Download

Relato de Caso e Pneumonias Comunitárias






Advertisement
/ 135 []
Download Presentation
Comments
wakanda
From:
|  
(116) |   (0) |   (0)
Views: 414 | Added:
Rate Presentation: 1 0
Description:
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ESCS INTERNATO EM PEDIATRIA. Relato de Caso e Pneumonias Comunitárias. Bruno Almeida Oliveira Kellen Fanstone Ferraresi. Hospital Regional da Asa Sul – Unidade de Pediatria – Internato – 2007. Relato do Caso. IDENTIFICAÇÃO. Nome: HRN
Relato de Caso e Pneumonias Comunitárias

An Image/Link below is provided (as is) to

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use only and may not be sold or licensed nor shared on other sites. SlideServe reserves the right to change this policy at anytime. While downloading, If for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.











- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -




Slide 1

ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – ESCS

INTERNATO EM PEDIATRIA

Relato de Caso e Pneumonias Comunitárias

Bruno Almeida Oliveira

Kellen Fanstone Ferraresi

Hospital Regional da Asa Sul – Unidade de Pediatria – Internato – 2007

Slide 2

Relato do Caso

Slide 3

IDENTIFICAÇÃO

  • Nome: HRN

  • Sexo: masculino

  • Idade: 1 mês e 21 dias

  • DN: 25/12/2006

  • Naturalidade: Brasília

  • Residência: Asa Sul

  • Cor: Parda

  • Informante: Maria Madalena (Mãe)

  • Admissão no HRP: 31/01/2007

  • Admissão no PS / HRAS: 12/02/2007

  • Admissão na Ala B / HRAS: 13/02/2007

Slide 4

QUEIXA PRINCIPAL

“Cansaço há 29 dias.”

Slide 5

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Há 31 dias, o lactente fez 2 episódios de FEBRE (38°C) que cedia com medicação antitérmica (paracetamol). No momento negava quaisquer outros sintomas.

Slide 6

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Há 30 dias, procurou atendimento no HRP. O hemograma, segundo a mãe, apresentava-se alterado e a radiografia de tórax mostrava hiperinsuflação. Diagnosticou-se PNEUMONIA e BRONQUIOLITE e iniciou-se então antibioticoterapia com ampicilina e gentamicina.

Slide 7

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Há 29 dias, a criança evoluiu com TOSSE SECA, DISPNÉIA e CIANOSE, sendo transferida há 28 dias para a UTI do Hospital Santa Lúcia com o diagnóstico de INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA.

Slide 8

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Durante internação na UTI, o lactente evoluiu com INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA PROGRESSIVA com episódios de CIANOSE.

Slide 11

Opacidades intersticiais alveolares bilaterais difusas de aspecto confluente e provável componente de derrame pleural.

Exame realizado no leito, apenas em incidência frontal.

Área cardíaca normal.

Opacidade Intersticial com distribuição peri-hilar bilateralmente.

Opacidade parenquimatosa retro-cardíaca esquerda.

Slide 12

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Diante do quadro, foram mantidos os antibióticos (AMPICILINA + GENTAMICINA) e o paciente evoluiu favoravelmente, recebendo O2 sob catéter nasal a 1L/min, tolerando bem a RETIRADA PROGRESSIVA DA OXIGENIOTERAPIA.

Slide 13

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Na UTI, foi auscultado sopro cardíaco, sendo evidenciado FORAME OVAL PATENTE à ecocardiografia.

  • Há 23 dias, recebeu alta em estado geral favorável após 5 DIAS NA UTI, sugando seio materno e em condições para complementação terapêutica no hospital de origem.

Slide 14

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • No HRP, a criança manteve-se em OXIGENIOTERAPIA sob catéter nasal a 1L/min, e começou a apresentar QUEDAS DA SATURAÇÃO à retirada do oxigênio.

Slide 16

HISTÓRIA DA DOENÇA ATUAL

  • Há 18 dias veio transferido para o HRAS para AVALIAÇÃO PNEUMO-CARDIOLÓGICA.

Slide 17

REVISÃO DE SISTEMAS

  • Nega quaisquer outros sintomas.

  • Eliminações presentes e fisiológicas.

  • Sono e apetite preservados

Slide 18

ANTECEDENTES FISIOLÓGICOS

  • Condições da gestação:

    - Mãe refere realização de pré-natal (12 consultas).

    - História Obstétrica: G2P1N1C0A1

    - Aborto no 1° trimestre de gestação: desconhece a causa.

    - As sorologias realizadas na gestação (Toxoplasmose, VDRL e HIV) foram negativas.

    - Mãe relata infecção urinária, medicada com cefalexina.

Slide 19

ANTECEDENTES FISIOLÓGICOS

  • Condições do parto:

    - Criança nasceu de parto normal, hospitalar, a termo, chorou ao nascer. Apresentou APGAR de 9 e 10 no 1° e 5° minuto, respectivamente.

    - Dados do Nascimento: Peso: 2.565g. Comprimento: 47cm. PC: 35cm.

  • Alta pós-parto: 48 horas de vida.

  • Desenvolvimento neuropsicomotor adequado (sorri, sustenta com dificuldade a cabeça).

  • Vacinação completa (conferido no cartão).

Slide 20

ANTECEDENTES PATOLÓGICOS

  • Nega doenças, internações e cirurgias prévias.

Slide 21

ANTECEDENTES FAMILIARES

  • Mãe apresentou HAS durante a gravidez.

  • Pai saudável.

  • Filho único.

  • Refere HAS, bronquite alérgica e epilepsia na família.

Slide 22

HÁBITOS DE VIDA E CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS

  • Alimentação: aleitamento materno exclusivo.

  • Reside em área urbana, apartamento com água encanada, rede de esgoto, energia elétrica. 03 pessoas / 06 cômodos.

  • Água para consumo: filtrada.

  • Nega animais no peri-domicílio.

  • Nega tabagismo e etilismo em casa.

Slide 23

EXAME FÍSICO

  • Criança em bom estado geral, eupnéica, acianótica, anictérica, afebril, corada, hidratada. Em USO DE O2 sob catéter nasal a 1L/min.

  • Lactente em decúbito dorsal, com cabeça lateralizada e membros fletidos.

  • Pele: presença de hematomas em focos de punção. Sem outras lesões

Slide 24

EXAME FÍSICO

  • Oroscopia: sem lesões evidentes na mucosa oral.

  • Otoscopia: não realizada.

  • ACV: RCR em 2T, BNF, presença de sopro sistólico (2+/6+) pancardíaco. FC: 138bpm.

  • AR: MV com estertores crepitantes discretos em base direita. Sem desconforto respiratório. FR: 60irpm.

Slide 25

EXAME FÍSICO

  • Abdome: RHA+, semi-globoso, flácido, indolor, sem visceromegalias.

  • Genitália: masculina, sem alterações, testículos palpáveis bilateralmente.

  • Extremidades: boa perfusão, pulsos presentes.

  • Neurológico: discreta hipotonia, pupilas isocóricas e fotorreagentes.

Slide 26

Discussão do Caso

Slide 27

DIFICULDADES

Paciente não acompanhado pela equipe do HRAS desde o começo

Ausência de dados do QUADRO INICIAL do paciente

Slide 28

FEBRE

DISPNÉIA

CIANOSE

TOSSE

FOP

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

Slide 29

HIPÓXIA e/ou HIPERCAPNIA

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

Inabilidade de realizar oxigenação adequada ou de remover CO2 da circulação

50% das mortes em crianças < 1 ano

Slide 30

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

PaO2 < 60mmHg

PaCO2 > 50mmHg

FONTE: Current Pediatric Diagnosis and Treatment. Sixteenth edition. Edited by William W. Hay, Jr, Anthony R. Hayward, Myron Levin, and Judith M. Sondheimer. 1415 pp. New York, McGraw Hill, 2003/Pádua AI; Alvares F & Martinez JAB. Insuficiência respiratória. Medicina, Ribeirão Preto, 36: 205-213, abr./dez. 2003.

Slide 31

FONTE: Current Pediatric Diagnosis and Treatment. Sixteenth edition. Edited by William W. Hay, Jr, Anthony R. Hayward, Myron Levin, and Judith M. Sondheimer. 1415 pp. New York, McGraw Hill, 2003.

Slide 32

PaO2/FiO2 = 278,57

Gradiente alveoloarterial:

33,7mmHg

Slide 33

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

Slide 34

FEBRE

DISPNÉIA

CIANOSE

TOSSE

FOP

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

Slide 35

FOP?

Slide 36

FORAME OVAL PATENTE

  • CIA do tipo Ostium secundum

  • Shunt esquerdo-direito

  • Sem importância durante a infância

  • ↓ complacência do VD → ↑ shunt

  • Sintomas

    • Assintomático (+ comum)

    • Dispnéia, palpitações e fadiga

    • Infecções respiratórias e déficit ponderal

    • Sopro sistólico

    • Embolismo paradoxal

Slide 37

FONTE: Current Pediatric Diagnosis and Treatment. Sixteenth edition. Edited by William W. Hay, Jr, Anthony R. Hayward, Myron Levin, and Judith M. Sondheimer. 1415 pp. New York, McGraw Hill, 2003.

Slide 38

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

SARA

BRONQUIOLITE

DEFEITO NA V/Q

PNEUMONIA

EMBOLISMO

DISPLASIA BRONCOPULMONAR

EDEMA PULMONAR

SARA

DEFEITO NA DIFUSÃO

PNEUMONIA

Slide 39

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

SARA

BRONQUIOLITE

DEFEITO NA V/Q

PNEUMONIA

EMBOLISMO

DISPLASIA BRONCOPULMONAR

EDEMA PULMONAR

SARA

DEFEITO NA DIFUSÃO

PNEUMONIA

Slide 40

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

SARA

BRONQUIOLITE

DEFEITO NA V/Q

PNEUMONIA

EMBOLISMO

DISPLASIA BRONCOPULMONAR

EDEMA PULMONAR

SARA

DEFEITO NA DIFUSÃO

PNEUMONIA

Slide 41

SARA ou SDRA

  • ↑ permeabilidade capilar pulmonar e edema pulmonar → hipoxemia refratária, ↓ complacência pulmonar e infiltrado alveolar difuso bilateral.

  • 1% atendimentos na emergência pediátrica.

Slide 42

SARA ou SDRA

  • Pode ser precipitada por uma variedade de insultos

  • Taxa de mortalidade: 45-60%

  • Doença multissistêmica

     alterações microcirculatórias generalizadas.

Slide 43

SARA ou SDRA

  • Manifestações:

    • ↑ FR, dispnéia e cianose.

    • Estertores inspiratórios finos.

    • Infiltrado bilateral difuso.

    • Cianose intensa, ↑ dispnéia e taquipnéia.

    • Estertores proeminentes.

    • Opacificação à radiografia

  • PaO2/FiO2< 200.

Slide 44

SARA ou SDRA

  • Aspectos contrários (no paciente):

    • Hipoxemia não refratária

    • PaO2/FiO2 > 200

Slide 45

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

SARA

BRONQUIOLITE

DEFEITO NA V/Q

PNEUMONIA

EMBOLISMO

DISPLASIA BRONCOPULMONAR

EDEMA PULMONAR

SARA

DEFEITO NA DIFUSÃO

PNEUMONIA

Slide 46

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

SARA

BRONQUIOLITE

DEFEITO NA V/Q

PNEUMONIA

EMBOLISMO

DISPLASIA BRONCOPULMONAR

EDEMA PULMONAR

SARA

DEFEITO NA DIFUSÃO

PNEUMONIA

Slide 47

EMBOLISMO

  • Impactação de um êmbolo ou coágulo dentro um ou mais ramos da artéria pulmonar.

  • Raro em crianças.

  • Ocorre mais comumente em crianças com anemia falciforme, febre reumática, endocardite infecciosa, esquistossomo-se, fratura óssea, desidratação e etc.

Slide 48

EMBOLISMO

  • Manifestações:

    • Início abrupto de dispnéia e taquipnéia

    • Palpitação

    • Dor pleurítica e hemoptise

    • Tosse

    • Cianose

    • Sibilos

    • Hipoxemia

    • Exame físico normal

    • B2 hiperfonética e B3 de VD

    • Síncope e arritmias cardíacas

Slide 49

EMBOLISMO

  • Hemograma normal

  • Infiltrado periférico, efusão pleural, elevação de hemidiafragma e derrame pleural

  • Alterações à cintilografia V/Q

  • Aspectos contrários (no paciente):

    • Presença de febre

    • Ausência de taquicardia

    • Hemograma alterado

  • Slide 50

    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

    SARA

    BRONQUIOLITE

    DEFEITO NA V/Q

    PNEUMONIA

    EMBOLISMO

    DISPLASIA BRONCOPULMONAR

    EDEMA PULMONAR

    SARA

    DEFEITO NA DIFUSÃO

    PNEUMONIA

    Slide 51

    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

    SARA

    BRONQUIOLITE

    DEFEITO NA V/Q

    PNEUMONIA

    EMBOLISMO

    DISPLASIA BRONCOPULMONAR

    EDEMA PULMONAR

    SARA

    DEFEITO NA DIFUSÃO

    PNEUMONIA

    Slide 52

    EDEMA PULMONAR

    • Excessiva acumulação de fluído extravascular no pulmão → alterações na mecânica pulmonar + ↓ complacência pulmonar + piora da hipoxemia + compressão brônquica + ↓ função do surfactante.

    • Dois tipos:

      • ↑ pressão hidrostática

      • ↑ permeabilidade

    Slide 53

    EDEMA PULMONAR

    • Manifestações:

      • Dependentes da doença primária

      • Cianose

      • Taquipnéia

      • Taquicardia

      • Desconforto respiratório

      • Roncos, ↓ MV, e sibilos expiratórios

      • Hipoxemia severa

      • Proeminência dos vasos pulmonares, infiltrado intersticial ou alveolar difuso

    Slide 54

    EDEMA PULMONAR

    • Aspectos contrários (no paciente):

      • Presença da febre

      • Hemograma alterado

      • Radiografia inicial incompatível

    Slide 55

    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

    SARA

    BRONQUIOLITE

    DEFEITO NA V/Q

    PNEUMONIA

    EMBOLISMO

    DISPLASIA BRONCOPULMONAR

    EDEMA PULMONAR

    SARA

    DEFEITO NA DIFUSÃO

    PNEUMONIA

    Slide 56

    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

    SARA

    BRONQUIOLITE

    DEFEITO NA V/Q

    PNEUMONIA

    EMBOLISMO

    DISPLASIA BRONCOPULMONAR

    EDEMA PULMONAR

    SARA

    DEFEITO NA DIFUSÃO

    PNEUMONIA

    Slide 57

    BRONQUIOLITE

    • Afecção respiratória obstrutiva aguda;

    • Acomete quase exclusivamente < 2 anos;

    • ETIOLOGIA:

      • VSR (principal), adenovírus, outros;

    • PATOGENIA:

      • Inflamação e necrose dos bronquíolos → obstrução → retenção de ar → hiperinsuflacão pulmonar, rotura dos septos interalveolares e enfisema;

    Slide 58

    BRONQUIOLITE

    • Se obstrução completa: formação de atelectasias;

    • Pode haver evolução para Insuficiência Respiratória Aguda Obstrutiva e Alveolocapilar Distributiva.

    • PCO2: normal ou baixo; casos graves: níveis altos → acidose respiratória;

    • PO2 e saturação de O2: sempre diminuídos;

    • Hiperinsuflação → ↓ retorno venoso e ↑ resistência à circulação → ↑ trabalho miocárdico e taquicardia → IC.

    Slide 59

    BRONQUIOLITE

    • CLÍNICA:

      • Coriza, tosse seca, anorexia, temp normal ou aumentada → tosse cansativa, taquidispnéia, gemência e sudorese.

      • Cianose: casos graves, cardiopatas ou complicações;

      • EF: taquidispnéia, tórax hiperinsuflado; percussão: ↑ sonoridade; ausculta: roncos, sibilos, subcreptos; taquicardia; fígado e baço rechaçados

      • Fase aguda: 3 – 5 dias; evolução lenta; autolimitada.

    Slide 60

    BRONQUIOLITE

    • DIAGNÓSTICO:

      • Leucometria, gasometria

      • Rx tórax: normal; hiperinsuflação, aumento trama vascular, retificação dos arcos costais, aumento da transparência, atelectasias.

    • PROGNÓSTICO bom

    • Mortalidade: 2 – 7%; causa: infecções secundárias

    Slide 61

    BRONQUIOLITE

    • COMPLICAÇÕES: infecção secundária; atelectasias extensas; bronquiectasias; IC

    • TRATAMENTO:

      • Suporte: O2 ( 40%); hidratação

    Slide 62

    BRONQUIOLITE

    • Aspectos favoráveis e contrários:

      • Idade do paciente + história clínica inicial (taquidispnéia, febre baixa) + Rx tórax inicial: Bronquiolite?

    Slide 63

    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

    SARA

    BRONQUIOLITE

    DEFEITO NA V/Q

    PNEUMONIA

    EMBOLISMO

    DISPLASIA BRONCOPULMONAR

    EDEMA PULMONAR

    SARA

    DEFEITO NA DIFUSÃO

    PNEUMONIA

    Slide 64

    INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA TIPO I

    SARA

    BRONQUIOLITE

    DEFEITO NA V/Q

    PNEUMONIA

    EMBOLISMO

    DISPLASIA BRONCOPULMONAR

    EDEMA PULMONAR

    SARA

    DEFEITO NA DIFUSÃO

    PNEUMONIA

    Slide 65

    PNEUMONIA

    • Evolução com persistência e piora da febre + hemograma infeccioso + Rx tórax mostrando opacidades: Bronquiolite → Infecção secundária (Pneumonia)?

    Slide 66

    Pneumonias Bacterianas Comunitárias em Crianças

    Slide 67

    PNEUMONIAS

    • Conceito: inflamação do parênquima pulmonar.

    • Causas: microorganismos, aspiração, corpos estranhos, reação de hipersensibilidade, pneumonite por droga ou radiação.

    • Microorganismos + comuns: vírus respiratórios, Mycoplasma pneumoniae e bactérias isoladas.

    • Classificação: lobar ou lobular; alveolar ou intersticial.

    Slide 68

    PNEUMONIAS

    Slide 69

    PNEUMONIAS

    • 10-20% das crianças < 5 anos: PNM aguda a cada ano; incidência maior em países em desenvolvimento;

    • Brasil (1998): 8,1% das hospitalizações;

    • Responsáveis por 20% das mortes em crianças;

    • Causa de morte evitável.

    Slide 70

    PNEUMONIAS

    • Fatores de risco para maior gravidade e mortalidade:

      • Aglomeração;

      • Baixa cobertura vacinal;

      • Baixo nível socioeconômico;

      • Baixo peso ao nascer;

      • Desmame precoce;

      • Desnutrição;

      • Demora à assistência médica;

      • Elevado n° de crianças < 5 anos na casa;

      • Tabagismo domiciliar.

    Slide 71

    PNEUMONIAS

    • TRANSMISSÃO:

      • Principal: aspiração de bactérias;

      • Disseminação hematogênica ou por contiguidade;

      • nos RN: passagem pela placenta, ascensão após coriamnionite ou aspiração de bactérias vaginais durante parto.

    Slide 72

    PNEUMONIAS

    Slide 73

    PNEUMONIAS

    • ETIOLOGIA:

      • PNM hospitalar: S. aureus, Gram– e fungos

      • Fibrose cística:S. aureus e P. aeruginosa.

      • Bactérias + comuns em geral: Streptococus pneumoniae, Streptococus pyogenes (grupo A) e Staphylococus aureus;

      • Hoje: ↓ Haemophilus influenzae tipo b.

    Slide 74

    PNEUMONIAS

    • Fatores que promovem infecção pulmonar: traumatismo, anestesia e aspiração.

    • Infecção viral: pode preceder a infecção bacteriana.

    • Taquipnéia: sinal com melhor sensibilidade e especificidade diagnóstica.

    Slide 75

    PNEUMONIAS

    • Sinais de gravidade:

      • ≥ 2 meses:

        • PNM grave: tiragem subcostal;

        • PNM muito grave: convulsões, sonolência, estridor em repouso, desnutrição grave, ausência de ingestão de líquidos e insuficiência respiratória grave.

      • < 2 meses:

        • PNM grave: taquipnéia ou tiragem subcostal;

        • PNM muito grave: convulsões, sonolência, estridor em repouso, sibilância, febre ou temp. baixa e ausência de ingestão alimentar.

    Slide 76

    PNEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    Slide 77

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • Streptococus pneumoniae: coco Gram+; possui cápsula polissacarídea.

    Slide 78

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

      • Lactentes:

        • Pneumonia afebril;

        • Inicialmente: infecção leve do TRS;

        • Febre abrupta;

        • Inquietude;

        • Dificuldade respiratória → cianose;

        • Área da consolidação: macicez + MV brônquico + estertores;

        • Distensão abdominal;

        • Rigidez de nuca.

    Slide 79

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • Crianças e adolescentes:

      • Sintomatologia semelhante aos adultos;

      • Infecção alta leve e breve → calafrios + febre alta;

      • Dor pleurítica;

      • Dificuldade respiratória;

      • Macicez, ↓ frêmito, MV brônquico e estertores;

      • Tosse seca → produtiva;

      • Dor abdominal;

    Slide 80

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • DIAGNÓSTICO

      • Leucocitose (15.000-40.000 cls/mm³), predomínio de PMF;

      • Gasometria: hipoxemia sem hipercapnia;

      • Isolamento no escarro: não é diagnóstico;

      • Hemocultura: + em 30%;

      • Cultura do líquido pleural: + em 50%;

      • Contra-imunoeletroforese e Aglutinação com látex.

    Slide 81

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • ACHADOS RADIOGRÁFICOS:

      • Podem demorar semanas para resolução radiológica.

      • PNM lobar ou segmentar - pré-escolares e escolares;

      • Broncopneumonia - lactentes .

    Slide 82

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    Slide 83

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • TRATAMENTO:

      • ANTIBIOTICOTERAPIA EMPÍRICA!

        • Droga de escolha: Penicilina

        • Penicilina Cristalina - 100.000-200.000 UD/kg/dia IV 6/6h ou 4/4h por 10 dias

        • Alternativas p/ trat. ambulatorial: Amoxicilina 50mg/kg/dia VO 8/8h ou Ampicilina 200mg/kg/dia por 7-10 dias.

        • Em pacientes alérgicos: Eritromicina (50mg/kg/dia em 4 doses), Ceftriaxona (50-100mg/kg/dia), Cloranfenicol (50-100mg/kg/dia em 4 doses).

    Slide 84

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • Pneumococo resistente à penicilina: problema crescente (Brasil: 17,5% resistência intermediária e 2,2% absoluta) ; alteração das proteínas ligadoras de penicilinase.

    • Se resistência à penicilina (CIM > 2,0чg/ml): Ceftriaxona 75mg/kg/24h IV 1x/dia por 7 a 10 dias.

    • Se resistência à penicilina e à cefalosporina de 3 geração: Vancomicina- 40mg/kg/24h IV 6/6h por 21 dias.

    Slide 85

    PMEUMONIA PNEUMOCÓCICA

    • COMPLICAÇÕES:

      • Derrame Pleural: 5%.

      • Empiema: + em lactentes.

    • PROGNÓSTICO:

      • Hoje: mortalidade menor que 1%; morbidade baixa.

    • PROFILAXIA:

      • Vacina antipneumocócica: ↓ em 80%; indicação restrita.

    Slide 86

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    Slide 87

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    • S. aureus: coco Gram+; produz coagulase, enterotoxinas, toxina toxiesfoliativa, hemolisinas e beta-lactamase → agressão e resistência à penicilina.

    • Infecção grave e rapidamente progressiva → alta morbi-mortalidade.

    • 70%: menores de 1 ano.

    • Relacionada à desnutrição, imunodepressão e crianças com doença de base.

    • Pode ocorrer após infecção por varicela, sarampo, coqueluche, influenza e após traumas.

    Slide 88

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

      • EVOLUÇÃO RÁPIDA!

      • Infecção do TRS → febre alta abrupta e persistente + tosse.

      • Dificuldade respiratória: taquipnéia, respiração gemente,TIC, batimentos de asa nariz, cianose.

      • Toxemia;

      • Irritabilidade;

      • Distúrbios do TGI;

      • ↓ MV, estertores e roncos.

      • Derrame: macicez, ↓MV e FTV.

    Slide 89

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    • DIAGNÓSTICO:

      • Leucocitose (> 20.000), predomínio de PMF;

      • Anemia leve a moderada;

      • Hemocultura: + em 5-10%;

      • Cultura líquido pleural: + em 50%;

      • Contra-imunoeletroflorese;

      • Líquido pleural: PMF de 100-300.000/mm³; proteína > 2,5g/dl e glicose↓.

    Slide 90

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    • ACHADOS RADIOGRÁFICOS:

      • Aspecto multifocal, bilateral (20%) ou unilateral (65%: pulmão D), com comprometimento extenso: broncopneumo-nia.

      • Derrame pleural: 50%.

      • Pneumatoceles: 30%.

      • Piopneumotórax: 25%.

    Slide 91

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    Slide 92

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    • TRATAMENTO:

      • 1° esquema: Oxacilina ou Cefalotina 100-200mg/kg/dia IV 6/6h ou Clindamicina 30mg/kg/dia 6/6h;

      • Se sinais de gravidade: Oxacilina + Gentamicina ( 5 - 7,5mg/kg/dia IV 8/8h).

      • 2° esquema: Vancomicina 40-60mg/kg/dia IV 6/6h

      • Duração do tratamento: mínimo de 14 dias (recomenda-se manter terapia ate após uma semana de ausência de febre).

    Slide 93

    PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA

    • Drenagem torácica: sistema fechado com dreno de calibre maior.

  • COMPLICAÇÕES:

    • Lactentes pequenos: pericardite, meningite, osteomielite e abscessos metastáticos em partes moles.

  • PROGNÓSTICO:

    • Mortalidade: 10-30%; curso prolongado.

  • Slide 94

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    Slide 95

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    • Bactéria Gram- ; sorotipo b: IRA e meningite.

    • Causa importante de infecção grave em lactentes não vacinados.

    • Ocorre mais nos 3 primeiros anos (depois: imunidade adquirida).

    Slide 96

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

      • INÍCIO INSIDIOSO E EVOLUÇÃO EM SEMANAS; semelhante à PNM pneumocócica.

      • Tosse produtiva;

      • Febre c/ intensidade variável;

      • Taquipnéia;

      • Batimentos asa de nariz e retrações;

      • Associação com outras infecções.

    Slide 97

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    • DIAGNÓSTICO:

      • Leucocitose moderada (até 15.000 cls/mm³);

      • Hemocultura e cultura líquido pleural: + em 50%;

      • Contra-imunoeletroflorese.

    Slide 98

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    • ACHADOS RADIOGRÁFICOS:

      • Crianças maiores: lobar ou segmentar;

      • Lactentes: broncopneumonia;

      • Derrame pleural: 5%.

    Slide 99

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    • TRATAMENTO:

      • Ampicilina 100-200mg/kg/dia IV 6/6h → Amoxicilina 30-50mg/kg/dia VO 8/8h por 14 dias.

      • Opções: Cloranfenicol 50-100mg/kg/dia IV 6/6h → mesma dose VO por 14 dias; Ceftriaxona 100mg/kg/dia IV 1x/dia por 14 dias; Cefuroxima.

    Slide 100

    PNEUMONIA POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE

    • COMPLICAÇÕES:

      • Freqüentes, principalmente em lactentes pequenos.

      • Bacteremia, pericardite, meningite, celulite, empiema e artrite supurativa.

    • PROFILAXIA:

      • Vacina conjugada contendo polissacarídeo da cápsula e toxóide tetânico ou diftérico.

      • Proteção em 80%-90%.

      • Esquema rotineiro de imunização.

    Slide 101

    PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA

    Slide 102

    PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA

    • Streptococus sp: grupo de bactérias Gram+;

    • Beta-hemolíticos:

      • Grupo B: PNM período neonatal.

      • Grupo A: PNM em outras faixas etárias.

    • Pouco freqüente na pediatria.

    Slide 103

    PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA

    • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

      • Habitualmente grave com evolução lenta; semelhante à PNM pneumocócica.

      • Febre alta abrupta + calafrios;

      • Dificuldade respiratória;

      • Estertores crepitantes em áreas extensas;

      • Toxemia;

      • Exantema escarlatiniforme;

      • Menos freqüente: levemente enferma c/ tosse e febrícula.

    Slide 104

    PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA

    • DIAGNÓSTICO:

      • Leucocitose igual à PNM pneumocócica;

      • ↑ título de antiestreptolisina sérica;

      • Hemocultura: + em 10%;

      • Cultura líquido pleural: + em 50%;

      • Derrame pleural volumoso e seroso; às vezes: serossanguinolento ou finamente purulento.

    Slide 105

    PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA

    • ACHADOS RADIOLÓGICOS:

      • Broncopneumonia difusa;

      • Derrame pleural volumoso;

      • Adenomegalia em mediastino.

    Slide 106

    PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA

    • TRATAMENTO:

      • Escolha: Penicilina G 100.000U/kg/dia IV → Amoxicilina VO.

      • Duração total de 2-3 semanas.

    • COMPLICAÇÕES: raras após antibioticoterapia;

      • Empiema: 20%;

      • Podem ocorrer focos sépticos em outras regiões.

    Slide 107

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    Slide 108

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • MICOPLASMAS:

      • Originalmente: vírus; agente de Eaton.

      • Crescimento em cultura: difícil e lento.

    • Mycoplasma pneumoniae: único patógeno humano conhecido.

    Slide 109

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    EPIDEMIOLOGIA:

    • Ocorrem em todo mundo e durante todo ano;

    • Endêmica em comunidades maiores; comunidades menores: infecções esporádicas c/ surtos.

    • Ocorrência relacionada à idade e estado imune.

    • Incidência máxima em escolares.

    • 33% das PNM em crianças de 5-9 anos; 70% das 9-15 anos.

    • Transmissão: via respiratória; não é altamente contagiosa.

    • Incubação: 1-3 semanas.

    Slide 110

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    Slide 111

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

      • Doença geralmente leve; nos imudeficientes: + intensa; sintomas brandos c/ EF desproporcional.

      • Inicialmente:

        • Cefaléia, mal-estar, mialgia, febre, rinorréia e odinofagia → rouquidão + tosse.

        • Tosse: proeminente; improdutiva → produtiva; piora nas primeiras 2 semanas.

        • Estertores crepitantes: sinal + proeminente.

        • Não há coriza; pode haver sintomas do TGI.

        • Rash cutâneo: 10-30%

    Slide 112

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    Slide 113

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • DIAGNÓSTICO:

      • N° leucócitos normais;

      • ↑ VHS;

      • Cultura: padrão ouro, isolamento em 50%-70%, lento;

      • Títulos de crioemaglutininas ≥ 1:32;

      • Imunoflorescência indireta: IgM anti-M. pneumoniae ≥1:4; IgA ≥ 1:8;

      • Métodos promissores: PCR e hibridização DNA.

    Slide 114

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • ELISA:

      • IgM: surge após 7 dias de sintomas respiratórios e alcança pico máximo entre 10 a 30 dias de doença. Pode se elevar em re-infecções. Se só ela positiva: 1° estágio da infecção primária.

      • IgG: apresentam longa duração e se positivo +++, junto com a IgM, significa infecção recente. Se IgG ++ e IgM negativo, significa re-infecção. E se IgG + e IgM negativo, significa infecção prévia. O ideal seria ter 2 amostras de soro no intervalo de 1 semana.

    Slide 115

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • ACHADOS RADIOGRÁFICOS:

      • Inespecíficos;

      • Intersticial (+ comum) ou broncopneumôni-ca;

      • 75%: lobos inferiores, c/ infiltrados unilate-rais centralmente densos;

      • 33%: linfadenopatia hilar;

      • Derrame pleural: 15%; geralmente unilate-ral.

    Slide 116

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    Slide 117

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • TRATAMENTO:

      • Eritromicina, Claritomicina e Azitromicina: eficácia igual.

      • Eritromicina 30-50mg/kg/dia VO 6/6h por 14 dias.

      • Claritomicina 15mg/kg/dia em 2 doses c/ duração de 10 dias; Azitromicina 10mg/kg no 1° dia e 5mg/kg/dia por mais 4 dias.

    Slide 118

    PNEUMONIA POR MYCOPLASMA

    • COMPLICAÇÕES:

      • São incomuns; infecções fatais são raras.

      • Lesões cutâneas (3-33%), SNC (2%), manifestações hematológicas, manifesta-ções cardíacas (5%), manifestações articu-lares, complicações GI.

    Slide 119

    PNEUMONIA POR GRAM -

    Slide 120

    PNEUMONIA POR GRAM -

    • + freqüentes: Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumonia, Escherichia coli.

    • Relacionada à: RN, aquisição intra-hospitalar, estados de imunodepressão, malformações cardiopulmonares, queimados e pacientes c/ fibrose cística.

    Slide 121

    PNEUMONIA POR GRAM -

    • Encontradas na orofaringe: 5% população sadia; 50%-75% nos imunodeprimidos, hospitalizados e submetidos à antibioticoterapia prolongada.

    • Fatores facilitadores: ↓ estado consciência, IR, decúbito horizontal prolongado, hipóxia, manipulação vias aéreas.

    Slide 122

    PNEUMONIA POR GRAM -

    • Klebsiella pneumoniae:

      • Origem domiciliar ou hospitalar (UTI);

      • Início abrupto de febre alta ou hipotermia, toxemia, expectoração espessa e esverdeada;

      • RX: broncopneumonia, c/ pneumatoceles precoces e derrame pleural; lobar c/ abaulamento de cissura.

      • Diagnóstico: isolamento da bact. do sangue ou líquido pleural.

      • Tratamento: cefalosporina de terceira geração; quarta geração: casos complicados; aminoglicosídeo + cefalosporina de terceira geração: na sepse.

    Slide 123

    PNEUMONIA POR GRAM -

    • Escherichia coli:

      • Importante agente da PNM em imunodeprimidos e período neonatal; outras faixas: PNM a partir de focos infecciosos intestinais ou urinários.

      • Quadro clínico inespecífico; costuma ser grave c/ febre ou hipotermia, prostação, anemia, icterícia e sinais de colapso circulatório.

      • RX: broncopneumonia;

      • Diagnóstico: isolamento no sangue ou líquido pleural.

      • Tratamento: Cefalosporina de terceira geração.

    Slide 124

    PNEUMONIA POR GRAM -

    • Pseudomonas:

      • Ocorre preferencialmente na PNM conseqüente à septicemia em crianças imunodeprimidas, nas hospitalizadas em uso de esquema amplo de antibióticos e na infecção pulmonar dos portadores de fibrose cística.

      • Encontrada em 15% das crianças, em pacientes hospitalizados e em equipamentos contaminados.

      • Pacientes c/ fibrose cística: colonização crônica e infecções habituais.

    Slide 125

    PNEUMONIA POR GRAM -

    • Quadro clínico: infecção grave, c/ febre ou hipotermia, taquipnéia, toxemia, anemia, icterícia e sinais de colapso circulatório; secreção pulmonar pode ser hemorrágica; lesão cutânea gangrenosa: indicativo forte.

    • RX: broncopneumonia; derrame pleural raro.

    • Evolução prolongada e letalidade alta.

    • Tratamento: Cefalosporinas (Ceftazidima ou Cefepime); Amicacina ou associação dos dois; Carbapenêmicos.

    Slide 126

    ABORDAGEM GERAL

    Slide 127

    PNEUMONIAS

    • TRATAMENTO GERAL:

      • Alimentação

      • Hidratação; correção de distúrbios hidroeletrolíticos

      • Permeabilidade das vias aéreas

      • Fisioterapia

      • Broncodilatadores

      • Oxigenoterapia: qdo saturação ≤ 91% ou PaO2 ≤ 60 mmHg.

    Slide 128

    PNEUMONIAS

    • CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO:

      • PNM em < 2 meses;

      • PNM grave;

      • PNM com derrame pleural, empiema, abscesso ou pneumatocele;

      • PNM pós-sarampo;

      • PNM em pacientes com doença de base;

      • Toxemia;

      • Presença de tiragem;

      • Internação prévia;

      • Uso prévio de antibióticos com falha terapêutica;

      • Problema social.

    Slide 130

    Evolução

    Slide 131

    EVOLUÇÃO

    • Há um dia da admissão voltou a apresentar febre (D11 Ampicilina + Gentamicina)

    • Trocado esquema de antibioticoterapia para Ampicilina-Sulbactam

    • Evoluiu com persistência da febre, pancitopenia, taquicardia e taquipnéia, sendo aventada a hipótese diagnóstica de sepse por Gram -

    Slide 132

    EVOLUÇÃO

    • Trocado esquema para Cefepime + Vancomicina

    • Apresentou melhora temporária do quadro clínico e laboratorial, evoluindo com retorno da febre e pancitopenia, hiponatremia, fontanela abaulada, epistótono, queda na saturação de O2 e convulsões ( Meningite?)

    • Há 3 dias: nova troca de esquema para Meropenem

    Slide 133

    EVOLUÇÃO

    • No mesmo dia evoluiu com acidose metabólica e choque séptico → PCR → ressucitação e transferência para UTI

      HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS:

    • Bronquiolite → Pneumonia → Insuficiência Respiratória Aguda

    • Sepse → Choque séptico

    • Imunodeficiência primária???

    Slide 135

    II Turma ESCS


    Copyright © 2014 SlideServe. All rights reserved | Powered By DigitalOfficePro