Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios
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AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO EM S.TOMÉ E PRÍNCIPE PRINCIPAIS DESAFIOS PowerPoint PPT Presentation


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AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO EM S.TOMÉ E PRÍNCIPE PRINCIPAIS DESAFIOS. Introdução.

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AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO EM S.TOMÉ E PRÍNCIPE PRINCIPAIS DESAFIOS

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Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO EM S.TOM E PRNCIPEPRINCIPAIS DESAFIOS


Introdu o

Introduo

  • Os resultados dos estudos de vulnerabilidade e adaptao no mbito das mudanas climticas vieram confirmar a grande vulnerabilidade do pas face s questes ambientais em geral e s Mudanas Climticas em particular, e do indcios para que medidas de atenuao e de adaptao urgentes devam ser tomadas, pelas autoridades nacionais, como forma de prevenir possveis ameaas potenciais, mitigar os efeitos que j se fazem sentir, de forma a projetar um desenvolvimento sustentvel para o futuro.

  • O objetivo da anlise da vulnerabilidade e adaptao, dos diferentes sectores de desenvolvimento em S.Tom e Prncipe, prendem-se com a necessidade de identificar os impactos e proceder a avaliao das sensibilidades dos mesmos, face ao ambiente e s Mudanas Climticas e promover aes tendentes a despertar as autoridades nacionais sobre a necessidade de que questes ambientais devem fazer parte como um dos atores principais do quotidiano das pessoas, orientadas por polticas pblicas.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Estudos realizados permitem concluir que necessrio e urgente que as questes ambientais sejam incorporadas nos planos, programas e aes de todos os sectores da vida nacional, e demonstra a amplitude dos esforos que devem ser feitos pelas autoridades nacionais em conjunto com os parceiros internacionais de desenvolvimento, poder caminhar rumo a um desenvolvimento autossustentado.

  • Face aos impactos ambientais e climticos identificados, com o destaque para o aumento da temperatura e a diminuio da precipitao, foram identificados diferentes efeitos adversos em vrios sectores sociais e econmicos nacionais com grandes repercusses sobre o futuro da agricultura, pecuria, recursos hdricos, zonas costeiras, entre outros.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Necessrio se torna salientar, que os referidos efeitos adversos sobre os principais sectores econmicos do nosso pas, pode determinar o prprio futuro de S.Tom e Prncipe e comprometer fundamentalmente as geraes futuras, se medidas adaptativas no forem implementadas com antecedncia.

  • Um outro objetivo deste trabalho consiste em demonstrar, como os desafios do desenvolvimento com sustentabilidade, no podem ser enfrentados a partir de uma perspetiva terica que desconsidere as dimenses ambientais, mas sim a necessidade de uma adequao dos modelos de desenvolvimento aos desafios de incorporao das questes ambientais para a sustentabilidade, como fator decisivo para que o mesmo possa ocorrer.


A situa o de base clim tica

A situao de base climtica

  • O estudo sobre a evoluo do clima em S.Tom e Prncipe, foi efetuado por uma equipa tcnica nacional, em colaborao com peritosdo Grupo de Anlise do Sistema Climtico da Universidade de Cape Town frica do Sul a partir de uma srie de dados dirios de precipitao e temperatura recolhidos na estao meteorolgica do Aeroporto Internacional de So Tom de 1951 a 2010, e da anlise de um conjunto de imagens de satlite armazenados durante vrias dcadas.

  • Assim, de acordo com as anlises feitas por esta equipa concluiu-se:

  • Temperatura

  • De 1951 a 2010 a temperatura mdia aumentou 1,5 C, correspondente a uma taxa de 0,025 C por ano.

  • No que se refere s simulaes do Modelo de Circulao Global GCM, para temperatura, os cenrios de emisso de projeo conclui que a temperatura mdia at 2060 variar entre 1 e 2,25 C.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Grfico 7- Mdia Anual de Temperatura (1951 - 2010)


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

Precipitao

  • No que respeita a precipitao, a tendncia foi decrescente entre os anos 1951 e 2010. A precipitaodiminuiu para uma taxa anual mdia de 1,7 mm por ano.

  • A projeo efetuada para o perodo at 2060, tambm demonstra a tendncia diminuio, ainda que, com alguns fenmenos extremos, isto , chuvas extremas nalguns meses e seca noutros.

  • Esta projeo coincide com os estudos feitos tambm nesta matria pelo PNUD atravs de peritos da Universidade de Oxford, que reportaram eventos extremos e tendncia de diminuio da precipitao em S.Tom e Prncipe.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Grfico 8- Tendncia da Precipitao (1951-2010)


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Grfico 10 - Eventos extremos de aumento da precipitao na

  • estao seca (gravana)


Influ ncia das mudan as clim ticas no sector de agricultura

INFLUNCIA DAS MUDANAS CLIMTICAS NO SECTOR DE AGRICULTURA

  • As mudanas climticas, designadamente a diminuio de precipitao e o aumento da temperatura, tero impactos significativos nos vrios setores de atividades econmicas e sociais no pas.

  • Atividade Agropecuria

    Tendo os diferentes sectores de atividade agropecuria as respetivas especificidades, necessrio se torna verificar com a maior profundidade possvel em que medida os elementos do clima em apreciao podero contribuir para a degradao das condies desses sectores num contexto de evoluo a mdio e longo prazo.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Produo do Cacau

  • Por exemplo o nosso principal produto de exportao que o cacau poder conhecer grandes dificuldades, j que as reas atualmente cultivadas com cacau e localizadas em zonas cuja precipitao anual atual seja inferior a 1800 mm, para o horizonte 2040-2060, podero tornar-se inviveis para a cultura, considerando que os valores de precipitao podero ser inferiores a 1500 mm, com a agravante dos perodos de seca poderem ser muito longos.

  • Se tomarmos em considerao a tendncia de evoluo da precipitao que poder diminuir em cerca de 1,7 mm por ano e que o perodo seco poder ser mais prolongado, poder surgir como consequncia a reduo da exportao de cacau que o produto com maior percentagem de exportao. O grfico 11 mostra a tendncia de exportao de 2004 a 2007.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

Grfico 11- Tendncia de exportao do cacau (2004-2007)

  • Fonte : Direco do Comrcio, 2009


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • As referncias futuras em termos de impactos das mudanas climticas, acima referidas, poderiam afetar o rendimento econmico do maior produto agrcola de exportao, no horizonte 2040-2060, tendo em conta que a sua contribuio ao PIB do pas de cerca de 18% (INE, 1999) e representa cerca de 95% das exportaes.

  • O valor referenciado para a exportao de cacau dos trs anos 3 061 144,93 USD (Direco do Comrcio, 2009) sofreria uma diminuio de cerca de 75% para o horizonte 2040-2060 em termos absolutos, de acordo com a estimativa de perdas econmicas para os produtos agrcolas da zona costeira (grfico n 24-cap.IV, ponto 5.4.3), conforme a sua participao no PIB.

  • O grfico n12, abaixo representado, demonstra essa perda econmica em valores (USD).


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Grfico 12 - Cenrio de exportao do cacu em valores (2004-2065)

  • Fonte: Direco do Comrcio, 2009


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Produo do Milho

  • Os efeitos adversos em culturas como o milho, devido diminuio da precipitao, seriam imediatos, pelo facto da cultura do milho, no que se refere s necessidades hdricas, ser considerada uma das mais exigentes, particularmente no perodo chamado crtico que corresponde ao momento da florao e do perodo imediatamente depois desta. Estima-se que as necessidades em gua sejam de aproximadamente 5,2 5,5mm/dia.

  • Atualmente o milho cultivado sob o regime de duas colheitas anuais, em quase todas as regies do pas, sob as mais diversas condies de clima e solo. A rea total cultivada estimada em 2008 foi de 564 hectares (Vila Nova, A., 2009), distribuda predominante pelas zonas norte e centro do Pas.

  • Nesse contexto de diminuio da precipitao, a rea do milho cultivada poderia sofrer uma reduo drstica, passando de 564 hectares, a valores muito inferiores no horizonte 2040-2060.


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Produo de Bananas

  • A temperatura constitui um fator muito importante no cultivo da bananeira, porque influencia diretamente nos processos respiratrios e de fotossntese da planta, estando relacionada com a altitude, luminosidade e ventos. A faixa de temperatura tima para o desenvolvimento desta cultura ronda os 26-28C. Com valores abaixo de 15C e acima de 35C, a atividade da planta paralisada e o seu desenvolvimento inibido, principalmente, devido desidratao dos tecidos, sobretudo das folhas.


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Pecuria

  • No caso da Pecuria a subida de temperatura provoca dificuldades, sobretudo em pocas quentes o que poder causar uma proliferao de parasitas, nefastas eficcia do metabolismo dos animais, sobretudo nos ciclos produtivos dos pastos.

  • Isto poderia provocar a reduo da produtividade das plantaes e dos pastos existentes, diminuir a produo e em virtude disto, as receitas dos agricultores e criadores dos animais tambm podero ser inferiores. Por outro lado, as parcelas que se localizam fora dos limites mnimos de precipitao admissvel para as culturas, (1500 mm de chuva para o cacau) podero tornar-se inviveis para a explorao.

  • O aumento e a proliferao de carraas (Amblyomacajensis e Boophilusmcrophilus) e germes patolgicos nos animais, condicionados pela diminuio da precipitao e o aumento da temperatura, podero causar uma diminuio do rendimento nos animais de espcies pecurias (bovinos, ovinos, caprinos e sunos) com alta mortalidade, em casos extremos.


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Grfico 14 - Produo pecuria com mudanas climticas

O grfico n14 reflete as diminuies que teriam lugar na produo pecuria, de acordo com uma estimativa de perdas devido s mudanas climticas, na ordem dos 75% no horizonte 2040-2060 semelhana das perdas econmicas projetadas para as atividades econmicas na zona costeira.


Consequ ncias das chuvas extremas

Consequncias das Chuvas Extremas

  • A precipitao elevada pode conduzir a inundaes provocando a perda de micro elementos no solo e consequentemente o empobrecimento da terra circunscrita para agricultura e para rea de pastagem.

  • Os microrganismos fitopatognicos tais como os fungos, bactrias e vrus, sob as condies de aumento da precipitao e o aumento da temperatura so de igual modo mais reprodutivos e com uma proliferao maior. Esta proliferao sustentada pela gua que facilita o transporte dos mesmos microrganismos.


Recursos h dricos

Recursos Hdricos

  • So Tom e Prncipe tem um elevado potencial hdrico composto de mais de 50 cursos de gua alimentados por ndices de precipitao relativamente elevados, variando entre 1.000 a 7.000 mm de chuva por ano.

  • Estes cursos de gua tm um volume total de gua estimado em 410,55 milhes de m, de acordo com estudos recentes efetuados pela empresa da Repblica da China-Taiwan, CECI CONSULTANTS, Inc, Taiwan em Junho 2009.

  • Do potencial hdrico disponvel, cerca de 4,93% utilizado na agricultura, 2,98% na produo hidroeltrica, 0,45% para abastecimento populao e os 91,64% restantes no tm utilizao definida. Esses recursos esto distribudos de forma desigual o que expe determinadas regies penria de gua.

  • Annimo-ICN-Ministrio dos Recursos Naturais e Energia-2002


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • A EMAE gere 16 sistemas de abastecimento de gua (cerca de 70% da populao do pas), dos quais 10 so provenientes de nascentes e 6 sistemas de origem superficial (rios). Comparando os totais anuais de 2010 em relao ao de 2008, verifica-se uma diminuio em cerca de 30%, fenmeno que pode estar relacionado com a reduo do lenol fretico como consequncia da pouca precipitao registada ao longo do ano 2010.

  • Estudos efetuados demonstram que houve uma diminuio de 67% do volume de gua, na maior captao de gua de nascente de So Tom e Prncipe, gua Amoreira I, cuja capacidade de produo habitual ronda os 800 m/h, a maior constatao sobre a baixa de precipitao e reduz as incertezas, relativamente ao facto das alteraes climticas em S.Tom e Prncipe, estarem a apresentar sinais muito visveis.

  • Nos resultados da produo de gua (quantidade de gua captada e tratada para ser distribuda populao) da principal empresa de abastecimento de gua de So Tom e Prncipe (EMAE) nos anos, 2008, 2009 e 2010, tem-se notado uma diminuio progressiva do caudal de gua produzido.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • O grfico n17 reflete a produo de gua da EMAE, ilustrando a relativa diminuio de caudal das nascentes e rios distribudos por todo o Pas, fenmeno que pode estar relacionado com a reduo do lenol fretico, a agravar-se no horizonte 2040 2060.

    Grfico 17- Produo de gua da EMAE (2008, 2009 e 2010)

  • Fonte: Servios de produo de gua da EMAE


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Sector hidroelctrico

  • A energia hidroeltrica dever constituir uma das fontes de energia limpa com maior destaque no pas, segundo o estudo do potencial hdrico nacional, atualizado pela empresa Estudos da CECI Consultants, Inc,Taiwan, em Junho de 2009, denominado Plano Geral de Desenvolvimento de Recursos de gua de STP.

  • No entanto, a diminuio da precipitao e aumento da temperatura, poder provocar a reduo considervel de produo de energia de origem hdrica, a qual tem uma participao na produo energtica do pas em 8 a 9% ou seja aproximadamente 4.788,615 KWh/ano produo de 2010 (segundo a EMAE).


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • De acordo com os estudo da CECI, a participao das energias hdricas na produo de energia eltrica numa perspetiva da demanda do Pas at 2030 poder crescer e atingir 158,890 MW de potncia instalada, com a construo de PCHs e mini-hdricas. Como se ilustra nos grficos n18 e n19, a produo actual de 51 GWh.

  • Grfico 18 - Cenrio de desenvolvimento hidroelctrico no horizonte 2030 (MW)


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Grfico 19 - Curva de demanda de energia at 2030

  • Fonte: Estudos da CECI Consultants, Inc,Taiwan Junho - 2009


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Sector das Pescas

  • A falta de pescado que se verifica atualmente poder ser no futuro, mais acentuada com a reduo da atividade piscatria.

    O regime dos ventos afeta a circulao ocenica e as precipitaes. No Atlntico Tropical, o arrastamento para o oeste da gua quente de superfcie em Julho/Agosto e pelo efeito da compensao, induz na parte leste da bacia e do Golfo da Guin, uma substituio da gua superficial em guas mais profundas e, portanto, mais fria. Este o fenmeno de afloramento Upwelling. As guas profundas, ricas em nutrientes, promovem a produo primria (fitoplncton) que alimentam os primeiros organismos animais (zooplncton) e que alimentam por sua vez os peixes. Assim, os recursos haliuticos disponveis so mximos entre Maio e Outubro no Golfo da Guin, onde as guas frias esto presentes.

    No caso especfico de So Tom e Prncipe, os ventos so principalmente orientados no sentido Norte-Este em Janeiro e Norte-Oeste em Julho. Eles so igualmente um pouco mais fortes na poca da chuva que na poca seca ou gravana.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Estas duas correntes, Fria de Benguela e Quente do Golfo, devido aos vrios fenmenos relacionados com as mudanas climticas, tendem a desviar o percurso e com este a diminuio do choque entre os mesmos e consequentemente o fenmeno de Upwelling com menor ao na regio.

    A reduo dos recursos marinhos superfcie pode-se agravar no horizonte 2040-2060, com o aumento previsto da temperatura de 2,25C.

  • Os resultados de uma campanha haliutica levada a cabo no golfo da Guin (FAO, 1999) e os estudos da FAO/PNUD/Project GLO 92/013 (1999), puseram em evidncia uma ligao estreita entre a migrao em profundidade da biomassa e o aumento da temperatura superficial das guas do oceano. Esse cenrio de aumento da temperatura superficial das guas ocenicas traduz, de acordo com os peritos, o nvel de baixa das produes haliuticas nas costas santomenses.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • As projees de aumento da temperatura global para S.Tom e Prncipe situam-se na ordem dos 2,25C, no horizonte 2040-2060. Tendo em conta que a temperatura superfcie do oceano na zona costeira de S.Tom e Prncipe tem um valor mdio de 26 C, prevendo-se um aumento de 2,25 C, significa que o pescador artesanal para atingir os bancos de pescado que se situam profundidades onde a temperatura da gua de cerca de 24,5C, teria que descer profundidades de cerca de 60 m. O grfico n20, abaixo representado, ilustra a referida situao.

  • Este facto a mdio prazo levaria ao empobrecimento dos pescadores artesanais e a diminuio da oferta de pescado s populaes.


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Grfico 20- Cenrio de Variao da temperatura com a profundidade


Zonas costeiras

Zonas Costeiras

  • A elevao dos nveis das guas do mar constitui sem dvida um dos maiores impactos na zona costeira, no que concerne a fenmenos relacionados com as mudanas climticas.

  • O nvel do mar tem-se elevado de forma gradual. Relatos das populaes costeiras, como por exemplo na zona denominada Praia Pesqueira, situada a sul do Pas, revelaram este facto, por ocasio da realizao de pesquisas no terreno no quadro da elaborao do Plano de Nacional de Adaptao s Mudanas Climticas (NAPA). A populao residente foi peremptria e apresentou marcos na costa, que testemunham visivelmente o recuo da linha de costa.

  • As previses globais do Painel Intergovernamental para as Mudanas Climticas, IPCC, apresentam vrios tipos de cenrios para a elevao do nvel das guas do mar. Um dos cenrios apresentados mostra uma elevao do nvel das guas do mar, de at 0,65m at 2100.

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  • Uma parte importante das infraestruturas econmicas do pas est situada na zona costeira.

  • As habitao limtrofes, infraestruturas hoteleiras, as estradas, os locais de estacionamento de canoas de pescadores situadas na orla costeira e atividade agrcola poderiam ser afetadas.

  • Projetado para o horizonte 2040-2060, a penetrao do mar e eroso seria de cerca de 26 m e implicaria uma superfcie da ordem de 51400 m2 (51 433 m2), grfico n22.

    Grfico 22- Projeo de recuo da linha de costa para o horizonte 2040-2060


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  • A tendncia das perdas econmicas devido a subida do nvel do mar bastante avultado.

  • Em valores, estima-se que as perdas econmicas na zona costeira para o horizonte 2100 seriam da ordem dos 970 028.1 x 106 STD, o que perfaz em dlares americanos cerca de 55.43018 x 106usd, tendo em conta que a taxa de cmbio de 1 usd para 17 500 STD, devido:

  • A prejuzos nas principais atividades, pela inundao das infraestruturas que albergam essas atividades, devido a elevao dos nveis das guas do mar;

  • Diminuio da produo local de pescado, devido aos bloqueios na ancoragem das canoas, a migrao do pescado para maiores profundidades pelo aumento da temperatura superfcie do oceano atlntico e a destruio de canoas e infraestruturas costeiras provocadas pelas tempestades.


Adapta o

ADAPTAO

Segundo os Estudos levados a cabo pelos peritos do IPCC, ainda que a humanidade deixasse hoje de emitir qualquer gramo de gases que provocam o efeito de estufa para a atmosfera, a quantidade existente no nosso planeta suficiente para que o planeta terra continue a sofrer nos prximos cem anos das consequncias das mudanas climticas

Por isso, a nica estratgia para todos os pases, fundamentalmente os que esto em vias de desenvolvimento, adaptar-se.

Neste sentido algumas aes foram programadas para que o pas inicie o seu processo de Adaptao s Mudanas climticas.


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • A obrigatoriedade de estdos de impactoambiental para qualqueraco de iniciativapblica ou privada, relacionadacom a utilizao ou a explorao de componentesambientais, a aplicao de tecnologias ou processosprodutivos, que afectam ou podemafetar o ambiente

  • A construo de lagos artificiais, barragens e represas com o objetivo de armazenar gua das chuvas e rios de forma a aumentar a capacidade das reservas de gua, constituem medidas de preveno eficazes


Ambiente e desenvolvimento em s tom e pr ncipe principais desafios

  • Construo e uma maior densificao dos Dispositivos de Concentrao de Peixes, DCP

  • Densificao da proteo natural das costas, introduzindo uma maior quantidade de plantas para a luta contra a eroso costeira

    Para o sector das Energia

  • A Lei de Ordenamento do Sistema Elctrico Nacional (LOSEN), atravs da qual seria feita a identificao e a inventariao dos potenciais recursos naturais, os equipamentos e as componentes inerentes a rea energtica nacional;

  • A Lei do Sector Eltrico (LSE), que regula o mercado de explorao, produo, transporte, distribuio e comercializao de energia eltrica nacional;


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  • Elaborao e aprovao do diploma legislativo promovendo a eficincia energtica nacional, incentivando a importao de equipamentos eltricos eficientes, eletrodomsticos de alta eficincia, aquisio de motores eltricos eficientes de alto rendimento energtico,

  • Criao de incentivo fiscal, aduaneiro e tributrio para os investidores da tecnologia de energia renovveis, e importao de equipamentos de alta eficincia energtica.

    Sector Agrcola

    Promover as atividades de reflorestamento, atravs da aplicao de tcnicas agro-florestais;

  • Promover a introduo de espcies tanto hortcolas como frutcolas resistentes a seca;

  • Fomento de prticas agrcolas sustentveis no uso das terras;

  • Aumento das infraestruturas ligadas a irrigao


Recomenda o

Recomendao

  • Instituionacionalresponsvel pela rea de planificao dever incorporar as questes ambientais nos planos e programas de desenvolvimento do pas

  • Todos os sectores da vida nacional devem introduzir nos seus planos e programas os aspetos ambientais que podem influenciar a sua aplicao

  • Busca de mecanismos para que questes relacionadas com a vulnerabilidade ambiental dos sectores possa ser oramentados


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