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Escala de Stress Infantil - ESI

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  1. Escala de Stress Infantil - ESI Ana Paula Pinha Wesley Hoffimann

  2. Origem do teste • A Escala de Stress Infantil “surgiu do interesse em validar o Inventário de Sintomas de Stress Infantil – ISSI (Lipp e Romano, 1987) pela sua aplicabilidade nas diferentes áreas de atuação do psicólogo e por estar sendo, amplamente utilizada em pesquisas nessa área” (LIPP, LUCARELLI, 2005).

  3. Validade • Inicialmente a formulação do teste foi composta por 255 crianças entre 6 e 14 anos de idade, de ambos os sexos, estudantes de escolas públicas das cidades de Campinas (SP) e Araraquara (SP).

  4. Após avaliação dos resultados preliminares, notou-se a necessidade de uma reformulação no teste. Para isso o teste passou a conter 35 questões em escala de Likert de 0 a 4 pontos, agrupados em quatro fatores: reações físicas (rf), reações psicológicas (rp), reações psicológicas com componente depressivo (rcpd) e reações psicofisiológicas (rpf). Para estudos estatísticos foram realizados com uma amostra de 550 crianças.

  5. Aplicação do Teste • Pode ser de forma individual e coletiva; • Ambiente adequado; • Material: Manual, caderno de aplicação, protocolo de apuração e lápis de cor.

  6. Aplicação • “Não abram a folha antes que eu peça. Vocês irão responder algumas questões que estão relacionadas com a vida de vocês. Para respondê-las, é preciso que vocês pensem no que tem acontecido com vocês desde...”

  7. “Vocês irão usar lápis de cor. Escolha alguns lápis de sua preferência e deixe-os em cima da carteira. Agora vamos começar. Vou fazer a leitura das instruções e vocês devem ir acompanhando na folha de vocês.”

  8. Apuração • A apuração das respostas é feita por meio da contagem de pontos atribuídos a cada item. Cada quadrante equivale a 1 ponto.

  9. Avaliação dos Resultados Considera-se que a criança tem sinais significativos de estresse quando: • aparecerem círculos completamente cheios em 7 ou mais itens da escala total;

  10. a nota igual ou maior que 22 pontos for obtida em qualquer dos dois fatores a seguir: reações físicas (itens 2, 6, 12, 15, 17, 19, 21, 24 e 34) e reações psicológicas (itens 4, 5, 7, 8, 10, 11, 26, 30 e 31);

  11. a nota ou maior que 21 pontos for obtida em qualquer do dois fatores a seguir: reações psicológicas com componente depressivo (itens 13, 14, 20, 22, 25, 28, 29, 32 e 35) e reações psicofisiológicas (itens 1, 3, 9, 16, 18, 23, 27 e 33); • a nota total da escala é maior do que 86 pontos.

  12. Caso Clínico: Talita • 8 anos – 2ª série • Mora com os pais e uma irmã de 2 anos • Pais relatam mudança no comportamento de Talita depois de um episódio ocorrido na escola.

  13. Há 8 meses Talita apresenta dificuldade para se envolver em atividades que anteriormente a deixava alegre. Atualmente dedica-se a ficar sozinha e ler livros. • Em casa fica mais quieta e questionando se os pais gostam dela (se ela era bonita e inteligente). • Apresentou mudanças no sono e alimentação.

  14. Episódio na escola: Na sala de aula, a professora de ciências propôs uma atividade em dupla na qual as crianças deveriam plantar feijões trazidos de casa. Todas as crianças se mobilizaram para a tarefa e se reuniram em duplas, menos Talita que havia ficado imobilizada, perdendo assim também a explicação da professora sobre a tarefa.

  15. Ela se dirigiu à professora e relatou sua situação (sem dupla, sem saber o que fazer e ainda havia esquecido o vaso de feijões em casa). A professora, por sua vez foi ríspida e criticou Talita, que foi agressiva, começou a chorar, empurrar as carteiras e derrubar os vasos de feijões do colegas.

  16. Antecedentes: o pai encontra-se desempregado há 1 ano, e por isso tem estado bastante ansioso, exigindo assim que Talita se dedicasse mais à sua formação acadêmica para que não cometesse os mesmos erros dele. • A mãe de Talita precisou trabalhar mais tempo para aumentar sua renda. • O pai fazia elogios à dedicação da mãe e colocava-se como fracassado.

  17. O pai, ficando mais tempo em casa, assumiu o cuidado com as filhas e impunha regras de conduta rígidas. • A professora, no entanto, considerava negativamente os esforços de Talita, e isso a deixava confusa, pois o pai a elogiava.

  18. Na entrevista Talita revelou que ainda sentia muita vergonha do ocorrido, disse estar triste por não conseguir ser boa em tudo o que faz e que tem medo de não ser nada na vida. Não se perdoa por ter esquecido o material da atividade dos feijões e por não ter mais vontade de estudar.

  19. Resultado da ESI: Talita apresentou como nota total da escala 80 pontos, considerando um resultado acima da média, em dois DP, o que denota a presença do quando de stress infantil, conforme tabela de classificação.

  20. Apresentou alta frequência de sintomas físicos e de sintomas psicológicos, 30 e 25 pontos respectivamente, estando também a dois DP da média, em ambos, o que significa que ela assinalou os sintomas típicos do stress nos dois fatores que estão fortemente representados na escala.

  21. Este resultado confirma o anterior, pois a base para o diagnóstico do stress infantil é um conglomerado de sintomas. • Numa análise qualitativa, a alta frequência em alguns itens (preenchimento de 3 a 4 quadrantes) revelam que Talita apresenta uma maior vulnerabilidade à depressão (10, 13, 20, 22, 25), à preocupação excessiva (4, 5, 26 e 30) e à ansiedade (8, 11, 12, 18, 24 e 27).

  22. Os dados revelam, ainda, que ela apresenta, em maior grau, reações emocionais e fisiológicas em decorrência da ativação de reações bioquímicas do organismo, implicando na alteração do sono, dos hábitos alimentares e controle intestinal. As reações comportamentais mais frequentes estão ligadas ao descontrole, como chorar e ter reações agressivas.