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O OUTRO Brasil que vem aí. Gilberto Freire. Eu ouço as vozes eu vejo as cores eu sinto os passos de outro Brasil que vem aí. mais tropical mais fraternal mais brasileiro. O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos.

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Presentation Transcript
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O OUTRO Brasil

que vem aí.

Gilberto Freire

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mais tropicalmais fraternalmais brasileiro.O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estadosterá as cores das produções e dos trabalhos.

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Os homens desse Brasil em vez das cores das três raçasterão as cores das profissões e regiões. As mulheres do Brasil em vez das cores boreaisterão as cores variamente tropicais.

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Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutoro preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco. Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil.

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que tenha olhos para ver pelo Brasil, ouvidos para ouvir pelo Brasilcoragem de morrer pelo Brasilânimo de viver pelo Brasilmãos para agir pelo Brasil

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mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasismãos de engenheiro que lidem com ingresias [1] e tratores europeus enorte-americanos a serviço do Brasilmãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).

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mãos livresmãos criadorasmãos fraternais de todas as coresmãos desiguais que trabalham por um Brasil sem Azeredos, sem Irineussem Maurícios de Lacerda.

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Sem mãos de jogadoresnem de especuladores nem de mistificadores.Mãos todas de trabalhadores,pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,de artistas

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de escritores de operáriosde lavradoresde pastoresde mães criando filhosde pais ensinando meninos

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de padres benzendo afilhadosde mestres guiando aprendizesde irmãos ajudando irmãos mais moçosde lavadeiras lavando de pedreiros edificando

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de doutores curandode cozinheiras cozinhandode vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens

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Mãos brasileirasbrancas, morenas, pretas, pardas, roxastropicais sindicaisfraternais.

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TEMPO QUE FOGE!

Ricardo Gandin

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Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora

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Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas,rói o caroço.

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Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

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Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

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Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.

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Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos.

Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

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Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos.

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Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

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Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

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Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

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Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia.

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Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética.

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Minha resposta será curta e delicada:

- Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".Meu tempo tornou-se escasso 'para debater rótulos.

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Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

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Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus.

Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

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Para a cátedra da história das idéias

Como mudaste de idéia, Manolo!

Não, não. Pepe, não.

Claro que sim, Manolo. Tu eras monarquista. Te tornaste falangista. Logo foste franquista. Depois, democrata. Até pouco tempo estavas com os socialistas e agora com os direitistas. E dizes que não mudaste de idéia?

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Não, Pepe. Minha idéia foi sempre a mesma: eu sempre quis ser o prefeito desta cidade.(E. Galeano)