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Maria Emília NOVO, João Paulo LOBO-FERREIRA

Metodologias de Mitigação dos Impactos dos Fogos – Enquadramento e Avaliação de Estratégias de Acção. Maria Emília NOVO, João Paulo LOBO-FERREIRA Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Av. do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa, Portugal. 1. INTRODUÇÃO

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  1. Metodologias de Mitigação dos Impactos dos Fogos – Enquadramento e Avaliação de Estratégias de Acção Maria Emília NOVO, João Paulo LOBO-FERREIRA Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Av. do Brasil, 101, 1700-066 Lisboa, Portugal 1. INTRODUÇÃO No âmbito do estudo POCI/AGR/59180/2004 “Avaliação do Impacto de Fogos Florestais nos Recursos Hídricos Subterrâneos” foram identificados e avaliados na sua eficácia um conjunto de estratégias de mitigação do impacto dos fogos sobre a qualidade e quantidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. (1) Meio superficial – condicionada pela erosão: cinzas, solos e outros resíduos sólidos do fogo em carga sólida + lixiviados resultantes da dissolução da carga sólida. (2) Meio subterrâneo – condicionada pela infiltração: lixiviação de cinzas e solos. A qualidade neste meio só é indirectamente afectada pela erosão, quando esta destrói o solo ao ponto de limitar ou eliminar a sua capacidade de depuração. As medidas mitigadoras são: 1. Estruturas de intercepção em pequena escala 2. Cobertura de solos 3. Quebra da camada hidrofóbica do solo 4. Barreiras de vegetação ripícola 5. Filtragem por areias 6. Desvios de águas superficiais 7. Terraceamentos 8. Criação de estruturas promotoras da infiltração 9. Captação das águas de escorrência e injecção no meio subterrâneo • 2. ESTRATÉGIAS DE MITIGAÇÃO • (1) Deverão ser dirigidas e projectadas para: • Solos – pois os solos são componente importante do funcionamento do meio hídrico, em especial do meio hídrico subterrâneo • Águas – superficiais e subterrâneas, sendo distintos os impactos dos fogos para cada um destes meios hídricos • (2) Para delinear as acções de mitigação deverá definir-se: (A) intensidade e severidade do fogo, (B) topografia da área afectada, (C) tipo de floresta atingida, (D) risco de erosão dos seus solos, (E) rede hidrográfica afectada, (F) aquíferos – especialmente zonas de recarga – afectados. 3. MITIGAÇÃO DIRIGIDA A SOLOS Destina-se a limitar o risco de inundação, a poluição das águas superficiais, a eutrofisação de rios e lagos a jusante da área afectada. As medidas mitigadoras são: 1. Avaliação do risco de erosão, cheias, movimentos de terras e movimentos de detritos que despoletem cheias 2. Cobertura dos solos 3. Correcção e recuperação do solo 4. Lavra segundo linhas perpendiculares ao declive 5. Terraceamentos 6. Medidas de prevenção e/ou redução da erosão 7. Sementeiras 8. Retenção de águas e sedimentos nas linhas de água 9. Remoção de sedimentos finos do leito das linhas de água 10. Protecção das áreas de regeneração natural 11. Reflorestação 5. AVALIAÇÃO DAS MEDIDAS DE MITIGAÇÂO A avaliação das condições mais favoráveis de aplicação de várias medidas de mitigação apresenta-se em quadro anexo. 6. CONCLUSÕES Nas águas superficiais a mitigação dos impactos dos fogos sobre a qualidade deve : (A) minimizar erosão e carga sólida; (B) reter lixiviados das cinzas e solos ardidos antes das linhas de água. Nas águas subterrâneas a mitigação deve : (A) manter os volumes de infiltração ante-fogo; (B) eliminar/reter lixiviados das cinzas e solos ardidos. As medidas de mitigação mais usadas actuam em simultâneo sobre a erosão, infiltração, qualidade da água. Para um plano de mitigação é necessário avaliar : (A) vulnerabilidade à erosão do solo, (B) quantidade de cobertura vegetativa, (C) textura do solo, (D) incrustações do solo, (E) área de rochas aflorantes e (F) declive do terreno, (G) qualidade das águas nas áreas afectadas, (H) condições climáticas; (I) ciclo vegetativo da cobertura nativa. Algumas regras de sucesso das medidas de mitigação são: (1) evitar intervir intensamente em áreas sensíveis, (2) criar paisagem em mosaico, com zonas de corte e de não corte da matéria ardida, (3) evitar as queimas de resíduos do corte, e (4) realizar monitorização que revele a eficácia de cada medida de mitigação e a tendência evolutiva da recuperação. 4. MITIGAÇÃO DIRIGIDA ÀS ÁGUAS Tem de actuar na quantidade e qualidade. Os efeitos dos fogos variam ao longo do tempo, donde a mitigação tem de considerar esta variabilidade temporal. A quantidade relaciona-se com o escoamento superficial, recarga e variação da água usada pelas plantas durante a recuperação do coberto vegetal. A qualidade é afectada pelos elementos maiores, compostos orgânicos e metais pesados mobilizados pelo fogo e materiais erodidos que chegam às linhas de água. Cada tipo de vegetação (e solo) ardida tem di-ferentes cargas poluentes, que variam também segundo a intensi-dade e severidade do fogo, e que se atenuam ao longo do tempo em função do tipo de contaminante, solo e padrões de precipita-ção e escoamento pós-fogo. A afectação da qualidade depende de factores algo distintos consoante o meio seja superficial ou subterrâneo: 7. BIBLIOGRAFIA DEBYLE, N V. (1970) – Do contour trenches reduce wet-mantle flood peaks? Research Note INT-108; US Department of Agriculture, Forest Service, Intermountain Forest and Range Experiment Station, Ogden, UT. PEREIRA, A. D. (2007) – Spatial and temporal patterns of solute loss following wildfires in central Portugal. Workshop “Estratégias e Respostas para Minimizar o Efeito do Impacte dos Fogos Florestais na Quantidade e Qualidade da Água”. Dezembro, Lisboa, LNEC.

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