toda ação relativa. Esse princípio vital essencial é chamado Ntr Ntrw (traduzido no Ocidente como Deus dos Deuses)... ou ainda melhor, o princípio vital tão desconhecido que se desconhece seu nome e mesmo sua realidade.

  6. Ka e a Mumia Introdução

  7. Ntr Ntrw • Muito pouco pode-se saber de Ntr Ntrw. • Pela teologia de Anw (Heliópolis), a ação de Ntr Ntrw pode ser reconhecida como Twm, como o Princípio Vital que dá origem ao real... ao nosso Universo. • Todo Universo é uma variedade, uma multiplicidade que sai da unidade. • Portanto todo universo está relacionado ao número 2 (sen), como essência da multiplicidade. Afinal, para haver universo, tem que haver o um e o outro, senão não seria universo. Não existe universo sem a multiplicidade de um outro que reconheça esse universo. • Portanto Twm, a ação de Ntr Ntrw, foi a quebra da unidade em multiplicidade gerando um Universo. • Todo e qualquer Universo é gerado pela transformação da unidade em multiplicidade, do 1 em 2. • Neste Universo, 1 fez-se 2, através de f (Twm). • F é um número irracional que caracteriza a harmonia com que se desenvolve este universo humano, animal, vegetal e mineral, como é percebido pelos humanos. • O número f (a função f, conhecida como Ntr Twm)caracteriza este Universo, e a geração deste Universo por Ntr Ntrw. • Para maiores detalhes sobre o número f veja nossas outras apresentações sobre Kmt.

  8. f • Pode-se entender melhor o que isso significa através de um exemplo simples: • Imagine um cavalo livre, num pasto enorme. • O cavalo tem total liberdade de caminhar na direção que quiser nesse pasto incomensuravelmente enorme. • Ele é livre, e pode caminhar em liberdade e caoticamente pelo pasto, como se tudo se passasse ao acaso. • Mas ele não pode voar, nem sair da superfície, mesmo incomensuravelmente grande, do pasto. O pasto não tem cercas, mas é sempre uma superfície de pasto. Existem condicionantes (o pasto) aparentemente invisíveis para a liberdade do cavalo, mas esses condicionantes são parte da essência do cavalo e da realidade de seu universo. Afinal, se não existisse o pasto, não existiria o cavalo. • O pasto é o resultado de um f do universo do cavalo, como nosso universo também tem um f, uma limitação não necessariamente espacial, mas certamente condicionante, e um condicionante harmônico do desenvolvimento deste universo. Nosso universo é o resultado da ação de f. • O f significa o que gera e o que limita este universo, harmonicamente. • 1, f e f2..... regem e criam harmonicamente este universo. • Para se compreender melhor esta forma de percepção egípcia do real, pode-se ler “Le Temple de L`Homme” de René Schwaller de Lubicz

  9. Ptah (Twm), preso como uma múmia, dá vida (existencia) a Pr-Aha (um ato de geração ou criação)

  10. O real, a temporalidade e a progressividade • O r1 então gera o r2 através da ação de Twm; • Assim, da unidade é gerada por Twm a multiplicidade; • Como consequencia do fracionar de Twm, gerada a multiplicidade de r2, naturalmente é gerada pela ação continuada do poder germinativo dos gnomons triangulares a progressividade do r3 e assim por diante. Neste universo nada é instantâneo e tudo é progressivo; • Da progressividade necessária surge a temporalidade neste universo. Aqui o real é sempre temporal e progressivo, seja material ou imaterial; • Tudo precisa ser progressivamente gerado, seja a pedra ou a planta, o animal ou o homem, a história ou a idéia.

  11. Assim se desenvolve harmônica e progressivamente o feto e toda vida humana.

  12. A magia e o real • Assim o real, toda realidade, tem sua gênese em Twm. Isso já vimos em outros trabalhos; • Tanto a realidade material, como toda a realidade imaterial; • Toda idéia, toda ideologia, toda análise e toda dialética, toda realidade abstrata tem sua gênese seguindo os ritmos determinados por Twm; • Como uma sinfonia, como uma polifonia, como uma música complexa e de extrema complexidade, a realidade em seus múltiplos aspectos se desenvolve e se forma, como se num tear alguém cheio de magia tecesse a realidade e a história, o material e o imaterial, numa música tecida em diferentes matizes e tons, de uma complexidade inaudita num entremear quase que infinito de fios, cheia de contrapontos e de inúmeras possibilidades; esse alguém que tece no tear mágico da realidade é Neith; • A base da nossa música são os sons. A base da tapeçaria metafísica de Neith é o tudo, é o físico e o imaterial, é a cor como o sofrimento, é o som, a dor e o sentimento. É a terra, a pedra e o fogo, é o pensamento, é o tudo e o qualquer ao mesmo tempo. • Twm ou f constituem a gênese desse processo, fracionando a unidade inicial em multiplicidade, através do contínuo fracionamento de toda unidade como progressividade, gerando a capacidade de geração e regeneração neste universo em sua temporalidade; • O gerar é obra do Ntr Twm.... mas o entretecer a realidade gerada é a obra mágica do Ntr Neith.

  13. Neith, Twm e o ser humano • O momento presente tem então dois componentes: a ação de Neith conforme a harmonia de Twm, e a ação de Neith consequência do livre arbítrio... • Enquanto não haviam humanos na Terra, enquanto os primatas ainda não tinham se humanizado, a ação de entretecer o real de Neith tinha muito mais influência da ação fracionante da unidade de Twm que qualquer outro fator derivado do livre arbítrio de minerais (pouquíssimo livre arbítrio determinado apenas por afinidades químicas), vegetais (algum livre arbítrio em busca de suas necessidades fundamentais), animais (mais livre arbítrio e mobilidade, e alguma inventividade, principalmente de primatas sub humanos). • Então a magia era devida quase que exclusivamente à ação fracionante de Twm, e muito pouco ao livre arbítrio dos entes gerados pela ação de Twm e de Neith. • Com a humanização do primata homem isso muda, e a ação de Twm em Neith fica menos visível, e o livre arbítrio do cavalo no pasto parece muito mais abrangente. • As duas coisas são verdadeiras. O livre arbítrio do homem constrói a história, dialeticamente... mas sempre dentro do condicionamento mágico de Twm que mantém sempre o entretecer da realidade por Neith envolto em magia. • A magia de Twm é complexa mas potencialmente previsível. O arbítrio do homem, mesmo livre, historicamente é previsível, se não como indivíduo, pelo menos como comunidade. A conjunção desses dois fatores em Neith nem sempre é previsível.

  14. A memória do homem • Com o advento do homem, Neith sofre a influência da ação do homem e de sua história. Novos princípios vitais entram em ação como Wsr, o homem primordial ou o arquétipo do homem. • Assim o livre arbítrio do homem passa a se inter-relacionar com a magia do momento e do lugar, e a interferir no entretecer de Neith. • Não só a ação de Twm fracionando a unidade e criando o real, mas também outros Ntrw passam a participar desse processo de magia de entretecer a realidade de Neith. • A ação de Wsr marca a história e o entretecer mágico de Neith através da memória do homem na história, que é o fruto do arbítrio do homem que caminha no universo de Twm como o cavalo caminha no pasto. • É à partir daí que no Céu (Nwt) se tornam mais importantes os 12 sinais dos tempos (sinais precessionais), e na Terra (Gb) suas nove regências dos Ntrw (que regem os tempos precessionais na história). • O cavalo deixa marcas no pasto... pisoteia, deixa suas fezes, deixa sua urina e seus odores... o homem deixa suas marcas ... seu Ka. • Neste universo de Twm tudo deixa seu Ka, seu Ba... sejam pisoteios, fezes, urina, odores.... ou.... sinais que são alguns voláteis (como o Ba), e outros mais fixos como o Ka.

  15. Ka, passado e presente • Precisamos sintonizar em como a realidade se forma, e como ela se manifesta no presente, derivada do passado. • Precisamos perceber os componentes do passado, como a ação condicionante e a ação do livre arbítrio; • O passado é constantemente marcado pela vida de tudo que existe. O real deixa marcas e deixa sinais, que quando o presente se torna passado, se transforma em memória; • O passado, ou a memória, são as marcas do que ficou como resto de vida vivida que se fez passado, por tudo o que existe e já existiu. • Assim tudo deixa memória; • Toda a memória gera o presente; • Twm gera o real, que Neith entretece e assim atualiza os sinais de memória no presente, dando sempre espaço para o livre arbítrio; • Em Kmt essa memória que fica no presente, preservada como marca do passado, que atua no presente, se chama Ka. • Ka é o sinal, a marca que um dia algo que foi vivo e existente no presente, deixou no passado como memória. • Tudo que existe ou existiu tem seu Ka, fruto da ação de entretecer de Neith. • O Ka do ser humano é fruto de Neith e do livre arbítrio.

  16. Ka e a Mumia

  17. O Ka e o Ba • Tudo o que existe no tempo e no espaço, um dia deixa de existir; • Tudo que vive neste universo, morre; • Tudo o que deixa de existir, deixa de existir como existente, mas continua a viver no seu Ba e no seu Ka. • Assim existe vida após a morte como Ba e como Ka. • Por isso Kmt sempre soube que o morrer, ou deixar de existir, não é propriamente um fim, mas uma passagem para um novo modo de existência, onde o indivíduo como era, seja quem for, deixa de existir, mas continua existindo no seu Ba e no seu Ka • Em outras palavras, o existente morre e fica no passado, mas seu Ka e seu Ba permanecem no eterno presente • Como?

  18. Kmt e a morte • Com uma visão tão completa do real, Kmt se preocupou muito com a morte. • Porque os palácios dos reis eram feitos de tijolos que ruíam facilmente, mas suas tumbas eram em construções mais do que sólidas em pedra? • Porque mumificar os cadáveres? • Porque tantos escritos nas tumbas e tantos amuletos nos sarcófagos e múmias? • Porque? • Superstição e ignorância? • Ou conhecimento e sabedoria?

  19. Mais um equívoco Ocidental • Ingenuamente os sábios de nosso tempo, ou pretensos sábios, aprendem e ensinam (e escrevem em enciclopédias e dicionários!) que os egípcios eram absolutamente primitivos e ignorantes, e imaginavam que preservariam seus corpos os mumificando para terem uma ressurreição corpórea futura, e armazenariam mantimentos, armas e apetrechos para comerem e se defenderem além túmulo; • Estatuetas mágicas ou “ídolos” derivados da “superstição” (wshabti) responderiam a questionamentos espirituais no “além”... • Quanta ignorância.

  20. Outro equívoco Ocidental • Os mesmos pretensos sábios imaginam que as estátuas enormes de Ra-messes II (sempre sorrindo com o mesmo sorriso da Gioconda de Leonardo... coincidência?) eram erigidas, provavelmente por escravos famintos a chibatadas, por um incomensurável orgulho e ostentação de um monarca africano megalomaníaco; • Quanta ignorância! • Os Ocidentais, como todos nós temos essa tendência, julgam e mesmo condenam seus semelhantes levando sempre em consideração seus próprios valores e atitudes que lhes são próprias.Medimos o outro de acordo com nossas medidas.

  21. O Livro Egípcio dos Mortos • Na realidade o Livro de Sair à Luz; • Esse livro é uma compilação, de escritos das pirâmides do Antigo Império, e mesmo de memórias muito antes disso, compiladas no Novo Império; • O que diz o livro? • Muitas coisas.... mas a mais essencial delas, é o julgamento do Ab.

  22. O Ab de Ani é levado diante do tribunal de Wsr

  23. Ab... que significa o coração, que é julgado diante de Wsr (Osiris) no tribunal após a morte.Nosso julgamento pela história... que a todos julga, para o bem ou para o mal • Participam com Wsr desse julgamento, os 42 Ntrw dos 42 nomos do Egito, ou seja, quem julga é o povo, ou seja, a história, a opinião pública. • O coração Ab é a nossa história de vida... em Kmt o homem vale o que vale a sua memória.

  24. O julgamento do Ab • Quem julga o Ab? • Wsr, ou Osíris é o Ntr que julga o Ab, mas em comum acordo com os Ntrw do povo; • Hoje em dia podemos dizer que quem julga o Ab somos nós, é a opinião pública, infelizmente muitas vezes manipulada por poderosos poderes nem sempre honestos, principalmente os da imprensa e da mídia no Brasil; • Todo ser humano é julgado pelo seu povo, por seus parentes, por sua família, por sua cultura, por sua nação ou pelo mundo, dependendo de sua área de atuação.

  25. O fiel da balança: Ntr Maat • Em Kmt o Ntr Anwbis leva o Ab para a balança de Maat, onde o Ab (coração) é pesado, tendo como contrapartida a pena leve de Maat. Quem anota o resultado é Toth, e tudo é feito na presença dos Ntrw do povo e de Wsr; • Encontrado leve o coração Ab, o existente é “justificado” e entra em paz no além, ou seja, deixa uma memória “justificável”; • Encontrado pesado o coração Ab, o existente vai para o extermínio, para a destruição de sua memória, ou para a execração de sua memória.

  26. A nossa balança • Hoje em dia, as grandes personalidades são julgadas pelo que viveram, pelo que fizeram ou deixaram de fazer, pela opinião pública, e as pessoas comuns por seus amigos, famílias e conhecidos; • A grande maioria de nós logo cai no esquecimento; • Quem foram os avós de meus avós? • Eu não faço a mínima idéia. • Mas o Mahatma Ghandi eu sei quem foi, assim como Madre Thereza de Calcutá e Martin Luther King; • Assim como também sei quem foram Stalin, Mussolini, Franco e Hitler... • Hoje eu vejo o que fazem os Bush, Sharon, e muitos outros... que nada contribuem para a paz entre os povos e o respeito entre as nações...

  27. A balança de Maat • A vida julga as pessoas, em sua morte. • Na maioria das vezes logo o Ba bate as asas e se esvai, sem deixar lembranças; • O que fica é o Ka; • Quando se tem um Ka suficiente para que seja lembrado de alguma forma, o Ka fica e marca a história, seja de uma família, de uma vila, de uma cidade, uma nação ou toda a humanidade... • Maat julga o Ab, e o Ba se esvai... e fica o Ka... quando fica alguma coisa.

  28. O volátil e o fixo • Em alquimia, que teve sua origem em Kmt, quando alguma coisa morre, ou é consumida de alguma maneira, ficam duas parcelas: o fixo (Ka) e o volátil (Ba); • O volátil bate as asas e se esvai, mas o Ka é a parcela que fica; • O Ka é a memória que fica; • Porque o Ka fica e o Ba vai embora?

  29. Ba.... a alma ou vida individual do indivíduo, que se desliga do corpo após a morte. Essa alma é individual e encaminha o coração para o julgamento moral da história diante de Wsr e dos Ntrw do povo. • Esse é o julgamento da memória de todo ser humano na balança de Maat, que justifica a existência diante da história, ou condena como coisa ruim, ou é ignorada de tão insignificante. • A função do Ba é levar o Ab ao julgamento da história; terminada sua função o Ba se volatiliza como uma ave; • A função do Ka é o de permanecer como marca na história.

  30. O Ba, o Ab e o Ka • Como vemos o Ba é um pássaro; • Um volátil; • É o aspecto da nossa vida que pode voar, que pode passar, que pode logo ser esquecida, que pode nunca mais ser lembrada, ou dificilmente ser lembrada; • Somos lembrados, e marcamos a história pelo que somos, pelo que fazemos, pelo que deixamos, pela angústia e o sofrimento que causamos, pela dor que promovemos, pelo descaso que tivemos com o outro, quem quer que seja esse outro; • Marcamos a história pelo bem e pelo mal que cometemos, ou que deveríamos ter feito e não tivemos a coragem de fazer; • Os sábios de Kmt sempre souberam que todo Ba é volátil e se esvai e todo Ka permanece após o julgamento do Ab.

  31. Ka.... ou o abraço dado pelo Ntr Ntrw em todo o vivente (existente), para que tenha vida e que a Ntr Neith entreteça seu destino. Esse abraço envolve e carrega o ser para a existência e para seu destino, que deixará marcas na história. • Quando um egípcio morria, se dizia que tinha ido para seu Ka, ou seja, foi encontrar seu destino. Passou de uma existência orgânica e individual para deixar marcas na história humana e transpessoal. Se deixou uma memória justificável, seu Ka caminharia com o Ka de Ra, como bem aventurança de deixar um Ka luminoso e benfazejo. Se não, seu destino seria a memória como coisa ruim, ou como existência a ser ignorada.

  32. O Ka • O Ka é o que é fixo, o que resiste ao tempo, é a memória que deixamos sobre nossa existência, seja boa ou seja má, que fica e dura como memória; • Cada fotografia, cada livro escrito, cada obra de arte, ou cada atitude ou cada realidade que vivemos, sua parte volátil se esvai como um pássaro, e a parte que fica como marca do passado, fica como Ka, como um abraço do destino.

  33. A Mumia • Porque mumificar os cadáveres? Para que se levantassem como um monstro criado por Hollywood? • Não, mas que ficassem como memória, como uma fotografia, como uma realidade do passado que fala ao presente; • Assim como os escritos, os sarcófagos, as estátuas, as figuras.

  34. A mumia ou a foto? • Kmt não conhecia a tecnologia da fotografia ou da web e redes digitais; • Mas sabia como mumificar cadáveres; • O que informa mais a posteridade... a foto ou a múmia? • Sem dúvida a múmia. A múmia fala de vestimentas e costumes como a foto. Mas fala de crânio e de ossos, fala de doenças e forma da morte. A múmia fala muito mais que uma foto; • A múmia, em conjunto com as estátuas falam da vida e da morte daquele Ab, daquele coração. • A múmia, mais as estátuas, mais os escritos e a arquitetura em pedra contam tudo, enquanto a foto não conta quase nada; • Alguém pode duvidar da quantidade extrema de informações deixadas para sempre em uma múmia como Ka?

  35. Ra-mss I • A múmia de Ra-mss I foi vendida por um ladrão de tumbas no início do século XX para um turista norte americano, que a levou para um pequeno museu perto de Niagara Falls. • Lá ela ficou como uma “mumia egípcia” por algumas dezenas de anos, ignorada pela quase totalidade das pessoas; • Mas ela era uma mumia diferente... tinha seus braços cruzados sobre o peito, como Twt-ankh-Amn.... seria a múmia de um Pr-Aha (faraó)?

  36. Depois de pesquisarem bastante, descobriram que sim, que aquela era a múmia de Ra-mss I, ou Ramsés I, o faraó que deu início à grande décima nona dinastia. • A múmia de Ra-mss I foi levada daquele sombrio pequeno museu de horrores e “antiguidades”e excentricidades, para o Museu do Cairo. • Ra-mss I chegou no Cairo de avião fretado, com uma grande comitiva de autoridades Egípcias e uma comitiva de museus norte americanos, e com pompa e circunstância, entrou no Museu do Cairo, onde foi recebido como um rei, com tocar triunfante de trombetas; • Ra-mss I, o grande Pr-Aha, o grande faraó, voltara a Kmt; • A memória, o Ka de Ra-mss I, na forma de sua múmia, voltava como rei ao Egito.

  37. Vemos portanto que a mumificação dos cadáveres NÃO TINHA A INTENÇÃO DE RESSURREIÇÃO DO CADAVER como vida orgânica futura, mas como técnica enormemente eficiente de preservar a memória ou Ka do indivíduo, de forma extremamente rica em informação, e durante tempos incomensuravelmente longos; • Um filme ou uma foto duram um século, ou pouco mais, e traz pouca informação; • A múmia traz muito mais informação e se preserva por milhares ou dezenas de milhares de anos, ou mais!!! • A Web passa, se não houverem fontes de energia elétrica próprias e componentes adequados; • Em centenas de anos películas de filmes e fotos desaparecem; • As múmias, com sua infinidade de informações sobre o organismo, sua vida e sua morte subsiste por uma infinidade de milhares de anos; • Seremos superiores a Kmt? Hahaha • Em nossa ignorância achamos que sim!!!

  38. As pirâmides, os templos, os sarcófagos, as múmias, as estátuas, as inscrições, os cartuchos reais, os obeliscos, tinham como finalidade PRESERVAR O KA DE KMT; • O Ka de cada Pr-Aha, assim como o Ka de toda Kmt; • Por isso em Kmt, destruir o nome, o cartucho, a estátua, a múmia ou o sarcófago de alguém, era o que de pior se podia fazer para alguém; • Destruindo os sinais, se estaria destruindo o Ka, ou a vida após a morte de alguém, ou seja, tudo o que esse alguém fizera ou deixara seria esquecido para sempre.

  39. Vida após a Morte em Kmt • Kmt é o exemplo de que muitas vidas são mais importantes depois de sua morte, ou seja, sua vida após a morte é mais importante e significativa que antes de sua morte; • Isso era uma característica de muitos Pr-Aha. • Porque nesse sentido, quando se escreve a história, muitas vidas realmente começam seu trabalho, após a sua morte; • Muitos trabalham muito mais após a morte, do que em vida. • Isso os sábios de Kmt sabiam como ninguém.

  40. Twth-ankh-Amn • O Faraó (Pr-Aha) Tut (Twth-ankh-Amn), é um exemplo disso; • Como Pr-Aha ele foi bastante insignificante; • Pouco acrescentou à sabedoria em Kmt; • Mas muito acrescentou à egiptologia, com a descoberta de sua tumba ainda (quase) intacta nos anos 20 do século passado! • Hoje ele é mais famoso que Ra-mss I e Ra-mss II pelo ouro encontrado em sua tumba, com sua múmia ... • Mas quando vivo jamais foi importante como eles...

  41. Já Ra-mss II .... • Ra-mss II foi tão importante vivo, que não podia ser mais importante após a morte; • Mas seu Ka, com sua múmia, suas estátuas, os templos que construiu, o Rammesseum, o templo de Abu-Simbel, e o que construiu em Luxor e Karnac, são tão importantes quanto sua vida; • Ele valeu enormemente tanto na vida antes da morte, como em sua vida após a morte.

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