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Humberto Figueiredo Assistente Hospitalar de Psiquiatria Centro Hospitalar do Médio Tejo - PowerPoint PPT Presentation


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Humberto Figueiredo Assistente Hospitalar de Psiquiatria Centro Hospitalar do Médio Tejo. Demências. Demência. Termo clínico genérico Não define etiologia Não é uma doença, é uma síndrome. Definição de demência. Síndrome Caracterizada por declínio cognitivo Comparado a nível prévio

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Presentation Transcript
humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo
Humberto Figueiredo

Assistente Hospitalar de Psiquiatria

Centro Hospitalar do Médio Tejo

Demências

dem ncia
Demência
  • Termo clínico genérico
    • Não define etiologia
    • Não é uma doença, é uma síndrome
defini o de dem ncia
Definição de demência
  • Síndrome
    • Caracterizada por declínio cognitivo
      • Comparado a nível prévio
    • BPSD
    • Intensidade e duração suficiente para rebate
      • na vida social, ocupacional e AVDs
sintomas base da disfun o cognitiva das dem ncias s o a n vel da
Sintomas base da disfunção cognitiva das demências são a nível da:
  • Memória (recente-tardia)
  • Orientação (TEP)
  • Linguagem (anomia-afasia-mutismo)
  • Atenção/concentração
  • Funções executivas
    • (início, planeamento, organização, sequenciação, abstracção e controlo das actividades)
  • Raciocínio/abstracção (pensamento abstracto)
  • Julgamento/crítica
  • Praxis (Apraxia: Dificuldade de organizar um acto motor intencional; ex: comer, vestir, escrever…)
  • Gnosis (Agnosia=dificuldade em interpretar uma informação sensorial; ex: prosapognosia…)
slide8
BPSD

Geralmente definem-se 7 domínios principais nos BPSD:

  • Domínio da psicose (alucinações, delírios, síndromes de identificação errónea ou falsas identificações)
  • Domínio do humor (depressão, desinibição, euforia, mania, irritabilidade)
  • Domínio da ansiedade
  • Domínio psicomotor (vaguear, vocalizações repetitivas, agitação, agressividade, violência, comportamento motor aberrante)
  • Domínio neurovegetativo (sono, apetite, sexualidade)
  • Apatia
  • Reacção catastrófica
em termos gen ricos h 4 tipos de tratamentos para as dem ncias
Em termos genéricos há 4 tipos de tratamentos para as demências
  • Tratamento das causa tratáveis de demência
  • Tratamentos para os défices cognitivos das demências
  • Tratamento dos BPSD
  • Tratamentos dos factores de risco modificáveis que podem agravar o curso da demência (DM, HTA, dislipidémias…)
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BPSD

Tradicionalmente:

o declínio cognitivo era a marca essencial que definia a demência e sua progressão

Visão errada

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BPSD

Muito frequentes

em 60-98% dos casos de demência

+ nas etapas tardias

presentes ao longo de toda evolução

tipo e severidade são indicadores de severidade e progressão da demência

Controlo dos BPSD é fundamental no tratamento

A perda de memória causa menos sofrimento aos cuidadores e doentes, do que os BPSD

slide12
BPSD
  • Podem preceder o declínio cognitivo
    • Ex: na DCLewy frequentemente alucinações, delírios e síndromes de identificação errónea precedem declínio cognitivo.
  • Há demências em que a parte cognitiva não é essencial
    • DFT, DCL, DP, e na DA os BPSD podem dominar a apresentação clínica
  • Maioria das decisões terapêuticas sobreBPSD, não memória
  • Correcção destes sintomas
    • pode fazer a diferença entre a continuação dos cuidados domiciliários e o internamento ou institucionalização
    • tem impacto tremendo nos doentes, familiares, e sociedade
slide13

BPSD

Cronologia

slide14

Jost BC, Grossberg GT. The evolution of psychiatric symptoms in AD: a natural history study. J A Geriat Soc 1996; 44: 1078-81

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BPSD

Etiologia

slide16
O modelo mais adequado para compreender a etiologia, gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

Da doença

(biológicos) (neuropatológicos, bioquímicos e genéticos…)

Ach modula cognição, emoções, motivação e comportamento

Há aumento dos rec. a2 adrenérgicos nos DA agressivos, em estudo pós-mortem

DA com psicose têm > densidade de NFTs (2x os não psicóticos) no neocórtex (pat.frontal)

> NFTs no córtex orbitofrontal = comportamento motor aberrante, principalmente agitação

(médicos) (delirium, dor, álcool, HE, obstipação, ITU, farmacológica…)

(psiquiátricos ) (psicose ou depressão associada a agitação…)

Do doente

Psicológicos (personalidade pré-mórbida, forma como lida com stress…);

Físicos: Défices sensoriais (quadros psicóticos…)

Dificuldades na expressão (afasia, disartria condicionam ansiedade e revolta)

Do meio

factores ambientais (alterações rotinas sociais e ambientais…)

resposta do cuidador (mudança de cuidador, relação, tolerância, personalidade, psicopatologia…)

actos específicos (banho, vestir…)

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BPSD

Consequências

consequ ncias dos bpsd
Consequências dos BPSD
  • maior declínio cognitivo e funcional
  • maior sobrecarga física e emocional para o cuidador
    • causa frequente de absentismo, ansiedade, insónia e depressão (“S. burnout/exaustão do cuidador”).
  • perigo para próprio
    • (negligência na medicação, fugas, recusa alimentar e medicação (ex: delírio de envenenamento), destruição muscular, desidratação, IR, suicídio na depressão e psicose, quedas, acidentes)
  • perigo para outros (hetero-agressividade)
  • perigo para bens jurídicos de relevante valor
  • aumento da utilização de psicofármacos
  • internamentos mais prolongados
  • institucionalização mais precoce
  • grandes custos para a sociedade
    • 30% dos custos com a DA são atribuídos ao manejo dos BPSD
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BPSD

Fenomenologia

preval ncia de psicose na da
Prevalência de psicose na DA
  • Cerca de 50 a 60% dos doentes com DA desenvolvem psicose no prazo de 3 a 4 anos
fenomenologia dos bpsd psicose
Fenomenologia dos BPSDPsicose
  • Delírios + frequentes são de conteúdo paranóide (40%):
    • roubo
    • envenenamento
    • infidelidade
    • abandono
      • (prosapognosia impede de reconhecer familiares)
    • ser ameaçado ou abusado pelos cuidadores
fenomenologia dos bpsd psicose1
Fenomenologia dos BPSDPsicose
  • Em cerca de 25% dos casos o tema delirante:
    • é sobre a natureza do seu domicílio
      • (que não estão em sua casa)
    • ou relativamente as pessoas à sua volta
      • (que não é realmente a esposa, a filha, etc..)
  • São também comuns os delírios:
    • hipocondríacos
    • e a síndrome de Capgras
  • Alucinações podem ser auditivas, visuais, tácteis, olfactivas
    • As visuais são mais frequentes que as auditivas
fenomenologia dos bpsd psicose2
Fenomenologia dos BPSDPsicose
  • A psicose na DA pode reflectir um subtipo comportamental caracterizado por
    • uma deterioração mais rápida da demência,
    • maior probabilidade de agressividade,
    • maior sobrecarga para o cuidador
    • hospitalização e institucionalização mais precoce
    • os que têm psicose apresentam densidade de NTFs no córtex 2,3 vezes superior (maior gravidade histológica)
fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora
Fenomenologia dos BPSDAgitação psicomotora

Talvez o complexo de sintomas mais comum e mais debilitante na DA

Aumenta com a severidade da demência

30% nos estados iniciais

50% nas fases graves

É relativamente persistente em cada doente

É uma razão comum para tratamento psiquiátrico

fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora1
Fenomenologia dos BPSDAgitação psicomotora
  • A nível motor manifesta-se por:
    • uma actividade motora repetitiva, improdutiva, não dirigida:
      • inquietação,
      • incapacidade de permanecer sentado
      • andar de um lado para o outro sem objectivo (deambular),
      • repetição de actos diversos (vestir e despir, retorcer as mãos, puxar a roupa)
      • Agitação verbal: verbalização pode ir desde expressões repetidas de apreensão e medo até à incoerência sobre pressão, gritos e pragas (Spar, 2005).
fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora2
Fenomenologia dos BPSDAgitação psicomotora
    • A nível psíquico
      • irritabilidade, cólera, ansiedade, medo,
      • resistência ou recusa de cuidados
  • Muitas vezes acompanhada de:
    • diminuição da atenção e concentração
    • aumento da FC, FR e TA
    • crenças persecutórias e agressividade verbal e física
agita o psicomotora s ndroma do p r do sol
Agitação psicomotoraSíndroma do pôr-do-sol
  • Padrão específico e frequente de agitação
  • Sintomas pioram agudamente, num intervalo regular, todos os dias, geralmente no final do dia, ao anoitecer
      • (se bem que se pode verificar noutras alturas).
  • Está associado quer com delirium, quer demência.
  • O início recente deve fazer pensar num delirium.
  • Pode estar relacionado com
    • Menos melatonina
    • Pouca/tipo de exposição à luz
    • Inversão dos ciclos de sono
    • Horário da medicação
      • …entre outros factores
    • Delirium
agita o psicomotora etiologia s ndroma do p r do sol
Agitação psicomotora – EtiologiaSíndroma do pôr-do-sol
  • Tratamentos cronobiológicos úteis:
    • Melatonina,
    • Fototerapia
      • exposição à luz artificial ou à luz solar nas horas matinais
  • Dado o risco, AP ficam reservados para síndromes do pôr-do-sol severos
      • Se optar por AP, fazer 1 a 2 horas antes da hora em que a alteração comportamental irá previsivelmente decorrer.
            • Por exemplo pode usar-se
              • 25 mg de quetiapina,
              • 0,5 mg de risperidona,
                • as 17 horas e antes de deitar
fenomenologia dos bpsd agressividade
Fenomenologia dos BPSDAgressividade
  • Em cerca de 25% dos doentes em fases moderadas ou severas de DA
    • A frequência tende a aumentar com a severidade da demência e pode ser relativamente persistente
  • Ao contrário da agitação, não dirigida, a agressividade é um comportamento dirigido
    • (auto ou hetero-dirigido),
    • na forma física (motora) ou verbal
  • Pode ser:
    • a agressividade verbal (explosão verbal, gritos…),
    • a agressividade física (morder, bater, resistência agressiva aos cuidados…)
fenomenologia dos bpsd agressividade1
Fenomenologia dos BPSDAgressividade

Há 2 tipos de agressividade na demência

1) A agressividade impulsiva

Ocorre espontaneamente,

Originada por factores internos e biológicos como a psicose , mania, depressão, e a própria demência.

2) A resistência agressiva

Habitualmente desencadeada por intervenções do cuidador

particularmente as focadas nos cuidados pessoais.

Essa agressividade pode decorrer

da frustração por já não conseguir desempenhar

ou por já não entender o propósito das mesmas

fenomenologia dos bpsd depress o
Fenomenologia dos BPSD Depressão
  • Depressão major, é relativamente rara (DA) comparativamente à demência vascular
    • (3,2% vs 21,2% na DV)
    • e está associada a estados mais iniciais
  • Apesar da depressão major ser rara, os sintomas depressivos e apatia são frequentes,
    • ocorrendo em 20 a 25% dos doentes com DA
  • A depressão pode agravar o défice cognitivo (pseudodemência).
fenomenologia dos bpsd apatia
Fenomenologia dos BPSD Apatia

Apresentam interesse, motivação ou iniciativa diminuídos para as actividades em que estão envolvidos

O espectro de emoções é mais estreito, com perda da gama completa de recursos afectivos, como o “calor”, o humor

À medida que a doença progride ficam sentados todo o dia no mesmo local, fazendo pouco ou nada

Esta constelação de sintomas é frequentemente conhecida por sintomas negativos da demência

Parece associada a doença mais severa

Não respondem à medicação antidepressiva e pode inclusive agravar com os ISRS

fenomenologia dos bpsd ansiedade
Fenomenologia dos BPSD Ansiedade
  • Frequente principalmente nas fases iniciais,
    • onde ocorrem em 40% dos doentes
  • Pode manifestar-se por :
    • Medos (inespecíficos, de estar sozinho, de doenças, da morte, da dependência...)
    • Preocupação excessiva com afazeres reais ou imaginários
      • (ansiedade antecipatória…agita na noite antes da consulta)
    • Somatizações
    • Agitação
      • Podem ser incapazes de exprimir sentimentos de apreensão, de medo
      • Assim, sintomas mais objectivos como a agitação ligeira podem reflectir ansiedade e responder aos ansiolíticos habituais
slide35

BPSD

Tratamento farmacológico

bpsd ap
BPSD - AP

Inicialmente uso disseminado

Actualmente restrição por EACV

Regras do uso de AP na demência:

Ponderar a real necessidade

Avaliar sintoma-alvo

AP são efectivos nos sintomas psicóticos (alucinações, delírios), agitação, agressividade, delirium

Usar apenas nos BPSD mais severos

Se ligeiros tentar primeiro métodos não farmacológicos

bpsd ap1
BPSD - AP

Avaliar subtipo de demência

Ter em consideração DCLewy antes de prescrever qualquer AP

Demência de Parkinson usar AP com menos EPS

Comorbilidades

Avaliar sempre factores de risco cardiovascular

ECG – arritmias, intervalo QTc

Durante o tratamento ser vigilante e tratar factores de risco, para baixar a probabilidade de EACV (FA, HTA, DM, dislipidémias)

Alternativas terapêuticas

bpsd ap2
BPSD - AP

Abordar com cuidadores riscos/ benefício do AP

Começar com doses baixas

Aumentar lentamente

Mínimo 2 dias antes de escalar a dose

Demenciadosdoses < que não demenciados

Não fazer medicação adeternum

Ver doente brevemente ou deixar contacto

Revisões frequentes

Disponibilidade para ajustes até via telefónica

Não deve exceder 2 meses sem uma revisão

Se após interrupção voltarem sintomas, reiniciar

bpsd ap3
BPSD - AP
  • APt e APa são eficazes nos BPSD
  • Devido ao melhor perfil de efeitos 2º preferir atípicos, apesar da indicação off-label
  • Usar os menos anticolinérgicos (cognição…)
  • Ex: de quetiapina, risperidona, olanzapina
bpsd ap doses dos ap nas bpsd
BPSD - APDoses dos AP nas BPSD

Medicamento Início (mg/dia) Dose (mg)

Haloperidol 0.5 0.5-2 id(5mg!)

Risperidona 0.5 0.5-2 id

Clozapina 6.25 (1/4 de cp) 10-100 id

Olanzapina 2.5 5-10 id

Quetiapina 25 25-150 id

A dose inicial de 0.5 mg/dia, e máxima de 2 mg/dia equivalentes de haloperidol.

BPSD guidelines

bpsd antidepressivos
BPSD - Antidepressivos

Os AD devem ser sempre equacionados se

Agitação, Apatia, Distúrbio do humor

ISRS e ADT eficazes na depressão

ISRS melhor tolerados

Trazodona (50-100mg) e mirtazapina(15-45 mg)

Distúrbios do sono, agitação, agressão, impulsividade, ansiedade, depressão

1 estudo trazodona com eficácia=haloperidol

Paroxetina – efeitos anticolinérgicos

Fluvoxamina – interacções farmacológicas

ISRS, particularmente citalopram, escitalopram ou sertralina, drogas de escolha na depressão no idoso

ADT: Evitar no idoso

slide43

BPSD

BZD

bpsd bzd
BPSD – BZD
  • BPSD que respondem melhor às BZD são:
    • Ansiedade, tensão, irritabilidade, insónias
    • Diminuem agitação na mesma extensão dos APt
  • Demenciadosmuito sensíveis aos ef. adversos:
    • Agravamento cognitivo/confusional, amnésia, paradoxal, sedação diurna, ataxia, quedas, particularmente com as de longa duração
  • Preferir semivida curta
    • (oxazepam ou lorazepam) - que não acumulam
      • Lorazepam 1-2,5mg
        • útil para distúrbios episódicos ou agitação que pode ser antecipada (1-2 horas antes).
      • Em períodos curtos (4 a 6 S). Depois desmame gradual.
bpsd buspirona
BPSD - Buspirona

Resultados dúbios na agitação

Alguns estudos positivos outros sem benefícios na agitação

Com base nos dados disponíveis não pode ser recomendada para BPSD moderados e severos,

Útil na gestão da ansiedade suaveem pacientes com demência em doses de 20-60 mg/dia.

bpsd zolpidem
BPSD - Zolpidem
  • Os hipnóticos zolpidem e zopiclone são mais seguros do que as BZD.
  • Zolpidem 10 mg pode ser usado nas perturbações do sono.
bpsd apatia
BPSD Apatia
  • Metilfenidato 10-20mg/dia
  • Modafinil 100mg/dia
  • Bupropion 150-450 mg/dia
  • Amissulprida 25-50 mg/dia
  • IAchE
slide48

BPSD

AChEIs

bpsd acheis
Apesar de apenas autorizados sintomas cognitivos

Têm efeitos benéficos nos BPSD

(instalados e diminuem seu surgimento)

melhoram o défice colinérgico

que acompanha a neurodegeneração, em alguns tipos de demências

BPSD - AChEIs
bpsd acheis1
BPSD - AchEIs
  • Melhorias estatisticamente significativas em 10 de 12 domínios do NPI
    • delírios,
    • alucinações
    • ansiedade
    • apatia
    • euforia
    • elação do humor
    • irritabilidade
    • comportamento motor aberrante
    • comportamento nocturno
    • alterações do apetite
slide51

Estudos mostram o uso de rivastigmina na DA permite redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

Bartorelli L. Giraldi C. et al; Effects of switching from na AChEI to a dual AChEI in AD. Current Med Res and Opinion. Vol. 21, 11, 2005, 1809-1817

memantina
Memantina
  • Deve ser considerada para o controlo de BPSD e cognição na DA
  • Pode ser usado em associação com IAchE
quando come ar os antidemenciais
Quando começar os antidemenciais?
  • Os IAchE podem retardar a progressão da DA, pelo que, o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível
quando parar os antidemenciais
Quando parar os antidemenciais?
  • Guidelines da NICE (UK) referem:
    • Não devem ser iniciados se MMSE < 12
    • Interromper abaixo desse valor
  • No SNS italiano
    • Iniciar apenas se MMSE>14
    • Parar se <10
quando parar os antidemenciais1
Quando parar os antidemenciais?
  • Contudo estas regras não tiveram em conta os dados da literatura mostrando que os IAchE são clinicamente eficazes mesmo nas fases avançadas da DA
  • A decisão de parar deve ser seguida de observação pois em muitos nota-se deterioração cognitiva e funcional.
    • Muitas vezes esse declínio é rápido
  • O tratamento deve ser continuado nos doentes com DA que ainda beneficiem com eles, mesmo com MMSE < 10.
  • Só devem ser parados se:
    • Efeitos secundários
    • Ci
    • Dúvidas sobre a sua eficácia
slide56

BPSD

Avaliação e plano terapêutico

avalia o e plano terap utico
Avaliação e plano terapêutico

Antes de medicar clarificar questões:

Definir qual o problema a ser “tratado”

Qual o problema apresentado

Estamos na presença de um BPSD?

Delirium?

Causa médica (infecções, dor, HE…?)

Causa farmacológica?

Outra doença psiquiátrica?

Causas relacionais/ambientais?

avalia o e plano terap utico1
Avaliação e plano terapêutico
  • Caracterizar o “problema”
    • Sua frequência, gravidade, impacto
      • para doente, para cuidador
      • Ex: 1 vez por semana.
        • Enviusamento cognitivo. Na consulta refere: sempre agitado…
        • Fazemos uma prescrição contínua quando podia ser SOS ou nem ser necessária
        • Sensato fazer calendário da agitação em que se aponta os dias e circunstâncias em que agitou
    • Em que circunstâncias/contexto surge?
      • Pode mudar-se essas circunstâncias? (ambiente, forma de prestar cuidados e interacção…)
      • uma agitação psicótica aborda-se de forma diferente da agitação apenas contextual (ex: quando se veste ou no banho…)
        • Banho: música, aromaterapia, parar
      • Um doente entrou num lar há pouco
        • revela tristeza, ansiedade e agitação
        • pode não necessitar mais que apoio e tempo
avalia o e plano terap utico2
Avaliação e plano terapêutico
    • Avaliar consequências do BPSD
      • Aspectos de segurança (como quedas, agressões, risco de suicídio, homicídio, desnutrição, desidratação)
      • Desgaste do cuidador
  • Respostas a estas questões determinam o tipo de intervenção posterior.
slide60

BPSD

Tratamento não farmacológico

simplifica o dos comportamentos t cnica abc
Simplificação dos comportamentosTécnica ABC
  • Tarefa complexa=agitação
    • Ex: lavar os dentes
    • reduzir a tarefa a subtarefas mais simples
      • Fará apenas 1 delas de cada vez
      • pegar na escova, apertar a embalagem da pasta, esfregar os dentes…
      • Recuperando sentimento de controlo
      • e diminuindo a agressividade
ambiente
Ambiente
  • Um ambiente não familiar ou desestruturado pode aumentar a confusão (Sadock, 2005).
  • Diminuem agitação, ansiedade, psicose:
    • Iluminação adequada
      • As áreas escuras ou cinzentas são vistas como buracos no chão ou esconderijos para estranhos.
    • Restaurar visão e audição
ambiente1
Ambiente
  • Fornecer objectos familiares (ex: fotografias)
  • Não introduzir demasiadas mudanças
    • Ambiente familiar
    • Se necessárias devem ser graduais
    • Qualquer mudança, por pequena que seja pode gerar ansiedade, agitação e angústia.
  • Não mudar de lugar os quadros, fotos, objectos pessoais. Não são meros objectos, são pontos de referência e orientação
ambiente2
Ambiente
  • Tapar os espelhos
    • pois ao ver a sua imagem fica confuso e assustado
    • (prosapognosia).
  • Evitar contenção física pois pode aumentar agitação, confusão, e ansiedade.
    • Idealmente deve haver supervisão e permissão para deixar os doentes vaguear num ambiente seguro, em vez da contenção física
agita o agressividade
Agitação, agressividade
  • Ex: controlar agitação ao vestir
    • Sr. X começou a aparecer no centro de dia com várias equimoses nos braços.
    • A esposa foi confrontada com a situação.
    • Refere que ele fica agressivo quando o vai vestir e tem de fazer muita força para o conter.
  • Medidas adequadas para mudar o comportamento:
    • 1. Dizer à Sra. que a carrinha espera um pouco
    • 2. Que a ajudarão se necessitar
    • 3. Vesti-lo por etapas. Parar quando começar a agitar. Dar tempo. Afastar-se. Depois voltar.
    • 4. Usar roupas fáceis de vestir como fatos de treino. Não camisas (botões)...
altera es do sono
Alterações do sono

…regras básicas de higiene do sono…

não dormir durante o dia

ser activo dentro das suas possibilidades

cama sempre a mesma hora

Avaliar número real de horas dormidas!

avan o e atraso de fase
Avanço e atraso de fase
  • Tratamento
    • Exposição à luz solar ou artificial no fim da tarde
    • Exercício físico à tarde
    • Melatonina após 4 horas da manhã
    • Cronoterapia é pouco eficaz

Avanço na fase

Atraso na fase

18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 horas

Sono normal

fenomenologia dos bpsd sono
Fenomenologia dos BPSDSono
  • Problemas de sono são observados em 25-43% dos doentes
  • São dos que mais sobrecarregam prestadores
    • comprometendo capacidade de lidar com doente em casa
    • as alterações do sono quando associadas com agitação são causa frequente de institucionalização
  • Sono fragmentado
  • Inversão do ciclo
  • Avanço de fase de sono com despertar aparentemente precoce
tratamento n o farmacol gico ideias delirantes e alucina es
Tratamento não farmacológicoIdeias delirantes e alucinações
  • Não confrontar nem questionar a veracidade das afirmações
  • Não levantar a voz
  • Desviar a atenção do problema e distrair o doente para outra coisa
  • Nunca perder a paciência nem se ofender
tratamento n o farmacol gico apoio aos cuidadores
Tratamento não farmacológicoApoio aos cuidadores

É útil em todas as fases da demência

Educação para compreensão da doença

Inclui conselhos práticos para lidar com a psicopatologia

Informação e encaminhamento para os recursos comunitários

Criação de oportunidade para exprimir emoções e receios

Avaliação da psicopatologia do cuidador

Aconselhamento face à decisão, muitas vezes dolorosa de institucionalizar o familiar

Assistência no processo de luto

tratamento n o farmacol gico apoio aos cuidadores1
Tratamento não farmacológicoApoio aos cuidadores

Educação dos cuidadores associada a

Menor taxa de depressão e ansiedade dos cuidadores

Melhoria da forma como lidam com BPSD

Diminuir sentimentos de culpa se por vezes perderem a paciência com alguns comportamentos dos doentes

Menor taxa de institucionalização dos doentes

Melhoria da qualidade de vida

institucionaliza o
Institucionalização

Não há um momento definido

Dependerá sempre:

da evolução da doença

da psicopatologia

das dependências

do cuidador e sua capacidade de gerir a situação

O domicílio será sempre a melhor opção

a menos desestruturante,

e que mantém o doente mais próximo da sua realidade

O centro-de-dia deve ser a opção seguinte

Institucionalização completa quando não há outras viáveis