Transtorno obsessivo compulsivo e s ndrome de tourette na inf ncia e adolesc ncia
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Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette na Infância e Adolescência: PowerPoint PPT Presentation


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Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette na Infância e Adolescência:. implicações para a vida famíliar, social e escolar. . Dr. Bruno Mendonça Coêlho. Membro da Sessão de Suicidologia da World Psychiatric Association;

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Presentation Transcript


Transtorno obsessivo compulsivo e s ndrome de tourette na inf ncia e adolesc ncia

Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Síndrome de Tourette na Infância e Adolescência:

implicações para a vida famíliar,

social e escolar. 

Dr. Bruno Mendonça Coêlho

Membro da Sessão de Suicidologia da World Psychiatric Association;

Coordenador da Psiquiatria da Infância e da Adolescência da FMABC;

Pesquisador do Núcleo de Epidemiologia Psiquiátrica – NEP-IPq-FMUSP.


Transtorno obsessivo compulsivo

Transtorno Obsessivo-Compulsivo


Sintomas obsessivo compulsivos e tiques

Sintomas Obsessivo-Compulsivose Tiques

  • De quem é a culpa?

Charles Darwin


Sintomas obsessivo compulsivos

Sintomas Obsessivo-Compulsivos

  • Comportamentos repetitivos são muito comuns

  • Biologicamente adaptados

  • Alguns estão presentes em outras espécies

    • Grooming - cães, gatos etc

    • Verificação/checagem – animais territoriais

    • Colecionismo – esquilos, pássaros, mamíferos

    • Simetria e organização – animais que fazem ninhos


O que toc

O Que é TOC?

  • É uma doença do cérebro!

  • A pessoa tem obsessões e/ou compulsões

  • Podem parecer absurdos ou ridículos

  • São incontroláveis, repetitivas e persistentes.


Diagn stico

Diagnóstico

  • Crianças tem características similares aos adultos:

    • Obsessões;

    • Compulsões;

    • Ambas.

      • Ocorrem de maneira excessiva e não razoável.

      • Interferência importante na vida do indivíduo.

  • Insight geralmente presente, mas não obrigatório ao diagnóstico.


Obsess es

Obsessões

  • Obsessões:

    • Ideias;

    • Imagens;

    • Impulsos,

    • Frases,

    • Palavras.

      • Podem ser desencadeados por estressores;

      • Incontroláveis, intrusivas (invadem), à revelia do indivíduo;

      • Conteúdo repetitivo, absurdo, inapropriado, sem sentido;

      • Seguem-se de medo, repugnância, incompletude, dúvidas.

  • Tentativas de resistir, suprimir, ignorar, suportar, neutralizar...


Obsess es1

Obsessões

  • Preocupação excessiva com sujeira, germes ou contaminação

  • Dúvidas constantes

  • Preocupação com simetria, exatidão, ordem, sequência ou alinhamento

  • Pensamentos, imagens ou impulsos de ferir, insultar ou agredir outras pessoas

  • Pensamentos, cenas ou impulsos indesejáveis/impróprios (comportamento sexual violento, abusar sexualmente de crianças, falar obscenidades etc.)

  • Preocupação em economizar, armazenar, poupar ou guardar coisas inúteis

  • Preocupações com doenças ou com o corpo

  • Religião (pecado, culpa, escrupulosidade, sacrilégios ou blasfêmias)

  • Pensamentos supersticiosos: preocupação com números especiais, cores de roupa, datas e horários (que podem provocar desgraças)

  • Palavras, nomes, cenas ou músicas intrusivas e indesejáveis


Compuls es

Compulsões

  • Compulsões:

    • Comportamentos;

    • Atividades mentais (não observáveis).

      • Observáveis (ex.: lavar) ou encobertos (ex.: contar);

      • Repetitivos, estereotipados, seguem regras;

      • Feitos para reduzir desconforto, ansiedade, tensão;

      • Muitas vezes, seguem as obsessões;

      • Respondem a regras auto-impostas;

      • Seriam adaptativos se não fossem “exagerados”.

  • Comportamentos compulsivos podem estar presentes no desenvolvimento normal

    • Ex.: pegar e soltar no 1º ano de vida, rotinas na fase pré-escolar, colecionismo em escolares.


Compuls es1

Compulsões

  • De lavagem ou limpeza

  • Verificações ou controle

  • Repetições ou confirmações

  • Contagens

  • Ordem, simetria, seqüência ou alinhamento

  • Acumular, guardar, colecionar coisas inúteis, poupar ou economizar (colecionismo)

  • Diversas: tocar, olhar, bater de leve, confessar, estalar os dedos.

  • Repetir palavras especiais ou frases

  • Rezar

  • Relembrar cenas ou imagens

  • Contar ou repetir números

  • Fazer listas

  • Marcar datas

  • Tentar afastar pensamentos indesejáveis, substituindo-os por pensamentos contrários.


Caracter sticas

Características

  • Compulsões sem obsessões em C&A são mais comuns que em adultos;

  • Sintomas múltiplos;

  • Sintomas variam com o tempo;

  • Ritual X Tique: distinção por vezes difícil:

    • Ritual – Pensamento prévio;

    • Tique – “Necessidade”/”Urgência de…”


Toc conte dos freq entes

Obsessões:

Contaminação; ♀

Dano para si/outros; ♂

Temas agressivos;

Simetria/exatidão

Ideias sexuais/desejo;

Escrúpulo/religiosidade;

Necessidade de simetria;

Necessidade de contar/ perguntar/confessar

Compulsões:

Limpeza; ♀

Repetição (palavras, frases);

Verificação; ♂

Toque;

Contagens;

Rezas;

Narração;

Ordenação/organização;

Acumulação/oração.

TOC – Conteúdos freqüentes


F cil diagnosticar

É fácil diagnosticar?

  • Frequentemente subdiagnosticado pelos seguintes fatores:

    • Específicos do TOC

      • falta de insight, vergonha dos sintomas etc;

    • Fatores específicos dos profissionais de saúde

      • diagnóstico incorreto, desconhecimento, tratam. inadequados;

    • Fatores gerais

      • falta de locais de tratamento.


Epidemiologia

Epidemiologia

  • Prevalência: 0,5 – 4%

    • Brasil – 0,1%

  • 4º transtorno psiquiátrico que gera mais incapacidade

  • Morbidade estende-se até a vida adulta

    • 30 – 50% dos casos tem início em C&A


Evolu o

Evolução

  • Incidência bimodal

    • Precoce e 20 – 30 anos;

  • Idade média (9 -12a);

  • Início mais precoce em ♂ que em ♀(2a);

  • Crianças 3:2 (♂ : ♀); Adultos 1:1;

  • Início insidioso e silencioso.


Evolu o1

Evolução

  • Fase de adaptação familiar aos sintomas ou tentativa de controlá-los.

  • Sintomas incontroláveis e busca por tratamento;

  • Geralmente evolui como doença crônica de curso flutuante com episódios recorrentes

    • 6% remissão; 19% sem melhora ou com piora;

  • Presença de Tiques piora o prognóstico.


Caracter sticas1

Características

  • Pacientes com início precoce

    • Maior proporção de familiares com TOC ou TOC subclínico

      • Há 13 – 70% de SOCs/TOCs em pais/mães;


Etiologia

Etiologia

  • Exemplo de transtorno neuropsiquiátrico;

  • Aspectos:

    • Neuroanatômicos:

    • Neuroimunólógicos:

    • Genéticos:


Aspectos neuroanat micos

Aspectos neuroanatômicos

  • Desequilíbrio em Circuitos Fonto-subcorticais

    • Alça “direta” (“desinibem” o tálamo e ativam o circuito gerando programas motores complexos relacionados a estímulos biologicamente significativos)

      • Córtex (+)Striatum(-) Seg. Interno G. Pálido/Subs. Nigra (pars reticulata)(-) Talamo (+) Córtex

    • Alça “indireta” (“inibem” o tálamo e desativam o circuito)

      • Córtex (+)Striatum(-) Seg. Externo G. Pálido (-) Núcleo subtalâmico (+) Seg. Interno G. Pálido/Subs. Nigra (pars reticulata) (-) Talamo (+) Córtex


Aspectos gen ticos

Aspectos Genéticos

  • Altas taxas de TOC em pais de crianças com TOC;

  • Taxas aumentadas de Tiques em pacientes com TOC;

  • Taxas aumentadas de TOC em pais de pacientes com ST.


Aspectos neuroimunol gicos

Aspectos neuroimunológicos

  • Associação entre TOC e Doenças que afetam os Núcleos da Base

    • ST, Coréia de Huntington(CH), Coréia de Sydenham (CS) etc;

    • Pacientes com CS tem mais SOCs;

  • Aumento de SOCs em pacientes com Febre Reumática (com e sem CS);

  • Alguns TOCs desenvolvem-se a o partir de alterações cerebrais mediadas por anticorpos;

    • Alguns TOCs pioram em infecções por EβHGB;

    • Subgrupo PANDAS (Paediatric Autoimmune Neuropsychiatric Disorders Associated with Streptococcal infection);

  • Patógeno + Hospedeiro suceptível  Reação imune  CS ou PANDAS.


Comorbidades

Comorbidades

  • TOC “puro”: exceção (20 – 25%)!!!

  • Transtorno de tiques, TC, TDAH, TOD, transtorno específico do desenvolvimento, enurese, onicofagia, dermatotilexomania, tricotilomania, transtorno dismórfico corporal e Síndrome de Tourette.

  • Amostras clínicas (Ex’s)

    • FE – mais frequente (~50%)

    • TAG – 16%

    • TAS – 7%

  • Amostras comunitárias (Ex’s)

    • TAS – 34%

    • Qualquer fobias – 29%


Tratamento

Tratamento

  • É um transtorno de difícil tratamento;

  • O tratamento baseia-se em:

    • Intervenções Educacionais;

    • Intervenções Psicológicas;

    • Intervenções Biológicas.


Tratamento1

Tratamento

  • Não Farmacológicos

    • Psicoeducação;

    • TCC (Exposição + Prevenção de resposta);

    • TCC em grupo;

    • TCC familiar em grupo.

  • Farmacológicos

    • ISRS;

    • Clomipramina (após 2 ou 3 ISRS);

    • Venlafaxina;

  • Casos resistentes:

    • ISRS + TCC;

    • ISRS + Clomipramina / Buspirona / Lítio / Pindolol / Dual / Triptofano / APs;

    • Inositol;

    • Clonazepan (?);

    • Antagonistas opióides (tramadol; morfina);

    • ECT (se associado à depressão e risco de suicídio);

    • Clomipramina EV.


Tratamento2

Tratamento

  • Tratamento combinado

    •  melhor que um dos dois isoladamente;

    • Se houver TCC, menor taxas de recaídas;

  • Tratamento farmacológico com resposta inicial demorada

    • 8-12 semanas;

    • Resposta de 30% na redução dos sintomas;

  • TCC isolado  melhor que ISRS isolado.


Transtornos de tiques tt

Transtornos de Tiques (TT)


Introdu o

Introdução

  • Tique

    • Movimento ou emissão de som súbitos, rápidos, recorrentes, sem ritmo e estereotipados;

    • Vivenciado como irresistíveis;

      • Controle por certo tempo, com salvas “para compensar”;

    • São os movimentos anormais mais comuns em crianças;

  • Ocorrem em ataques e com curtos intervalos;

  • Classificados de acordo com o tipo, número, duração, frequência, intensidade, localização corporal e grau de comprometimento.


Introdu o1

Introdução

  • Tipos:

    • Simples

      • motores e vocais ou fônicos

    • Complexos

      • motores e vocais ou fônicos

  • Podem ser crônicos ou transitórios;

  • Constelações/seqüências de Tiques.


Caracter sticas2

Características

  • Início, em geral com tiques motores simples,

    • Por volta dos 7a (3-8a) com evolução rostro-caudal;

  • Tendem a melhorar na adolescência e adultícia;

  • Tiques vocais iniciam após dois anos;

  • Ocorre sensação (fenômenos sensoriais) antes do tique

    • Coceira, irritação, pressão interna, “necessidade de...”

    • 95% dos pacientes;

  • “Agilidade de pensamento/ações”;


Caracter sticas3

Características

  • Os pacientes tentam disfarçar os tiques

    • movimentos “com sentido” como arrumar a roupa, ajustar os óculos etc;

  • Grande impulsividade, por vezes, ataques de raiva ou ira.

  • Modificadores dos tiques

    • exacerbam com ansiedade

    • reduzem com atividades que demandem atenção;

  • 2-3:1 (♂ : ♀);


Caracter sticas4

Características

  • Para o diagnóstico

    • presença de tiques motores ou vocais

    • comprometimento no funcionamento familiar, social, escolar ou profissional;

  • Sd. de G.L. Tourette

    • vários tiques motores (>2)

    • ao menos 1 vocal associado.


Diagn sticos

Diagnósticos

  • Quatro transtornos são incluídos na seção de TT:

    • Síndrome de Tourette (ST) – TT mais estudado!!!

    • Transtorno de Tique Motor ou Vocal Crônico (TTMVC)

    • Transtorno de Tique Transitório (TTT)

    • Transtorno de Tique Sem Outra Especificação


Epidemiologia1

Epidemiologia

  • TT (sem Sd. Tourette)

    • 2,9 – 18% (média 10%);

  • TT

    • 4.4% em ♂;

    • 1.1% em ♀;

    • 20% delas apresentam tiques transitórios;

  • 2 – 6% - TT crônicos (maioria é leve);

  • Sd. Tourette

    • 4,5 -10/10.000 indivíduos (~1%);

    • Coprolalia - 15% dos pacientes com ST.


Comorbidades1

Comorbidades

  • Atinge até 90% dos pacientes com ST.

    • TDAH, TOC, SOCs, TOD, TC...

  • Presença de comorbidades influi na evolução;

  • Apesar dos sintomas de ansiedade não serem critério para os TT, eles estão intimamente associados

    • 50% dos pacientes com TT tem TA associado

    • ST – 46% tem SOCs;

    • 23% tem TOC;


Etiologia1

Etiologia

  • Vulnerabilidade genética para Sd. Tourette na maioria dos casos:

    • Freq. irmãos 10%;

    • Freq. irmãs 5%

    • Freq. gêmeos MZ 56 – 100% (critério dep.);

  • Algumas famílias, susceptíveis para ST, TOC ou ambos;

  • Uso de cigarro, infecções ou hiperandrogenia durante a gestação e dificuldades pré e perinatais;

  • PANDAS.


Fatores que pioram os tiques

Fatores que pioram os tiques

  • A pressão do tempo (particularmente tempo durante os testes escolares).

  • Ambientes ou programas que não oferecem oportunidade adequada para descarregar sintomas ou dissipar a atividade motora.

  • Antecipação de férias, aniversários, e outros estressores "positivos", como férias.

  • Escola reabertura em fevereiro.

  • Substâncias como a cafeína, nicotina, ou estimulantes.

  • Estrogênio e progesterona alterações durante a menstruação.

  • Fatores ambientais, tais como estações de alergia ou tempo quente.

  • Configurações específicas da escola onde se espera que as crianças sentem-se calmamente (como sala de estudo, biblioteca).

  • Fadiga.


Problemas na escola

Problemas na escola

  • Dificuldades com a escrita/caligrafia

  • Dificuldades para usar utensílios

  • Problemas de leitura

  • Leves dificuldades acadêmicas (QI normal)

  • Agressividade/oposição/comportamentos explosivos

  • Dificuldades sociais (disregulação emocional)

  • Evitação em certas atividades que aumentam os tiques

  • Dificuldades de atenção


Sd de gilles de la tourette

Sd. de Gilles de la Tourette

  • Múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais

  • Ocorrem muitas vezes ao dia quase todos os dias ou intermitentemente

    • Geralmente em salvas

  • Por período de mais de 1 ano, sem uma fase livre de tiques superior a 3 meses consecutivos.

  • O início antes dos 18 anos.


Tt motor ou vocal cr nico

TT Motor ou Vocal Crônico

  • Tiques motores ou vocais, mas não ambos, isolados ou múltiplos estiveram presentes em algum momento durante a doença;

  • Os tiques ocorrem muitas vezes ao dia, quase todos os dias ou intermitentemente;

  • Período de mais de 1 ano, sem uma fase livre de tiques superior a 3 meses consecutivos;

  • A perturbação causa acentuado sofrimento ou prejuízo significativo;

  • O início dá-se antes dos 18 anos de idade.


T tique transit rio

T. Tique Transitório

  • Presença de tiques motores e/ou vocais, isolados ou múltiplos;

  • Os tiques ocorrem muitas vezes ao dia, quase todos os dias, por pelo menos 4 semanas, mas não mais do que 12 meses consecutivos;

  • A perturbação causa acentuado sofrimento ou prejuízo

  • O início dá-se antes dos 18 anos de idade.


Tratamento3

Tratamento

  • Não farmacológico

    • Psicoeducação

    • TCC (melhor se TA associado)

      • Individual;

      • Familiar.

  • Farmacológico (se há interferência na rotina do indivíduo)

    • Melhora em 80% dos casos de Sd. Tourette;

    • Agonistas α-2 Adrenérgicos (eficácia de 25-35%) - 1ª opção pelos ECs

      • Clonidina

      • Guanfacina

    • Neurolépticos (eficácia de 70%)

      • Haloperidol;

      • Pimozida;

      • Risperidona;

      • Outros APs (amissulprida, flufenazina, trifluoperazina etc).

    • Tratar comorbidades!


Tratamento4

Tratamento

  • Importante

    • Tratamento é focado nos sintomas;

    • Discutir o custo-benefício do tratamento medicamentoso (off-label);

      • Casos leves  psicoeducação e psicoterapia

      • Casos mais graves  medicamentos

  • Terapias comportamentais:

    • Terapia de reversão de hábitos (HRT) – PRINCIPAL!

    • Exposição com prevenção de resposta (poucos estudos),

    • Auto-monitorização (poucos estudos),

    • Psicoterapia de apoio,

    • Terapia cognitivo-comportamental,

    • Terapia de relaxamento (treinamento autógeno),

    • Treinamento de assertividade,

    • Gestão de contingência,

    • Técnica de redução de tensão,

    • Treinamento de biofeedback.


Terapia de revers o de h bito

Terapia de reversão de hábito

  • Terapia comportamental introduzida na década de 1970 que visa prevenir tiques, agindo sobre o "impulso premonitório”

    • Descrição do tique – como?

    • Identificação do tique – quando?

    • Ficar alerta – depois de que?

    • Conscientização – onde/com quem?

    • Desenvolvimento de comportamento competitivo – pode ser suprimido?

    • Revisão dos comportamentos indesejáveis – quais são bons/ruins?

    • Suporte social – reforço...


Considera es importantes sobre o tratamento do toc e dos tiques sd tourette

Considerações importantes sobre o tratamento do TOC e dos Tiques/Sd. Tourette


Indica o para tratamento

FARMACOLÓGICO

TERAPIA

COMPORTAMENTAL

TOC

ORIENTAÇÃO FAMILIAR

PSICOTERAPIAS

GRUPO, DINÂMICA

Indicação para tratamento

Extraído da Dra. Mariângela Gentil Savóia

Profa. Maria Angélica Sadir


Qual o papel das fam lias

Qual o papel das famílias?

  • Como ocorre com outras doenças crônicas, o TOC e a ST causam grande impacto familiar:

    • Empobrecimento vivencial, quebra de laços sociais, limitações no estudo, trabalho etc.

  • Mais 3/4 das famílias de portadores de TOC se envolvem nos sintomas mudando comportamentos e suas rotinas para acomodar os sintomas do paciente.

  • Familiares de TOC tem maior índice de acomodação e de desgaste nos pacientes refratários quando comparados aos familiares de pacientes respondedores


Interven es educativas

Intervenções educativas

  • Muitas pessoas desconhecem que as diversas manifestações do TOC são sintomas de um transtorno tratável.

  • Fornecer informações sobre:

    • Etiologia,

    • Epidemiologia,

    • Características clínicas,

    • Prognóstico,

    • Diferentes tipos de tratamentos

    • Modelo explicativo de origem e perpetuação dos sintomas,

  • Objetivos:

    • Habilitá-lo a reconhecer e tentar “controlar” os sintomas,

    • Diminuir o estigma, facilitar a aceitação do tratamento,

    • Engajamento de todos os envolvidos nas medidas que serão propostas ao longo do tratamento.


O papel dos cuidadores

O Papel dos cuidadores

  • Muitos pais muitas vezes desconhecem a melhor forma de ajudar seu filho com TOC.

  • A doença pode ser confusa para todos os envolvidos e pode colocar pressão nas relações familiares.

  • Professores na escola/faculdade podem perceber que algo não está certo, mas podem ficar inseguros sobre como abordar o assunto.

  • Às vezes, comportamentos relacionados ao TOC podem ser discretos e considerados hábitos de infância que a criança eventualmente carregou consigo ao longo do tempo.


Comportamentos frequentemente adotados por familiares

Comportamentos frequentemente adotados por familiares

  • Responder reassegurando às dúvidas do paciente,

  • Esperar que ele complete os rituais,

  • Obedecer as suas exigências ou imposições,

  • Assumir suas responsabilidades.

  • Separar objetos para uso exclusivo do paciente,

  • Não entrar em certos cômodos,

  • Deixar de receber visitas,

  • Outros.


Sinais de alerta em casa

Sinais de alerta em casa

  • Necessidade de ter seu quarto arrumado de uma maneira específica, com tudo perfeitamente organizados ou alinhado

  • Lavagem repetida/prolongada das mãos ou em banhos

  • Preocupação excessiva com caligrafia/limpeza de trabalhos escolares

  • Preocupação com eventuais danos dos pais, irmãos, amigos ou animais de estimação

  • Ir a extremos para proteger a casa da família, verificando repetidamente fechaduras e torneiras

  • Sentir a necessidade de contar ao mesmo tempo em que executa determinadas tarefas, às vezes em múltiplos de um determinado número

  • Recusar-se a descartar itens aparentemente inúteis ou velhos

  • Preocupação excessiva com adoecer ou contrair doenças


Sinais de alerta na escola

Sinais de alerta na escola

  • Falta de atenção (por conta das obsessões/realização de rituais mentais)

  • Redução de notas

  • Visitas WC frequente ou prolongada

  • Incapacidade de tocar em objectos, materiais ou outras pessoas

  • Questionamento excessiva e necessidade de segurança

  • Evitar a participação em atividades escolares com outras crianças

  • Chegar atrasado para a escola

  • Entregar trabalhos no final do prazo

  • Apagar frequente e insatisfação com o trabalho concluído

  • Comportamentos repetitivos

  • Dificuldades de tomar decisões


Perguntas que ajudam

Perguntas que ajudam

  • Sua cabeça é invadida por frases, pensamentos, imagens ou palavras que não consegue afastar ?

  • Você tem que fazer coisas sem sentido repetidamente?

  • Você se preocupa excessivamente com padrões, simetria, perfeição ou alinhamento?

  • Você verifica ou checa coisas excessivamente?

  • Você se preocupa demais com sujeira, germes, contaminação ou ficar doente?

  • Você evita tocar em objetos diversos por achar que estão sujos ou contaminados?

  • Você se lava ou toma banhos exageradamente?


O que fazer em casos suspeitos

O que fazer em casos suspeitos

  • Procurar um médico (ou psicólogo)!

  • Quanto mais precoce o tratamento, maiores as chances de melhora.


Principal medida no toc

Principal medida no TOC

  • Exposição

    • Exposição a situações próximas a situação temida

      • Gradual e protegida;

      • Partir do nível mais fácil até o nível mais complexo.

  • Prevenção de resposta

    • Impedimento das compulsões


Passos a seguir

Passos a seguir

  • Criar lista hierarquizada dos medos

  • Em crianças pequenas, podemos ajudar comparando o sintoma a colega de escola que pratica bullying o que reduz sua culpa

  • Estar preparado para aceitar e ouvir novos sintomas que lhe forem relatados

  • Lembrar sempre dos objetivos da TCC quando medo surgir durante tarefa

  • Manter o treinamento sempre que aprender algo novo: persistência é fundamental.

  • Lembrar que as medicações precisam de tempo para agir

  • Lembre: a culpa do seu filho ter TOC não é sua! Livre-se dela!


Mais alguns passos

Mais alguns passos

  • As vezes é difícil decidir entre seguir a TCC e seguir o que a criança pede: decida-se pelo tratamento!

  • Se a criança percebe a ansiedade subir, perceberá também ela diminuir

  • Contar na escola sobre o problema é uma decisão individual dos pais e da criança

  • Diálogo entre equipe de saúde, família e escola ajuda a atingir metas comuns do tratamento

  • Identificar locais, situações ou objetos que desencadeiam pensamentos, imagens ou medos obsessivos

  • Identificar os rituais, verificações, evitações e estressores associados

  • Verificar tempo que tomam e grau de interferência na vida do paciente


E na escola como ajudar

E na escola? Como ajudar?

  • Se dificuldade com letra ("perfeição") considerar usar computadores (permite concluir tarefa)

  • Em Matemática atenção a problemas ao usar números (números “azarados”)

  • Considerar tarefas abertas com regras claras (angustia com “ter que decidir”)

  • Considerar que o aluno escolha uma mesa/local que se sinta confortável ​

  • Pensar no impacto de exames e discutir como eles podem ser apoiados

  • Dar ao aluno uma lista de atividades do dia (reduz pressão)

  • Apoiar aluno na manutenção de relacionamentos com seus pares

  • Situações estressantes muitas vezes aumentam os sintomas

  • Atenção às obsessões de vestuário (roupa desconfortável ou contaminada)

  • TOC pode prejudicar a confiança e auto-estima (focar em pontos fortes)

  • Bullying por causa de comportamentos compulsivos/baixa auto-estima

  • Apoio extra em períodos de adaptação (troca de professores etc)

  • Nunca punir um aluno por comportamentos TOC (per si, muito difíceis de lidar)


Estrate gia a c a l m e s e

ESTRATÉGIA A.C.A.L.M.E.‐S.E.

  • Aceite a sua ansiedade Mesmo que pareça absurdo, aceite as sensações do seu corpo como acietaria um hóspede inesperado. Não lute contra. Resistir prolonga e intensifica o desconforto.

  • Contemple as coisas à sua volta . Não olhe para dentro, observando cada coisa que sente. Deixe acontecer o que seu corpo quiser, sem julgamento. Olhe em volta. Observe cada detalhe. Descreva-os minuciosamente. Quanto mais puder separar-se de sua experiência interna e ligar-se nos acontecimentos externos, melhor se sentirá.

  • Aja com sua ansiedade Aja como se não estivesse ansioso. Diminua o ritmo com que faz as coisas, mas mantenha-se ativo! Não fuja. Se fugir, a sua ansiedade diminuirá, mas o medo aumentará e na próxima vez será pior.

  • Libere o ar de seus pulmões, bem devagar!  Inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca. Não encha os pulmões. Não sopre: apenas deixe o ar sair lentamente pela boca.

  • Mantenha os passos anteriores  Repita tudo até que ansiedade diminua e fique confortável.

  • Examine seus pensamentos  Talvez você esteja antecipando catástrofes. Elas não acontecem. Já passou por isso muitas vezes e nunca aconteceu nada. Lembre-se: você está só. Você pensa que está em perigo, mas tem provas reais e definitivas disso?

  • Sorria, você conseguiu!  Você merece todo crédito e todo reconhecimento. Conseguiu sozinho traquilizar-se e superar esse momento. Não é uma vitória, pois não havia um inimigo, apenas um visitante de hábitos estranhos que você passou a compreender e aceitar melhor.

  • Espere o futuro com aceitação  Livre-se do pensamento mágico de que terá se livrado para sempre de sua ansiedade. Ela é necessária para viver e continuar vivo. Esperando a ocorrencia de ansiedade no futuro, você estará em uma boa posição para lidar com ela novamente.


Questionamento socr tico e o toc

Questionamento Socrático e o TOC


Outras t cnicas usadas

Outras técnicas usadas


Links de interesse

Links de interesse

  • www.astoc.org.br

  • www.abp.org.br

  • http://www.virtual.epm.br/tratamento/sostoc/

  • http://www.neurociencias.org.br/pt/568/tiques-e-sindrome-de-tourette/

  • www.ocfoundation.org

  • http://tourettes-syndrome-teens.webs.com

  • http://www.ocduk.org/


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