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ROMANTISMO – 2ª GERAÇÃO – MAL-DO-SÉCULO, BYRONIANA, ULTRARROMANTISMO Lira dos vinte anos Álvares de Azevedo PowerPoint Presentation
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ROMANTISMO – 2ª GERAÇÃO – MAL-DO-SÉCULO, BYRONIANA, ULTRARROMANTISMO Lira dos vinte anos Álvares de Azevedo

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ROMANTISMO – 2ª GERAÇÃO – MAL-DO-SÉCULO, BYRONIANA, ULTRARROMANTISMO Lira dos vinte anos Álvares de Azevedo - PowerPoint PPT Presentation


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ROMANTISMO – 2ª GERAÇÃO – MAL-DO-SÉCULO, BYRONIANA, ULTRARROMANTISMO Lira dos vinte anos Álvares de Azevedo. CARACTERÍSTICAS ROMÂNICAS DA 2ª GERAÇÃO PRESENTES NA OBRA: 1. Individualismo e subjetivismo. 2. Senso de mistério. 3. Escapismo. 4. Sonho. 5. Fé. 6. Culto da natureza.

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ROMANTISMO

– 2ª GERAÇÃO –

MAL-DO-SÉCULO, BYRONIANA, ULTRARROMANTISMO

Lira dos vinte anos

Álvares de Azevedo

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CARACTERÍSTICAS ROMÂNICAS DA 2ª GERAÇÃO PRESENTES NA OBRA:

1. Individualismo e subjetivismo.

2. Senso de mistério.

3. Escapismo.

4. Sonho.

5. Fé.

6. Culto da natureza.

7. Liberdade criadora.

8. Mergulho no mundo interior.

9. A morte, a dor, o “mal-do-século”, o ultrarromantismo.

10. Idealização da mulher.

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Parte I - Composta por 33 poemas, inicia-se por um prefácio que tem epíteto sugestivo de Bocage: 

"Cantando a vida, como o cisne a morte." 

O poeta nos adverte: 

"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não têm a doçura dos seus cânticos de amor.

É uma lira, mas sem cordas; uma primavera, mas sem flores; uma coroa de folhas, mas sem viço. Cantos espontâneos do coração, vibrações doridas da lira interna que agitava um sonho, notas que o vento levou, _ como isso, dou a lume essas harmonias.

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São as páginas despedaçadas de um livro não lido... 

E agora que despi a minha musa saudosa dos véus do mistério do meu amor e da minha solidão, agora que ela vai seminua e tímida por entre vós, derramar em vossas almas os últimos perfumes de seu coração – ó meus amigos, recebei-a no peito, e amai-a como o consolo que foi de uma alma esperançosa, que depunha fé na poesia e no amor – esses dous raios luminosos do coração de Deus." 

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Nesta 1ª parte a temática é intimista: dores do coração, medo da morte, a mulher que ora se mostra, ora se esconde, a família, o sonho e a fantasia que se misturam principalmente através do jogo metafórico na erotização da mulher. Há nessa parte o aparecimento de símbolos que deixam entrever a sexualidade reprimida, a mulher sensualizada é apresentada sempre através das metáforas sonho, fantasia, nuvens. Ou seja: ela se insere nas visões ora esfumaçadas, ora na perspectiva da perda e do imaginário onírico.

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Parte II - A segunda parte da Lira dos Vinte Anos é composta por 14 poemas e não se identifica tematicamente com a primeira e a terceira. Inicia-se também por um prefácio: 

"Cuidado, leitor, ao voltar esta página

Aqui dissipa-se o mundo visionário e platônico. Vamos entrar num mundo novo, terra fantástica, verdadeira ilha Baratária de D. Quixote, onde Sancho é rei; (...)

Quase que depois de Ariel esbarramos em Caliban. 

A razão é simples. É que a unidade deste livro funda-se numa binomia. Duas almas que moram nas cavernas de um cérebro pouco mais ou menos de poeta escreveram este livro, verdadeira medalha de duas faces. 

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A segunda parte da Lira desanda para o que há de ironia e sarcasmo ultrarromânticos. Não que o poeta abandone os temas relacionados ao amor e à morte; mas é nessa segunda parte que aparecem as zombarias irônicas, que quase beiram ao humor corrosivo de que É ela, é ela, é ela , é ela é máximo representante. Queda de um cavalo, charutos e o spleen (a melancolia) somam-se aos temas do amor e, ainda, da morte, da desesperança e do tédio

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ARIEL E CALIBAN

As poesias são escritas sob o signo das entidades místicas Ariel e Caliban, que foram tomadas emprestadas da peça A Tempestade, de William Shakespeare. Pode-se dizer que, grosso modo, Ariel representa a face do bem e Caliban, a do mal. Em Lira dos Vinte Anos, esses personagens encarnam as duas facetas exploradas pelo autor na primeira e na segunda partes do livro.

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Com Ariel estão os temas caros ao Romantismo, como o amor, a mulher e Deus, trabalhados num viés platônico e sentimental. A mulher assume caráter sobre-humano de virgem angelical, objeto amoroso de um encontro que, para a angústia do eu-lírico, nunca se realiza. Caliban, por sua vez, é a face sarcástica, irônica e autocrítica do fazer poético. Sobressaem os temas da melancolia, da tristeza, da morbidez e de Satã.

A primeira parte recebe uma influência mais idealizada e terna, típica dos franceses Musset e Lamartine; a segunda, irônica e satânica, vem diretamente do poeta Lord Byron.

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III parte - Trinta poemas formam a terceira parte do livro, formado, ao todo, de 77 composições poéticas. Nenhum prefácio, nenhuma indicação de abertura; mas sabemos que , tematicamente, encontraremos a mesma intenção da Parte I: devaneios adolescentes, amor inacessível, erotização metaforizada, família, os temas da morte e do sofrimento, o poeta tão jovem... e o mesmo intimismo, o tom inquieto e confessional.

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ALGUNS POEMAS

DA

Lira dos vinte anos

Álvares de Azevedo

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Pálida à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada,Como a lua por noite embalsamada,Entre as nuvens do amor ela dormia!Era a virgem do mar, na escuma friaPela maré das águas embalada!Era um anjo entre nuvens d'alvoradaQue em sonhos se banhava e se esquecia!Era mais bela! o seio palpitandoNegros olhos as pálpebras abrindoFormas nuas no leito resvalandoNão te rias de mim, meu anjo lindo!Por ti - as noites eu velei chorando,Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

Texto 1

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Era uma noite – eu dormia E nos meus sonhos revia As ilusões que sonhei! E no meu lado senti... Meu Deus! por que não morri? Por que do sono acordei? No meu leito – adormecida Palpitante e abatida, A amante de meu amor! (...)

Texto 2

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É ela! é ela! — murmurei tremendo,e o eco ao longe murmurou — é ela!Eu a vi... minha fada aérea e pura —a minha lavadeira na janela.Dessas águas furtadas onde eu moroeu a vejo estendendo no telhadoos vestidos de chita, as saias brancas;eu a vejo e suspiro enamorado!Esta noite eu ousei mais atrevido,nas telhas que estalavam nos meus passos,ir espiar seu venturoso sono,vê-la mais bela de Morfeu nos braços!Como dormia! que profundo sono!...Tinha na mão o ferro do engomado...Como roncava maviosa e pura!...Quase caí na rua desmaiado!

Texto 3

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Afastei a janela, entrei medroso...Palpitava-lhe o seio adormecido...Fui beijá-la... roubei do seio delaum bilhete que estava ali metido...Oh! decerto... (pensei) é doce páginaonde a alma derramou gentis amores;são versos dela... que amanhã decertoela me enviará cheios de flores...Tremi de febre! Venturosa folha!Quem pousasse contigo neste seio!Como Otelo beijando a sua esposa,eu beijei-a a tremer de devaneio...É ela! é ela! — repeti tremendo;mas cantou nesse instante uma coruja...Abri cioso a página secreta...Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!

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Ideias íntimas (VII)

Em frente do meu leito, em negro quadro,A minha amante dorme. É uma estampaDe bela adormecida. A rósea faceParece em visos de um amor lascivoDe fogos vagabundos acender-se...E como a nívea mão recata o seio...Oh! quanta s vezes, ideal mimoso,Não encheste minh’alma de ventura,Quando louco, sedento e arquejanteMeus tristes lábios imprimi ardentesNo poento vidro que te guarda o sono!

Texto 4

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A praia é tão longa! E a onda bravia

As roupas de gaza te molha de escuma;

De noite – aos serenos – a areia é tão fria,

Tão úmido o vento que os ares perfuma!

És tão doentia!

Não corras assim!

Donzela, onde vais?

Tem pena de mim!

A brisa teus negros cabelos soltou,

O orvalho da face te esfria o suor;

Teus seios palpitam – a brisa os roçou,

Beijou-os, suspira, desmaia de amor!

Teu pé tropeçou...

Não corras assim!

Donzela, onde vais?

Tem pena de mim!

Texto 5

sonhando

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Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro! Não levo da existência uma saudade! E tanta vida que meu peito enchia Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias À sina doida de um amor sem fruto, E minh'alma na treva agora dorme Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus? Morra comigo A estrela de meus cândidos amores, Já não vejo no meu peito morto Um punhado sequer de murchas flores!

Texto 6

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EXERCÍCIOS

Lira dos vinte anos

Álvares de Azevedo

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(FUVEST) Teu romantismo bebo, ó minha lua,A teus raios divinos me abandono,Torno-me vaporoso... e só de ver-teEu sinto os lábios meus se abrir de sono.

(Álvares de Azevedo, “Luar de verão”, Lira dos vinte anos)

Neste excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela, de imediato, desinteresse e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a:

(A) fuga romântica para o sonho.(B) tendência romântica ao misticismo.(C) melancolia romântica.(D) aversão dos românticos à natureza.(E) ironia romântica.

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(ufop) Leia com atenção o seguinte texto:Pálida à luz da lâmpada sombria,Sobre o leito de flores reclinada,Como a lua por noite embalsamada,Entre as nuvens do amor ela dormia!(...)Agora assinale a alternativa incorreta.(A) O poema ressalta uma situação bastante comum na estética romântica, qual seja o paradoxo da figura feminina, construída entre passividade e atividade.(B) O poeta oscila entre a pura contemplação e a possibilidade de concretização da relação amorosa.(C) Romanticamente o poema leva a crer que é através do sonho que existe a melhor oportunidade para a realização carnal do amor.(D) É possível perceber uma certa antecipação da estética realista-naturalista na descrição do corpo da mulher.(E) Como poema do Romantismo, o texto apresenta uma construção saudosista, voltada para o passado.

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(UFJF 2009) Pálida à luz da lâmpada sombria,Sobre o leito de flores reclinada,Como a lua por noite embalsamada,Entre as nuvens do amor ela dormia!(...)

A imagem feminina, conforme está predominantemente representada na primeira parte da obra Lira dos vinte anos, de Álvares de Azevedo, está bem exemplificada no soneto citado.

Considerando essa imagem, é CORRETO afirmar que a possibilidade de o poeta e a mulher amada constituírem família é:

a) nenhuma, pois a mulher está morta.

b) parcial, pois depende da submissão do poeta ao desejo da amada.

c) total, pois, segundo as convenções românticas, o amor sempre prevalece.

d) parcial, desde que o amor platônico seja realizado.

e) nenhuma, pois o poeta apenas representa seu desejo.