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Presentation Transcript

  1. Lazer Victor Andrade de Melo Universidade Federal do Rio de Janeiro

  2. ASPECTOS HISTÓRICOS

  3. * A diversão e o tempo do não-trabalho no decorrer da História - Skhole - Grécia - Otium/Nec-otium - Roma - Ócio – um ideal cavalheiresco – Baixa Idade Média - Ócio – um vício – Alta Idade Média * A modernidade - Séc. XV – Ciclo das Navegações/Imprensa - 1450 - Séc. XVI – Renascimento/Reforma Protestante - 1513 - Séc. XVII – Mercantilismo/Iliuminismo - Séc. XVIII – Revolução Francesa/Revolução Industrial Aspectos Históricos

  4. * Dimensões para compreender o lazer a) Um tempo artificializado b) A organização da classe trabalhadora e o tempo livre c) Um novo modo de vida – o controle das diversões d) Mercado cultural Cidade-Ciência-Conflitos-Entretenimento LAZER: UM FENÔMENO MODERNO * A contemporaneidade - A força da cultura de massas - O lazer na sociedade do desemprego - O Lazer e sua função social Aspectos Históricos

  5. CONCEITOS

  6. * A dimensão Prazer (ênfase psicológica/subjetiva) - Prazer – dimensão humana - Prazer e trabalho (alienado/fragmentado) - Equívoco – lazer como locus exclusivo de prazer - Prazer – definidor, mas não exclusivo * A dimensão Trabalho (ênfase social) - A questão da obrigação e diferenças no lazer e trabalho - O lazer na sociedade do desemprego - Os tempos sociais: um quadro diário horário A restrição do tempo de não-trabalho na contempor. Trabalho – definidor, mas não exclusivo Conceitos

  7. * Definindo Lazer - Atividades culturais - Busca do prazer - Tempo do não-trabalho - Não atividades fisiológicas ou obrigações diárias Recreação – entretenimento – lazer Conceitos

  8. * Posturas Quanto à forma de participação Assistir e praticar Quanto ao grau de criticidade Mais ativo e menos ativo * Outros conceitos - Semi-lazer - Produtivização do Lazer - Pseudoludicidade do trabalho Conceitos

  9. LAZER: ESPAÇO DE INTERVENÇÃO

  10. * Questões iniciais - Lazer: espaço de alienação? Tensões culturais - Lazer: espaço de educação? Um compromisso - Lazer: qual a natureza da intervenção? Especificidades * Os interesses culturais centrais - Uma classificação das atividades de lazer - Interesse central e áreas de sombra - Utilidade: preparação de programas e projetos - Interesses físicos, artísticos, manuais, intelectuais, sociais (atenção para turismo) Lazer: espaço de intervenção

  11. * Duplo aspecto educativo do lazer (sob a perspectiva não funcionalista) - Educação pelo lazer - O lazer como meio - Educação para o lazer – O lazer como fim (a ação da cultura de massas) * Elementos dificultadores - Desvalorização – hierarquia das necessidades humanas - A forte influência do mercado cultural - A deficiente formação e preparação do Animador Cultural Lazer: espaço de intervenção

  12. LAZER: CONFIGURAÇÕES

  13. O lazer deve ser encarado enquanto um fenômeno social moderno, constituído no âmbito das tensões entre as classes sociais; é uma necessidade social e motivo de intervenção de políticas públicas; mesmo sendo uma preocupação recente e ainda recebendo menor atenção, existe uma clara tendência de crescimento de ações governamentais;

  14. O lazer se configura como um relativamente recente, mas fértil, promissor e influente campo de negócios; é um mercado de consumo ainda não completamente definido e com grandes lacunas a serem preenchidas, mas já muito poderoso.

  15. O lazer se configura enquanto um campo acadêmico, tendo uma longa tradição de estudos e pesquisas, embora ainda careça de completo reconhecimento no âmbito das universidades; a temática se caracteriza pelo caráter multidisciplinar.

  16. O lazer deve ser encarado enquanto um possível campo de intervenção pedagógica, com características específicas se comparado a outros fóruns de atuação.

  17. LAZER: ABORDAGENS

  18. Lazer: abordagens • * Abordagem burguesa • Articulação entre puritanismo e liberalismo • Preocupações com o lazer – reperc. na economia • Minimizar problemas, adaptar indivíduos • Empíricos • - EUA – anos 20 e 30 • - Estatísticas – economia/estilo de vida • Nomes: Dumazedier • Teóricos • - Base teórica de reflexão sobre o assunto • - Nomes: Riesman, De Grzia, Parker, Friedmann

  19. Lazer: abordagens • * Abordagem burguesa • Críticos • - Crítica, mas não no sentido de superação da ordem • - Nomes: Veblen, Manhein, Mills • Denominador comum • Subjetivismo (aspecto psicológico) • Individualismo (aspecto sociológico) • Liberalismo (aspecto político)

  20. Lazer: abordagens • * Abordagem Marxista • Busca compreender criticamente o lazer • Seu papel na manutenção da sociedade capitalista • Seu papel para a construção de uma nova sociedade • Ortodoxos • - Lazer como problema prático do sistema capitalista • - Tempo livre – fonte de produtividade e riqueza social • Nomes: Lenin, Prudenski, Grushin • Revisionistas • Lazer deve superar e não criar outra alienação • Lazer – potencial para superar a ordem social • - Nomes: Frankfurt, Thompson

  21. LAZER: A PESQUISA

  22. Considerações Históricas • Primeiras elaborações teóricas • Décadas de 1920 e 1930 • Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro • Preocupações com o crescimento das cidades • Cuidados com saúde, higiene e controle corporal • Características • - Importação de idéias • - Reflexões pouco estruturadas • - Pouca preocupação com a pesquisa no seu sentido estrito

  23. Considerações Históricas • Problemas • uma perspectiva de compreensão das atividades enquanto remédio para correção dos problemas da sociedade • uma valorização excessiva das atividades físicas, quando o campo do lazer/animação cultural é por certo mais amplo • a não consideração das diferenças entre atividades a serem aplicadas na escola e fora dela, notadamente a partir da adoção da noção de “recreação” • uma maior valorização para o simples elencar de atividades e pouca compreensão acerca da importância dos referenciais teóricos que permitam uma intervenção qualitativamente superior

  24. Considerações Históricas • Década de 1960 • Aproximação das experiências de Educação Popular • Paulo Freire • * Década de 1970 • Início de uma maior valorização da temática • Organização dos primeiros grupos de estudo

  25. Considerações Históricas • Década de 1980 • Organização de muitos grupos de estudo, em diversas áreas de conhecimento • Maior número de dissertações e teses sobre o assunto • Maior número de livros publicados • Maior número de artigos publicados • Organização de eventos científicos específicos • Preocupações governamentais • Melhor estruturação da formação profissional • Postura crítica e diacrônica perante a temática

  26. A Pesquisa no Lazer nos dias atuais • Grupos de Pesquisa (CNPq) • 51 gerais, cerca de 15 específicos • A maior parte na região Sudeste • A maior parte na área de EF • Graduação • Nenhuma específica • Disciplinas em certas áreas de conhecimento • Pós-Graduação • Nenhuma específica • Poucas linhas

  27. A Pesquisa no Lazer nos dias atuais • * Periódicos • Um específico • * Eventos Científicos • Dois específicos • Tema em outros • Ainda muitas abordagens tradicionais • * Livros • Maior número • Ainda muitas abordagens tradicionais

  28. Desafios • Melhorar a qualidade das pesquisas • Renovação dos referenciais teóricos • Melhorar a estruturação dos grupos de pesquisa • Trabalhar para que a temática seja reconhecida • Melhor articulação entre o que se pesquisa e a prática • Desvendar melhor os mecanismos da Animação Cultural • Pensar melhor a questão da Formação Profissional • Aumentar rede de troca entre pesquisadores nacionais • Aumentar a rede de troca internacional • Importância deste evento • Como temos trabalhado isso em nosso grupo? Taller

  29. Animação Cultural Victor Andrade de Melo Universidade Federal do Rio de Janeiro

  30. “Incorporo a revolta. Dança do intelecto e Dilaceração dionisíaca. Obsessiva idéia de fundar uma nova ordem Frente às categorias exauridas da arte E a indignação da rebeldia ética. A quase catatonia do quase cinema E o súbito epifânico do Éden. Samba, o dono do corpo. Expressão musical das etnias negras ou mestiças No quadro da vida urbana brasileira”

  31. “Experimentar o experimental Experimentar o experimental A fala da favela O nódulo decisivo nunca deixou de ser o animo de plasmar uma linguagem convite para uma viagem”

  32. CULTURA: CONCEITOS

  33. * Primeira acepção de cultura - Latim – colere – colono, colônia - Séc. XVI – agricultura e animais (cuidar) Metáfora – cultivo de faculdades mentais * Renascimento Marca na estruturação de um mercado * Séc. XVIII - Relação entre cultura e civilização - Cultura como processo de progresso individual e social - Duas acepções: Caráter descritivo – aquilo que é (cultura carioca, por exemplo) Caráter normativo (aquilo que deve ser; requisitos) * Virada do século XVIII-XIX - Conotação imperialista - Treinamento das faculdades para dar conta processo de transformação - Vamos aprofundar isso sob o ponto de vista de um autor Cultura: Deslocamentos Conceituais

  34. A necessidade de controle * Revol. Francesa e Revol. Industrial como auge de um processo * Inglaterra do fim do século XVIII - Organização das camadas populares - Revolução industrial - nova classe social * Processo de aumento do rigor de normas sociais - Manipul. e reformul. de códigos, à busca de controle. - Neces.de implem. uma nova disciplina, um novo controle do tempo Controle das diversões populares (“perigosas”) * Por que eram consideradas perigosas? - Se opunham a lógica do trabalho extenuado proposto - Congregavam as pessoas fora dom mundo do trabalho - Focos de organização política - Em si manutenção de velhos estilos de vida Cultura: Deslocamentos Conceituais

  35. * O controle do tempo de não-trabalho - dimensão fundamental para garantir o "progresso” * Construção de um novo modelo de vida: nova cultura Como controlar? * Aliança entre o controle jurídico e a religião Metodistas consideravam ócio e diversão popular como pecado * Estratégias - Escolas religiosas dominicais (religião foi central) - Implemento de atividades tidas como adequadas - Capitalização de um mercado cultural Cultura: Deslocamentos Conceituais

  36. * Virada dos século XIX-XX Esse processo começa a ficar mais claro, em função das próprias características daquele momento histórico (Belle Époque) - Palavras-chaves para entender esse momento a) Cidade – crescimento do tecido urbano b) Mercado – fortalecimento da burguesia c) Ciência d) Contestação Vamos ver como se relacionam a) Crescimento das cidades - Tornam-se arenas, mercados - Cresc. da circulação financeira – luxo; valor. dos hábitos de lazer - Novos hábitos – Rupt.com valores anteriores (exposição corporal) - Contestações políticas (percepção da diferença) - Ciência – potencializa a produção; estratégias de ordenação e controle Cultura: Deslocamentos Conceituais

  37. b) Mercado - Cidades tornam-se mais ricas – gera hábitos de lazer - Ciência – gera novas opções de lazer (corpo como centro de interesse) Relação com a contestação – necessidade de controle; ciência c) Ciência - Potencializa mercado - Potencializa a diversão (fotografia, cinema, som, imagem) - Velocidade e fugacidade como marcas da modernidade - O âmbito da cultura torna-se cada vez mais um palco claro de disputas, uma necessidade estratégica de controle - O Início de uma “Sociedade do(s) Espetáculo(s)” Cultura: Deslocamentos Conceituais

  38. * Século XX – primeira metade - Cultura: Forte relacionamento à arte - Inicialmente: Elemento de distinção social; algo acessível a um grupo seleto - Depois: Propostas de dar cultura (ponto de vista dominante) -”aprender a se comportar”. Contenção das crises sociais Construção de identidade nacional - A construção de uma idéia de que cultura é algo separado de política Cultura: Deslocamentos Conceituais

  39. * Século XX – segunda metade Cultura como um modo de viver. Conjunto de normas, hábitos, sensibilidades que rege a vida em sociedade Forte estruturação de algo típico da modernidade e que se tornara mais concreto na modernidade tardia, a partir do final do século XIX Sociedade do espetáculo Sociedade do entretenimento Cultura de massas Força dos meios de comunicação - A “Era da cultura” Cultura: Deslocamentos Conceituais

  40. * No capitalismo tardio “A mecanização, a estandardização, a superespecialização e a divisão do trabalho, que antes determinavam apenas a esfera da produção de mercadorias nas fábricas, penetram agora em todos os setores da existência – da agricultura à recreação e, é claro, à produção cultural” (Raymond Willians). * A produção cultural sempre esteve ligada aos interesses das classes dominantes - No capitalismo tardio isso se torna um projeto estratégico - A produção cultural - um palco muito importante de lutas. “As artes e as práticas culturais em geral não apenas refletem essa situação determinante: elas também produzem significados e valores que entram ativamente na vida social, moldando seus rumos” (Cevasco, 2003, p.112) Cultura: Deslocamentos Conceituais

  41. * Estudos Culturais basicamente desejam: Uma leitura sobre a cultura popular na sua relação com a cultura de massas e uma forma de ler a “alta cultura” * Para tal, desenvolvem: Uma leitura menos mecânica, menos linear, mais atualizada e mais cultural de marxismo: a questão do método passa ser fundamental - Repensando a relação infra-estrutura e super-estrutura - Conceito de classe de Thompson Diálogos com Frankfurt, Gramsci, Bakthin * Origens ECS - aulas de extensão com trabalhadores - Foi nessa prática concreta que se pensava a necessidade de superar a questão da imposição de valores da classe dominante Tiveram que mudar o que se ensinava e como se ensinava Articulação entre militância e política Cultura: Deslocamentos Conceituais

  42. CULTURA: UM DIÁLOGO COM OS ESTUDOS CULTURAIS

  43. Relação entre cultura e economia * Percebem uma relação intensa entre fenômenos culturais e socioeconômicos “Nessa altura ficou ainda mais evidente que não podemos entender o processo de transformação em que estamos envolvidos se nos limitarmos a pensar as revoluções democrática, industrial e cultural como processos separados. Todo nosso modo de vida, da forma de nossas comunidades à organização e conteúdo da educação, e da estrutura da família ao estatuto e do entretenimento, está sendo profundamente afetado pelo progresso e pela interação da democracia e da indústria, e pela extensão das comunicações (Raymond Willians)”. * Com isso, percebe-se que as disciplinas tradicionais não dão conta dessa nova complexidade - Isso é um impulso para a construção dos ECs, a princípio pensado com uma não disciplina interdisciplinar. Dialogando com Estudos Culturais

  44. * Conceito de Materialismo Cultural Os bens culturais somente podem ser compreendidos no interior da lógica de produção, até porque eles são em si produtos produzidos por essa lógica, estando plenamente articulados com os valores e sensibilidades, sentidos e significados que concedem existência concreta a sociedade * Na ótica do materialismo cultural, os produtos não são objetos, mas práticas sociais. Nosso intuito é desvendar as condições em que se apresentam na sociedade e pensar em perspectivas de intervenção * Para pensar nossa intervenção, teríamos que ter em vista 3 formas de estruturação de significados e valores: dominante, emergente, residual Dialogando com Estudos Culturais

  45. a) Dominante Nunca é estática – mecanismos constantes de incorporação e reprodução; b) Emergente O movimento de controle e incorporação não é linear. Há movimentos de contestação) que desencadeiam a ação do dominante c) Residuais Restos de uma formação não mais dominante que permanecem “... o potencial dissidente deriva-se em última análise não de qualidades essenciais individuais (ainda que os indivíduos tenham qualidades), mas dos conflitos e contradições que a ordem social inevitavelmente produz em seu próprio interior, na exata medida em que ela tenta se sustentar. Apesar de seu poder, as formações ideológicas hegemônicas estão sempre, na prática, sob pressão, na tentativa de substanciar sua asserção de maior plausibilidade em face de diversas turbulências...O conflito e a contradição surgem a partir das próprias estratégias com que as ideologias hegemônicas tentam conter as expectativas que elas precisam gerar. É aí que a falha – a inabilidade ou recusa de se identificar como o dominante pode ocorrer e , a partir disso, a dissidência” (Cevasco, 2003, p.128). Dialogando com Estudos Culturais

  46. Cultura de minoria X Cultura em Comum O debate se dava contra uma longa tradição inglesa que acreditava que a cultura era um privilégio de poucos, de uma elite, que deveria conduzir a organização social da maioria, que supostamente não teria condições de conduzir seus caminhos em meio a uma sociedade turbulenta * Para Willians não se trata de uma minoria decidir e difundir para a massa, mas sim de comprender uma “cultura em comum”. - O desafio central é criar condições para que todos possam ter acesso aos meios de produção cultural, entendendo que os de “baixo” também produzem cultura Preocupação com olhar os de baixo * Willians respeita a tradição cultural, mas não crê que ela é privilégio de uma minoria, nem é uma minoria que deve decidir o que deve ou não ser difundido. - O maior número de pessoas possível deve ter acesso a tradição - E isso pode (e provavelmente vai) interferir na própria tradição Dialogando com Estudos Culturais

  47. “Devemos aceitar, com franqueza, que se propagarmos nossa cultura nós a estaremos modificando: uma parte do que oferecemos será rejeitado, outra será objeto de crítica radical. E é assim que tem de ser, pois nossas artes, agora, não estão em condições de continuar incontestadas até a eternidade (...) Levar nossas artes a novos públicos é estar certo de que nossas artes serão modificadas. A mim, por exemplo, isso não assusta. (...) Não espero que os trabalhadores ingleses darão seu apoio a obras que, depois de uma preparação paciente e adequada, não consigam aceitar. O verdadeiro crescimento será lento e desigual, mas a provisão estatal, francamente, deveria crescer nessa direção, em vez de ser um meio de desviar dinheiro público para a preservação de uma cultura fixa, fechada e parcial. Ao mesmo tempo, se entendermos o processo de desenvolvimento cultural, sabemos que este é feito de ofertas contínuas para uma aceitação comum; e que, portanto não devemos tentar determinar de antemão o que deve ser oferecido, mas desobstruir os canais e permitir todos os tipos de oferta, tendo o cuidado de abrir bem o espaço para o que for difícil, dar tempo suficiente para o que for original, de modo que o que se tenha seja desenvolvimento real, e não apenas a confirmação ampliada de antigas regras” (p.140) Dialogando com Estudos Culturais

  48. * Quem estabelece o que é tradição? Quem estabelece o que é bom? “Willians questiona quem tem o poder de atribuir esse valor cultural e reapropria esse poder para usos democráticos. Se cultura é tudo o que constitui a maneira de viver de uma sociedade específica, devem-se valorizar, além das grandes obras que codificam esse modo de vida, as modificações históricas desse modo de vida” (p.51). * O que Willians vai perceber é que a dicotomia entre alta cultura e cultura popular já não mais se sustenta, em um ambiente onde ambas estão bastante midiatizadas, muito mercadorizadas. Dialogando com Estudos Culturais

  49. Arte e Cultura de massas * Não se trata de uma desvalorização da arte, mas entendê-la no contexto sócio-econômico. - É necessário pensar se os meios de produção permitem tal acesso. “A posição teórica dos estudos culturais se distingue por pensar as características da arte e da sociedade em conjunto, não como aspectos que devem ser relacionados mas como processos que têm diferentes maneiras de se materializar, na sociedade e na arte. Os projetos artísticos e intelectuais são constituídos pelos processos sociais, mas também constituem esses processos na medida em que lhes dão forma” (p.64) * A questão é de abrir possibilidades amplas de difusão. - A Animação Cultural é a favor, não é contra - É uma iniciativa de “alfabetização” cultural em várias vias Não se trata de determinar valores, mas desestabilizar uma ordem - Pensando que valores e sensibilidades se articulam, pensar um processo de educação da sensibilidade, educação estética Dialogando com Estudos Culturais

  50. * Uma política cultural deve pensar em dar acesso a todos de tudo o possível - Mas compreender isso em um projeto estratégico de formação De nada vale somente oferecer sem uma formação adequada * Projeto estratégico: partir da cultura de massas, não a “demonizando” - Será que os meios de comunicação em si são ruins ou o uso que se faz deles? - Será que são homogêneos (é tudo ruim) ou há alternativas? “Mais do que defender o passado, a questão mais premente é tentar ganhar o futuro: facilitar o acesso e a expansão da cultura nas novas condições sociais, e não confundir – problema recorrente no pensamento conservador – meios com mensagem. Não existe nenhum determinismo tecnológico que obrigue os meios de comunicação de massa a disseminar, como o fazem, lixo cultural. Para um pensamento progressista, seria mais relevante pensar em modos de utilizá-los para fins de expansão e enriquecimento culturais”. (Cevasco, 2003, p.47). Dialogando com Estudos Culturais