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Estanho. Luis Henrique Souza Aquaroli Pedro Lemos Camarero. Definição e Características do elemento. Elemento químico de símbolo Sn ; Tem número atômico 50 e massa atômica igual a 118,7 ; É um metal prateado , maleável, e sólido, na temperatura ambiente ;

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Presentation Transcript
estanho

Estanho

Luis Henrique Souza Aquaroli

Pedro Lemos Camarero

defini o e caracter sticas do elemento
Definição e Características do elemento
  • Elemento químico de símbolo Sn;
  • Tem número atômico 50 e massa atômica igual a 118,7;
  • É um metal prateado, maleável, e sólido, na temperatura ambiente;
  • Metal representativo – grupo do Carbono;
  • Elemento metálico não-ferroso;
  • Isótopos estáveis: 10;
  • Isótopos Radioativos: 18;
principais propriedades
Principais propriedades
  • Maleável;
  • Pouco dúctil;
  • Baixo ponto de fusão (231° C);
  • Altamente cristalino;
  • Elemento praticamente insolúvel em água a temperatura ambiente;
  • Resistente à corrosão pela água (sofre ataque de ácidos forte e bases);
extra o
Extração
  • O estanho é obtido principalmente domineralcassiterita onde apresenta-se como um óxido;
  • O parâmetro para o consumo de cassiterita, é então, a demanda para produção do estanho metálico. O coeficiente médio aproximado é de 1,7 tonelada de concentrado de cassiterita com 72% de SnO2 (60% de Sn), para a obtenção de uma tonelada de estanho metálico.
caracter sticas de interesse pesquisa mineral
Características de interesse à pesquisa mineral
  • Clarke do Estanho aproximadamente 2 ppm (relativamente escasso se comparado a outros metais).
  • Principal fonte provém da cassiterita, embora possa ser extraído secundariamente de outros minerais como a cilindrita, estanita, franckeíta, hidrocassiterita e herzenberguita.
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A cassiterita é o principal mineral de estanho explorado no mundo e o único produzido comercialmente no Brasil. A fórmula química do seu cristal puro é o SnO2, sendo que, em peso, o estanho corresponde a 78,6% e o oxigênio a 21,4%.

Cassiterita

formas de ocorr ncia
Formas de ocorrência
  • Cassiterita – intimamente ligada a processos de diferenciação magmática
      • Rochas graníticas
      • Mineralizações em placeres
  • Torna-se conveniente enfatizar que as mineralizações estaníferas economicamente viáveis estão relacionadas, principalmente como minerais acessórios em rochas ígneas (graníticas) e como depósitos sedimentares residuais (aluviões, coluviões e eluviões).
propriedades f sicas da cassiterita
Propriedades físicas da cassiterita
  • Resistência ao intemperismo
  • Densidade elevada
  • Dureza entre 6 e 7
  • As características físicas da cassiterita tornam viável sua acumulação em depósitos do tipo pláceres, sendo que este tipo de depósito é responsável pela maior parte da produção mundial de estanho.
outros minerais portadores de estanho e sua g nese
Outros minerais portadores de estanho e sua gênese
  • Cilindrita - sulfeto de chumbo, estanho, ferro e antimônio, proveniente de veios hidrotermais estaníferos.
  • Estanita - sulfeto de cobre, ferro e estanho, proveniente de veios contendo cassiterita.
procedimentos de pesquisa
Procedimentos de pesquisa
  • Características gerais dos depósitos – granitos similares aos identificado como tipo A, intraplaca, ou de um modo geral, anorogênicos. Granitos com fracionamento avançado, altos teores de F, e geralmente fazem parte de associações litológicas afins às suítes de granito rapakivi.
  • Procedimentos – em escala regional, devem ser selecionadas áreas com ocorrência expressiva de rochas graníticas do tipo A sem deformação expressiva, cristalizadas em níveis crustais rasos ou subvulcânicas.
etapas da pesquisa
Etapas da Pesquisa
  • Granitos estaníferos do tipo A, por serem geoquimicamente evoluídos, são enriquecidos em ampla gama de elementos com grande raio iônico, incluindo Zr, Nb, Y, U e Th. Os dois últimos, assim como o K dominante em alcalinos dos granitos rapakivi, são capazes de gerar anomalias radiométricas em superfície. As possíveis mineralizações concentram-se geralmente nas fácies mais evoluídas e com assinaturas radiométricas mais intensas.
etapa da pesquisa
Etapa da Pesquisa
  • Uma vez selecionadas as áreas mais prováveis, passa a ser importante pesquisar regiões com prováveis acumulações aluvionares de cassiterita, através da prospecção geoquímica em sedimentos de corrente, além de reconstituição de paleocanais para localizar possíveis placeres associados.
etapa da pesquisa1
Etapa da Pesquisa
  • Caso a pesquisa esteja voltada para mineralizações primárias, a pesquisa se volta para o interior dos maciços graníticos, através da petrografia de detalhe e da geoquímica das amostras, buscando as fácies geoquimicamente mais fracionadas. Este detalhe pode ser identificado através dos indicadores geoquímicos, como os altos teores de flúor, altas razões Rb/Sr e Rb/Ba, baixas razões Zr/Rb e K/Rb, dentre outros.
etapa da pesquisa2
Etapa da Pesquisa
  • Nestas áreas que exibem os comportamentos geoquímicos indicativos da mineralização, devem ser priorizadas as que exibem transformações hidrotermais mais intensas, representadas por greisenização, albitização ou epissienitização. Neste ponto, a petrografia passa a ser de extrema importância, para avaliar a natureza e a intensidade dos processos de alteração. Além disso, a presença de cassiterita em rochas hidrotermalizadas é evidência óbvia da potencialidade do maciço.
etapa da pesquisa3
Etapa da Pesquisa
  • Em pesquisa de mineralizações do tipo placeres, após a geoquímica de sedimentos de corrente e da localização de paleocanais capazes de abrigar depósitos desta natureza, prossegue-se a pesquisa pela geofísica de detalhamento
      • Gravimetria
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As reservas brasileiras de cassiterita estão cerca de 92% localizadas nos estados do Amazonas e Rondônia.

  • A maior parte da produção esta centrada em 3 minas: Pitinga, Bom Futuro e Santa Bárbara. O restante da produção concentra-se em garimpos, mineradores independentes e cooperativas.
mina pitinga
Mina Pitinga
  • Município Presidente Figueiredo – AM;
  • 300 km de Manaus.

Fonte: GoogleMaps 2013.

mina pitinga1
Mina Pitinga
  • Fundada em 1969, pertencia inicialmente a Mineração Taboca do Grupo Paranapanema e foi vendida em 2008 ao grupo peruano MINSUR;
  • Grande potencial mineral, com grandes reservas: nióbio, tântalo, zirconita, criolita, xenotima e cassiterita (218 milhões de toneladas).
geologia da mina de pitinga
Geologia da Mina de Pitinga
  • As mineralizações de maior valor econômico estão relacionadas ao Granito Madeira;
  • As fácies apogranito ocorrem na porção central do Granito Madeira e contém mineralizações primárias importantes de cassiterita, constituindo a fonte principal de deposições aluvionares secundárias.
  • Represetam 50 % da produção atual brasileira.
lavra
Lavra
  • O minério primário e intemperizado emprega-se o desmonte mecânico com trator de esteira para escarificação, seguida da retomada do minério por meio de uma retro-escavadeira;
  • O transporte dentro da mina é feito por caminhões fora-de-estrada, CAT 769 com capacidade de 28 t;
  • No caso do minério aluvionar, emprega-se o método de lavra com dragas.
lavra1
Lavra
  • Lavra a céu aberto
frente de lavra em cava
Frente de Lavra em cava

Fonte: www.mtaboca.com.br

beneficiamento
Beneficiamento
  • O minério primário de cassiterita, associado ao granito intemperizado da Serra do Madeira, é atualmente processado em duas etapas:
  • Pré-concentração ou lavagem, onde obtém-se um pré-concentrado de cassiterita com 3,5% de Sn e;
  • Reprocessamento do pré-concentrado.
beneficiamento1
Beneficiamento

Fonte: www.mtaboca.com.br

beneficiamento2
Beneficiamento
  • O minério é carregado por caminhões fora de estrada e despejado em moegas hidráulicas, com aberturas fixas de 406 mm;
  • Em seguida, o remascente flui por gravidade por uma grelha vibratória de abertura 100 mm
  • O material retido na grelha passa para um britador de mandíbulas 50 mm;
  • Britador secundário de impacto de no máximo 26mm.
concentra o
Concentração
  • O minério com granulometria abaixo de 6,35 mm passa por uma bateria de 3 hidrociclones;
  • Em seguida o material passa por uma bateria de jigues, peneiras, moinhose mesas vibratórias até que a granulometria final do concentrado seja inferior a 1,6 mm.
concentra o final
Concentração Final
  • A usina de beneficiamento de Pitinga tem capacidade para tratar 50 t/h do pré- concentrado oriundo das usinas de lavagem, gerando por concentração gravítica um produto final de cassiterita que contém cerca de 50% de Sn e um misto com zirconita, columbita-tantalita e xenotima.
  • Na última parte do processo são utilizados separadores eletrostáticos e eletromagnéticos.
fundi o do concentrado
Fundição do Concentrado
  • A fundição do concentrado de cassiterita é realizado na filial da empresa (Mineração Taboca) no interior de São Paulo. A retirada do estanho é feita a partir de fornos elétricos de redução.
  • Já o concetrado de columbita é processado na própria mina de Pitinga.