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PEDAGOGIA DO AMOR

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PEDAGOGIA DO AMOR. “A obra messiânica é obra de educação.” Vinícius Principal Caráter do Evangelho. A ação transformadora que ele deve operar através da educação voltada para a formação do homem de bem. Toda obra crística foi para esclarecer e demonstrar a força da educação.

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“A obra messiânica é obra de educação.” Vinícius

Principal Caráter do Evangelho. A ação transformadora que ele deve operar através da educação voltada para a formação do homem de bem.

Toda obra crística foi para esclarecer e demonstrar a força da educação.

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O Cristianismo possui em sua origem uma proposta pedagógica que perpassa toda a prática do Cristo. (de forma primordialmente oral). Jesus e o exercício pedagógico:

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“MESTRE”

“Jesus é o modelo perfeito do mestre cristão.

Clemente de Alexandria denominou-o Pedagogo da Humanidade, pois considerou que deu, por seu exemplo e seu ensino, os princípios eternos da educação e conduta humanas.” (F. Larroyo)

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Princípios Norteadores de uma Prática Pedagógica identificáveis no Cristianismo Primitivo.

  • A) A pessoa humana como o mais elevado dos investimentos divinos:
  • - Maria de Magdala – a atormentada → a redimida.
  • - Zaqueu – o publicano antipatizado → o rico de talentos.
  • - Paulo – o defensor intransigente da lei antiga → o vaso escolhido.
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B) O crescimento pessoal:

  • - Simão Pedro (rude)
  • - Judas Iscariotes (imediatista)
  • - A mulher adúltera (situação de pecado)
  • - Incentivo ao crescimento espiritual
  • C) Valorização do contato pessoal:
  • - Nicodemos - o Moço Rico
  • - Conversas na casa de Simão Pedro
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D) O homem e a experiência humana como pontos de partida para o conhecimento:

- O grão de mostarda

- O óbulo da viúva

E) Visão integral do homem:

- Condição de Espíritos imortais

- Valoriza o esforço de Pedro

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F) Relação teoria – prática:

“Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13:35)

G) Sentido imanente e transcendente da experiência humana:

“Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25:40)

“Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mt 19.17)

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FIM E OBJETIVOS GERAIS

“Sede, pois, vós outros, perfeitos como perfeito é o Vosso Pai Celestial.” (MT 5:48)

Perfectibilidade, crescimento, desenvolvimento, evolução, aprimoramento, transformação para o bem, harmonia com as leis divinas.

“Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” - Jesus (Jo 8:32)

“Amai-vos uns aos outros como vos tenho amado.” Jesus (Jo 14:34)

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- RAZÃO E SENTIMENTO

- INTELIGÊNCIA E EMOÇÃO

- SABEDORIA E AMOR

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Objetivos Específicos – roteiros para alcançar os objetivos gerais

“... todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...” (Mt 5:22)

“Seja, porém a tua palavra: Sim, Sim; Não, Não.” (Mt 5:37)

“Amai os vossos inimigos e orais pelos que vos perseguem.” (Mt 5:44)

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CONTEÚDO

  • Uma nova visão de Deus, e consequentemente, do culto religioso, da fraternidade com base na paternidade divina;
  • O esclarecimento em torno do real significado da imortalidade da alma até então pouco compreendida pelos judeus;
  • A conceituação “revolucionária” em torno das virtudes sócio-morais: paciência e perdão ao invés da bravura; humildade ao contrário do orgulho; a abnegação no lugar da exploração; a indulgência ao invés do ódio, dentre outras;
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d. O redimensionamento do valor da criança e da mulher;

  • e. A valorização da pessoa como criatura divina independente de sua condição de raça, credo ou posição social;
  • f. A inversão da pirâmide social: os doentes e pobres é que são bem-aventurados;
  • g.O reino de Deus deve ser construído na Terra a partir da ação solidária entre os homens.
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PRINCÍPIOS DE APRENDIZAGEM

  • 1. A aprendizagem deve alicerçar-se no valor da pessoa humana.
  • “Vós sois a luz do mundo.” – (Mt 5:14)
  • 2. Toda aprendizagem se dá no tempo e é cumulativa.
  • “Primeiro a erva, depois a espiga e por último o grão cheio da espiga.” – (Mt 4:28)
  •  3. O processo ensino-aprendizagem tem como fonte o indivíduo e sua situação histórico-cultural.
  • “A que assemelharemos o reio de Deus? ou com que parábola o apresentaremos?” – (Mc 4:30)
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4. A aprendizagem deve se basear na descoberta pessoal, concreta, a partir da reflexão em profundidade.

  • “Quem (pergunta Jesus ao doutor da lei, narrando a parábola do Samaritano) foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? Ao ouvir a resposta concluiu o Mestre: Vai, e procede tu de igual modo.” – (Lc 1:37)
  • 5. A aprendizagem se evidencia na vivência, na demonstração, no comportamento que denota a transformação interior.
  • “Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto.” – (Lc 7:44)
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6. Toda aprendizagem significativa conduz o homem à harmonia consigo próprio, com o próximo e com Deus.

  • “Quem pratica a verdade aproxima-se da luz....” – (Jo 3:21)
  • 7. É no próprio aprendiz que encontramos o feedback sobre sua própria aprendizagem.
  • Leia-se o diálogo de Jesus com o Moço Rico em Lucas 8:18-23
  • 8. Toda aprendizagem necessariamente possui momentos de avaliação.
  • “Aquele dentre vós que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.” – (Jo 8:7)
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9. O erro é uma parte do processo de aprendizagem e deve ser transformado em estímulo de crescimento.

  • De Jesus para a mulher adúltera: “Vai e não tornes a pecar!” – (Jo 8:11)
  • 10. O ambiente de confiança e respeito é fundamental para a aprendizagem.
  • Provam as inúmeras situações em que os discípulos perguntam, debatem, questionam as próprias palavras de Jesus. Leia-se para ilustrar por exemplo, o que consta de Mateus 13:10; 13:36 e 15:2
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11. A aprendizagem verdadeira conduz o discípulo à liberdade e à autonomia.

  • “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.” – (Jo 8:32)
  • 12. A coerência e o modo de ser do Mestre são igualmente elementos favorecedores da aprendizagem.
  • “As minhas ovelhas ouvem a minha voz: eu as conheço e elas me seguem.” – (Jo 10:27)
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 13. O Mestre é um aprendiz completo e o aprendiz é um Mestre em potencial.

  • “O discípulo não está acima de seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.” – (Lc 7:40)
  • 14. Toda aprendizagem significativa é aquisição para o Espírito imortal.
  • “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.” – (Mt 16:27)
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OS RECURSOS DIDÁTICOS UTILIZADOS POR JESUS

Os costumes, modos de vida, as tradições, as reálias, objetos concretos, o próprio aprendiz, o ambiente, Ele.

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A LINGUAGEM DIDÁTICA DO CRISTO

“A boca fala do que o coração está cheio.” (MT 12:34)

A linguagem de Jesus é cheia de lirismo e poesia, de símbolos e imagens, mas também de objetividade, clareza e logicidade.

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Exemplos de contrastes

nos relatos evangélicos:

“Porque aquele dentre vós for o menor de todos, esse é que é grande.” (Lc 9:48)

“Pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado.” (Lc 14:11)

“Pois ao que tem se lhe dará; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.” (Mc 4:25)

“Não ajunteis tesouros sobre a terra (...) mas ajuntai para vós outros tesouros no céu ...” (Mt 6: 19-20)

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As expressões incisivas – síntese de fácil assimilação e sensibilização do ouvinte:

“Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mt 6:21)

“Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.” (Mt 5:4)

“Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Lc 9:23)

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (Jo 14:6)

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AVALIAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE CRESCIMENTO

  • - diagnóstico e autoavaliação → roteiro de libertação – motivos interiores para crescer.
  • “Jesus estimulava a refletir usando os parâmetros da Boa Nova e seus objetivos para que os aprendizes se voltassem sobre si próprios, suas condições e necessidades.”
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JESUS E SUA PROPOSTA PEDAGÓGICA –

PROPOSTA DE EDUCAÇÃO

  • a. Comprometida com a transformação.
  • b. Baseada na participação de cada um.
  • c. Alicerçada na visão do homem integral.
  • d. Dialógica.
  • e. Libertadora.
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“Maravilharam-se de sua doutrina, porque lhes ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas.” (Mc 1:22)

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Reflexões elaboradas para SEAF – Sociedade Espírita de Auxílio Fraternidade por Carmi T. Wildner;

Baseada na Obra “Reflexões Pedagógicas à Luz do Evangelho” de Sandra Maria Borba Pereira;

Imagens retiradas da Internet;

Disponivel em:

www.auxiliofraternidade.com.br