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Caso Clínico: Febre Reumática

Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS. Caso Clínico: Febre Reumática. Internato em Pediatria – HRAS Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)/SES/DF Apresentação: Reinaldo Falluh Filho Orientadora: Dra. Luciana Sugai www.paulomargotto.com.br Brasília, 14/4/2009. Caso Clínico.

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Caso Clínico: Febre Reumática

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  1. Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS Caso Clínico: Febre Reumática Internato em Pediatria – HRAS Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS)/SES/DF Apresentação: Reinaldo Falluh Filho Orientadora: Dra. Luciana Sugai www.paulomargotto.com.br Brasília, 14/4/2009

  2. Caso Clínico • Identificação: • XXX, 12anos, feminina, estudante, natural e procedente de Barreiras– BA. • Q.P.: • “Dor nas pernas há 08 dias”

  3. HDA: • Paciente refere dor e edema em joelhos e tornozelos há 08 dias de moderada intensidade, que piorava com a deambulação, com padrão migratório e assimétrico associada à febre aferida (cerca de 38°) intermitente, com duração de 04 dias, estando afebril há 04 dias. Nega uso de medicações. • Paciente refere ainda taquicardia há 05 dias, associada a dor torácica de leve intensidade, intermitente.

  4. Nega náuseas, vômitos, sudorese, diarréia, hiporexia ou alterações urinárias. • Nega quadro prévio de infecção em orofaringe nas últimas semanas. Nunca apresentou sintomatologia semelhante.

  5. R.S.: • Paciente refere leve dispnéia aos esforços durante cerca de 02 dias antes do início do quadro atual. • Refere ainda edema de MMII nos primeiros dias do quadro.

  6. A.P.F.: • Nascida de parto normal à termo, sem intercorrências perinatais, não sabiam referir sobre dados do parto. • Calendário vacinal completo (SIC). • DNPM adequado.

  7. A.P.P.: • Nega internações, cirurgias ou patologias prévias. • Nega alergias medicamentosas. • A.F.: • Mãe 35 anos, G6P5A1 • Pai 38 anos, hígido. • Irmãos vivos e hígidos. • H.V.: • LM exclusivo até os 5 meses, hoje em dia alimentação rica em carboidratos e proteínas, e pobre em fibras.

  8. Exame Físico • Sinais Vitais: • FC:120bpm; FR:17ipm; Tax: 36,7°; • PA: 117x68mmHg (P95: 123x80); P: 35kg; E:1,43m. • Ectoscopia: • Paciente em BEG, hipocorada (+/4+), eupnéica, afebril, anictérica, acianótica, hidratada e consciente. • Pele: • ausência de pápulas, vesículas ou nódulos. • Oroscopia: • sem alterações. • Linfonodos : • Impalpáveis.

  9. Aparelho Respiratório: • MVF, S/ RA. • Aparelho Cardiovascular: • Tórax calmo, ictus propulsivo medindo uma polpa digital, localizada em 4°EIC com LHCE, móvel, RCR 2T, BNF, sopro sistólico +++/6+ em foco mitral.

  10. Abdome: • plano, flácido, RHA+, traube livre, fígado palpável há 01cm do RCD, não doloroso à palpação, sem tumorações palpáveis. • Extremidades: • discreto edema em ambos os tornozelos, indolor à palpação. Pulso em artérias radiais fino, EC<1s.

  11. Exames Laboratoriais1°DIH (05/04)

  12. Evolução • 2°DIH (06/04): • Manutenção da dor ao deambular e taquicardia; • Exames: ASLO: 198; PCR:1,51; α- glico: 253. • 4°DIH (08/04): • Inciado AAS 500mg 6/6hs.

  13. Evolução • 5°DIH (09/04): • Melhora importante da dor; • Solicitado Cintilografia Miocárdica e Ecocardio • Feito Pen.Benzatina 1200000UI dose • 6°DIH (10/04): • Iniciado Albendazol e solicitado PPD.

  14. DISCUSÃO CLINICA

  15. Introdução • Doença inflamatória sistêmica aguda; • Seqüela tardia de Faringoamigdalite pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A (pyogenes)

  16. Patogênese • Reação auto-imune desencadeando inflamação do tec.conjuntivo: • Mimetismo molecular! • Componente genético HLA-DR4, DR2

  17. Epidemiologia • Baixo nível socioeconômico • Sem predileção por raça ou sexo • Incidência pós faringoamigdalite não tratada: 3% • Predomínio: 5 – 15 anos, sendo rara antes dos 3 anos de idade. • Caráter recidivante em 20% casos (2-5 primeiros anos) • Pode se manifestar em adultos

  18. Estreptococcia • ASLO – 80% de sensibilidade • Cultura de Orofaringe (swab) – padrão ouro

  19. Reagentes de Fase Aguda • Mucoproteínas (Alfa1-glicoproteína e mucoproteína B): • Elevadas ate o fim da atv. Inflamatória • Não sofrem influência dos salicilatos ou corticóides. • VHS: • inespecífico, normaliza-se com salicilatos • Proteína C reativa (PCR): • Primeiro marcador a subir e o primeiro a se normalizar

  20. Critérios de Jones(modificado em 1992 / revisado ACC 2000, OMS 2003) • CRITÉRIOS MAIORES • Cardite • Poliartrite • Coréia de Sydenham • Eritema marginatum • Nódulos subcutâneos • CRITÉRIOS MENORES • Artralgia • Febre • Aumento dos reagentes de fase aguda • Alargamento do PR

  21. Dani, A. S.: Rheumatic Fever. In: Braunwald, E., Zipes, D. P., Libby, P.; Heart disease: a textbook of cardiovascular medicine, 6th ed., 2001, pg 2194

  22. Poliartrite • Mais comum e mais precoce (60-80%) • Não gera deformidades ou cronicidade (duração de 2-4s) • Resposta dramática aos salicilatos (48hs) • Poliarticular, assimétrica e migratória • Acomete preferencialmente ombros, punhos, joelhos e tornozelos

  23. Cardite

  24. Cardite • Leve: • Taquicardia sinusal (desproporcional à febre) • Hipofonese de B1 • Sôpro discretos em foco mitral • Moderada: • Sinais de pericardite aguda (dor, atrito pericárdico) • Sôpros exuberantes (mitral ou aórtico) • ↑ moderado da área cardíaca ao RX tórax • ECG: sobrecarga ventricular • Derrame pericárdico • Grave = Insuficiência Cardíaca • astenia, palidez, anorexia, estase jugular, dispnéia, hepatomegalia, edema, ritmo de galope

  25. Endocárdio (Valvulite): Inflamação dos folhetos das válvulas (mitral e aórtica) e aparelho subvalvar mitral. • Há desestruturação da dinâmica valvar ocasionando a insuficiência – SOPRO.

  26. Miocardite: • Dispnéia aos esforços e cansaço são os sintomas mais comuns e podem abrir o quadro de FRA* • Aumento da área cardíaca, Taquicardia, B3; • Histopatológico: nódulos de Aschoff (patognomônicos)

  27. Pericardite: • Muitas vezes assintomática • Derrame pericárdico ou atrito pericárdico • Se presente: dor pleurítica, retroesternal que piora com o decúbito dorsal.

  28. Eritema Marginatum • Rash eritematoso máculo-papular • Aparece em tronco e membros • Caráter migratório • Aumenta com calor, digitopressão • Indolor

  29. Nódulos Subcutâneos • Nódulos de consistência firme, móveis • Tamanho: 0,5 a 2 cm • Superfícies extensoras e saliências ósseas • Indolores • Sem sinais flogísticos

  30. Coréia de Sydenham • Manifestação tardia (após 1 – 6 meses) • Mais comum no sexo feminino • Clínica: • Movimentos involuntários, bruscos em extremidades e face • Disartria • Labilidade emocional • Causa: • auto-Ac ligados aos neurônios dos gânglios da base (caudado e subtalâmico) • Desaparece com sono e sedação • Piora com estresse emocional

  31. Diagnóstico Diferencial • Endocardite Bacteriana • Artrite Reumatóide Juvenil • Artrites Reativas

  32. Tratamento

  33. Profilaxia Secundária

  34. Referências • Bisno, AL. Febre Reumática. Cecil 22°ed. Elsevier, 2006 • Tanaka,ACS.Manual de Cardiologia:SOCESP;2000;pg 271 • Cardiopatias Reumáticas. Nelson, 2004.

  35. Obrigado! Obrigado! Ddo Reinaldo Falluh Filho (Pilo)

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