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António Aleixo

António Aleixo. Show Automático. P'ra a mentira ser segura e atingir profundidade, tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade. Quem nada tem, nada come; E ao pé de quem tem de comer, Se alguém disser que tem fome, Comete um crime, sem querer. Mentiu com habilidade,

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António Aleixo

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Presentation Transcript


  1. António Aleixo Show Automático

  2. P'ra a mentira ser segura e atingir profundidade, tem de trazer à mistura qualquer coisa de verdade. Quem nada tem, nada come; E ao pé de quem tem de comer, Se alguém disser que tem fome, Comete um crime, sem querer

  3. Mentiu com habilidade, fez quantas mentiras quis, Agora fala verdade, ninguém crê no que ele diz. Vós que lá do vosso Império prometeis um mundo novo, calai-vos, que pode o povo qu'rer um Mundo novo a sério.

  4. São parvos, não rias deles, deixa-os ser, que não são sós: Às vezes rimos daqueles, que valem mais do que nós. Fui polícia, fui soldado, estive fora da nação; vendo jogo, guardo gado, só me falta ser ladrão.

  5. Quando não tenhas à mão outro livro mais distinto, lê estes versos que são filhos das mágoas que sinto. Após um dia tristonho, de mágoas e agonias vem outro alegre e risonho: são assim todos os dias.

  6. Tu és fonte de água clara que deixa ver a nascente, porque me mostras, na cara, o que o teu coração sente. Os meus versos o que são? Devem ser, se os não confundo, pedaços do coração que deixo cá neste mundo.

  7. Eu não sei porque razão; certos homens, a meu ver, quanto mais pequenos são maiores querem parecer. Se os homens chegam a ver Por que razão se consomem, O homem deixa de ser O lobo do outro homem.

  8. Tu que tens saber profundo És engenheiro e vês bem Faz uma ponte onde o mundo Passe sem esmagar ninguém. Há muitos que são alguém mas no mundo onde alguém são, nunca seriam ninguém se alguém não lhes desse a mão.

  9. A arte é força imanente, Não se ensina, não se aprende, Não se compra, não se vende, Nasce e morre com a gente. Há tantos burros mandando Em homens de inteligência Que às vezes fico pensando Que a burrice é uma ciência.

  10. Quem prende a água que corre É por si próprio enganado; O ribeirinho não morre, Vai correr por outro lado. Talvez paz no mundo houvesse, Embora tal não pareça, Se o coração não estivesse Tão distante da cabeça.

  11. Quando não tenhas à mão outro livro mais distinto, lê estes versos que são filhos da mágoa que sinto. E assim, lição por lição, Que a pouco e pouco aprendemos De outros a outros daremos, Que a muitos outros darão.

  12. Tema Musical Zeca Afonso Epígrafe para a Arte de Furtar Musica e poesia, visceralmente popular. Transparente sem hipocrisia, para sempre imortal. Com a amizade de F.& F.

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