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Presentation Transcript

  1. Estudo do Setor Coureiro-Calçadista de Franca e Região Março 2011

  2. Visão Geral do Setor Visão Geral do Setor Pólo Calçadista Considerações Finais Censo 1984 vs. 2010

  3. Setor Coureiro-Calçadista de Franca e Região • O Pólo de Franca e região oferece uma completa integração entre todos os principais segmentos da cadeia produtiva coureiro-calçadista; • Dela fazem parte fornecedores de insumos e matérias-primas, prestadores de serviços e produtores de calçados, artefatos de couro e artigos de viagem, em um total de 1.015 empresas formais, ativas e com ao menos um funcionário registrado; • Deste total, 63% podem ser consideradas micro empresas, com até 19 empregados; • Incluindo todos os segmentos citados, o pólo oferece emprego a mais de 32 mil pessoas apenas nas atividades industriais; • 79% das vendas das empresas fornecedoras de insumos/matérias-primas locais são destinadas às indústrias instaladas no próprio pólo de Franca e Região; • 95% das empresas prestadoras de serviço ofertam seus serviços exclusivamente às empresas calçadistas do pólo; • 58% dos insumos e matérias-primas consumidos pelas indústrias de calçados da região, são produzidos dentro da própria região; • As indústrias de calçados locais contratam quase 100% dos serviços terceirizados dos prestadores de serviços localizados no próprio pólo.

  4. Empresas e Pessoal Ocupado por Segmento . 46% das empresas são produtoras de calçados e/ou artefatos e empregam 69% dos funcionários Total de Empresas = 1.015 Pessoal ocupado = 32.271

  5. Insumos e Matérias-Primas

  6. Empresas Fornecedoras ¹ . 24% das empresas fornecedoras do pólo fornecem solas de borracha . Outros 21% fornecem couro % sobre empresas Total: 283 fornecedores Nota: (1) Respostas múltiplas

  7. Destino das Vendas . As empresas de insumos da Região, fornecem 79% de seus produtos para as empresas calçadistas localizadas no próprio Pólo % sobre volumes

  8. Origem dos Insumos e Matérias-Primas . 58% dos insumos e matérias-primas consumidos em Franca são fabricados na própria região; . 41% provém do estado e de outras regiões do país . 1% apenas são importados; % sobre volumes

  9. Serviços Terceirizados

  10. Terceirização das Etapas de Produção . 66% da produção local utiliza serviços terceirizados na costura, através das bancas de pesponto % sobre volumes

  11. Empresas Prestadoras de Serviços ¹ . 74% das oficinas oferecem serviços de pesponto . 15% oferecem serviços de corte . Parte delas oferece mais de um tipo de serviço % sobre volumes Total: 265 prestadoras de serviço Nota: (1) Respostas múltiplas

  12. Destino dos Serviços Prestados . 95% das empresas prestadoras de serviço da Região ofertam seus serviços dentro do pólo de Franca % sobre Empresas Total: 283 fornecedores

  13. Visão Geral do Setor Pólo Calçadista Pólo Calçadista Considerações Finais Censo 1984 vs. 2010

  14. Visão Geral do Pólo • Das 732 unidades de produção do pólo calçadista: 449 atuavam na produção de calçados; 268 eram prestadores de serviço e 18 na produção de artefatos; • As unidades dedicadas à produção de calçados do pólo, representam 9% do total de indústrias calçadistas em atividade no país; • O pólo apresenta inegável vocação para a fabricação de calçados de couro (85% dos pares), com forte predomínio da linha masculina (76% dos pares); • Com produção estimada em 26 milhões de pares, o pólo respondeu por 3,2% da produção nacional total e por 9% da produção de calçados de couro, em 2009; • O valor da produção local de calçados alcança R$ 1,14 bilhão ano, o que equivale a 6% do valor da produção nacional e 10% da produção dos calçados de couro; • Os artefatos de couro e artigos de viagem produzidos no pólo, equivalem a 5 milhões de peças e a R$ 76 milhões em vendas por ano; • Com investimentos de R$ 15 milhões, as indústrias calçadistas locais responderam por 4% do valor total investido pelo setor calçadista nacional, em 2009; • Neste mesmo ano, exportações de US$ 80 milhões conferiram ao pólo participação de 6% sobre as receitas obtidas pelo setor no exterior; • O pólo responde ainda por 8% do pessoal ocupado no setor calçadista do país.

  15. Números da Indústria Calçadista Local Brasil - 2009 Pólo Calçadista - 2009 8,1 mil indústrias 732 indústrias 325 mil de empregos 24,7 mil de empregos 814 milhões pares / ano ¹ 25,9 milhões pares/ano R$ 18,9 bilhões em vendas R$ 1,14 bilhão em vendas R$ 423 milhões investidos R$ 15 milhões investidos US$ 1,4 bilhão exportados US$ 80 milhões exportados (1) – volume de produção

  16. (449 empresas) (265 empresas) (18 empresas) Empresas por Segmento . 61% das empresas são produtoras de calçados e 2,5% de artefatos/artigos de couro. . 36% delas são prestadoras de serviço. % sobre nº de empresas Total de Empresas = 732

  17. Evolução do Pessoal Ocupado ¹ . No período analisado o pessoal ocupado (mob direta+indireta) no pólo apresentou queda de 13%, totalizando 24,6 mil em 2009 Nota: (1) Pessoal Ocupado = Mão de obra direta + Indireta

  18. Pessoal Ocupado por Área de Atuação . 90% dos funcionários atuam na produção . Em vendas, estão alocados menos de 1% . Se incluídos os RCAs esta participação sobe para 15% . Média de 4,7 agentes comerciais/empresa % sobre Pessoal Ocupado

  19. Produção no Pólo • A região é reconhecida internacionalmente como um importante pólo produtor e exportador de calçados de couro masculino; • Como estratégia de crescimento, muitas empresas estão incluindo em suas linhas de produtos os calçados femininos e os artefatos de couro e artigos de viagem; • Com a crise internacional, o câmbio desfavorável e a pressão dos importados, nos últimos 3 anos a produção de calçados apresentou queda de 8,7% na região, enquanto que a de artefatos de couro se reduziu em 0,2%; • Em termos de valor da produção, o pólo apresentou um pequeno crescimento no período (de 2007 a 2009) da ordem de 4,5% nominais (muito aquém da inflação oficial do período); • Ainda hoje, 76% dos calçados fabricados na região são destinados ao público masculino; • No grupo de artefatos de couro e artigos de viagem, 70% dos produtos fabricados na região são cintos, 97% deles de couro; • Os investimentos na produção, na região, apresentaram queda de 2% nos últimos 3 anos, com tendência de forte alta em 2010 (21%) e 2011 (15%).

  20. Produção e Vendas de Calçados . No período de 2007 a 2009 a produção caiu 8,7% em volume e cresceu 4,5% em reais (nominais) . Para 2010 a estimativa é de crescimento de 15,3% em volumes e 19,4% em valores Nota: (1) Estimativas IEMI

  21. Produção de Calçados por Produto - 2009 . 78% dos calçados fabricados são sapatos e 10% sandálias % sobre Volumes

  22. Produção de Calçados por Modelo - 2009 . 76% dos calçados fabricados são masculinos e 22% de uso feminino % sobre Volumes

  23. Investimentos . Os investimentos caíram 1,9% no período de 2007 a 2009 . Para 2010 a previsão é que os investimentos cresçam 21,5% sobre 2009 e mais 15,1% em 2011 Investimentos totais: R$ 15,2 milhões (2009) 15,1% 21,5% -1,9% Nota: (1) Estimativa IEMI

  24. Investimentos por área - 2009 . 85% dos investimentos foram realizados na compra de máquinas e equipamentos Investimentos totais: R$ 15,2 milhões (2009)

  25. Canais de Distribuição da Produção • 75% dos volumes produzidos são destinados ao comércio varejista especializado; • O segundo canal de escoamento mais importante é a exportação com 12% do total; • 54% das empresas exportam mensalmente e diretamente para países compradores; • 51% dos volumes exportados são destinados aos Estados Unidos; • 53% dos calçados exportados utilizam a mesma marca dos produtos comercializados no mercado interno; • No mercado interno 32% das vendas são direcionadas ao estado de São Paulo; • 57% da produção local destina-se aos públicos A e B; 39% ao público C; • Cerca de 84% das vendas destinadas ao mercado interno são comercializadas com a marca própria da indústria produtora.

  26. Canais de Distribuição - 2009 . 40% são destinados a redes de calçados e 35% a lojas independentes % sobre Volumes Nota: (1) Lojas de vestuário que venda calçados (2) Indústrias, hotéis, hospitais, etc (3) catálogos, porta a porta, internet, etc.

  27. Exportações de Franca e Região . A exportação apresentou queda de 37% em valores e 41,5% em volumes . Previsão para 2010 que a exportação cresça 12,5% em relação aos valores exportados em 2009 Dados em US$ Milhões 12,5% - 37%

  28. Vendas no Mercado Interno . 88% da produção da região destina-se ao mercado interno . Das vendas ao mercado interno, apenas 8% são direcionadas ao varejo do próprio pólo % sobre volumes destinados ao mercado interno

  29. Público Alvo dos Produtos . A produção do Pólo de Franca encontra-se adequadamente distribuída em relação à demanda potencial de calçados no Brasil % sobre volume de produção % sobre gasto dos consumidores1 Nota: (1) poder de compra – Critério Brasil;

  30. Política de Marcas . Os produtores de calçados do pólo priorizam as vendas de seus produtos com a própria marca % sobre volumes

  31. Visão Geral do Setor Pólo Calçadista Considerações Finais Considerações Finais Censo 1984 vs. 2010

  32. Principais Forças das Empresas . As principais forças que as empresas consideram possuir para enfrentar o mercado atualmente são: % sobre as empresas

  33. Oportunidades . Para 99% das empresas pesquisadas, existem oportunidades relevantes para o crescimento dos negócios no pólo. Destacando-se: % sobre as empresas

  34. Fraquezas das Empresas . As principais fraquezas que os entrevistados reconhecem existir nas empresas do pólo, atualmente, são: % sobre as empresas

  35. Ameaças ¹ . Para 99% das empresas entrevistadas, existem ameaças no mercado que podem vir a afetar o desenvolvimento das empresas do pólo. Com destaque para: % sobre as empresas Nota: (1) Respostas múltiplas

  36. Visão Geral do Setor Pólo Calçadista Considerações Finais Censo 1984 vs. 2010 Censo 1984 vs. 2010

  37. Dados Comparativos Franca em 1984 Franca em 2010 371 indústrias 732 indústrias 92 prest. de serviço1 265 prest. serviço1 28,5 mil empregos 24,7 mil empregos 31,2 milhões pares / ano2 25,9 milhões pares/ano2 1,1 mil pares / func. / ano 1,1 mil pares / func. / ano 11,8 milhões pares / exp. 3,1 milhões pares / exp. (1) – já inseridas no total de indústrias (2) – volume de produção

  38. Características do Pólo em 1984 e 2010 • 56% das empresas eram informais (no estudo atual, todas tinham registro); • 83% das empresas contavam com gestão familiar (contra 87%, atualmente); • 23% eram oficinas prestadoras de serviço (contra 36%, atualmente); • 6% terceirizavam serviços com outras empresas, outros 13% usavam mão de obra avulsa; • Atualmente, 66% dos serviços de pesponto são terceirizados; • 1.093 pares era a produção por funcionário/ano (contra 1.051 pares, hoje); • 5,1 agentes comerciais por empresa / ano (contra 4,7, atualmente); • Vagas em aberto representavam 4% do contingente de trabalhadores (contra 3% no estudo atual) • 16% não tinham telefone, outros 64% tinham apenas uma linha, sem ramais;

  39. Estabelecimentos . O aumento no número de empresas foi à custa da pulverização e terceirização da produção, com nítida perda de escala industrial • Número de unidades de produção (1) Inclui produtores especializados em artefatos (18)

  40. Estabelecimentos . A pulverização pode ser percebida pelo aumento da ocorrência de empresas de micro e pequeno porte no período (de 75% para 83%) • Distribuição das empresas por porte (1) Inclui produtores de componentes (29)

  41. Mão de Obra . Apesar de haver o dobro de empresas no pólo, elas empregam menos do que empregavam em 1984 . A distribuição dos empregos por atividade continua a mesma, com pouquíssimos funcionários na área comercial (1%) • Mão de obra empregada por atividade

  42. Mão de Obra . A média de funcionários por empresa se reduziu pela metade. . O número de representantes aumentou quase 70% • Outros indicadores do pessoal ocupado (1) RCA – Representante Comercial Autônomo

  43. Produção . Apesar de haver o dobro de empresas, por serem menores, a produção total se reduziu no período (-17%) . A linha masculina continua representando 3/4 do total • Produção anual de calçados

  44. Produção . A produção por empresa hoje é a metade do que antes . A produtividade por funcionário, apesar dos avanços tecnológicos disponíveis, se reduziu em 4% . A pulverização e a terceirização não possibilitam ganhos de escala na produção, nem o emprego de processos com maior automação • Outros indicadores de produção (1) Não inclui produtores de artefatos, nem prestadores de serviço

  45. Mercados Destino . Exportações se reduziram quase 4x e foram um dos principais fatores de redução da produção no Pólo . As vendas no mercado interno subiram apenas 18% em 25 anos, puxadas pela venda em outros estados do país • Mercados destino da produção