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TÉCNICAS DE PESQUISA EM ECONOMIA. Maria Christina Siqueira de Souza Campos. Aspecto. Conhecimento. Conhecimento. Conhecimento. Conhecimento. Considerado. Popular. Religioso. Filosófico. Científico. Base. Valorativo. Valores. Valores. Factual. Fonte. Reflexão: Resultado.

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Presentation Transcript
t cnicas de pesquisa em economia

TÉCNICAS DE PESQUISA EM ECONOMIA

Maria Christina Siqueira de

Souza Campos

slide2

Aspecto

Conhecimento

Conhecimento

Conhecimento

Conhecimento

Considerado

Popular

Religioso

Filosófico

Científico

Base

Valorativo

Valores

Valores

Factual

Fonte

Reflexão: Resultado

Inspiração:

Razão:

Experiência:

de experiências

fé: apóia-se na

Emerge da

Emerge da experi-

pessoais

doutrina

experiência e do

mentação (teorias

raciocínio

verificáveis)

Organização

Assistemático

Sistemático

Sistemático

Sistemático

Verificabili-

Verificável

Não verificável

Não

Verificável

dade

verificável

Grau de

Falível

Infalível

Infalível

Falível

confiabilidade

Exatidão

Inexato

Exato

Exato

Aproximadamente

exato

t cnicas de trabalho intelectual
Técnicas de Trabalho Intelectual

B.Análise Externa:

PRESSUPOSTO TEXTO IMPLICAÇÕES

CONTEXTO

t cnicas de trabalho intelectual1
Técnicas de Trabalho Intelectual

A. A Redação:

  • Introdução: Deve enunciar de forma clara o tema que é proposto; deve indicar como ele vai ser desenvolvido e deve mencionar de forma sucinta o método e o material utilizado.
t cnicas de trabalho intelectual2
Técnicas de Trabalho Intelectual
    • Como ler:
  • Análise Interna:
    • A idéia básica:

Ler inicialmente o texto inteiro para obter uma visão geral de conjunto do todo

2. As idéias secundárias:

Na segunda leitura procurar identificar as partes do

texto que contêm as idéias secundárias, bem como

o modo como estão relacionadas.

3. Os conceitos:

Uma terceira leitura do texto deve-se apreender os vários elementos componentes das diferentes partes, os conceitos.

t cnicas de trabalho intelectual3
Técnicas de Trabalho Intelectual
  • Desenvolvimento: É o corpo da redação. Procura desenvolver uma idéia central de acordo com um plano previamente traçado e de maneira direta, clara e coerente.Conclusão: Deve procurar articular a “introdução” e o “desenvolvimento”, para que o leitor guarde um esquema mais ou menos nítido do que acabou de ler.
t cnicas de trabalho intelectual4
Técnicas de Trabalho Intelectual

B. Bibliografia e Comunicação Científica:

  • Bibliografia é o conjunto de obras a respeito de um autor ou de um assunto e a comunicação científica se faz por meio de revistas, congressos e centros de documentação e informática.

C. Apontamentos:

  • Os apontamentos devem reproduzir, de forma cômoda, as idéias centrais do texto, de forma a dispensar novas e freqüentes consultas.
t cnicas de trabalho intelectual5
Técnicas de Trabalho Intelectual

D. Terminologia científica e o uso de dicionários técnicos:

  • Para o estudo de qualquer ciência é necessária a familiarização com seu vocabulário científico. Além dos textos, o recurso auxiliar recomendado é o uso freqüente dos vocabulários ou dicionários técnicos.
pesquisa em economia
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Fontes para busca da verdade:
    • Intuição: gregos (Demócrito: “Tudo é constituído por partículas indivisíveis que se movem no vácuo”) – intuição + observação  conhecimento claro, imediato e direto da verdade sem raciocínio (papel importante na construção das hipóteses)
pesquisa em economia1
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Autoridade: livros religiosos, pessoas consideradas capazes ou de projeção
  • Tradição: mais tranqüilizadora (eficiente no passado), comodidade, repetição do engano, empecilho à mudança
  • Bom senso: enganador (visto como suficiente para se chegar à verdade)
  • Ciência: nos últimos 200 anos a forma mais procurada de busca da verdade, > probabilidade de se atingir a verdade
pesquisa em economia2
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Ciência econômica: forma de ciência empírica (≠ ciências formais)
  • Início da Ciência Econômica: administração da casa, do patrimônio particular (Grécia)
  • Economia Política: administração da polis  desuso  séc. XVI: novamente em uso
pesquisa em economia3
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Escola Marginalista: novamente em desuso (projeção da visão marxista)
  • Ausência de consenso entre diversos autores quanto à definição de Economia
  • Marshall (1985): “Economia é o estudo da humanidade nas diversas atividades correntes da vida: examina a ação individual e social em seus aspectos mais estreitamente ligados à obtenção e uso dos elementos materiais do bem estar”.
pesquisa em economia4
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Davenport (1929): “Economia é a ciência que estuda o comportamento como uma relação entre fins e meios escassos cujos usos são alternativos”.
  • Dicionário de Ciências Sociais: “Economia é o estudo do comportamento humano em relação a meios escassos, cujos usos são alternativos para atingir determinados fins, tais como a maximização da renda, empregando habitualmente na comparação dados de preço”.
pesquisa em economia5
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Dimensões:
    • Estudo dos fenômenos pelos quais os homens procuram satisfazer suas necessidades a partir de bens essenciais
    • Estudo das trocas comerciais e do sistema que regula as relações dos homens nessas trocas e
    • Estudo das organizações humanas com vistas a torná-las mais eficazes no seu intento de aumentar o bem-estar de todos os seres humanos.
pesquisa em economia6
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Objetivos:
    • a) descrever e analisar as atividades nos seus diferentes aspectos (produção de bens e serviços, repartição dos bens de consumo)  pesquisa econômica
    • b)compreender e explicar os mecanismos da atividade (ex.: produção, mercado, preços, moeda etc.)  teoria econômica
pesquisa em economia7
PESQUISA EM ECONOMIA
    • c) controlar e aperfeiçoar a atividade econômica na linha das opções admitidas pela justiça social  política econômica
  • Métodos da Economia:

I – Um grupo de métodos proporciona a base lógica da investigação, garante objetividade necessária para tratamento dos fatos (estabelecimento de regras de explicação dos fatos e da validade das generalizações)

pesquisa em economia8
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Dedutivo:
    • Parte de princípios gerais considerados verdadeiros e indiscutíveis para chegar a conclusões de uma maneira puramente formal, em virtude de sua lógica
  • Indutivo:
    • Utilizado na Ciência Econômica a partir da Escola Histórica Alemã (2ª metade do séc. XIX)
    • Mostra distância entre teoria e realidade econômica
    • Representantes da escola: leis econômicas são provisórias e contingentes (podem ser modificadas para se adaptar à realidade)
pesquisa em economia9
PESQUISA EM ECONOMIA

Métodos da Economia:

  • II – Outro grupo indica os meios técnicos para atingir o conhecimento, dando a orientação necessária à realização da pesquisa econômica (obtenção, processamento e validação de dados)
pesquisa em economia10
PESQUISA EM ECONOMIA
  • 1. observacional: muito antigo; se planejado e cuidadosamente, é preciso e conduz a resultados claros;
  • 2. comparativo: fundamental em pesquisas macro-econômicas, único método capaz de proporcionar controle das variáveis com variação sentida ao longo do tempo;
  • 3. estatístico: aplicação da teoria estatística da probabilidade(não há total garantia de veracidade, mas permite razoável grau de precisão)
pesquisa em economia11
PESQUISA EM ECONOMIA
  • Dificuldades da Economia:
    • Complexidade dos fatos econômicos: barreira superável com linguagem clara e precisa e utilização de testes empíricos;
    • Inexatidão: Ciência Econômica entre as humanas é a que oferece maior grau de exatidão ao estudar manifestar e não sentimentos;
    • Impossibilidade de experimentação: não é indispensável no trabalho científico (estudos post-factum)
tipologia de pesquisas
TIPOLOGIA DE PESQUISAS
  • De acordo com sua aplicabilidade:
    • pesquisa pura ou fundamental
    • pesquisa aplicada
  • De acordo com sua originalidade:
    • pesquisa original
    • diagnóstico
  • De acordo com a complexidade teórica :
    • pesquisa descritiva (hipóteses univariadas)
    • pesquisa explicativa (hipóteses bivariadas)
a montagem de um projeto de pesquisa

A MONTAGEM DE UM PROJETO DE PESQUISA

Prof.a Dra. Maria Christina Siqueira de Souza Campos

tipos de trabalhos acad micos
TIPOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS
  • propostas ou planos,
  • trabalhos didáticos (preparar textos sobre algum tema),
  • trabalhos de revisão bibliográfica (geralmente primeiro capítulo de um trabalho acadêmico),
  • levantamentos (surveys), geralmente estudos descritivos,
  • trabalhos teóricos e
  • trabalhos teórico-empíricos.
projeto
PROJETO

Toda proposta deve responder às seguintes perguntas:

- por quê?  Justificativa da escolha do problema

- quem falou sobre o tema?  Revisão bibliográfica

- o quê?  Problema de Investigação, base teórica e conceitual - hipóteses

- para quê? Propósitos, objetivos do estudo

projeto1
PROJETO

- como?  Procedimentos Metodológicos

- quando?  Cronograma de execução

- com que recursos?  orçamento

- pesquisado por quem?  equipe de trabalho

- bibliografia ou referências bibliográficas

slide26

ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

I -JUSTIFICATIVA

1 Contexto ou Problemática

2 Interesse Pessoal: modo como foi escolhido o tema

3 Revisão Bibliográfica  Interesse ou contribuição científica (aspectos inovativos do trabalho)

4 Contribuição prática (aplicação)

5 Viabilidade

6 Aspectos sobre o(s) local(is) que será(ão) pesquisado (nível local, regional ou nacional)

slide27

ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

II - DEFINIÇÃO DO PROBLEMA DE

INVESTIGAÇÃO

III - MARCO TEÓRICO: apresentação das diversas correntes teóricas e escolha com justificativa da linha teórica escolhida

IV - OBJETIVOS

1 Gerais

2 Específicos

V - HIPÓTESES E SUB-HIPÓTESES

roteiro de um projeto de pesquisa
ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA
  • VI - DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS

1 Constitutivas

2 Operacionais

  • VII - ESPECIFICAÇÃO DO PLANO DE PESQUISA

1 Descrição do plano de pesquisa:

- estudo exploratório (visa conhecimento do fenômeno)

- estudo descritivo (para estudar características do fenômeno)

- estudo explicativo (análise de relação entre fenômenos).

roteiro de um projeto de pesquisa1
ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

2 Descrição do tratamento a ser dado às variáveis

3 Especificação dos procedimentos estatísticos

ou qualitativos da análise

slide30

ROTEIRO DE UM

PROJETO DE PESQUISA

VIII- ESPECIFICAÇÃO DA AMOSTRA:

1 Área de execução

2 População da pesquisa ou tipo de

dados

3 Tipo de amostra e tamanho

4 Forma de seleção dos sujeitos

da pesquisa

roteiro de um projeto de pesquisa2
ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA
  • IX - PLANO DE COLETA DE DADOS

1 Instrumento(s) de coleta de dados selecionado(s): justificativa

2 Montagem do(s) instrumento(s)

3 Seleção dos auxiliares (entrevistadores)

4 Treinamento dos entrevist.

5 Teste do(s) instrumento(s)

6 Correção do(s) instrumento(s)

7 Discussão do(s) instrumento(s) com os participantes da pesquisa

roteiro de um projeto de pesquisa3
ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

8 Descrição dos procedimentos de sua aplicação definitiva

9 Definição da ordem de aplicação e do prazo de coleta geral da pesquisa

10 Definição da época de coleta de dados (checagem aleatória e revisão final do(s) instrumento(s) aplicado(s))

roteiro de um projeto de pesquisa4
ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA
  • X - ANÁLISE DOS RESULTADOS

1 Especificação do tratamento dos dados em pesquisa quantitativa: tabelas, gráficos e testes estatísticos

2 Especificação do tipo de análise em pesquisa qualitativa

slide34

ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

XI - CRONOGRAMA E ORÇAMENTO

1 Especificação das diferentes etapas por unidade de tempo (mensal, trimestral ou anual)

2 Estimação dos recursos humanos (pessoal constante e temporário - consultores e técnicos), materiais (de consumo, permanentes nacionais e importados), serviços de terceiros e recursos financeiros necessários

or amento
ORÇAMENTO

1 Recursos humanos: durante todo o projeto ou temporários (coordenadores, assessores e auxiliares)

2 Recursos materiais: material de consumo e permanente (nacional ou importado)

3 Serviços de terceiros: xerox, transcrição de fitas, digitação, revelação de fotos etc.

4 Diárias e passagens

5 Previsão para participação em eventos científicos

slide37

MÉTODOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS

I - QUANTITATIVOS

Amostragem e tratamento estatístico

Tipos:

1 Descritivos

2 Correlação de variáveis

3 Comparativos causais

4 Experimentais

Técnicas para coleta de dados

slide38

VARIÁVEIS:

Propriedades dos objetos de estudo - Construtos

Requisito: classificação em duas ou mais categorias

I - De acordo com o número de valores:

1. Dicotômicas

2. Tricotômicas

3. Politômicas

II - De acordo com a natureza dos valores:

1. Categóricas

2. Contínuas

3. Ordenadas

4. Construídas

slide39

VARIÁVEIS:

III - De acordo com a função na hipótese:

1. Independentes

2. Dependentes

3. Intervenientes

IV - De acordo com a forma de verificação:

1. Medidas

2. Manipuladas

slide40

II - QUALITATIVOS

Coleta e análise

Tipos: 1. Pesquisa para elaboração de material didático

2. Pesquisa documentária: Análise de conteúdo

Pesquisa histórica

3. Reconstituição histórico-sociológica de uma

época, de uma empresa etc.

4. Estudo de caso

5. Pesquisa etnográfica

tipos de pesquisa qualitativa segundo arilda s godoy
Tipos de Pesquisa Qualitativa (segundo Arilda S. Godoy)

1. Pesquisa Documental:

Não tem todas as características de uma pesquisa qualitativa, mas é uma importante fonte de dados.

Exame de materiais de natureza diversa (escritos: jornais, revistas, diários, obras literárias, científicas e técnicas, cartas, relatórios, prontuários ou iconográficos: filmes, sinais, desenhos, fotografias, imagens, grafismos) buscando novas ou interpretações complementares.

Vantagens:

  • possibilidade de obtenção de informações de outro modo

inacessíveis

  • documentos são fonte não-reativa
  • permite estudo de longos períodos de tempo (tendências)
slide42
Dificuldades:
  • documentos produzidos com outra finalidade:

possibilidade de vieses

  • são a história ou o ponto de vista de pessoas que

sabem ler e escrever

  • são documentos que registram geralmente informação

sobre comportamentos verbais

  • nem sempre constituem amostras representativas do

fenômeno em estudo

  • possível arbitrariedade da escolha
  • falta de formato padrão
  • complexidade de codificação
1 pesquisa documental
1. Pesquisa Documental

Cuidados:

  • escolha dos documentos não deve ser aleatória, mas em função dos objetivos, idéias e propósitos
  • acesso a documentos: mais fácil a documentos oficiais
  • análise do conteúdo: visa apreensão do sentido por trás do discurso aparente e simbólico.
1 pesquisa documental1
1. Pesquisa Documental

Antigamente: análise de conteúdo: busca de cientificidade e objetividade (cálculo de freqüência). Hoje: “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando a obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção /recepção (variáveis inferidas) destas mensagens” (BARDIN, Análise de Conteúdo, p. 42).

2 estudo de caso
2. Estudo de Caso

Análise mais profunda de uma unidade: um ambiente, uma instituição, uma situação particular, um sujeito. Estuda-se um fenômeno dentro de seu contexto de vida real, em situações em que as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não estão claramente estabelecidas.

Possibilidade de estudo de situações típicas ou excepcionais.

Apropriado para estudos em que há pouca possibilidade de controle sobre eventos estudados e quando o foco de interesse reside sobre fenômenos atuais que só podem ser analisados dentro de algum contexto de vida real.

2 estudo de caso1
2. Estudo de Caso

Mesmo com esquema teórico de base o pesquisador deve:

  • dar atenção a possíveis descobertas de novos elementos;
  • preocupar-se em mostrar a multiplicidade de dimensões presentes numa determinada situação.

Técnicas fundamentais: observação (participante ou não) e entrevista.

Relatórios incluem citações, exemplos e descrições fornecidas pelos sujeitos, assim como ilustrações (desenhos, fotos, colagens) – Pode haver associação de dados quantitativos.

2 estudo de caso2
2. Estudo de Caso

Desenvolvimento do estudo de caso:

Ponto de partida: temática de interesse

  • Decisões a serem tomadas:
    • Qual a unidade a ser estudada?
    • Trata-se de um caso típico ou raro?
    • Com quem falar? Quando e como observar? Quantos documentos (de que tipo) analisar?
  • Acesso ao local escolhido (obter permissão)
  • Esclarecimento inicial do papel do pesquisador e dos objetivos da pesquisa (incompreensão pode gerar vieses nas respostas ou nos comportamentos)

Observação participante: recomendável para estudos de grupos ou comunidades

2 estudo de caso3
2. Estudo de Caso

Perspectiva da totalidade, mas focos de interesse precisam estar claros (observação dirigida).

Importância do diário de campo ou de pesquisa.

Entrevistas podem ser curtas e rápidas (várias) ou mais longas, dependendo dos objetivos.

Análise deve ser iniciada durante o processo de coleta de dados, reflexão contínua.

Ex.: Florestan Fernandes: “Tiago Marques Aipobureu: um bororo marginal”: análise de uma história de vida com base na história recolhida por Herbert Baldus e complementada com observações efetuadas por outros dois pesquisadores.

3 etnografia
3. Etnografia

Mais associada à Antropologia: estudos de populações ágrafas e minorias culturais.

Hoje: uso no estudo de temáticas ligadas à educação, Psicologia Social e até Administração de Empresas (estudos de cultura organizacional, por exemplo) “a arte e a ciência de descrever uma cultura ou grupo” (FETTERMAN, Ethnography Step by Step, 1989, p. 11): descrição e interpretação do significado de eventos na vida de um grupo.

Grande importância do trabalho de campo: contato intenso e prolongado com a cultura do grupo em questão.

Descrição do grupo social da forma mais ampla possível para poder chegar a apreender as in-relações que emergem de um dado contexto.

3 etnografia1
3. Etnografia

Necessidade de manter atenção desperta a tudo.

Papel fundamental da intuição, empatia, descoberta acidental (padrão de serendipidade) e criatividade.

Desenvolvimento da pesquisa etnográfica:

Ponto de partida: definição de um problema ou tópico de interesse

Adoção de um modelo conceitual ou teoria útil à compreensão do evento ou criação de um esquema interpretativo a partir de um ou mais construtos.

Conceito básico orientador: cultura.

Conhecimento bom sobre o tema em estudo.

3 etnografia2
3. Etnografia

Paralelamente à coleta de dados: análise constante da adequação do modelo adotado para interpretar os dados coletados refutação, modificação, corroboração.

Vários tipos de dados são relevantes:

  • forma e conteúdo das interações verbais entre os membros do grupo,
  • forma e conteúdo das interações verbais dos participantes com o

pesquisador,

  • comportamentos não verbais,
  • padrões de ação e não-ação,
  • desenhos, gravações, artefatos e documentos.

Fundamental: escolha dos informantes mais adequados aos propósitos.

3 etnografia3
3. Etnografia

Estudo de campo:

  • estudo é exploratório: seis meses a dois anos para conhecimento aprofundado da situação em estudo, visando à compreensão das regras, costumes e convenções que orientam a vida do grupo.

Análise dos dados permeia todo o processo de investigação (só termina quando é colocado o ponto final no relatório).

Percepções do pesquisador vão se refinando no decorrer do estudo.

Análise das transcrições e anotações: identificação de dimensões, categorias, tendências, padrões e relações, com desvendamento dos significados.

slide53

Técnicas de coleta de dados em

estudos qualitativos

1. Relatos orais:

- Entrevistas

- Histórias de vida

- Relatos orais de vida

- Depoimentos

2. Observação

3. Fotografias

4. Músicas

5. Desenhos etc.

slide54

Complementaridade de ambos os métodos:

Planejamento da pesquisa

Coleta de dados

Análise dos dados

problemas e hip teses
Problemas

Problemas não testáveis:

problemas de engenharia,

problemas de valor.

Requisitos de problemas de investigação:

questão interrogativa,

2 ou mais variáveis,

implicar possibilidade de teste.

Hipóteses

Requisitos:

enunciado conjectural

2 ou mais variáveis,

passível de teste.

Problemas e Hipóteses
caracter sticas das hip teses
Características das hipóteses
  • nem todas as pesquisas necessitam de hipóteses
  • são mais específicas que os problemas
  • devem responder ao problema, sendo propostas de

sua solução

  • capacitam o homem a testar aspectos da realidade

com um mínimo de distorções, servindo de

orientação para a investigação

  • ferramenta poderosa para o avanço do

conhecimento

  • freqüentemente são deduzidas da teoria
exerc cios de problemas e hip teses
Exercícios de problemas e hipóteses

1 Pessoas infelizes desenvolvem com maior freqüência tumores.

2 Pais que usam de muito rigor na educação têm filhos que conseguem melhor resultado na escola?

3 Como se pode resolver definitivamente o problema das queimadas em Ribeirão Preto?

4 Comentários elogiosos do professor induzem a um melhor aproveitamento dos estudantes.

5 Somente 50% dos estudantes de Economia tendem a se formar junto com sua turma.

6 Deve-se dar créditos aos estudantes por participação em atividades complementares?

7 Como influenciam no aproveitamento escolar os elogios do professor, a atenção e o nível educacional dos pais, a disponibilização de material adicional para consulta e a permanência por mais tempo na escola?

hip teses
Hipóteses
  • Exemplos:
  • Frustração tende a produzir agressão.
  • Indivíduos que têm papéis ocupacionais iguais ou semelhantes terão atitudes semelhantes em relação a coisas significativamente relacionadas ao papel ocupacional.
slide59

CONCEITOS E CONSTRUTOS

CONCEITO: Abstração a partir da observação

CONSTRUTO: Conceito elaborado com finalidade científica

Faz parte de uma teoria

Definições: - Constitutivas: teóricas (dicionários especializados)

- Operacionais: especificação do modo como será

medida a variável

Lazarsfeld: 4 etapas para operacionalização:

1. Representação imaginada do "conceito"

2. Especificação do "conceito"

3. Escolha dos indicadores

4. Formação do índice

slide60
Critério de Classificação
  • Buscando unificar em um critério de avaliação econômica do consumidor brasileiro, ABA, ANEP e ABIPEME vinham trabalhando, desde 1996, na busca de uma alternativa que incorporasse, ao mesmo tempo, as experiências e dados anteriores com as propostas de atualização, levando-se em consideração as realidades do mercado contemporâneo. Este novo sistema, batizado de CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA BRASIL, enfatiza sua função de estimar o poder de compra das pessoas e famílias urbanas, abandonando a pretensão de classificar a população em termos de classes sociais.
slide61
Essa nova divisão de mercado é, exclusivamente, de classes econômicas. O novo critério mantém a pontuação a partir de itens de posse, mas optou-se por considerar apenas os mais significativos. Dessa forma, itens como telefone celular e TV a cabo, por exemplo, apesar de, simbolicamente, representar modernidade, não foram considerados por não oferecer índice discriminador real na base total da população. O sistema de pontos utilizado no CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA BRASIL é apresentado nos quadros seguintes:
slide62

Sistema de Pontos

Possui

 1

 2

 3

 4

 5

 6 e +

 Televisão em cores

 0

 2

 3

 4

 5

 5

 5

 Videocassete

 0

 2

 2

 2

 2

 2

 2

 Rádio

 0

 1

 2

 3

 4

 4

 4

 Banheiro

 0

 2

 3

 4

 4

 4

 4

 Automóvel

 0

 2

 4

 5

 5

 5

 5

 Empregada mensal.

 0

 2

 4

 4

 4

 4

 4

 Aspirador de pó

 0

 1

 1

 1

 1

 1

 1

slide63

Geladeira e Freezer

Não possui

0

Possui só geladeira sem freezer

2

Possui geladeira duplex ou freezer

2

Grau de Instrução

Analfabeto/Primário incompleto

0

Primário completo/Ginasial incompleto

1

Ginasial completo/Colegial incompleto

2

Colegial completo/Superior incompleto

3

Superior completo

4

slide64
Considerando esses itens de consumo, grau de instrução do chefe da família e presença de empregada mensalista, foi obtida uma distribuição de pontos que permitiu dividir a população brasileira em cinco classes econômicas, ou seja, cinco grupos com poder de compra diferenciado. Foi feita, ainda, uma subdivisão nas duas classes superiores, chegando-se a um total de sete segmentos de renda e poder de compra, conforme pode ser observado a seguir:
slide65

Cortes do Critério Brasil (dados LSE 96)

 A1

 30 - 34

 A2

 25 - 29

 B1

 21 - 24

 B2

 17 - 20

 C

 11 - 16

 D

 6 -10

 E

 0 - 5

slide66
A divisão das classes A e B em A1, A2, B1 e B2 atende às necessidades das empresas interessadas em ter uma “sintonia fina” do mercado, em função do processo de segmentação que estamos vivendo. De qualquer forma, é importante notar mais uma vez que o CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA BRASIL não estabelece diferenças ou classificações psicográficas ou culturais, pois tem características exclusivamente econômicas. Usando-se técnicas e cálculos adequados, é possível estabelecer um parâmetro confiável de renda familiar de cada classe, tanto em termos de faixa de renda como de renda média. Os resultados são apresentados abaixo:
slide67

Renda Familiar por Classe

Classe

Pontos

Faixa de Renda

 A1

 30 - 34

 R$ 5.555 ou +

 A2

 25 - 29

 R$ 2.944 a R$ 5.554

 B1

 21 - 24

 R$ 1.771 a R$ 2.943

 B2

 17 - 20

 R$ 1.065 a R$ 1.770

 C

 11 - 16

 R$ 497 a R$ 1.064

 D

 6 - 10

 R$ 263 a R$ 496

 E

 0 - 5

 até R$ 262

bibliografia sobre t cnicas de pesquisa
BIBLIOGRAFIA SOBRE TÉCNICAS DE PESQUISA
  • Diário de Pesquisa: Oracy Nogueira: cap. 10
  • Observação assistemática: Goode e Hatt: cap.10 (155-164), Mann: cap. 5 (89-99), Selltiz: cap. 6 (225-247), Richardson: cap. 13
  • Oracy Nogueira: cap. 8
  • Observação sistemática: Goode e Hatt: cap.10 (155-157; 165-170), Mann: cap. 5 (89-99), Selltiz: cap. 6 (225-232; 247-261), Richardson: cap. 13, Oracy Nogueira: cap. 8
bibliografia sobre t cnicas de pesquisa1
BIBLIOGRAFIA SOBRE TÉCNICAS DE PESQUISA
  • Entrevista: Goode e Hatt: cap.13
  • Selltiz: cap. 7 (265-267 ; 270-273; 286-300; 644-657)
  • Richardson: cap. 10
  • Mann: cap. 5 (99-107)
  • Oracy Nogueira: cap. 11
  • Questionário: Goode e Hatt: cap.13
  • Selltiz: cap. 7 (265-270 ; 273-286; 613-643)
  • Richardson: cap. 9
  • Oracy Nogueira: cap. 12
  • Mann: cap. 7 e 8 (151-165)
bibliografia sobre t cnicas de pesquisa2
BIBLIOGRAFIA SOBRE TÉCNICAS DE PESQUISA
  • Questionário pelo correio: Goode e Hatt: cap.12
  • Formulário: Oracy Nogueira: cap. 13
  • Pesquisa Histórica: Richardson: cap. 12
  • Dados disponíveis (estatísticos): Selltiz: cap. 9 (355-365)
  • Documentos pessoais: Selltiz: cap. 9 (365-372)
  • História de vida: Oracy Nogueira: cap. 14
  • Teresa Haguette
  • Von Simson
di rio de pesquisa
DIÁRIO DE PESQUISA

Técnica complementar a outras técnicas de pesquisa, especialmente à observação e à entrevista, consistindo em anotações do pesquisador sobre a situação de pesquisa. Devem responder a quatro perguntas:

- o quê?

- onde?

- quando?

- quem?

Na prática da anotação constante o pesquisador percebe as relações fundamentais na comunidade pesquisada, além de permitir reflexão mais acurada sobre os fatos.

slide72
Outras vantagens:

- serve de ponto de referência e orientação;

- possibilita avivar consciência do pesquisador para fatos até então desapercebidos;

- contribui para suscitar novas hipóteses;

- possibilita reconhecer a evolução do próprio estágio de compreensão da realidade;

Momento para se parar de fazer o diário, especialmente no caso de observação: saturação dos dados.

observa o
OBSERVAÇÃO

Técnica imprescindível em qualquer pesquisa, seja conjugada a outras, seja empregada de forma exclusiva. Serve a um objetivo determinado, é sistematicamente planejada, registrada e ligada a proposições mais gerais, sendo submetida a verificações e controles de validade e precisão.

Tipos:

1. Não participante

2. Participante

1 n o participante
1. Não participante:

- assistemática:observação mais livre, sem estabelecimento das categorias ou aspectos específicos a serem observados; será registrada após o conhecimento; usada em estudos exploratórios.

- sistemática: anotação de fatos ocorridos de acordo com aspectos e/ou categorias pré-estabelecidas ; exige conhecimento prévio do problema.

2 participante
2. Participante:

Observador faz parte do grupo ( estudo recomendado para estudo de comunidades e grupos); possibilita conhecer os hábitos, atitudes, interesses, relações pessoais e características da vida diária da comunidade.

Vantagens:

- possibilidade de obter a informação no momento em que ocorre o fato;

vantagens
Vantagens:

-possibilidade de observar o fato pessoalmente e não precisar depender do relato de um participante;

-muitas vezes é o meio mais direto de estudar uma ampla variedade de fenômenos;

-certos aspectos do comportamento só podem ser estudados pela observação;

- exige pouca ou nenhuma participação do sujeito do estudo.

desvantagens
Desvantagens:

- exige muito preparo do observador;

- muitas vezes este se esquece o que viu até poder fazer as anotações;

- na observação sistemática o observador pode ficar muito preso às categorias pré- estabelecidas que não presta atenção a outros fenômenos não previstos.

cuidados
Cuidados:

- de preferência dois observadores;

- registrar imediatamente após o evento;

- comparar regularmente as observações dos vários observadores;

- registrar a fala dos observadores o mais fiel possível.

entrevista
ENTREVISTA

Processo de interação social entre pesquisador e entrevistado para obtenção de informações.

Tipos:

- entrevista aberta: papel do pesquisador: orientação e estímulo;

- entrevista padronizada ou dirigida: mínimo de liberdade para informante;

- depoimentos: dá-se o tema e o entrevistado fala livremente;

- histórias de vida: a mais aberta possível.

vantagens1
Vantagens:

- pode ser usada com quase todos os segmentos da população;

- atingem melhor amostra da população;

- maior flexibilidade;

- pesquisador pode observar não só o que é dito, mas como é dito (avaliar veracidade);

- técnica mais adequada para assuntos complexos.

desvantagens1
Desvantagens:

- exige grande preparo do entrevistador;

- ausência de anonimato;

- tempo longo e custo maior;

- maior pressão para resposta.

cuidados1
Cuidados:

- fazer um roteiro e o testar sempre que possível;

- procurar apreender clima e criar ambiente agradável (rapport);

- insight: informante deve ser respeitado e ouvido com simpatia;

- não emitir opiniões, usar palavras que incentivem a continuação do relato;

- usar roupa discreta e linguagem simples;

cuidados2
Cuidados:

- não se satisfazer com registro de uma resposta qualquer;

- escolher ocasião adequada para sair, deliberada e abertamente;

- padronizar instruções (quando há mais de um entrevistador).

question rio
QUESTIONÁRIO

Técnica pela qual se obtêm respostas escritas a questões preenchidas pelo próprio informante visando descrever características e/ou medir determinadas variáveis relativas ao objeto de estudo ( indivíduos, grupos ou criações de mente humana).

tipos
Tipos:

1.Quanto ao tipo de pergunta feita aos informantes:

-questionário de perguntas fechadas;

-questionário de perguntas abertas;

-questionários mistos (combinação dos dois tipos).

2.Quanto ao modo de aplicação do questionário:

- por contato direto;

- pelo correio.

slide86
Vantagens:

-menor custo e tempo de entrevista;

-anonimato;

-menor pressão para obter resposta ( informante mais à

vontade);

-abrangência;

-das questões fechadas:

-respostas fáceis de codificar;

-entrevistado não precisa escrever;

-instrumento mais rápido e fácil de responder;

slide87
Vantagens:

- das questões abertas:

-maior liberdade para entrevistado;

-indicado quando o assunto é mais complexo;

-indicado quando o pesquisador dispõe de pouca informação.

desvantagens2
Desvantagens:

- superficial;

- não se adapta a temas complexos;

- só atinge população de certo nível educacional;

- pesquisador não pode perceber dúvidas e as esclarecer;

-perda de certas manifestações e informações adicionais que apareceriam em uma entrevista;

-das questões fechadas:

- incapacidade de o pesquisador fornecer todas as alternativas possíveis ao informante: ao fornecer tipos de resposta estará refletindo sua posição e não a do entrevistado;

slide89
- é comum ao entrevistado responder à primeira alternativa para acabar logo, especialmente numa escala de atitudes.

- das questões abertas:

-dificuldade de classificação e codificação (respostas semelhantes podem significar algo) totalmente diferente;

  • -diferença de capacidade de redação entre informantes – tempo exigido para responder pode cansar informante.
cuidados3
Cuidados:

- duração de não mais de 30’ (até uma hora para informantes especiais);

- início: perguntas simples, irrelevantes e inofensivas, mas próprias para despertar interesse;

- seqüência lógica;

- cada item deve se referir a uma hipótese ou parte de hipótese, formando unidade;

- limitar questionário em extensão e finalidade;

- aparência bem cuidada com espaço entre as questões, papel bom, espaço para informações adicionais;

- deixar pedido de informações pessoais para o meio do questionário;

cuidados4
Cuidados:

- não pedir informação embaraçante sem explicar;

- passar suavemente de um item para outro e não pular para diante e para trás;

- fazer perguntas – teste para verificar a veracidade de certas respostas;

- lista de temas, áreas e questões deve ser mostrada a especialistas no problema;

- estudo piloto – exploratório ajuda na redação de um questionário;

- fazer sempre teste piloto com mesmo tipo de informante.

problemas de fidedignidade
Problemas de fidedignidade

- respostas “não sei” e “não compreendo”: distorções;

- alto índice de respostas em branco

- grande índice de respostas e comentários irrelevantes

- grande proporções de respostas iguais.

question rio pelo correio
QUESTIONÁRIO PELO CORREIO

Difere do formulário e da entrevista por ser auto – administrado. Colocado dentro de revistas e jornais ou remetido pelo correio. Deve ser preenchido e devolvido pelo próprio informante.

Vantagens:

- muito útil quando informantes estão dispersos;

- custa menos no caso de informantes dispersos;

- utilidade aumenta quando houver grande quantidade de material exploratório para limitar as questões a serem respondidas;

- mais eficaz quando a hipótese é precisamente focalizada.

desvantagens3
Desvantagens:

- Não se pode obter quantidade extensa de dados com questionário pelo correio;

- provavelmente não haverá devolução se exigir mais de dez a quinze minutos para ser preenchido;

- é eficaz somente quando o informante quer e sabe expressar as suas opiniões claramente;

- não pode ser usado para uma amostra representativa da população;

- os que não podem ou não querem responder ao questionário distorcem a amostra numa direção conhecida mas de grau indeterminável;

slide95
- geralmente os quesão os que têm mais interesse no assunto, os que têm status sócio-econômico mais alto e os que têm maior grau de instrução;

- não é um instrumento de pesquisa eficiente, a não ser quando aplicado a um grupo de informantes altamente selecionado.

Cuidados:

- deve ser acompanhado de uma carta de apresentação explicando os objetivos da pesquisa, quem a está fazendo e para quem, incluindo ainda as seguintes informações:

1. Patrocínio: tipo de organização patrocinadora do estudo, seu endereço e o número do telefone para permitir verificação rápida;

slide96
2. Por que o estudo? Explicar porque a informação é necessária.

3. Por que o informante deve responder? Fazer apelo no sentido de persuadi-lo a participar da pesquisa;

4. Instruções: como preencher o questionário para garantir o interesse;

5. Garantia de anonimato: deve –se dizer claramente que o informante permanecerá anônimo.

-enviar envelope selado ( com selo colado)e auto-endereçado;

-utilizar papel e impressão de boa qualidade com bom espaço para respostas;

-tabular separadamente questionários devolvidos em períodos sucessivos de tempo e com atraso;

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- Após um mês enviar nova carta ( com outra redação, perguntando também por que não foi respondido antes ) com novo apelo e outro questionário;

- o normal é receber de volta entre 30 e 40% dos questionários enviados.

comunica o de massa
COMUNICAÇÃO DE MASSA

Criações literárias, jornais, revistas, fitas de cinema ou vídeo, gravações de programas de rádio e TV feitas com objetivo de divertir, informar ou convencer o povo.

Objetivos:

-esclarecer alguns aspectos da cultura de um povo;

-comparar diferentes grupos através da cultura;

-verificar a origem da mudança cultural.

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Vantagens:

- estão livres da influência de viés teórico ou pessoal do pesquisador;

- permitem lidar com passado histórico ou momento atual;

- refletem aspectos amplos do clima social em que foram criados.

an lise de conte do
ANÁLISE DE CONTEÚDO

Técnica muito antiga.

Hoje: criação de técnicas complexas para a qualificação de material, de forma sistemática e objetiva.

Processo de análise de conteúdo:

1. Definição das categorias de análise;

2.Classificação metódica de todo o material significativo da amostra;

3.Utilizar processo quantitativo para medir importância e presença de certas idéias para poder comparar com outras amostras.

slide101
Desvantagens:

-interesse exagerado pela quantificação pode levar ao obscurecimento do interesse pelo conteúdo singular das comunicações;

-pode haver acentuação do processo de análise e não do caráter dos dados disponíveis;

-dificuldade no cálculo da amostragem;

-dificuldades de delimitação do período ( natureza e tamanho das unidades).

Cuidados:

1. Amostragem : -amostragem de fontes

-amostragem de datas e

-amostragem de unidades.

slide102
2. Estabelecimento de categorias de análise (palavras usadas, modo de tratar a questão, menção a valores etc.

- objetivo da pesquisa (hipóteses);

- material.

3. Precisão da classificação:

- especificar claramente as características de afirmações que precisam ser colocadas em determinada categoria (exemplos).

dados dispon veis estat sticos
DADOS DISPONÍVEIS (ESTATÍSTICOS)

Referem-se a características sócio-econômicas de indivíduos. Interesse do pesquisador refere-se ao comportamento ou a características refletidas diretamente nos registros estatísticos ( segregação, suicídio, votação, produtividade). Outras vezes registros de comportamento específico podem ser usados como indicadores de um comportamento mais geral.

slide104
Vantagens:

-informações periódicas – estabelecimento de tendências temporais;

-obtenção de informações não exige cooperação de informantes;

-processo de obtenção de dados não revela objetivo do pesquisador e informante não muda seu comportamento.

Princípios orientadores:

-conhecer as melhores fontes de dados;

-ter capacidade criadora para descobrir material menos conhecido;

-proposição de questões ligadas ao problema.

slide105
Desvantagens:

- dados coletados com outros objetivos;

- definição dos termos muitas vezes não coincide com a definição empregada na pesquisa social.

Cuidados:

- conhecer a definição dos termos;

- conhecer o método de coleta de dados.

pesquisa hist rica
PESQUISA HISTÓRICA

Visa à compreensão do presente em função do contexto dos fatos passados dos quais surgiu. Tarefa do historiador: “localizar, avaliar e sintetizar sistemática e objetivamente as provas para estabelecer os fatos e obter conclusões referentes aos acontecimentos do passado” (BORG).

Objetivos básicos:

1. Produzir registro fiel do passado (corte transversal e longitudinal);

2. Contribuir para a solução de problemas atuais.

slide107
Características:

- baseia-se em observações que não podem ser repetidas – exigência de intenso trabalho bibliográfico- documental e de grande paciência;

- realizada geralmente por um só pesquisador;

- análise quantitativa;

- relatório de pesquisa é menos rígido e mais normativo.

Processo de pesquisa histórica:

1.formulação do problema;

2.especificação dos dados;

3.determinação da adequação dos dados disponíveis;

4.coleta de dados:

a) análise dos dados conhecidos,

slide108
b) busca de novos dados de fontes conhecidas:

-fontes primárias,

-fontes secundárias.

c) busca de dados de fontes previamente desconhecidas:

-na forma de dados,

-na forma de fontes.

5.Preparação do relatório;

6.Interação entre preparação do relatório e análise de dados;

7.Conclusão da fase descritiva da pesquisa;

8.Conclusão da fase interpretativa da pesquisa;

9.Aplicação da pesquisa aos problemas atuais e hipóteses futuras;

Conclusão do relatório.

slide109
1. Formulação do problema:

1.1 Onde ocorrem os acontecimentos? (Área geográfica)

1.2 Que pessoas estão envolvidas nesses acontecimentos? (Tipos ou categorias envolvidas e quantidade)

1.3 Quando ocorrem os acontecimentos? (Tempo considerado)

1.4 Que tipos de atividade(s) humana(s) abrange? ( setores, áreas)

2. Especificação e adequação dos dados:

-especificação dos aspectos a serem coletados,

-exame dos dados para verificar se existe informação suficiente disponível.

slide110
3.Avaliação dos dados:

Passo mais importante da pesquisa histórica:

- Procurar distinguir fatos das versões e interpretações dos autores,

-avaliar as fontes de informações (confiabilidade e experiência),

-analisar a informação produzida em termos da consciência interna e externa e seriedade (exame das opiniões sobre a capacidade, integridade e qualidade das informações produzidas),

-examinar a respeitabilidade da fonte no transcorrer dos anos (ver referências),

-examinar os documentos quanto à autenticidade e à falta de precisão dos dados – comparação com outras fontes (corroboração através de duas fontes confiáveis):

slide111
Quem é o autor do documento?

Qual a relação do autor com o acontecimento?

Em que medida o autor sofria pressões ?

Qual foi a intenção do autor?

Qual o nível da especialização do autor no registro dos acontecimentos?

Verificar forma de escrever para distinguir fato de interpretações no relato de um escritor (especialmente dos renomados).

4. Coleta de dados:

-pesquisador deve conhecer toda a informação disponível sobre o acontecimento;

-deve procurar novas fontes já existentes;

-procurar novas fontes e dados, no momento desconhecidos.

slide112
5. Fontes de dados:

- fontes primárias: proximidade da fonte com o acontecimento e mínimo de interferência de pessoas no registro;

- fontes secundárias:

- maior distanciamento do acontecimento;

- existe pelo menos uma pessoa que participa na geração da informação;

- dados já coletados e publicados podem ser analisados enquanto fonte secundária.

slide113
Amostragem:

-pesquisa histórica não permite controle dos dados;

-problema sério é a representatividade da amostra: informação disponível geralmente é apenas uma parte dos dados relevantes existentes e pode haver atualmente somente parte da informação previamente disponível.

-amostra da informação:dados conhecidos em determinado ponto do tempo em relação à informação que existe na atualidade ( parte da informação original).

Cuidados:

-verificar motivos que levaram à perda dos documentos originais;

-verificar definição dos conceitos em diferentes períodos históricos.

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Interpretação dos dados:

- Para produzir novo conhecimento e criar novas formas de compreender os fenômenos e mostrar como estes têm se desenvolvido pesquisador deve interpretar os dados, sintetizar a informação recopilada, determinar tendências e generalizar os significados.

- procurar reconstruir motivos das pessoas, valores, temores, conflitos íntimos, lutas com a consciência, sentimentos.

Limitações:

- tempo requerido para realizar o levantamento dos documentos (dificuldade de o estimar);

-falta de controle rigoroso nas relações estabelecidas entre os fatos passados e presentes – não generalizar indevidamente.

slide115
Vantagens da pesquisa histórica:

-certos temas não podem ser estudados por outro tipo de pesquisa;

-certas experiências não podem (e não seria desejável) ser reproduzidas.

slide116

ANÁLISE DE DADOS

Objetivo: obter informação sobre todo o universo pesquisado

I- Categorização:

Agrupamento dos dados em certo número de categorias de acordo com algum princípio de classificação.

Critérios:

1. Utilizar um único princípio de categorização;

2. Categorias devem ser mutuamente exclusivas;

3. Categorias devem esgotar todas as possibilidades (incluir a

totalidade das respostas).

Observ.: Importância do "não sei", "não respondeu" e "outros" (categoria residual). Explorar só os princípios de classificação que interessam à análise. Não esquecer dados ausentes no teste

slide117

ANÁLISE DE DADOS

II- Codificação:

Processo pelo qual são transformadas em códigos estabelecidos na categorização as respostas (dados brutos) dos informantes.

Dificuldade: exigência de julgamento.

Codificação pode ser feita pelo:

- próprio informante (perguntas fechadas);

- entrevistador ou observador dos dados;

- codificador (mais vantajoso para dados mais complexos).

Origem de problemas de precisão na codificação:

a) dos próprios dados a serem categorizados:

Informação insuficiente devido a processos inadequados de coleta de dados

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ANÁLISE DE DADOS

(perguntas mal feitas, observadores mal treinados)

Correção possível:

- examinar cuidadosamente os dados logo após coleta;

- interrogar entrevistador/observador;

- rever (já durante o teste) quanto à:

- completude;

- legibilidade;

- compreensibilidade;

- coerência;

- uniformidade (seguimento de instruções);

- adequação das respostas.

slide119

ANÁLISE DE DADOS

b) das categorias que devem ser aplicadas:

- devem ser conceitualmente bem definidas e significativas

(devem ser definidas em função de indicadores aplicáveis

aos dados imediatos)

c) dos codificadores:

- devem ser treinados nas várias etapas

slide120

ANÁLISE DE DADOS

  • III - Tabulação = Contagem do número de casos que estão nas
  • várias categorias.
  • Tipos:
  • tabulação marginal: contagem das freqüências com que ocorrem as várias categorias em cada conjunto;
  • tabulação cruzada: tabulação do número de casos que ocorrem juntamente em duas ou mais categorias (correlação de variáveis).
slide121

ANÁLISE DE DADOS

IV – Montagem de tabelas:

1. Tabelas de freqüência:

Distribuição por freqüência útil - Problemas:

a) categorias devem ser mutuamente exclusivas e incluir a

totalidade das observações;

b) tabulação deve ter lógica interna e ordem;

c) intervalos de classe devem ser escolhidos cuidadosamente:

- não menos de oito ou dez e não mais de dezoito a vinte;

- intervalos devem ter tamanho uniforme;

- designação clara dos intervalos na tabela com limites

inferiores e superiores bem definidos.

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ANÁLISE DE DADOS

  • 2. Tabelas de dupla entrada (correlação de variáveis):
      • a) a variável independente deve ser colocada na coluna;
      • b) o título deve ser colocado antes da tabela, sem verbos, iniciando pela variável dependente;
      • c) as tabelas de correlação são apresentadas preferentemente com números relativos, colocando o sinal de porcentagem no título (as porcentagens sempre com duas casas decimais)
  • N.B.: Verificar sempre se a soma dá 100%; em caso negativo aproximar as casas decimais
slide123

Razões para Compra de Creme Facial

Razões

Porcentagem de

Informantes

Recomendação.................................

28

21

Beneficia a pele...............................

18

Ouviu o reclame no rádio.................

15

Viu sobre o balcão...........................

10

Preço razoável.................................

8

Bom aroma......................................

7

Condições especiais da pele...........

TOTAL

107

slide124

Razões para Compra de Creme Facial

Porcentagem

Razões

de

Informantes

Relativas ao informante:

28

Beneficia a pele............................21

Condições especiais da pele......... 7

Relativas ao produto:

18

Preço razoável..............................10

Bom aroma................................... 8

Relativas ao meio através do qual

ouviu sobre o produto:

61

Recomendação...............................28

Ouviu no rádio reclame.................18

Viu sobre o balcão........................ 15

Total

107

slide125

EXERCÍCIO DE MONTAGEM DE TABELA

Estrutura das relações correspondente a duas definições da

variável “eminência”

slide126

RELATÓRIO

I Estrutura:

Capa

Página de rosto

Página de aprovação

(Dedicatória)

(Agradecimentos)

Resumo

Abstract

Lista de tabelas e ou gráficos (quando mais de cinco)

Sumário

(Prefácio: geralmente escrito por outra pessoa para

apresentar o autor e a obra (facultativo) – mais freqüente em

livros)

capa ana maria de castro
(CAPA)ANA MARIA DE CASTRO

CORREÇÃO MONETÁRIA E LUCRO TRIBUTÁVEL

RIBEIRÃO PRETO

2008

p gina de rosto ana maria de souza

(página de rosto)ANA MARIA DE SOUZA

CORREÇÃO MONETÁRIA E LUCRO TRIBUTÁVEL

Proposta de monografia

(dissertação, tese) de

conclusão do curso de...

Orientador: Prof. Dr....

RIBEIRÃO PRETO

2008

ana maria de souza
ANA MARIA DE SOUZA
  • CORREÇÃO MONETÁRIA E

LUCRO TRIBUTÁVEL

(Página de aprovação)

Dissertação de mestrado ....

Programa de Pós-Graduação.......

Faculdade de...........

Banca: Prof. Dr.......__________________

Prof. Dr...... __________________

Prof. Dr....... __________________

Data de defesa:

São Paulo

resumos
RESUMOS
  • Trabalhos acadêmicos: de 150 a 500 palavras
  • Artigos de revistas: entre 100 e 250 palavras.
  • Usar parágrafo único
  • Verbo: voz ativa na 3a. pessoa do singular ou voz passiva
  • Palavras-chave: separadas por pontos

e escritas com a primeira letra maiúscula

modelos de t tulos
MODELOS DE TÍTULOS

INTRODUÇÃO (centralizado)

I O REGIME TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

(centralizado)

1 A tributação no período colonial (junto à margem)

1.1 As normas da tributação em Portugal (no ponto do parágrafo)

sum rio
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO........................................................4

I MOTIVAÇÃO: ALGUMAS VISÕES

TEÓRICAS....................................................10

II AS EMPRESAS ANALISADAS...............................24

III O DESEMPENHO DOS

FUNCIONÁRIOS.......................................32

IV A MUDANÇA DO DESEMPENHO.........................47

CONCLUSÕES.......................................................61

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........................67

APÊNDICE A: ROTEIRO DE ENTREVISTA................71

ANEXO A: LEI 5540/68..........................................74

introdu o
INTRODUÇÃO
  • Justificativa
  • - Problema de investigação
  • - Objetivos
  • - Procedimentos metodológicos:
  • - Técnica(s) escolhida(s) e justificativa
  • - População alvo: sujeitos da pesquisa
  • - Amostragem
  • - Teste dos instrumentos e correções
  • efetuadas
  • - Limitações do estudo
  • - Visão geral do relatório
slide134

RELATÓRIO

I MOTIVAÇÃO: ALGUMAS TENDÊNCIAS

TEÓRICAS

Sumário do capítulo em um parágrafo

II (HIPÓTESES E DEFINIÇÕES)

III AS EMPRESAS ANALISADAS

Sumário dos principais dados

IV O DESEMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS

Correlações - tabelas de dupla entrada –

Levantamento de hipóteses explicativas

Sumário das principais correlações

slide135

RELATÓRIO

CONCLUSÕES

- retomada das principais idéias

- retorno às hipóteses mostrando se foram ou não provadas e por quê;

- sugestões para próximos estudos (o que não pode ser estudado e o que os dados mostraram precisar ser ainda verificado)

- sugestões para atuação concreta (estudos aplicados)

BIBLIOGRAFIA (sem numerar):

Por ordem alfabética do sobrenome dos autores (ver modelo)

slide136

RELATÓRIO

APÊNDICES e ANEXOS (Numerar com letras maiúsculas: A, B, C etc.):

Apêndices:

Modelo de questionário e/ou roteiro de entrevista

Tabelas feitas, mas não mencionadas no texto

Cálculo das regressões

Anexos necessários: textos legais, cópias de documentos etc.

slide137

RELATÓRIO

FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS DADOS

1. Textual (básica);

2. Gráfica: evolução no tempo, comparação entre duas freqüências;

3. Tabular: quando o quadro ou a tabela for pequeno e integrado ao texto, não pôr título e não numerar.

relat rio
RELATÓRIO
  • ESTILO
    • levar em conta o público-leitor (texto científico, de divulgação etc.)
    • usar de clareza de pensamento e exatidão
    • organizar logicamente o texto
    • interpretar corretamente
slide139

RELATÓRIO

ESTILO

Linguagem: Simplicidade, correção gramatical (consultar dicionário), o mais interessante possível

Evitar:

- sentenças longas demais,

- sentenças complexas e obscuras,

- parágrafos com uma única frase (só abrir

parágrafo quando o assunto mudar).

slide140

RELATÓRIO

ESTILO:

Passos:

- fazer esquema do que deve ser dito;

- conferir esquema (dar a alguém para ler);

- passar para o papel o que tem que ser dito (primeira redação);

- releitura (após quinze dias e/ou dar a outra pessoa para ler);

- correção (atenção às repetições e idas e vindas na redação).

slide141

RELATÓRIO

ASPECTOS GRÁFICOS:

1 Notas de rodapé: pequenas explicações, conceituação de termos utilizados, chamada para autores que tratam do assunto;

2 Citações: se o autor já foi mencionado no texto (em letras normais), indicar logo após o nome a data da obra e página (2003, p. 34). Se o autor não foi mencionado, indicar após a citação (BOURDIEU, 1982, p. 35).Dois ou três autores: (CAMPOS; DEMARTINI; LANG, 1998).

No caso de se ter suprimido uma parte do texto original, colocar no lugar [...]. Se se tiver acrescentado algo para dar sentido à continuação do texto, colocar entre colchetes [...].

relat rio1
RELATÓRIO

Citação de teses, monografias e dissertações:

BARCELOS, M.F.P. Ensaio tecnológico,

bioquímico e sensorial de soja e guandu

enlatados no estádio verde de

maturação de colheita. 1998. 160f. Tese

(Doutorado em Nutrição) – Faculdade de

Engenharia de Alimentos, Universidade

Estadual de Campinas, Campinas.

Artigo de revista em meio eletrônico:

SILVA, M.M.L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em:

<http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em: 28 nov. 1998.

slide143

RELATÓRIO

Citações de mais de três linhas (quatro em diante) devem ser escritas em letra comum, fonte 10, deixando um espaço antes e depois do texto um pouco maior do que o espaçamento entre linhas utilizado. O recuo à esquerda da citação deve ser de 4 (quatro) cm em relação à margem; não se colocam aspas. O espaço entre linhas na citação é simples.

slide144

RELATÓRIO

  • Ex.:
  • O contexto histórico-cultural oferece ao ser humano a oportunidade de uma interação contínua, fundamental a sua socialização.
      • Esse processo de interação contínua gera uma agenda de desenvolvimento cuja influência se sobrepõe à ontogênese e inclui a prescrição de papéis e normas etárias, que desempenham um papel crucial na aprendizagem de expectativas sociais e individuais de comportamento. Portanto, o estudo do envelhecimento diz respeito a diversas áreas do conhecimento e constitui por si mesmo uma disciplina científica(NERI, 1995, p. 34).
slide145

RELATÓRIO

3 Quando não tiver sido feita cópia literal do texto, mas somente menção ao pensamento do autor, não colocar aspas, mas indicar a procedência do texto do mesmo modo que para citações literais.

4 Abreviações: loc. cit. (loco citato: no lugar citado)

op. cit. (opus citatus: obra citada)

et alii (e outros): quatro ou mais autores

ibid. (ibidem): no mesmo lugar (obra)

id. (idem): mesmo autor

passim (aqui e ali: em vários pontos da obra)

relat rio2
RELATÓRIO
  • (id., ibid., p. 35): mais usado em rodapé
  • (p.35s. ou p.35ss.)
  • (sic): assim (para confirmar expressão errada ou estranha no texto original
  • etc. (et coetera): nunca colocar vírgula antes e só um ponto depois
slide147

RELATÓRIO

5 Numeração: escrever números por extenso quando abaixo de cem:

- exceções: datas, número de páginas, porcentagens

Margens da página: 3 cm à esquerda e acima; 2 cm à direita e embaixo.

Numeração das páginas: acima à direita

Não numerar: capa, página de rosto, páginas de agradecimento e dedicatória, sumário,

(devem ser levadas em conta na numeração, exceto a capa)

slide148

RELATÓRIO

Bibliografia

Publicações avulsas:

a) Autor da publicação (sobrenome com letras todas maiúsculas

seguido de vírgula, primeiros nomes só iniciais, ponto);

b) Título da publicação (em negrito ou em itálico)

seguido de ponto;

c) Título original (quando tradução) e nome do tradutor;

d) Número da edição;

e) Local da publicação seguido de dois pontos;

f) Nome da editora seguida de vírgula (sem escrever editora);

g) Ano da publicação (se um mesmo autor tiver publicado duas ou

mais obras em um mesmo ano, distingui-las colocando a, b, c

etc. após a data): 1982a, 1982b.

slide149

RELATÓRIO

NB: Se os dados não couberem em uma única linha: começar a segunda junto à margem, sem recuo.

Espaçamento simples entre linhas numa referência

Entre as referências usar 1,5.

Numa bibliografia, se houver duas obras de um mesmo autor, a partir da segunda, não escrever novamente o nome do autor, passar um traço de cinco espaços (_____.) Dois ou três autores: separação com ponto e vírgula (;)

relat rio3
RELATÓRIO

Exemplos:

ECO, U. Como se faz uma tese. São Paulo:

Perspectiva, 1989.

_____. O nome da rosa. São Paulo: Cidade,

1990.

CAMPOS, M.C.S.S.; DEMARTINI, Z.B.F.;

LANG, A.B.S.G. História oral e pesquisa

sociológica. São Paulo: CERU/Humanitas,1998.

slide151

RELATÓRIO

Colaboração em obras coletivas:

Colocar In antes da indicação do autor da obra (se não for o mesmo do autor da parte referenciada).

Exemplo:

CORÇÃO, G. O papel e a responsabilidade das elites nos tempos presentes. In: BRASIL. Confederação Nacional do Comércio. Problemas Jurídicos e Sociais. Rio de Janeiro, 1959: 113-30.

slide152

RELATÓRIO

Artigos de periódicos:

Não colocar in antes do nome da revista;

Indicar o local de publicação logo após o nome do periódico (só escrever Revista se a palavra fizer parte do nome do periódico: Revista dos Tribunais)

A indicação das páginas de início e final deve vir logo após a indicação do volume e número da publicação, antes da data de publicação (o mês em português é escrito somente com três letras minúsculas, com exceção de maio).

Ex.: CAMPOS, D.A. "Cuba e o Princípio da Soberania". Revista Brasiliense, São Paulo, 36: 94-99, jul./ago.1961.

relat rio4
RELATÓRIO
  • Observações sobre a redação e apresentação:
    • as tabelas não devem conter linhas verticais a não ser separando as palavras indicativas; quanto às horizontais, só colocar em cima (acima e abaixo dos títulos internos) e embaixo;
    • títulos de tabela e quadro são colocados acima (centralizados), indicando o número da tabela ou do quadro acima do título;
    • títulos de gráficos são colocados abaixo, devendo ser centralizados.
relat rio5
RELATÓRIO
  • Parágrafo: não recuar à esquerda no início da primeira linha e aumentar o espaço entre parágrafos (sem recuo);
  • numa enumeração após dois pontos (:) colocar os itens com letras minúsculas. Exemplo:
  • Os objetivos deste estudo são:
  • - verificar... ;
  • - estudar... ;
  • - analisar... .
relat rio6
RELATÓRIO
  • Evitar:
    • - sendo que,
    • - uso de verbos na primeira pessoa (singular e plural),
    • - através (substituir por: por meio de, mediante, com base em etc.),
    • - uso indevido de este, esta e isto,
    • - uso de pontuação em títulos,
    • - a partir de ...
relat rio7
RELATÓRIO
  • Evitar:
    • - implicar em (implicar pede objeto direto),
    • - onde: só usar referindo-se a lugares,
    • - possuir: só para bens materiais (substituir por ter, apresentar, dispor etc.)
    • - contribuir com ou em (contribuir para),
    • - abuso de maiúsculas
apresenta o do projeto
APRESENTAÇÃO DO PROJETO
  • Página de rosto
  • Resumo incluindo palavras-chave (sem parágrafos e espaço simples entre linhas)
  • Sumário
  • Justificativa (seis itens)
  • Problema de investigação
  • Objetivos
apresenta o do projeto1
APRESENTAÇÃO DO PROJETO
  • Marco teórico
  • Hipótese(s) e definições
  • Procedimentos metodológicos
  • Análise preliminar de dados
  • Cronograma
  • Referências bibliográficas
  • Bibliografia a consultar
apresenta o do projeto2
APRESENTAÇÃO DO PROJETO
  • Títulos: junto à margem e com letras normais (se em negrito, não sublinhar)