slide1 n.
Download
Skip this Video
Loading SlideShow in 5 Seconds..
Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação PowerPoint Presentation
Download Presentation
Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação

Loading in 2 Seconds...

play fullscreen
1 / 81

Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação - PowerPoint PPT Presentation


  • 98 Views
  • Uploaded on

O projeto nacional de desenvolvimento dos governos Lula e Dilma: uma avaliação das dimensões social e econômica Apresentação na FISENGE, Búzios, RJ, Agosto de 2014 Ricardo Bielschowsky, IE-UFRJ.

loader
I am the owner, or an agent authorized to act on behalf of the owner, of the copyrighted work described.
capcha
Download Presentation

PowerPoint Slideshow about 'Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação' - lana


An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript
slide1

O projeto nacional de desenvolvimento dos governos Lula e Dilma: uma avaliação das dimensões social e econômicaApresentação na FISENGE, Búzios, RJ, Agosto de 2014 Ricardo Bielschowsky, IE-UFRJ

.

slide3

A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

algumas observa es sobre o presnte exerc cio de avalia o
Algumas observações sobre o presnte exercício de avaliação
  • Se orienta pela perspectiva “social-desenvolvimentista”;
  • Não prescinde do reconhecimento de prevalecem no pais forças políticas conservadoras, que espelham concentração de propriedade, renda e poder;
  • Se presta a enfrentar a desorientação da propaganda eleitoral das oposições (fragmentada em temas isolados, como inflação, corrupção, inadequação dos sistemas de saúde e de educação, Estado muito grande – coisas que valem para qualquer pais capitalista e qualquer momento da historia) – é preciso sair dessa “armadilha “;
  • Pergunta central : Qual a estratégia de desenvolvimento enunciada e buscada ? Resposta : governos Lula e Dilma tiveram marca e rumo

(Estratégia ou projeto nacional de desenvolvimento é o desenho da condução deliberada por governos e atores sociais de um padrão de desenvolvimento desejado e viável para uma nação)

slide5
.
  • Programa de governo Lula 2003

“(...) Especificadas as linhas de estratégia do novo modelo, cabe apontar os aspectos gerais da dinâmica de crescimento proposta. O motor básico do sistema é a ampliação do emprego e da renda per capita e, consequentemente, da massa salarial que conformará o assim chamado mercado interno de massas.” (“Programa de Governo 2002”, Coligação Lula Presidente, p. 44)

  • Em 2003, no Plano Plurianual 2004-2007:

“O PPA 2004-2007 tem por objetivo inaugurar a seguinte estratégia de longo prazo: inclusão social e desconcentração de renda, com vigoroso crescimento do produto e do emprego (...) pela expansão do mercado de consumo de massa e com base na incorporação progressiva das famílias trabalhadoras ao mercado consumidor das empresas modernas”. (MPOG, 2003, pp. 17 e 19).

slide6
.
  • Em 2007, no documento de lançamento do PAC:

“O Brasil iniciou, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um novo modelo de desenvolvimento econômico e social. Projeto que combina crescimento econômico com distribuição de renda e proporciona a inclusão de milhões de brasileiros e brasileiras no mercado formal de trabalho e na sociedade de consumo de massa. (...) Para crescer mais, de forma sustentável, é preciso aumentar a taxa de investimento da economia brasileira. Assim, o presidente Lula lança, neste início de seu segundo mandato, o Programa de Aceleração do Crescimento”

(Brasil, presidência, 2007, PAC, versão para a imprensa, pp. 1-2).

slide7

A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

balan o no campo social
Balanço no campo social
  • Avanços extraordinários nos três mandatos
  • Problemas enormes por enfrentar
tabela 1 indicadores de bem estar trabalho e renda 2002 2006 2010 e 2013 valores a pre os de 2013
TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Trabalho e renda, 2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)
tabela 1 indicadores de bem estar previd ncia 2002 2006 2010 e 2013 valores a pre os de 2013
TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: previdência 2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)
tabela 1 indicadores de bem estar assist ncia 2002 2006 2010 e 2013 valores a pre os de 2013
TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: assistência 2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)
slide12

TABELA 1 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Gastos sociais, distribuição de renda, taxa de pobreza :2002, 2006, 2010 e 2013 (valores a preços de 2013)

tabela 2 indicadores de bem estar desenvolvimento urbano e desenvolvimento agr rio 2002 e 2013
TABELA 2 - INDICADORES DE BEM-ESTAR: Desenvolvimento Urbano e Desenvolvimento Agrário, 2002 e 2013
problemas no campo social 500 anos de ac mulo de problemas enormes por enfrentar
Problemas no campo social : 500 anos de acúmulo de problemas enormes por enfrentar
  • Grande contingente de trabalhadores informais, salários ainda baixos
  • Infraestrutura social ainda com muita precariedade (em mobilidade urbana, moradia, saneamento básico, etc.);
  • Avanço de mercantilização e privatização de serviços de saúde e educação (como consequência da má qualidade dos serviços públicos)
  • Deterioração do pacto federativo no que se refere a proteção social
  • Alta concentração de renda e de poder, estruturas de dominação relativamente rígidas, poderosos lobbies de empresários (bancos, empreiteiras, imprensa, etc.)
uma s ntese sobre a dimens o social do desenvolvimento
Uma síntese sobre a dimensão social do desenvolvimento
  • Por um lado, podem-se encontrar indicações de que não se desfez a imensa concentração de propriedade e de poder, aumentaram as pressões e o avanço da mercantilização e privatização das políticas sociais, ocorreu captura de fontes de financiamento, o pacto federativo permanece enfraquecido, etc.
  • Por outro, podem-se encontrar evidencias de avanços na direção do fortalecimento das políticas universais, da maior convergência dessas ações com políticas voltadas para o combate da miséria extrema, de consolidação dos avanços institucionais nas políticas de educação e Seguridade Social (saúde, previdência, assistência Social, Segurança Alimentar e Seguro-Desemprego), do estabelecimento de uma política de valorização do salário mínimo, da formalização no mercado de trabalho e da ampliação dos investimentos nas políticas sociais urbanas.
uma s ntese sobre a dimens o social do desenvolvimento1
Uma síntese sobre a dimensão social do desenvolvimento
  • A coexistência de tendências contraditórias não deveria surpreender: o momento é de embate entre a afirmação do individualismo de mercado, próprio do neoliberalismo, e a defesa dos princípios da solidariedade e dos direitos, expressos na Constituição de 1988.
  • A clara identificação de uma estratégia de desenvolvimento desejável e viável, em que progressos na economia e na sociedade se façam de forma integrada, fortalece a disputa política e ideológica em favor do projeto de cidadania plena.

OBS: Trabalhadores e demais entidades da sociedade civil organizada no campo progressista têm papel central neste momento da história brasileira, na defesa das conquistas (por exemplo : na resistência à ofensiva contra salários e demais condições de trabalho, e na pressão por maiores avanços);

slide20

A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

slide22

Taxas anuais de crescimento (%) do PIB, da Formação Bruta de Capital Fixo e da produtividade do trabalho

  • Fontes: IBGE, Bacha e Bonelli (2001) relativamente a 1950-80 e demais períodos Barbosa e Pessoa (2013); a/ Taxas anuais, b/ médias aritméticas, b/ Taxas anuais médias geométricas ; d/ 1981-90 ; d/ 82-93;; e/2004-2010; e/ 2011-2012
tabela 3 indicadores de desempenho econ mico 1999 02 2003 06 2007 10 2011 13
Tabela 3: Indicadores de desempenho econômico 1999-02, 2003-06, 2007-10, 2011-13
slide24

CAMBIO E INFLAÇÃO

Preço de commodities não tendem a pressionar como antes

Cambio, IPCA e Commodities

Fonte: BCB, FMI, IBGE.

transa es correntes acumulado em 12 meses us bilh es e do pib
Transações Correntes Acumulado em 12 meses(US$ bilhões e % do PIB)

TRANSAÇÕES CORRENTES

Déficit se estabilizou desde outubro de 2013 – 3,5% do PIB

US$ bilhões

% do PIB

Fonte: BCB

slide26

A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

slide27
.

As frentes de expansão e seus “turbinadores” avanços e dificuldades

as frentes de expans o e seus turbinadores
As frentes de expansão e seus “turbinadores”
  • A evolução recente da formação bruta de capital fixo e a taxa requerida de investimento;
  • As três frentes de expansão desde meados dos anos 2000: crescem em simultâneo, são parte de um novo padrão de desenvolvimento
  • A disputa entre impulsos e freios aos investimentos
    • Questão geral: investimento no atual marco regulatório pós-reformas neoliberais
    • Impulsos
    • Freios

4. O desafio maior : indústria de transformação e a inovação;

slide29
.

Primeira parte

A evolução recente da formação bruta de capital fixo e a taxa requerida de investimento

slide30

TRILOGIA BÁSICA DO DESENVOLVIMENTO A MÉDIO E LONGO PRAZOS: PIB, INVESTIMENTO E PRODUTIVIDADE (FORTEMENTE CORRELACIONADOS)

PIB PRODUTIVIDADE

PIB INVESTIMENTO

INVESTIMENTO PRODUTIVIDADE

OBS: causalidades à gosto de cada autor

slide31

Taxas anuais de crescimento (%) do PIB, da Formação Bruta de Capital Fixo e da produtividade do trabalho

  • Fontes: IBGE, Bacha e Bonelli (2001) relativamente a 1950-80 e demais períodos Barbosa e Pessoa (2013); a/ Taxas anuais, b/ médias aritméticas, b/ Taxas anuais médias geométricas ; d/ 1981-90 ; d/ 82-93;; e/2004-2010; e/ 2011-2012
slide33
.

Qual a taxa de investimento requerida para uma expansão de, digamos, 4 a 5 pontos percentuais ?

  • Em que nos ajuda a série histórica ?
  • Em que nos ajuda a comparação internacional ?
consumo das fam lias e investimento

DESDE O PAC, O INVESTIMENTO É O PRINCIPAL MOTOR DO CRESCIMENTO, IMPULSIONADO PELO SETOR PÚBLICO(OBS: slide apresentado por Dweck, agosto de 2014)

Consumo das Famílias e Investimento

Índice 2004 = 100

Fonte: IBGE

slide37

Investimento público (preços de 1995)

(OBS: slide apresentado por Dweck, agosto de 2014)

taxa de investimento obs gr fico elaborado por nilson teixeira cr dit suisse 2013

Taxa de investimento (OBS: Gráfico elaborado por Nilson Teixeira, CréditSuisse, 2013)

slide41

Taxa de investimento em construção civil(OBS: Gráfico elaborado por Nilson Teixeira, CréditSuisse, 2013)

t axa de investimento em equipamentos e em constru o no per odo 2004 2013
Taxa de investimento em equipamentos e em construção no período 2004-2013
  • A taxa de crescimento do investimento em equipamentos foi, no período 2004-2010, cerca de duas vezes superior à do investimento em construção (em média, 9% anuais contra 4,8% anuais);
  • É bem provável que isto tenha sido resultante principalmente do menor crescimento do investimento em construção residencial, restando confirmar se nos anos 2010-2013 repetiu-se o fraco desempenho que comprovadamente o mesma teve nos anos 2000; (Vale notar que o investimento de famílias (majoritariamente em residências) pesa cerca de 25% do total da formação bruta de capital fixo da economia, e quase não contém máquinas e equipamentos);
  • Isto também ajuda a explicar que a expansão do investimento do setor privado tenha sido inferior à do setor publico no período 2004-2012, já que o investimento em construção residencial é privado.
mais 3 a 4 seriam suficientes para um crescimento de 4 a 5
Mais 3 a 4 % seriam suficientes para um crescimento de 4 a 5 %?
  • O número é intuitivo, é razoável, mas não há como se saber ao certo
  • ADVERTENCIAS
    • Há muitas dúvidas sobre a correção dos dados do IBGE sobre formação bruta de capital fixo, muito especialmente no que se refere a “construção” (a parte referente a equipamentos não tem suscitado dúvidas);
    • A comparação internacional que ajuda a referida percepção deve ser tomada com cuidado porque a forma de contabilizar investimento varia de país para país;
    • O mais importante: Uma correta aproximação a “cenários” sobre “taxas de investimento requeridas” exige :
      • Construir um mapa de alternativas de composição do crescimento por setor de atividade da economia;
      • Conhecer o estoque de capital existente e a taxa de reposição do mesmo.
slide44
.

Segunda parte

As três frentes de expansão desde meados dos anos 2000

slide45

A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

tr s frentes de expans o ampliados a cinco grupos

Três frentes de expansão ampliados a cinco grupos

Infraestrutura Geral (exclusive residências/famílias);

Infraestrutura de famílias (Residências)

Recursos naturais (incluindo agroindústria de alimentos e celulose)

Consumo de massa (serviços e bens industriais de consumo)

Encadeamentos industriais para todos as frentes de expansão : Bens de capital e bens intermediários

slide47

Investimento nas frentes de expansão : Composição (2008) e taxa de crescimento do Investimento 2004-2008 (em %) preços constantes de 2000

taxas de crescimento do investimento nas frentes de expans o no ciclo 2004 2008

Taxas de crescimento do investimento nas frentes de expansão no ciclo 2004-2008

Total = 10 % ao ano, as três frentes= 10% ao ano,

Infraestrutura = 10% ao ano

Geral (exceto residências) 16% ao ano

Residências 3,4% ao ano;

Recursos naturais = 10 % ao ano (agroindústria 9,5% ao ano)

Consumo de massa = 10% ao ano

Bens não duráveis de consumo = 8,7% ao ano

Bens duráveis de consumo = 9,8% ao ano

Serviços = 10,8 % ao ano

Bens de capital e bens intermediários = 12 % ao ano

Bens de capital = 13,1 % ao ano

Bens intermediários = 10,9% ao ano

Memo : (Indústria de transformação = 10,3 % ao ano)

Investimento publico =12% (privado 9%)

algumas perguntas sobre tend ncias desfavor veis nas frentes de expans o
Algumas perguntas sobre tendências desfavoráveis nas frentes de expansão

1) Investimentos em recursos naturais :

Com propriedade estrangeira ( e crescentemente chinesa)?

Destruidora da natureza ?

Com geração de “renda da terra” em favor dos acionistas;

De tipo “ enclave”, sem encadeamentos produtivos locais e sem progresso técnico promovido nacionalmente ?

2) Investimento em infraestrutura sem encadeamentos produtivos ? Sem ocorrência de inovações ? Com taxas de retorno muito altas (e tendência a aumento nas tarifas ?

3) Consumo de massa no Brasil e produção em massa na China ?

4) Como aumentar a taxa de investimento ?

slide50
.

Terceira parte

Diagnóstico de Impulsos e freios aos investimentos

a queda de bra o entre freios e impulsos aos investimentos nas frentes de expans o
A QUEDA DE BRAÇO ENTRE FREIOS E IMPULSOS AOS INVESTIMENTOS NAS FRENTES DE EXPANSÃO.
  • Advertência: menor propensão a investir no atual marco regulatório pós-reformas neoliberais
  • Impulsos
  • Freios
      • Aos investimentos autônomos
      • Aos investimentos induzidos
b aixa propens o a investir no atual marco regulat rio p s reformas neoliberais de collor e fhc
.Baixa propensão a investir no atual marco regulatório (pós-reformas neoliberais de Collor e FHC ) ?
  • A liberalização comercial reduziu a rentabilidade e aumentou os riscos e as incertezas para investimentos em expansão e diversificação produtiva nos setores de bens “tradables”;
  • A privatização significou maiores exigências de rentabilidade e maior aversão a riscos e incertezas;
  • A liberalização financeira e a volatilidade nos fluxos de capitais geraram grande instabilidade macroeconômica, que reduziram a confiança do investidor. A “financeirização” desloca sistematicamente recursos do setor produtivo para a atividade especulativa e o rentismo;
  • A retração do Estado fragilizou a capacidade do setor público de coordenar e de realizar investimentos em infraestrutura e de por em marcha blocos integrados de expansão multi-setorial;
cinco conjuntos de impulsos reais e ou potenciais ao investimento nas tr s frentes de expans o
Cinco conjuntos de impulsos (reais e/ou potenciais) ao investimento nas três frentes de expansão
  • As frentes de expansão permanecem ativas, apesar de sua desaceleração recente;
  • Inexistem barreiras estruturais ao crescimentoem médio prazo (energia abundante, divisas sob controle, boa disponibilidade de força de trabalho, etc.);
  • O estado geral da macroeconomia é bastante razoável (inflação sob controle, baixa relação entre dívida pública e PIB e entre déficit externo e exportações etc.);
  • Háinédita capacidade de mobilizar recursos de longo prazo, públicos e privados: espaço fiscal, BNDES, Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB), Fundos de pensão, espaço de emissão primária de ações e debêntures, no Brasil e no exterior;
  • Estão em operação instrumentos importantes que podem estar ajudando a evitar maiores quedas na taxa de investimento, nas atuais circunstancias de baixa expansão do PIB e de dificuldades da economia mundial (PAC, PBM, etc.)
freios reais e ou potenciais aos investimentos
Freios (reais e/ou potenciais) aos investimentos
  • Em infraestrutura
  • Em recursos naturais
  • Em consumo de massa
slide56
Alguns freios (reais e/ou potenciais) ao aumento nos investimentos em infraestrutura (geral e residencial)
  • Contenção fiscal;
  • Dificuldades do setor público (para realizar pré-investimento, acelerar e fiscalizar licitações, contornarobstruções legais (ambientais, “judicialização”, etc.);
  • Inadequada oferta de serviços de construção civil (Queda de braços por preços entre governos e firmas, margens elevadas e problemas financeiros nas firmas na construção residencial, etc.)
  • Debilidade do mercado de crédito em longo prazo, e pouca acessibilidade de população de baixa renda para construção residencial;
  • Problemas ficanceiros nas empresas publicas do setor elétrico
  • Outros: vide discussões e conclusões do 10º Congresso da Fisenge
f reios reais e ou potenciais aos investimentos em recursos naturais
Freios reais e/ou potenciais aos investimentos em recursos naturais
  • Desaceleração da demanda internacional;
  • Outros: vide discussões e conclusões do 10º Congresso da Fisenge
slide58
Freios (reais e/ou potenciais) aos investimentos em bens e serviços de consumo de massa : restrições internas e externas
tr s restri es internas
Três restrições internas

1) Retrocesso na quebra de tendência dos anos 2004-2010 relativamente à dos vinte e poucos anos prévios

  • Memória de mais de vinte anos de baixo crescimento (1981-2003) tornaram cauteloso (“preguiçoso”) o acelerador (os “animal spirits”tardam a se recuperar). O período 2004-2010 foi o primeiro ciclo sustentado de expansão desde 1980, e em seus últimos anos a “queda de braços” parecia estar sendo ganha pelos impulsos favoráveis ao investimento, sobrepujando-se aos freios; mas a confiança do investidor sofreu dois golpes:
    • Em 2008 um primeiro golpe com a crise mundial, parcialmente contornado em 2010;
    • Um segundo a partir em 2011, com queda abrupta do crescimento, recorrentes sinais de cautela fiscal e monetária por parte do próprio governo (2011, 2013 e 2014) diante de supostas pressões inflacionárias;
tr s restri es internas1
Três restrições internas

2) Taxas de juros de curto prazo permanentemente estratosféricas, e percepção de taxas de cambio persistentemente apreciadas.

3) Percepção de inevitabilidade de políticas macroeconômicas restritivas em 2015 (por conta de ajuste de tarifas de energia (petróleo e elétrica), e de continuidade de efeito inflacionário de recente desvalorização do cambio;

tr s restri es externas atuantes especialmente sobre os investimentos em bens industriais
Três restrições externas (atuantes especialmente sobre os investimentos em bens industriais)
  • “Revolução” de queda de preços no mercado mundial, desde aproximadamente o início dos anos 2000, provocada pela engrenagem sino-asiática de produção que combina baixos salários, significativos aumentos de escala e forte introdução de progresso técnico, comandada por China, Japão e Coreia do Sul; adicionalmente
  • Menor expansão do comercio mundial a partir de 2008, e formação de grande capacidade ociosa mundial, especialmente na indústria de transformação;
  • Restrição externa/interna: Efeito de confirmação de baixa competitividade na indústria de transformação: Baixo investimento em expansão, modernização e inovação (examinado adiante) gera estagnação na produtividade e consequente ampliação da brecha de produtividade e competitividade no setor cm relação ao resto do mundo, formando circulo vicioso de estagnação;
slide62
.

Quarta parte

Grande desafio : encadeamentos com setor industrial e inovação (os turbinadores dos três motores) não estão operando a contento

slide63

A estrategia de desenvolvimento enunciada pelos governos Lula e Dilma como esquema analítico para organizar a reflexão sobre desenvolvimento social e econômico

grande desafio
Grande desafio
  • Encadeamentos com a indústria de transformação: embora o investimento fixo tenha crescido muito, tem sido em modernização, e não em expansão, diversificação e inovação);
  • Inovação : as taxas de inovação permanecem muito aquém do desejado ( investimento em inovação continua baixo)
ind stria dois enigmas

Indústria : Dois enigmas

Boa expansão dos investimentos, e pelo que mostram algumas fontes (por confirmar), boa rentabilidade nos anos 2000, (embora declinante nos anos mais recentes); mas expansão da oferta bem aquém da demanda, e “avalancha importadora”

Crescimento razoavelmente rápido do VA e do investimento, mas baixo aumento na produtividade

slide66

Taxas anuais médias de expansão do valor adicionado, dos investimentos e da produtividade na indústria de transformação, 2008/2003 (a preços de 2000) , e variação na balança comercial entre 2003 e 2008 (US$ bilhões correntes)

hip tese para o primeiro quebra cabe as

Hipótese para o primeiro quebra-cabeças :

Tem havido razoável investimento em modernização, mas pouco investimento em expansão, diversificação e inovação.

os determinantes b sicos do investimento na ind stria

Os determinantes básicos do investimento na indústria

O patrimônio que é fruto nos investimentos já realizados, já enraizados, produz boa rentabilidade, e corre baixo risco. Em sua maior parte já se encontra financeiramente amortizado. Por isto, fecham-se poucas fábricas. É bom negocio investir em sua modernização, e isso tem sido feito.

A rentabilidade esperada sobre novos investimentos é baixa, frente aos riscos e à percepção de incertezas. Por isso abrem-se poucas fábricas, e ampliam-se pouco as existentes.

os dois ciclos de moderniza o

Os dois ciclos de modernização

Primeiro ciclo, confirmado : anos 1995-98 (Bielschowsky, 1998);

“Ainda que os segmentos mais dinâmicos tenham estendido o investimento além da modernização, esse foi o movimento mais importante e generalizado (...). O processo foi viabilizado pelo fato de o investimento em modernização se caracterizar por alto rendimento, porquanto eleva a eficiência de todo o estoque de capital preexistente”.

Segundo ciclo, anos 2004-2008 (ou 2004-2010) (Bielschowsky. Squeff e Vasconcelos); mesma natureza do primeiro, forte indicação devido a aumento do coeficiente de importação simultâneo a aumento nos níveis de utilização de capacidade. A conclusão se alinha com a que chegaram Kupfer e Laplane (2010), ao analisarem, três anos atrás, os investimentos nos anos 2000:

“A reticência na imobilização de capital em ativos de maior prazo de retorno é uma marca do sistema empresarial brasileiro, fortalecida durante os longos anos de instabilidade que sucederam as crises dos juros e da dívida na virada dos anos 1980”.

slide70

Segundo de dois “enigmas” : como entender queda na produtividade industrial, apesar de boa expansão do VA e do investimento ?

Algumas hipóteses :

As estatísticas de produtividade das contas nacionais são ruins (talvez a boa seja a da PIM, que mostra aumento de cerca de 15% no período 2004 a 2008);

Já não se consegue mais adicionar produtividade às plantas herdadas do PND II (diferentemente do que ocorreu nos anos 1990). É preciso investir em expansão, diversificação e inovação, para obter aumentos significativos de produtividade, não basta “modernizar”.

David Kupfer : há rendimentos decrescentes de escala porque as empresas mantêm suas plantas menos produtivas desligadas, e ocupam a capacidade quando o produto expande.

OBS: São necessários engenheiros e tecnólogos para entender o estranho comportamento da produtividade no período, e realizar uma boa radiografia das operações produtivas, e do tipo de investimento realizado

slide71

A modo de conclusãoComo expandir e diversificar a industria? Com que orientaçãogeral e com que políticas (macroeconômicas e industriais) ?

slide72
A PERGUNTA-CHAVE SEGUINTE É : O QUE OCORRE COM RENTABILIDADE, RISCOS E INCERTEZAS QUE TORNA OS INVESTIMENTOS EM EXPANSÃO, DIVERSIFICAÇÃO E INOVAÇÃO TÃO BAIXOS ?

HIPÓTESE: A QUEDA DE BRAÇO ENTRE IMPULSOS E FREIOS AO INVESTIMENTO ESTÁ SENDO GANHA PELOS FREIOS

duas propostas problem ticas
Duaspropostas problemáticas

Desvalorização cambial radical (Bresser Pereira-FGV-SP)

Neoliberais

Inserção em cadeias globais de valor (sem identificação de conteudo e de forma);

Aumento de concorrencia por queda de tarifas (desconsiderando que X e M quadruplicaram, que tarifas apenas substituiram cambio, e ignorando possivel reapreciação cambial).

slide74
Como expandir e diversificar a industria? Com que orientaçãogeral e com que políticas (macroeconômicas e industriais) ?
nossa o rienta o geral para a reindustrializa o
Nossaorientaçãogeral para a “reindustrialização”

Admitir a baixa viabilidade de modelo exportador (ilusão de inserção em “cadeias produtivas globais”) e confirmar o uso de um modelo de crescimento pelo mercado interno, com exportações incentivadas, e alimentadas pelas escalas para mercado interno (“growth-ledexport”). Admitir a baixa viabilidade de modelo exportador (ilusão de inserção em “cadeias produtivas globais”);

Aumentar rentabilidade e diminuir riscos dos investimentos em “greenfield” (ou em expansão considerável das plantas produtivas existentes), e com incentivos poderosos especialmente aos investimentos que promovem diversificação da produção em setores tecnologicamente densos e em inovação;

Faze-lo também com os incentivos macroeconômicos corretos, na equação juros-cambio

pol ticas macroecon micas
Políticas macroeconômicas

Reduzir a sensação de incertezas (“elevar o animal spirit”) – eliminar a memoria do baixo crescimento - com consistência e estabilidade nas políticas de crescimento.

Cambio: combinando competitividade a salario real alto. Piso (de 2,40, para começar) com flutuação suja, mas evitando excesso de desvalorização. porque isso traria mais inflação e afetaria os salários reais e a distribuição de renda, base do modelo de crescimento por produção e consumo de massa, com orientação de mercado interno. Compensar setores carentes em matéria de cambio com outros incentivos.

Ampliação do crédito de longo prazo com juros competitivos com o do resto do mundo (adotar juros reais norte-americanos, chineses e japoneses); Redução drástica dos juros sobre o capital de giro, “campeôes mundiais” na categoria;

Firmeza na expansão dos investimentos em infraestrutura e petróleo, que são uma responsabilidade publica, mesmo quando são executados por empresas privadas (e são criadores de externalidades, de redução de custo-Brasil, além de forte demandantes de bens industriais);

slide77
Políticas industriais : incentivos direcionadosao investimento fixo nos encadeamentos ausentes ou fragilizados

Eleger as prioridades da politica industrial : a velha formula de observar o BP ajuda : o buraco é em partes/peças/componentes e em fármacos (onde reside o grosso do progresso técnico global) mas é também na petroquímica (e na redução do saldo da siderurgia ). É preciso diferenciar as políticas para os cerca de 10% do total do PIB e da FBCF brasileiro que precisam disso, em sua maior parte “muito tradables” da indústria de transformação.

Incentivos ficais e credíticios ( PBM, PSI, etc) diferenciados em favor do investimentos e das exportações, especialmente dos que se destinam a expansão, diversificação e inovação (e preferencialmente aos que se destinam à produção e às vendas correntes);

Encomendas publicas em proporções bem mais significativas, ordenadas e previsíveis do que as atuais;

pol ticas industriais amplia o radical da taxa de inova o
Políticas industriais : ampliação radical da taxa de inovação

Implementação de parcerias entre setor público e setor privado no campo da tecnologia, inclusive com identificação e incentivos aos nichos de mercado mundial para inovações brasileiras (agenda tem que ser verticalíssima, com eleição de setores e parceiros que possam se tornar ganhadores no mercado nacional e mundial).

Ampliação radical do mecanismo de contratos de risco.: Tratamento tem que ser vertical, caso a caso, com aceno de politicas integradas de recursos financeiros, encomendas estatais, e incentivos creditícios e fiscais.

provoca o final
Provocação final

Quanto custa reindustrializar, e que benefícios de longo prazo traz ?

Façamos as contas do aumento necessário da massa de lucro para a indústria de transformação (como % da renda nacional).

Busquemos propostas radicais.

slide80

O projeto nacional de desenvolvimento dos governos Lula e Dilma: uma avaliação das dimensões social e econômicaApresentação na FISENGE, Búzios, RJ, Agosto de 2014 Ricardo Bielschowsky, IE-UFRJ

.

slide81
.
  • Cicero Martins Jr. : Novo paradigma desenvolvimento atrelado com distribuição de renda ? Muitos desafios foram vencidos. Novos desafios surgiram. Um dos gargalos é a falta de projetos.
  • Carlão. Quem conhecia os dados do Mauricio ?
  • Sergio : pais vem se desenvolvendo em foram diferenciada. Apesar disso os analistas politicosteem feito diagnostico de pontos de estrangulamento, seja avançando mais seja voltando ao neoliberalismo. Como explicar a convergência de analise de estrangulamento ?
  • Fanini: Regime de metas de inflação. Inflação. Juros elevados. Produz recessão. 3 trilhoes.
  • Mauricio : novos investimentos determinados a partir de antigos; investimento puxa investimento
  • Goulart:
    • Investimento do milagre econômica da engenharia.
    • Vamos continuar exportando petróleo bruto ? Setor elétrico está desmantelado ?
  • Mailson : setor elétrico, situação dificil, como vai ser o desenvolvimento para esse novo cenário posto , será a partir do regional ou será centralizado ?
  • Gilson :
    • Taxa de investimento em e saúde educação e outras areas, Não ve refletido na ponta. Como está na saude ? Provoca instisfação. Qualidade de ensino.
    • Codigo de mineração com insatisfação. Pais parado em relação à mineração.
  • Luis Carlos : além da energia agua e comida. Mauricio, setor de energia e saneamento.