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  1. PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 1. INTRODUÇÃO Ao ser questionado sobre a valorização do diálogo como mecanismo de aprendizagem, ele diz que o diálogo parte do próprio aluno, e que o considera essencial para a efetivação da aprendizagem. “O que o aluno pergunta, ele não esquece, já o que o professor explica ele geralmente não se lembra” (Professor B), cita com exemplo o resultado nas avaliações, “as questões elaboradas a partir dos questionamentos dos alunos tem maior percentagem de acertos em relação às questões relacionadas às explicações do professor, até mesmo pelos alunos que não foram os autores das perguntas”(Professor B). O que mostra, que, quando a abordagem parte do próprio aluno, quando ele participa ativamente do processo de ensino-aprendizagem, relacionando os conteúdos tratados às suas experiências de vida o conhecimento se faz presente. Estes relatos feitos pelo professor mostram que trazer para a discussão em aula questões problematizadas que se relacionam à realidade dos alunos é fundamental para a aprendizagem ocorrer efetivamente configurando uma forma eficaz de ensino, uma vez que, “o aluno ao ouvir a informação estabelece uma conexão entre aquilo que lhe foi dito e seus próprios interesses, saberes e valores, fazendo com que as informações recebidas passem a ter sentido e significado” (OLIVEIRA, 2009, apud SILVA et al, 2011) O ensino-aprendizagem da Física tem sido alvo de várias pesquisas e voltar o foco dessas pesquisas para a Educação de Jovens e Adultos traz para a discussão desafios e a diversidade dessa modalidade de ensino. Os estudantes do Proeja- Ifes de Venda Nova enfrentam grandes dificuldades, tanto em assimilar os conhecimentos de Física, quanto a enfrentar os desafios encontrados por sua árdua rotina de trabalho, o que fragiliza o processo de ensino-aprendizagem. Assim, levantar informações que servissem como norteadoras na elaboração de atividade e estratégias a serem desenvolvidas pelos professores de Física na escola foi de suma importância, partindo de que “Conhecer as características dos alunos é uma tarefa essencial para preparar a Ensino-aprendizagem de Física” (LOPES, 2004, p. 320). Diante desse contexto, a problemática de nossa pesquisa esteve centrada nas práticas pedagógicas do ensino de Física, desenvolvidas no curso do Proeja, na perspectiva de examinar e responder a seguinte questão: As práticas pedagógicas no ensino de Física colaboram para o processo ensino-aprendizagem no Proeja? Este trabalho de pesquisa, motivado por nossa inquietação em refletir sobre as práticas pedagógicas no ensino de Física que colaboram para o processo ensino-aprendizagem no Proeja, nos fez perceber que toda a teoria aplicada nesta modalidade de ensino necessita estabelecer mais relações com a realidade dos alunos. Os dados coletados e analisados em nossa pesquisa nos mostram que, algumas práticas que consideram a participação dos educandos no processo de ensino, as quais valorizam os saberes dos mesmos, assim como o diálogo entre professor e aluno, tornam os conteúdos mais reais e próximos aos alunos, o que é válido para a aprendizagem dos mesmos. Logo, é preciso de um método de ensino que resgate a auto estima destes educandos, que lhes proporcione a construção de novos conhecimentos, que os faça ver relação imediata com o saber cotidiano que ele traz para a sala de aula. Repensar uma prática docente que valorize as experiências destes jovens e adultos é o caminho que as várias pesquisas aqui tratadas apontam. O que pretendemos não é apresentar receitas ou modelos prontos para o ensino de Física na EJA, mas sim confirmar uma metodologia já apontada por diversos pesquisadores citados em nossos referenciais, que é o de considerar os saberes dos alunos e suas experiências através de um diálogo igualitário, onde eles tenham voz e possam participar ativamente do processo de construção de seus conhecimentos. O trabalho de campo foi realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santos (IFES) no campus de Venda Nova do Imigrante, no curso técnico em Administração do Proeja, com o objetivo geral de refletir sobre alternativas de práticas pedagógicas relacionadas ao Ensino de Física para Jovens e Adultos e mais especificamente encontrar alternativas que auxiliem os professores na gestão de suas aulas de Física no Proeja, no sentido de garantir a aprendizagem dos conteúdos pelos alunos, superar os desafios de trabalhar em EJA, garantindo que os alunos permaneçam nas escolas e aprendam efetivamente. Nesse contexto, optamos por uma pesquisa qualitativa de levantamento de dados, que nos propiciasse traçar uma cartografia do ensino-aprendizagem de Física vigente no Proeja de Venda Nova, utilizando como instrumentos de coleta entrevistas e observações de aula. Nossa pesquisa esteve centrada, no público de Jovens e Adultos, mais especificamente na turma de 2010 do curso de Administração do Proeja-Ifes, em Venda Nova do Imigrante, onde analisamos as aulas a partir de observações sistemáticas e as entrevistas com o professor, considerando o valor que ele dá aos saberes dos educandos, pois estes são seres sociais e históricos, e que precisam fazer uma ligação entre o que é aprendido na escola com seu dia a dia. Na observação das aulas pudemos perceber que o professor explicava, usando a lousa, o conceito de cada conteúdo, e os alunos questionavam o professor sobre vários fatos relacionados às suas experiências do dia a dia. As interações com os alunos deixam claro como é importante a relação de suas vivências com o conteúdo escolar. Já dizia Freire (1996), que o fundamental para uma aula dinâmica é a curiosidade do aluno, esses questionamentos que fazem, têm origem em suas realidades, por isso o professor deve sempre partir de questões que propiciem o envolvimento das experiências dos estudantes, no sentido de levar esses alunos a refletirem sobre suas experiências de vida e como o conhecimento escolar pode intervir em sua vida. Para analisar as práticas pedagógicas, também entrevistamos o professor, a fim de conhecer sua formação e sua postura sobre suas práticas, com um olhar que de valorização dos saberes dos educandos e do diálogo em sala de aula. O professor de Física era graduado em Física, com mestrado e está terminando seu doutorado em educação. Agradeço à Deus, meus amigos e família, que sempre me apoiaram. ALRO, Helle; SKOVSMOSE, Ole. Diálogo e Aprendizagem em Educação Matemática. Tradução de Orlando Figueiredo. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. _____. Pedagogia do oprimido. 17.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. FREITAS, Rony C. O. Educação Matemática na Formação Profissional de Jovens e Adultos. Curitiba: Appris, 2011. LOPES, B. J. Aprender e Ensinar Física. Portugal:: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004. OLIVEIRA, I. B. apud SILVA, M. I. C, et al. Saberes da Experiência de Estudantes Jovens e Adultos: Conhecer para Valorizar. Debates em Educação Científica e Tecnológica, Espírito Santo, v.1, n. 1, p. 57-66, 2011.