Infec es do trato urin rio itu
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INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO (ITU). Camila Delfino Infectologista Hospital Beneficência Portuguesa. Epidemiologia. Dados mundiais : 130-175 milhões de infecções do trato urinário (ITU)/ ano Custo de 1.6 bilh õ es de dólares Rara em homens

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INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO (ITU)

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Presentation Transcript


Infec es do trato urin rio itu

INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO (ITU)

Camila Delfino

Infectologista

Hospital Beneficência Portuguesa


Epidemiologia

Epidemiologia

Dados mundiais:

  • 130-175 milhões de infecções do tratourinário (ITU)/ano

  • Custo de 1.6 bilhões de dólares

  • Raraemhomens

  • EUA: 7 a 11 milhões (mulheres 01 episódio ITU/ano)

  • 3,6 milhões de consultas/ano nos EUA entre mulheres de 18 a 75 anos

Moura et al. J AppliedMicrob 2009, 106, 1779-91

Fihn S, NEJM, Jul 2003, 259-66


Epidemiologia1

Epidemiologia

  • Mulheresjovens com incidência de 0.5 a 0.7 ITUs/ano

    (25 -30% mulheres tem ITU de repetição)

  • Homens: 5 a 8 ITUs por 10.000

  • Morbidade

    • Média 6,1 dias com sintomas

    • 2,4 diasrestriçãoatividades

    • 0,4 diaperdidotrabalho

Moura et al. J AppliedMicrob 2009, 106, 1779-91


Patog nese itu

Patogênese - ITU

  • Via ascendente

    • Mais comum;

    • Cistite mais comum que pielonefrite (5%)

    • Colonização vaginal

    • Mecanismo incerto → motilidade mediada por flagelo e pili

  • Via hematogênica

Moura et al. J AppliedMicrob 2009, 106, 1779-91


Fatores de risco gerais

Fatores de RiscoGerais

1. Estruturais e fisiológicos:refluxo, uropatiasobstrutivas

2. Comportamentais:higienepessoal

3. Demográficas:sexo e idade

Drugs 2001;61 (9):1275-1287

Moura et al. J AppliedMicrob 2009, 106, 1779-91


Fatores de riscos em mulheres

Pós-menopausa

Alteraçõesanatômicas

Alteraçõesfuncionais

Antecedentes de ITU

Alteraçõesestrogênicas

Fatores de Riscos em Mulheres

Pré-menopausa

  • Atividade sexual

  • Usocontínuo de espermicidas

  • Usorepetido de antibióticos

Moura et al. J AppliedMicrob 2009, 106, 1779-91


Fatores de suscetibilidade do hospedeiro

Fatores de suscetibilidade do hospedeiro

  • Gênero:

    • Mulheres → gestação, atividade sexual, deficiência estrógeno

    • Homens → patologia obstrutiva

  • Idade → mulheres jovens

  • Cateteres vesicais

    • Longa permanência → 100% bacteriúria

  • Diabetes → bacteriúria em ♀ diabéticas 8-14%


Fatores de suscetibilidade do hospedeiro1

Fatores de suscetibilidade do hospedeiro

  • Atividade sexual

  • Pacientes com lesão medular

    • Bexiga neurogênica

    • Cateterização crônica ou intermitente

  • Litíase renal, bexiga

  • Manipulação trato genitourinário

  • Métodos contraceptivos

  • Hospitalização

  • Uso prévio de antimicrobiano


Etiologia

Etiologia

Escherichiacoli(70 – 95%)

Staphylococcussaprophyticus(5 – 10%)

Klebsiellaspp(1 – 2%)

Proteusmirabilis(1 – 2%)

Moura et al. J AppliedMicrob 2009, 106, 1779-91

Guay R. Drugs 2008;9:1169-205


Defini es

DEFINIÇÕES


Caso cl nico

Caso clínico

Paciente vai ao serviço de emergência


Caso cl nico1

Caso clínico

Mulher de 49anos, sem antecedentes prévios, vai ao consultório com queixa de disúria e polaciúria, sem febre.

Você suspeita de uma provável cistite.

Você coleta culturas?

(1) sim

(2) não


Infec es do trato urin rio itu

ScottishIntercollegiateGuidelines Network


Itu em mulheres

ITU em mulheres

Bent S., Saint S., TheAm J Medicine, 2002


Infec es do trato urin rio itu

Diagnóstico clínico

  • Disúria / polaciúria / nictúria

  • Sensação de esvaziamento incompleto

  • Hematúria

  • Urgência miccional

  • Desconforto supra-púbico

  • Dor pélvica


Testes r pidos

Testes rápidos

  • Muito usados na prática atenção primária;

  • Indicados somente se sinais e sintomas discretos com probabilidade intermediária de ITU. Se presença clínica + teste positivo → probabilidade > 80%;

  • Testes negativos não afastam bacteriúria;

  • Evidências → mulheres sintomáticas mesmo com teste negativo se beneficiam de tratamento

ScottishIntercollegiateGuidelines Network


Diagn stico laboratorial

Diagnóstico laboratorial

  • Urina tipo I (EAS, Sumário de urina, Sedimento urinário):

    • piúria, albuminúria, hematúria, nitritos

  • Bacteriúria:

  • - bacterioscopia de urina não-centrifugada

  • - urocultura quantitativa – clássica e automatizada

  • - urocultura por dipstick (semiquantitativa)

  • - contagem de colônias - >100.000ufc/ml

  • - 10.000-100.000ufc/ml

  • - 100-10.000ufc/ml

  • Hemocultura

Fam Physician 1999;59:1225; infect DisClin North Am 1997;11:551; N Engl J Med 1993;329:1328


Caso cl nico2

Caso clínico

E se fosse um homem, você coleta culturas?

(1) sim

(2) não


Infec es do trato urin rio itu

ScottishIntercollegiateGuidelines Network


Diagn stico por imagem

Diagnóstico por imagem

Indicaçõesdaultrasonografia:

  • Neonatos, crianças

  • Homem

  • Doença renal prévia

  • Infecçãopersistente >72 horas

  • Mulheres com infecções de repetição

Nephro Dial Transplan 1999; 14:2754-62

Guay R. Drugs 2008;9:1169-205


Caso cl nico3

Caso clínico

Qual antibiótico você prescreveria?

(1) nitrofurantoina

(2) sulfametoxazol-trimetoprim

(3) norfloxacina

(4) ciprofloxacina

(5) levofloxacina


Caso cl nico4

Caso clínico

Por quanto tempo você trataria esta paciente?

(1) Dose única

(2) Três dias

(3) Sete dias

(4) 14 dias


Infec es do trato urin rio itu

IDSA Guideline, 2010


Infec es do trato urin rio itu

Increased resistance to first-line agents among bacterialpathogens isolated from urinary tract infections in Latin America: time for local guidelines?

Andrade - Mem Inst Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Vol. 101(7): 741-748, November 2006


Tratamento

Tratamento


Caso cl nico5

Caso clínico

Você coletaria urocultura de controle?

(1) sim

(2) não


Caso cl nico6

Caso clínico

Se o resultado viesse positivo, você trataria com antibióticos?

(1) sim

(2) não


Bacteri ria assintom tica

Bacteriúria assintomática


Bacteri ria assintom tica1

Bacteriúria assintomática

IDSA Guideline, 2005


Bacteri ria assintom tica2

Bacteriúria assintomática

IDSA Guideline, 2005


Bacteri ria assintom tica3

Bacteriúria assintomática

O diagnóstico pode ser estabelecido em:

  • Mulheres assintomáticas com duas uroculturas positivas com o mesmo agente com mais de 105 UFC

  • Homens assintomáticos com uma urocultura com mais de 105 UFC

  • Homens ou mulheres assintomáticos com urocultura coletada por meio de sonda de alívio com mais de 102 UFC

Nicole LE et al. Guideline for AssyntomaticBacteriuria. ClinInfectDis 2005,40:643-54


Tratamento da bacteri ria assintom tica

Tratamento da bacteriúria assintomática

  • Estudos clínicos: erradicação nem sempre satisfatória;

  • Sem impacto em infecção sintomática, bacteremia, hospitalização, nefropatia ou óbitos;

  • Aumento de custos e eventos adversos;

  • Não coletar urocultura de rotina;

  • Não tratar culturas positivas na ausência de sintomas


Bacteri ria assintom tica4

Bacteriúria assintomática

  • Tratamento antes de procedimentos urológicos

    1) Se previsto o sangramento de mucosa

    2) Antes de ressecção transuretral de próstata

  • Gestantes:

    1) Realizar triagem no início da gestação

    2) Tratar por 3 a 7 dias

    3) Realizartriagem para bacteriúria recorrente – seguimento de tratamento

Nicole LE et al. Guideline for AssyntomaticBacteriuria. ClinInfectDis 2005,40:643-54


Caso cl nico7

Caso clínico

E se o paciente fosse sondado?

(1) sim

(2) não


Bacteri ria assintom tica5

Bacteriúria assintomática

  • Não tratar:

    - Piúria acompanhada de bacteriúria assintomática

  • Não realizar screeningnem tratamento nos seguintes grupos:

    - Mulheres pré menopausa, não grávidas

    - Mulheres diabéticas

    - Idosos que vivem em comunidade

    - Idosos institucionalizados

    - Pessoas com lesão medular

    - Pacientes com SVD que permanecem com a sonda

Nicole LE et al. Guideline for AssyntomaticBacteriuria. ClinInfectDis 2005,40:643-54


Tempo de uso de sonda urin ria est associado ao risco de itu

Tempo de uso de sonda urinária está associado ao risco de ITU

Wald - ArchSurg. 2008;143(6):551-557


Itu relacionada a cateter

ITU relacionada a cateter

  • Profilaxia com antimicrobiano sistêmico não deve ser recomendada rotineiramente em pacientes com sondagem vesical de curta ou longa duração;

  • Profilaxia pode ser considerada em casos de ITU recidivante ou graves;

  • Profilaxia em cateterizados→ reduz bacteriúria assintomática → aumenta risco de emergência resistência;

  • Dados insuficientes para recomendação de troca periódica da sonda

IDSA Guideline, 2009


Infec es de repeti o

Infecções de repetição

Definição:

  • Mais de três episódios ITUs/ano

    Fatores de risco:

  • Infecção urinária prévia

  • Uso abusivo de antibióticos

  • Infecção urinária na infância

Clin Infect Dis 1999;28:723-5

GuayR. Drugs 2008;9:1169-205


Infec es de repeti o1

Infecções de repetição

  • Mulherespóscoito vaginal;

  • O uso de diafragma e agentesespermicidasdevem ser evitados;

  • O uso de preservativos com espermicidas, aumenta o risco de Staphylococcus saprophyticus

Clin Infect Dis 1999;28:723-5

GuayR. Drugs 2008;9:1169-205


Infec es de repeti o profilaxia

Infecções de repetição: profilaxia

  • Antibióticos

    Sulfametoxazol/trimetoprim e Nitrofurantoina

  • Reinfecçãoocasional

    Dose única

  • Reinfecçãofreqüente

    Dose diáriaou 3 x semana (6-12 meses)

Clin Infect Dis 1999;28:723-5

GuayR. Drugs 2008;9:1169-205


Caso cl nico8

Caso clínico

Você recomendaria produtos à base de cranberries?

(1) sim

(2) não


Infec es do trato urin rio itu

Cranberry

  • Cranberry→ ampla variedade de formulações;

  • Sem evidência para uso no tratamento;

  • Prevenção → eficaz in vivo e in vitro em animais;

    • Diminui a aderência microorganismo as células do epitélio → ↓ colonização e infecção;

    • Ensaios clínicos limitados;

    • Isolamento do componente ativo → tarefa difícil;

    • Eventos adversos → interação medicamentosa;

    • Não pode ser recomendado para profilaxia de infecções recorrentes

Guay DR, Drugs, 2009


Infec es do trato urin rio itu

OBRIGADA!

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