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Humberto Figueiredo Assistente Hospitalar de Psiquiatria Centro Hospitalar do Médio Tejo. Demências. Demência. Termo clínico genérico Não define etiologia Não é uma doença, é uma síndrome. Definição de demência. Síndrome Caracterizada por declínio cognitivo Comparado a nível prévio

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Presentation Transcript
Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

Humberto Figueiredo

Assistente Hospitalar de Psiquiatria

Centro Hospitalar do Médio Tejo

Demências


Dem ncia
Demência

  • Termo clínico genérico

    • Não define etiologia

    • Não é uma doença, é uma síndrome


Defini o de dem ncia
Definição de demência

  • Síndrome

    • Caracterizada por declínio cognitivo

      • Comparado a nível prévio

    • BPSD

    • Intensidade e duração suficiente para rebate

      • na vida social, ocupacional e AVDs


Sintomas base da disfun o cognitiva das dem ncias s o a n vel da
Sintomas base da disfunção cognitiva das demências são a nível da:

  • Memória (recente-tardia)

  • Orientação (TEP)

  • Linguagem (anomia-afasia-mutismo)

  • Atenção/concentração

  • Funções executivas

    • (início, planeamento, organização, sequenciação, abstracção e controlo das actividades)

  • Raciocínio/abstracção (pensamento abstracto)

  • Julgamento/crítica

  • Praxis (Apraxia: Dificuldade de organizar um acto motor intencional; ex: comer, vestir, escrever…)

  • Gnosis (Agnosia=dificuldade em interpretar uma informação sensorial; ex: prosapognosia…)


BPSD nível da:

Geralmente definem-se 7 domínios principais nos BPSD:

  • Domínio da psicose (alucinações, delírios, síndromes de identificação errónea ou falsas identificações)

  • Domínio do humor (depressão, desinibição, euforia, mania, irritabilidade)

  • Domínio da ansiedade

  • Domínio psicomotor (vaguear, vocalizações repetitivas, agitação, agressividade, violência, comportamento motor aberrante)

  • Domínio neurovegetativo (sono, apetite, sexualidade)

  • Apatia

  • Reacção catastrófica


Em termos gen ricos h 4 tipos de tratamentos para as dem ncias
Em termos genéricos há 4 tipos de tratamentos para as demências

  • Tratamento das causa tratáveis de demência

  • Tratamentos para os défices cognitivos das demências

  • Tratamento dos BPSD

  • Tratamentos dos factores de risco modificáveis que podem agravar o curso da demência (DM, HTA, dislipidémias…)


BPSD demências

Tradicionalmente:

o declínio cognitivo era a marca essencial que definia a demência e sua progressão

Visão errada


BPSD demências

Muito frequentes

em 60-98% dos casos de demência

+ nas etapas tardias

presentes ao longo de toda evolução

tipo e severidade são indicadores de severidade e progressão da demência

Controlo dos BPSD é fundamental no tratamento

A perda de memória causa menos sofrimento aos cuidadores e doentes, do que os BPSD


BPSD demências

  • Podem preceder o declínio cognitivo

    • Ex: na DCLewy frequentemente alucinações, delírios e síndromes de identificação errónea precedem declínio cognitivo.

  • Há demências em que a parte cognitiva não é essencial

    • DFT, DCL, DP, e na DA os BPSD podem dominar a apresentação clínica

  • Maioria das decisões terapêuticas sobreBPSD, não memória

  • Correcção destes sintomas

    • pode fazer a diferença entre a continuação dos cuidados domiciliários e o internamento ou institucionalização

    • tem impacto tremendo nos doentes, familiares, e sociedade


BPSD demências

Cronologia


Jost BC, Grossberg GT. The evolution of psychiatric symptoms in AD: a natural history study. J A Geriat Soc 1996; 44: 1078-81


BPSD in AD: a natural history study. J A Geriat Soc 1996; 44: 1078-81

Etiologia


O modelo mais adequado para compreender a etiologia, gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

Da doença

(biológicos) (neuropatológicos, bioquímicos e genéticos…)

Ach modula cognição, emoções, motivação e comportamento

Há aumento dos rec. a2 adrenérgicos nos DA agressivos, em estudo pós-mortem

DA com psicose têm > densidade de NFTs (2x os não psicóticos) no neocórtex (pat.frontal)

> NFTs no córtex orbitofrontal = comportamento motor aberrante, principalmente agitação

(médicos) (delirium, dor, álcool, HE, obstipação, ITU, farmacológica…)

(psiquiátricos ) (psicose ou depressão associada a agitação…)

Do doente

Psicológicos (personalidade pré-mórbida, forma como lida com stress…);

Físicos: Défices sensoriais (quadros psicóticos…)

Dificuldades na expressão (afasia, disartria condicionam ansiedade e revolta)

Do meio

factores ambientais (alterações rotinas sociais e ambientais…)

resposta do cuidador (mudança de cuidador, relação, tolerância, personalidade, psicopatologia…)

actos específicos (banho, vestir…)


BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

Consequências


Consequ ncias dos bpsd
Consequências dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

  • maior declínio cognitivo e funcional

  • maior sobrecarga física e emocional para o cuidador

    • causa frequente de absentismo, ansiedade, insónia e depressão (“S. burnout/exaustão do cuidador”).

  • perigo para próprio

    • (negligência na medicação, fugas, recusa alimentar e medicação (ex: delírio de envenenamento), destruição muscular, desidratação, IR, suicídio na depressão e psicose, quedas, acidentes)

  • perigo para outros (hetero-agressividade)

  • perigo para bens jurídicos de relevante valor

  • aumento da utilização de psicofármacos

  • internamentos mais prolongados

  • institucionalização mais precoce

  • grandes custos para a sociedade

    • 30% dos custos com a DA são atribuídos ao manejo dos BPSD


BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

Fenomenologia


Incid ncia dos del rios e alucina es na dem ncia
Incidência dos delírios e alucinações na demência gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos


Preval ncia de psicose na da
Prevalência de psicose na DA gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

  • Cerca de 50 a 60% dos doentes com DA desenvolvem psicose no prazo de 3 a 4 anos


Fenomenologia dos bpsd psicose
Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosPsicose

  • Delírios + frequentes são de conteúdo paranóide (40%):

    • roubo

    • envenenamento

    • infidelidade

    • abandono

      • (prosapognosia impede de reconhecer familiares)

    • ser ameaçado ou abusado pelos cuidadores


Fenomenologia dos bpsd psicose1
Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosPsicose

  • Em cerca de 25% dos casos o tema delirante:

    • é sobre a natureza do seu domicílio

      • (que não estão em sua casa)

    • ou relativamente as pessoas à sua volta

      • (que não é realmente a esposa, a filha, etc..)

  • São também comuns os delírios:

    • hipocondríacos

    • e a síndrome de Capgras

  • Alucinações podem ser auditivas, visuais, tácteis, olfactivas

    • As visuais são mais frequentes que as auditivas


Fenomenologia dos bpsd psicose2
Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosPsicose

  • A psicose na DA pode reflectir um subtipo comportamental caracterizado por

    • uma deterioração mais rápida da demência,

    • maior probabilidade de agressividade,

    • maior sobrecarga para o cuidador

    • hospitalização e institucionalização mais precoce

    • os que têm psicose apresentam densidade de NTFs no córtex 2,3 vezes superior (maior gravidade histológica)


Fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora
Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosAgitação psicomotora

Talvez o complexo de sintomas mais comum e mais debilitante na DA

Aumenta com a severidade da demência

30% nos estados iniciais

50% nas fases graves

É relativamente persistente em cada doente

É uma razão comum para tratamento psiquiátrico


Fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora1
Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosAgitação psicomotora

  • A nível motor manifesta-se por:

    • uma actividade motora repetitiva, improdutiva, não dirigida:

      • inquietação,

      • incapacidade de permanecer sentado

      • andar de um lado para o outro sem objectivo (deambular),

      • repetição de actos diversos (vestir e despir, retorcer as mãos, puxar a roupa)

      • Agitação verbal: verbalização pode ir desde expressões repetidas de apreensão e medo até à incoerência sobre pressão, gritos e pragas (Spar, 2005).


Fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora2
Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosAgitação psicomotora

  • A nível psíquico

    • irritabilidade, cólera, ansiedade, medo,

    • resistência ou recusa de cuidados

  • Muitas vezes acompanhada de:

    • diminuição da atenção e concentração

    • aumento da FC, FR e TA

    • crenças persecutórias e agressividade verbal e física


  • Agita o psicomotora s ndroma do p r do sol
    Agitação psicomotora gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosSíndroma do pôr-do-sol

    • Padrão específico e frequente de agitação

    • Sintomas pioram agudamente, num intervalo regular, todos os dias, geralmente no final do dia, ao anoitecer

      • (se bem que se pode verificar noutras alturas).

  • Está associado quer com delirium, quer demência.

  • O início recente deve fazer pensar num delirium.

  • Pode estar relacionado com

    • Menos melatonina

    • Pouca/tipo de exposição à luz

    • Inversão dos ciclos de sono

    • Horário da medicação

      • …entre outros factores

    • Delirium


  • Agita o psicomotora etiologia s ndroma do p r do sol
    Agitação psicomotora – Etiologia gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosSíndroma do pôr-do-sol

    • Tratamentos cronobiológicos úteis:

      • Melatonina,

      • Fototerapia

        • exposição à luz artificial ou à luz solar nas horas matinais

    • Dado o risco, AP ficam reservados para síndromes do pôr-do-sol severos

      • Se optar por AP, fazer 1 a 2 horas antes da hora em que a alteração comportamental irá previsivelmente decorrer.

        • Por exemplo pode usar-se

          • 25 mg de quetiapina,

          • 0,5 mg de risperidona,

            • as 17 horas e antes de deitar


    Fenomenologia dos bpsd agressividade
    Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosAgressividade

    • Em cerca de 25% dos doentes em fases moderadas ou severas de DA

      • A frequência tende a aumentar com a severidade da demência e pode ser relativamente persistente

    • Ao contrário da agitação, não dirigida, a agressividade é um comportamento dirigido

      • (auto ou hetero-dirigido),

      • na forma física (motora) ou verbal

    • Pode ser:

      • a agressividade verbal (explosão verbal, gritos…),

      • a agressividade física (morder, bater, resistência agressiva aos cuidados…)


    Fenomenologia dos bpsd agressividade1
    Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosAgressividade

    Há 2 tipos de agressividade na demência

    1) A agressividade impulsiva

    Ocorre espontaneamente,

    Originada por factores internos e biológicos como a psicose , mania, depressão, e a própria demência.

    2) A resistência agressiva

    Habitualmente desencadeada por intervenções do cuidador

    particularmente as focadas nos cuidados pessoais.

    Essa agressividade pode decorrer

    da frustração por já não conseguir desempenhar

    ou por já não entender o propósito das mesmas


    Fenomenologia dos bpsd depress o
    Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosDepressão

    • Depressão major, é relativamente rara (DA) comparativamente à demência vascular

      • (3,2% vs 21,2% na DV)

      • e está associada a estados mais iniciais

    • Apesar da depressão major ser rara, os sintomas depressivos e apatia são frequentes,

      • ocorrendo em 20 a 25% dos doentes com DA

    • A depressão pode agravar o défice cognitivo (pseudodemência).


    Fenomenologia dos bpsd apatia
    Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosApatia

    Apresentam interesse, motivação ou iniciativa diminuídos para as actividades em que estão envolvidos

    O espectro de emoções é mais estreito, com perda da gama completa de recursos afectivos, como o “calor”, o humor

    À medida que a doença progride ficam sentados todo o dia no mesmo local, fazendo pouco ou nada

    Esta constelação de sintomas é frequentemente conhecida por sintomas negativos da demência

    Parece associada a doença mais severa

    Não respondem à medicação antidepressiva e pode inclusive agravar com os ISRS


    Fenomenologia dos bpsd ansiedade
    Fenomenologia dos BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosAnsiedade

    • Frequente principalmente nas fases iniciais,

      • onde ocorrem em 40% dos doentes

    • Pode manifestar-se por :

      • Medos (inespecíficos, de estar sozinho, de doenças, da morte, da dependência...)

      • Preocupação excessiva com afazeres reais ou imaginários

        • (ansiedade antecipatória…agita na noite antes da consulta)

      • Somatizações

      • Agitação

        • Podem ser incapazes de exprimir sentimentos de apreensão, de medo

        • Assim, sintomas mais objectivos como a agitação ligeira podem reflectir ansiedade e responder aos ansiolíticos habituais


    BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Tratamento farmacológico


    Bpsd ap
    BPSD - AP gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Inicialmente uso disseminado

    Actualmente restrição por EACV

    Regras do uso de AP na demência:

    Ponderar a real necessidade

    Avaliar sintoma-alvo

    AP são efectivos nos sintomas psicóticos (alucinações, delírios), agitação, agressividade, delirium

    Usar apenas nos BPSD mais severos

    Se ligeiros tentar primeiro métodos não farmacológicos


    Bpsd ap1
    BPSD - AP gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Avaliar subtipo de demência

    Ter em consideração DCLewy antes de prescrever qualquer AP

    Demência de Parkinson usar AP com menos EPS

    Comorbilidades

    Avaliar sempre factores de risco cardiovascular

    ECG – arritmias, intervalo QTc

    Durante o tratamento ser vigilante e tratar factores de risco, para baixar a probabilidade de EACV (FA, HTA, DM, dislipidémias)

    Alternativas terapêuticas


    Bpsd ap2
    BPSD - AP gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Abordar com cuidadores riscos/ benefício do AP

    Começar com doses baixas

    Aumentar lentamente

    Mínimo 2 dias antes de escalar a dose

    Demenciadosdoses < que não demenciados

    Não fazer medicação adeternum

    Ver doente brevemente ou deixar contacto

    Revisões frequentes

    Disponibilidade para ajustes até via telefónica

    Não deve exceder 2 meses sem uma revisão

    Se após interrupção voltarem sintomas, reiniciar


    Bpsd ap3
    BPSD - AP gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    • APt e APa são eficazes nos BPSD

    • Devido ao melhor perfil de efeitos 2º preferir atípicos, apesar da indicação off-label

    • Usar os menos anticolinérgicos (cognição…)

    • Ex: de quetiapina, risperidona, olanzapina


    Bpsd ap doses dos ap nas bpsd
    BPSD - AP gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosDoses dos AP nas BPSD

    Medicamento Início (mg/dia) Dose (mg)

    Haloperidol 0.5 0.5-2 id(5mg!)

    Risperidona 0.5 0.5-2 id

    Clozapina 6.25 (1/4 de cp) 10-100 id

    Olanzapina 2.5 5-10 id

    Quetiapina 25 25-150 id

    A dose inicial de 0.5 mg/dia, e máxima de 2 mg/dia equivalentes de haloperidol.

    BPSD guidelines


    BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    AD


    Bpsd antidepressivos
    BPSD - Antidepressivos gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Os AD devem ser sempre equacionados se

    Agitação, Apatia, Distúrbio do humor

    ISRS e ADT eficazes na depressão

    ISRS melhor tolerados

    Trazodona (50-100mg) e mirtazapina(15-45 mg)

    Distúrbios do sono, agitação, agressão, impulsividade, ansiedade, depressão

    1 estudo trazodona com eficácia=haloperidol

    Paroxetina – efeitos anticolinérgicos

    Fluvoxamina – interacções farmacológicas

    ISRS, particularmente citalopram, escitalopram ou sertralina, drogas de escolha na depressão no idoso

    ADT: Evitar no idoso


    BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    BZD


    Bpsd bzd
    BPSD – BZD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    • BPSD que respondem melhor às BZD são:

      • Ansiedade, tensão, irritabilidade, insónias

      • Diminuem agitação na mesma extensão dos APt

    • Demenciadosmuito sensíveis aos ef. adversos:

      • Agravamento cognitivo/confusional, amnésia, paradoxal, sedação diurna, ataxia, quedas, particularmente com as de longa duração

    • Preferir semivida curta

      • (oxazepam ou lorazepam) - que não acumulam

        • Lorazepam 1-2,5mg

          • útil para distúrbios episódicos ou agitação que pode ser antecipada (1-2 horas antes).

        • Em períodos curtos (4 a 6 S). Depois desmame gradual.


    Bpsd buspirona
    BPSD - Buspirona gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Resultados dúbios na agitação

    Alguns estudos positivos outros sem benefícios na agitação

    Com base nos dados disponíveis não pode ser recomendada para BPSD moderados e severos,

    Útil na gestão da ansiedade suaveem pacientes com demência em doses de 20-60 mg/dia.


    Bpsd zolpidem
    BPSD - Zolpidem gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    • Os hipnóticos zolpidem e zopiclone são mais seguros do que as BZD.

    • Zolpidem 10 mg pode ser usado nas perturbações do sono.


    Bpsd apatia
    BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectosApatia

    • Metilfenidato 10-20mg/dia

    • Modafinil 100mg/dia

    • Bupropion 150-450 mg/dia

    • Amissulprida 25-50 mg/dia

    • IAchE


    BPSD gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    AChEIs


    Bpsd acheis

    Apesar de apenas autorizados sintomas cognitivos gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    Têm efeitos benéficos nos BPSD

    (instalados e diminuem seu surgimento)

    melhoram o défice colinérgico

    que acompanha a neurodegeneração, em alguns tipos de demências

    BPSD - AChEIs


    Bpsd acheis1
    BPSD - AchEIs gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

    • Melhorias estatisticamente significativas em 10 de 12 domínios do NPI

      • delírios,

      • alucinações

      • ansiedade

      • apatia

      • euforia

      • elação do humor

      • irritabilidade

      • comportamento motor aberrante

      • comportamento nocturno

      • alterações do apetite


    Bartorelli L. Giraldi C. et al; Effects of switching from na AChEI to a dual AChEI in AD. Current Med Res and Opinion. Vol. 21, 11, 2005, 1809-1817


    Memantina
    Memantina redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Deve ser considerada para o controlo de BPSD e cognição na DA

    • Pode ser usado em associação com IAchE


    Quando come ar os antidemenciais
    Quando começar os antidemenciais? redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Os IAchE podem retardar a progressão da DA, pelo que, o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível


    Quando parar os antidemenciais
    Quando parar os antidemenciais? redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Guidelines da NICE (UK) referem:

      • Não devem ser iniciados se MMSE < 12

      • Interromper abaixo desse valor

    • No SNS italiano

      • Iniciar apenas se MMSE>14

      • Parar se <10


    Quando parar os antidemenciais1
    Quando parar os antidemenciais? redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Contudo estas regras não tiveram em conta os dados da literatura mostrando que os IAchE são clinicamente eficazes mesmo nas fases avançadas da DA

    • A decisão de parar deve ser seguida de observação pois em muitos nota-se deterioração cognitiva e funcional.

      • Muitas vezes esse declínio é rápido

    • O tratamento deve ser continuado nos doentes com DA que ainda beneficiem com eles, mesmo com MMSE < 10.

    • Só devem ser parados se:

      • Efeitos secundários

      • Ci

      • Dúvidas sobre a sua eficácia


    BPSD redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    Avaliação e plano terapêutico


    Avalia o e plano terap utico
    Avaliação e plano terapêutico redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    Antes de medicar clarificar questões:

    Definir qual o problema a ser “tratado”

    Qual o problema apresentado

    Estamos na presença de um BPSD?

    Delirium?

    Causa médica (infecções, dor, HE…?)

    Causa farmacológica?

    Outra doença psiquiátrica?

    Causas relacionais/ambientais?


    Avalia o e plano terap utico1
    Avaliação e plano terapêutico redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Caracterizar o “problema”

      • Sua frequência, gravidade, impacto

        • para doente, para cuidador

        • Ex: 1 vez por semana.

          • Enviusamento cognitivo. Na consulta refere: sempre agitado…

          • Fazemos uma prescrição contínua quando podia ser SOS ou nem ser necessária

          • Sensato fazer calendário da agitação em que se aponta os dias e circunstâncias em que agitou

      • Em que circunstâncias/contexto surge?

        • Pode mudar-se essas circunstâncias? (ambiente, forma de prestar cuidados e interacção…)

        • uma agitação psicótica aborda-se de forma diferente da agitação apenas contextual (ex: quando se veste ou no banho…)

          • Banho: música, aromaterapia, parar

        • Um doente entrou num lar há pouco

          • revela tristeza, ansiedade e agitação

          • pode não necessitar mais que apoio e tempo


    Avalia o e plano terap utico2
    Avaliação e plano terapêutico redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Avaliar consequências do BPSD

      • Aspectos de segurança (como quedas, agressões, risco de suicídio, homicídio, desnutrição, desidratação)

      • Desgaste do cuidador

  • Respostas a estas questões determinam o tipo de intervenção posterior.


  • BPSD redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    Tratamento não farmacológico


    Simplifica o dos comportamentos t cnica abc
    Simplificação dos comportamentos redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não ADTécnica ABC

    • Tarefa complexa=agitação

      • Ex: lavar os dentes

      • reduzir a tarefa a subtarefas mais simples

        • Fará apenas 1 delas de cada vez

        • pegar na escova, apertar a embalagem da pasta, esfregar os dentes…

        • Recuperando sentimento de controlo

        • e diminuindo a agressividade


    Ambiente
    Ambiente redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Um ambiente não familiar ou desestruturado pode aumentar a confusão (Sadock, 2005).

    • Diminuem agitação, ansiedade, psicose:

      • Iluminação adequada

        • As áreas escuras ou cinzentas são vistas como buracos no chão ou esconderijos para estranhos.

      • Restaurar visão e audição


    Ambiente1
    Ambiente redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Fornecer objectos familiares (ex: fotografias)

    • Não introduzir demasiadas mudanças

      • Ambiente familiar

      • Se necessárias devem ser graduais

      • Qualquer mudança, por pequena que seja pode gerar ansiedade, agitação e angústia.

    • Não mudar de lugar os quadros, fotos, objectos pessoais. Não são meros objectos, são pontos de referência e orientação


    Ambiente2
    Ambiente redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Tapar os espelhos

      • pois ao ver a sua imagem fica confuso e assustado

      • (prosapognosia).

    • Evitar contenção física pois pode aumentar agitação, confusão, e ansiedade.

      • Idealmente deve haver supervisão e permissão para deixar os doentes vaguear num ambiente seguro, em vez da contenção física


    Agita o agressividade
    Agitação, agressividade redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Ex: controlar agitação ao vestir

      • Sr. X começou a aparecer no centro de dia com várias equimoses nos braços.

      • A esposa foi confrontada com a situação.

      • Refere que ele fica agressivo quando o vai vestir e tem de fazer muita força para o conter.

    • Medidas adequadas para mudar o comportamento:

      • 1. Dizer à Sra. que a carrinha espera um pouco

      • 2. Que a ajudarão se necessitar

      • 3. Vesti-lo por etapas. Parar quando começar a agitar. Dar tempo. Afastar-se. Depois voltar.

      • 4. Usar roupas fáceis de vestir como fatos de treino. Não camisas (botões)...


    Altera es do sono
    Alterações do sono redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    …regras básicas de higiene do sono…

    não dormir durante o dia

    ser activo dentro das suas possibilidades

    cama sempre a mesma hora

    Avaliar número real de horas dormidas!


    (Rente, 2004) redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD


    Avan o e atraso de fase
    Avanço e atraso de fase redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    • Tratamento

      • Exposição à luz solar ou artificial no fim da tarde

      • Exercício físico à tarde

      • Melatonina após 4 horas da manhã

      • Cronoterapia é pouco eficaz

    Avanço na fase

    Atraso na fase

    18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 horas

    Sono normal


    Fenomenologia dos bpsd sono
    Fenomenologia dos BPSD redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não ADSono

    • Problemas de sono são observados em 25-43% dos doentes

    • São dos que mais sobrecarregam prestadores

      • comprometendo capacidade de lidar com doente em casa

      • as alterações do sono quando associadas com agitação são causa frequente de institucionalização

    • Sono fragmentado

    • Inversão do ciclo

    • Avanço de fase de sono com despertar aparentemente precoce


    Tratamento n o farmacol gico ideias delirantes e alucina es
    Tratamento não farmacológico redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não ADIdeias delirantes e alucinações

    • Não confrontar nem questionar a veracidade das afirmações

    • Não levantar a voz

    • Desviar a atenção do problema e distrair o doente para outra coisa

    • Nunca perder a paciência nem se ofender


    Tratamento n o farmacol gico apoio aos cuidadores
    Tratamento não farmacológico redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não ADApoio aos cuidadores

    É útil em todas as fases da demência

    Educação para compreensão da doença

    Inclui conselhos práticos para lidar com a psicopatologia

    Informação e encaminhamento para os recursos comunitários

    Criação de oportunidade para exprimir emoções e receios

    Avaliação da psicopatologia do cuidador

    Aconselhamento face à decisão, muitas vezes dolorosa de institucionalizar o familiar

    Assistência no processo de luto


    Tratamento n o farmacol gico apoio aos cuidadores1
    Tratamento não farmacológico redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não ADApoio aos cuidadores

    Educação dos cuidadores associada a

    Menor taxa de depressão e ansiedade dos cuidadores

    Melhoria da forma como lidam com BPSD

    Diminuir sentimentos de culpa se por vezes perderem a paciência com alguns comportamentos dos doentes

    Menor taxa de institucionalização dos doentes

    Melhoria da qualidade de vida


    Institucionaliza o
    Institucionalização redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    Não há um momento definido

    Dependerá sempre:

    da evolução da doença

    da psicopatologia

    das dependências

    do cuidador e sua capacidade de gerir a situação

    O domicílio será sempre a melhor opção

    a menos desestruturante,

    e que mantém o doente mais próximo da sua realidade

    O centro-de-dia deve ser a opção seguinte

    Institucionalização completa quando não há outras viáveis


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