Fundamentos da pesquisa epidemiol gica
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Fundamentos da Pesquisa Epidemiológica. Objetivos. Descrever e explicar a frequência/ ocorrência de doenças, identificando as “causas”e determinantes de sua distribuição e modos de transmissão nas populações

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Fundamentos da Pesquisa Epidemiológica

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Presentation Transcript


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

Fundamentos da Pesquisa Epidemiológica


Objetivos

Objetivos

  • Descrever e explicar a frequência/ ocorrência de doenças, identificando as “causas”e determinantes de sua distribuição e modos de transmissão nas populações

  • Controlar a ocorrência de doenças através da prevenção de novos casos, cura dos casos existentes, aumento da sobrevida e melhoria da saúde.

  • Testar hipóteses


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

População do estudo ou amostra

  • Importante discriminar as populações relacionadas com a amostra

  • Grupos de indivíduos sobre os quais se fazem as observações e coletam-se dados.

    Ex. 100 cães nascidos em 2008, no município X.

    População alvo

  • Conjunto de animais que está representado pela população do estudo e que serão utilizados para inferências estatísticas relacionadas ao objetivo do estudo

    Ex. cães nascidos em 2008, no município x


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • O processo pelo qual as hipóteses são postas a prova é intermediado pelos desenhos de estudos.

  • Os desenhos de estudos epidemiológicos diferem entre si, no modo pelo qual relacionam os indivíduos da população, medem os fatores de risco e permitem a comparação entre os grupos que fazem parte do estudo.


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

Estes desenhos podem ser agrupados em três categorias:

  • Experimentais – Os indivíduos são distribuídos de forma aleatória em diferentes grupos de exposição aos fatores de risco.

    - O investigador controla a exposição aos fatores de risco

    *Ensaio clínico (terapêutico/ profilático)

    drogas/vacinas, quimioprofilaxia

    * Intervenção em comunidades- tratamento de água


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • Quasi – experimentais- Distribuição dos indivíduos não é aleatória.

    - Mas há o controle sobre os fatores de risco

    Ex.: Ocorrência de verminose em duas populações de cães, sendo que em uma foi utilizado anti-helmíntico.


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • Observacionais – O investigador não controla a distribuição dos indivíduos, nem exposição aos fatores de risco.

    - Observa os resultados

    - Os indivíduos estão expostos ou não a causa potencial da doença.

    *Seccional (fotografia) Uma só observação da população, as informações coletadas referem-se a um só momento

    * Longitudinal (filme) Pelo menos duas observações são realizadas em momentos diferentes


Desenhos de estudos observacionais

Desenhos de estudos observacionais

  • Estudo de Coorte – conjunto de indivíduos sem a doença , classificados em grupos segundo o grau de exposição aos fatores de risco. Sendo então acompanhados para se comparar a ocorrência da doença em cada um desses grupos.

    Longitudinal


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • Estudo caso-controle- Os casos da doença são identificados e classificados segundo o grau de exposição ao fator de risco.

    Uma amostra da população forma o grupo controle

    Longitudinal


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • Estudo seccional- Feito no momento. Não é bom para investigações para se conhecer a causa. Melhor para se saber a prevalência e as médias

  • Estudo ecológico- Utiliza toda a população do estudo (agregado). Não se conhece a distribuição individual


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • Os estudos observacionais podem ser:

    Prospectivo (concorrente) – a exposição e a doença são mensurados no curso da investigação.

    Retrospectivo - a exposição e a doença são mensurados após já terem ocorrido, por meio de relatos e registros.


Tipos de estudos epidemiol gicos

TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

Vantagens e desvantagens dos principais desenhos de estudos epidemiológicos

Tipo Vantagens Desvantagens

Caso-controle permite estudos múltiplos de Difícil seleção de controles,

exposição e doenças raras, requer possibilidade de bias nos dados

poucos sujeitos, logística fácil e de exposição, a incidência não

rápida, não tão caro pode ser medida

CoortePermite estudos múltiplos de Possibilidade de bias nos efeitos,

efeitos e exposições raras, menor caro, exige tempo, inadequado

possibilidade de bias na seleção e para doenças raras, poucas

nos dados de exposição, a incidên- exposições, perda dos sujeitos

cia pode ser medida

Ensaios clínicosdesenho mais convincente, maior mais caro, artificial, logística

randomizadoscontrole para evitar confundimento difícil, objeções éticas

ou variáveis desconhecidas

Fonte: Grisso, 1993


Tipos de estudos epidemiol gicos1

TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

TipoVantagens Desvantagens

Estudo de casobarato e fácil para não pode ser usado para

gerar hipóteses testar hipóteses

Série de casosfornece dados descritivos sem grupo controle, não pode

em doenças características ser usado para testar hipóteses

Transversal permite conhecer prevalência, não permite conhecer tempo fácil, pode gerar hipóteses da exposição

Ecológicorespostas rápidas, pode gerar dificuldade para controlar

hipóteses confundimentos

Fonte: Grisso, 1993


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

EFICÁCIA ANTI-HELMÍNTICA EM REBANHO CAPRINO NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL

Silvia Maria Mendes Ahid1,*, Marcos Domingos Almeida Cavalcante2, Ana Carla Diógenes Suassuna Bezerra1, Herbert Sousa Soares1, RomeikaHerminia Macedo Assunção Pereira2

Departamento de Ciências Animais (DCAn),Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Mossoró-RN. 2Discentes do curso de graduação em Medicina Veterinária, UFERSA, Mossoró-RN.

RESUMO - A presença de resistência anti-helmíntica por nematóides gastrintestinais em caprinos da zona da mata do Estado de Alagoas foi avaliada. Os animais foram divididos em quatro grupos, um controle e três testados com drogas distintas: moxidectina, ivermectina e albendazole. A avaliação da eficiência das drogas foi feita pelo teste de redução na contagem de ovos nas fezes (RCOF) e a diferenciação das larvas infectantes pela cultura fecal. As coletas de fezes foram feitas antes e com 7, 14 e 21 dias pós-tratamento. A eficiência do albendazole, ivermectina e moxidectina no 7º, 14º e 21º dia pós-tratamentro, foi de 97,89%, 71,2% e 80% para o albendazole, de 98,74%, 88,3% e 87% para ivermectina, e de 83,6%, 96% e 96,3% para moxidectina, nos respectivos dias de observação. As larvas infectantes prevalentes nas culturas foram do gênero Haemonchus(95%), revelando resistência às drogas testadas.

  • Palavras-Chave: Caprinos, resistência, anti-helmíntico, nematóide.

    ActaVeterinaria Brasílica, v.1, n.2, p.56-59, 2007


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi desenvolvido em caprinos no município de Mar Vermelho na zona da mata de Alagoas. Foram selecionados aleatoriamente 40 caprinos, fêmeas, com idade aproximada de 12 meses e sem tratamento anti-helmíntico por 90 dias, cujo OPG individual era superior a 400 ovos de Strongylida por grama de fezes. Foram formados grupos de 10 animais por tratamento e identificados em: Grupo I, não tratado, grupo controle; Grupo II tratado com albendazol a 10% (0,5 ml/10kg); Grupo III, tratado com ivermectina a 0,8% (2,5ml/10kg); Grupo IV com moxidectina a 0,2% (1ml/10kg), todos por via oral. A dose foi determinada levando se em consideração a recomendação da bula dos produtos para uso em caprinos.


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

  • Avaliação da efetividade do emprego de coleira impregnada com inseticida e de vacina de subunidade contra leishmaniose visceral canina

  • Pesquisador responsável:Rodrigo Martins Soares

  • Instituição:Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP,

  • ResumoO presente estudo tem por objetivo avaliar a efetividade de vacina de sub-unidade contra leishmaniose em cães bem como da utilização de coleira impregnada com inseticida repelente (piretróide) através de um estudo de coorte a ser realizado em duas regiões, uma de alta transmissão e outra de baixa transmissão de leishmaniose visceral canina. Para tanto, propõe-se a construção de oito coortes, quatro em área de alta transmissão de leishmaniose visceral canina e quatro em área de baixa transmissão. Em cada uma das áreas haverá uma coorte de indivíduos vacinados, uma coorte de indivíduos com coleira impregnada por repelente, uma coorte de indivíduos vacinados e com coleira impregnada por repelente e, finalmente, uma coorte de indivíduos não vacinados e sem coleiras. Serão colhidas amostras biológicas dos animais de todas as coortes em três instantes, no início do experimento, seis meses após o início do experimento e um ano após o início do experimento. As amostras de soro serão submetidas a provas de sorodiagnóstico por ELISA e RIFI, as amostras de sangue total para PCR e isolamento do agente, as de punção de linfonodo para PCR e isolamento do agente e as de biopsia de pele para PCR. O impacto das medidas de controle da LV em cães será medida pela razão de odd de soroconversão e/ou positividade pela PCR (IC 95%) entre indivíduos expostos e não expostos ao risco de adquirir o parasito. Como exposição ao risco entende-se, a ausência de medidas de controle (coleira ou vacinação).


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

Avaliação do nível de conhecimento e de atitudes preventivas da população sobre a

leishmaniose visceral em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

Bárbara Kellen Antunes Borges 1 José Ailton da Silva 1 João Paulo Amaral Haddad 1 Élvio Carlos Moreira 1 Danielle Ferreira de Magalhães 1 Letícia Mendonça Lopes Ribeiro 1 Vanessa de Oliveira Pires Fiúza 2

1 Escola de Veterinária, Universidade Federal e Minas Gerais, Belo Horizonte, Brasil.

Resumo

Objetivou-se avaliar o nível de conhecimento e algumas atitudes preventivas em relação à leishmaniose visceral em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil, em 2006. Foi feito um estudo de caso-controle, com visitas domiciliares e questionário semi-estrurado. Comparou-se dois grupos: (1) 82 casos humanos de leishmaniose visceral ocorridos em 2004 e (2) 164 controles, constituídos por vizinhos dos casos. A leishmaniose visceral acometeu mais em crianças, com aumento do risco de contrair leishmaniose visceral de 109,77 vezes para menores de dez anos. O homem demonstrou ter2,57 vezes mais chances de adoecer que a mulher. A escolaridade da população mostrou-se baixa (68,3% nãocompletaram o ensino médio). Cinquenta por cento dos casos desconheciam-na quando foram infectado se apenas 1,2% conhecia o vetor. Conhecer algo sobre a leishmaniose visceral minimizou o risco de adoecerem 2,24 vezes. Quanto às atitudes de proteção, o risco de se contrair leishmaniose visceral diminui em 1,94 vez para pessoas que mantêm limpos os domicílios ou que levam o cão ao veterinário. Em Belo Horizonte, o conhecimento da população perante a leishmaniose visceral é superficial e as atitudes preventivas inespecíficas.


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

Mortalidade por leucemias relacionada à Industrialização

Carmen Helena Seoane Leal e Victor Wünsch Filho

Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, Brasil

Rev Saúde Pública 2002;36(4):400-

Analisar a distribuição espacial da mortalidade por leucemia na população, buscandoidentificar agregados e estabelecer sua relação com os níveis de industrialização. O estudo foi realizado nas 43 regiões de governo do Estado de São Paulo, no quinquênio 1991-1995. Foi construído um “índice de industrialização relativo à leucemia” (IIRL) baseado no número de indústrias e empregos industriais por 100.000 habitantes, valor adicionado fiscal, variedade de ramos industriais e indústrias com potenciais exposições de risco para a leucemia. O IIRL foi distribuído em cinco categorias. Verificaram-se os coeficientes padronizados de mortalidade por leucemia em cada uma das regiões, também distribuídos em cinco categorias e comparados ao mapa IIRL. Não foi encontrada associação entre mortalidade, por nenhum tipo de leucemia, e industrialização. A distribuição da mortalidade por leucemia ocorreu de forma homogênea no Estado de São Paulo, não apresentando correlação com o nível de industrialização. Entretanto, aspectos relacionados ao método epidemiológico adotado – estudo ecológico – e ao uso do parâmetro “mortalidade por leucemia”, doença cujo prognóstico tem mudado muito nas últimas décadas, limitaram a interpretação dos resultados.


Fundamentos da pesquisa epidemiol gica

OCORRÊNCIA DE LEUCOSE ENZOÓTICA BOVINA NA FORMA DE LINFOSSARCOMAS NO DISTRITO FEDERAL: RELATO DE CASO

R.C. Silva, I. Fontana, F.C. Meirelles, A.P.M.Ruggiero, N. Benato, J.R.J. Borges

Universidade de Brasília, Faculdade de Agronomia e Veterinária, Departamento de Medicina Preventiva, Campus “Darcy Ribeiro”, CEP 70910-900, Brasília, DF. Brasil. E-mail: [email protected]

RESUMO

Os autores deste trabalho relatam um caso de LeucoseEnzoótica Bovina em uma fêmea de 3 anos de idade, atendida no Hospital Veterinário da Universidade de Brasília. O referido animal apresentou achados clínicos característicos da enfermidade como exoftalmia, paresia dos membros posteriores, aumento de linfonodos superficiais e massa endurecida palpável localizada no corno uterino esquerdo. À necropsia foram observadas massas esbranquiçadas, firmes e/ou macias, com formações nodulares ou difusas nos diferentes órgãos como coração, rúmen, útero,pulmão, medula, rins e tecido retro bulbar do globo ocular direito. O hemograma revelou leucocitose com pleomorfismo, citoplasma vacuolizado e presença de plasmócitos flamejantes e já no exame químico do líqüor evidenciou-se uma redução da glicemia. Os achados clínicos associados aos achados de necropsia e resultados laboratoriais contribuíram para se chegar a uma suspeita de LeucoseEnzoótica Bovina.

PALAVRAS-CHAVE: LeucoseEnzoótica Bovina, linfossarcoma, patogenia, linfocitose, bovino.


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