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José de Alencar

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José de Alencar - PowerPoint PPT Presentation


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Presentation Transcript
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José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro é uma epopéia sobre a origem do Ceará, tendo como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo livro tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade.
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No Brasil, o Romantismo encontra-se estreitamente ligado ao processo de independência, já que se trata de um movimento que tenta romper em definitivo com as tradições de nossos colonizadores portugueses, numa busca de elaboração de uma literatura genuinamente brasileira.
  • É bem verdade que tivemos fortes influências do Romantismo europeu, cuja base estava calçada nos ideais de liberdade, subjetivismo e nacionalismo. Contudo, o Romantismo brasileiro soube adaptar tais características à realidade local, de forma que, por exemplo, a valorização da fuga ao passado medieval cedesse lugar à presença do índio e à exaltação da natureza.
  • Do ponto de vista estético, o Romantismo representou, antes de tudo, uma reação aos padrões artísticos do Classicismo, substituindo: a realidade exterior pela interior (o “eu” como centro do universo, que se toma um desdobramento do mundo interior); o universalismo e o racionalismo pelo individualismo e sentimentalismo; a obediência à regras rígidas pela imaginação e liberdade criadora; a realidade presente pela evasão no tempo e espaço.
o guarani
O Guarani
  • Publicado em 1857 (inicialmente em folhetins e no mesmo ano em volume).
  • O Guarani é considerado a “epopéia da formação da nossa nacionalidade”, dentro do propósito romântico de afirmação nacional e exaltação patriótica.
o guarani5
O Guarani
  • A narrativa de O Guarani é simples, mas não simplista. Trabalhando habilidosamente as possibilidades e contradições do romance romântico, vale-se com muita liberdade da trama novelesca, da coloração épica, do devaneio lírico, da anotação histórica da efabulação mítica e lendária, do ímpeto ideológico nacionalista e de elevada carga simbólica, tudo isso revestido de uma profusão de luzes e cores que invade a pupila do leitor, como se ele estivesse assistindo a um espetáculo grandioso, povoado pelas forças da natureza e por titãs, absorto pela beleza da cena, mais do que pelos pormenores da intriga.
o guarani6
O Guarani
  • É a representação concreta do “bom selvagem” de Rousseau, ao mesmo tempo que simboliza a índole do homem brasileiro, num momento em que o país recém-independente precisa afirmar-se como nação.
  • Da mesma forma, o cenário das matas virgens do passado colonial constitui a expressão nacional equivalente ao mundo medieval que os românticos da Europa elegeram como o espaço e o tempo privilegiados, em sua literatura altamente idealizada, que apresentava ao leitor uma visão de mundo sublime.
  • O desenvolvimento do enredo apresenta amor e aventura: os fatos se sucedem numa seqüência ininterrupta, característica de imaginação prodigiosa de Alencar. Neles, o autor encontra os elementos adequados para fazer de sua narrativa uma verdadeira epopéia: é a história de um povo que ele conta. Através da união do índio Peri com Ceci - a moça branca e européia, filha do colonizador - podemos imbuir que ele narra a formação da nacionalidade brasileira.
personagens
Personagens
  • Peri: índio valente, corajoso, chefe da nação goitacá, o Guarani.Ceci (Cecília): moça linda, de doces olhos azuis, gênio travesso, mas meiga, suave, sonhadora, herdeira da força moral interior de seu pai, D. Antônio Mariz. Isabel: moça morena, sensual, de sorriso provocador; filha bastarda de D. Antônio Mariz com uma índia, oficialmente sobrinha dele e prima de Ceci. D. Antônio Mariz: fidalgo português da mais pura estirpe.Dona Lauriana: senhora paulista, de cerca de cinqüenta anos, magra, forte, de cabelos pretos com alguns fios brancos; um tanto egoísta, soberba, orgulhosa, diferente do marido, D. Antônio Mariz. D. Diogo Mariz: jovem fidalgo, na “flor da idade”, que passa o tempo em caçadas e correrias; tratado com rigidez pelo pai, D. Antônio Mariz, em nome da honra da família. Loredano: um dos aventureiros da casa do Paquequer; italiano, moreno, alto, musculoso, longa barba negra, sorriso branco e desdenhoso, ganancioso, ambicioso; ex-padre (Frei Ângelo de Luca), religioso traidor de sua fé.
enredo
Enredo
  • O Guarani se contam as dramáticas lutas do fidalgo português D. Antônio de Mariz contra os índios que lhe assediam a casa e terras e contra a revolta dos homens d'arma a seu serviço, estimulados pelo ex-frade italiano, Loredano. Encontra D. Antônio de Mariz leal e dedicado aliado na pessoa do índio Peri, fascinado pela beleza celestial de Cecília, filha de D. Antônio. Peri salva mais de uma vez a vida de Ceci, como a chamava, e, tornado cristão, recebe do fidalgo português a missão de salvar-lhe a filha quando, impossibilitado de resistir por mais tempo à investida numerosa dos selvagens, resolve destruir sua casa para não se render.

      Paralelamente, narram-se também no livro os amores de Isabel, filha natural de D. Antônio de Mariz, e do jovem fidalgo D. Álvaro de Sá“.

      Todos esses fatos são colocados, detalhadamente, nas quatro partes que compõem o livro.

estrutura da obra
Estrutura da obra
  • A primeira parte, intitulada "Os Aventureiros”.
  • Segunda parte: “Peri”
  • Terceira parte: "Os Aimorés”
  • "A Catástrofe"
estrutura da obra10
Estrutura da obra

- Gênero: romance histórico indianista - Foco narrativo: 3ª- pessoa onisciente - Tempo: 1604 — época colonial (domínio espanhol) - Espaço: Serra dos Órgãos (RJ) / Rio Paquequer / Rio Paraíba - Ação folhetinesca: rapidez, surpresa, suspense e emoção 

temas
Temas

 - conquista do sertão      - confronto de raças e de culturas      - imposição da cultura branca      - imposição do cristianismo      - assimilação do selvagem idealizado      - idealização da natureza (cor local)

linguagem
Linguagem
  • Além do tom nacionalista que marca o estilo de Alencar, outros-aspectos caracterizam a sua linguagem:

      1) As corporações de sabor poético, que marcam bem a linguagem sobretudo de Peri, são freqüentes em O Guarani. Com efeito, a linguagem do índio e poética, metafórica, melódica e cheia de comparações. Chega a ser um aspecto coerente, sabido que o homem primitivo falava principalmente através de metáforas e comparações.

      Em 0 Guarani, como já falamos, essas comparações são constantes e sempre associadas a elementos da natureza:

    "– Peri, só, defendera sua senhora: não precisa de ninguém. É forte; tem como a andorinha as asas de suas flechas; como a cascável o veneno das setas; como o tigre a força de seu braço; como a ema a velocidade de sua carreira." (p. 202).

      Belíssimo e sublime da parte do índio é essa outra em que ele pretende morrer (= "murchar") para dar a vida a sua senhora, entregando-se aos aimorés: "tu sabes que a vida é como a palmeira: murcha quando tudo reverdece" (p. 273).

linguagem13
Linguagem
  •   2) 0 gosto pela descrição é outro aspecto que marca bem o estilo de Alencar. Não é fidelidade ao fato narrado (como no Realismo); trata-se antes de vôos da imaginação: são sempre quadros fantasiosos e superficiais de caráter inverossímil. É o caso por exemplo da descrição abaixo de Cecí1ia:

      "Os lábios vermelhos e úmidos pareciam uma flor da gardênia dos nossos campos, orvalhada pelo sereno da noite; o hálito doce e ligeiro exalava-se formando um sorriso.

      Sua tez, alva e pura como um floco de algodão, tingia-se nas faces de uns longes cor-de-rosa, que iam, desmaiando, morrer no colo de linhas suaves e delicadas". (p. 47)

      Nesses casos, o imperfeito é sempre usado, posto que se trata de um tempo essencialmente pictórico.

linguagem14
Linguagem
  • No texto encontramos algumas figuras de linguagem, que ao serem utilizadas dão qualidade e embelezamento ao texto. José de Alencar, usa diversas delas, principalmente nas falas de Peri.
  • Achamos a figura antítese nas seguintes frases:
  • “Peri, guerreiro livre, tu és meu escravo.” P. 96
  • “... me lembrará que fui má para ti; e me ensinará a ser boa” P. 96
  • Encontramos também comparação:
  • “Suas ondas são calmas e serenas com as de um lago” P. 15
  • Metonímia:
  • “Aos pés daquela a quem ama” P. 159
  • Paralelismo:
  • “Tu és grande, tu és forte” P. 95
  • “Peri ouviu e não respondeu, nem a voz a sua mãe, nem o canto dos guerreiros, nem o amor das mulheres.” P. 96
  • Metáfora
  • “Tinha a cor do céu nos olhos; a cor do sol nos cabelos, estava vestida de nuvens, com um cinto de estrelas e uma pluma de luz.” P. 96
  • Personificação
  • “O cajueiro quando perde sua folha, parece morto. Não tem tem flor nem sombra, chora umas lágrimas doces como o mel de seus frutos.” P. 96
  • Pleonasmo
  • “Viu passar o gavião
  • Se Peri fosse o gavião, ia ver a senhora no céu.” P. 96
  • Ironia
  • “É que eu serei a irmã mais velha.
  • Apesar de seres mais moça?...” P. 36