Slide1 l.jpg
This presentation is the property of its rightful owner.
Sponsored Links
1 / 20

PEQUENO HISTÓRICO FOTOGRÁFICO DA MÁQUINA DE ESCREVER E O BELO POEMA DO POETA BRASILEIRO GIUSEPPE GHIARONI ( 22- 02 - 1919) PowerPoint PPT Presentation


  • 73 Views
  • Uploaded on
  • Presentation posted in: General

PEQUENO HISTÓRICO FOTOGRÁFICO DA MÁQUINA DE ESCREVER E O BELO POEMA DO POETA BRASILEIRO GIUSEPPE GHIARONI ( 22- 02 - 1919). Brazilian music: BATE OUTRA VEZ by Cartola . BAR-LOCK-6  EUA ca. 1885. AMERICAN index EUA ca. 1893. DISKRET GERMAN ca. 1898. HAMMOND  EUA ca. 1885.

Download Presentation

PEQUENO HISTÓRICO FOTOGRÁFICO DA MÁQUINA DE ESCREVER E O BELO POEMA DO POETA BRASILEIRO GIUSEPPE GHIARONI ( 22- 02 - 1919)

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Presentation Transcript


Slide1 l.jpg

PEQUENO HISTÓRICO FOTOGRÁFICO DA MÁQUINA DE ESCREVER E O BELO POEMA DO POETA BRASILEIROGIUSEPPE GHIARONI ( 22- 02 - 1919)

Brazilian music:

BATE OUTRA VEZ

by Cartola

BAR-LOCK-6  EUA ca. 1885


Slide2 l.jpg

AMERICAN index EUA ca. 1893


Slide3 l.jpg

DISKRET GERMAN ca. 1898


Slide4 l.jpg

HAMMOND  EUA ca. 1885


Slide5 l.jpg

HAMMOND DOBRÁVEL ABERTA


Slide6 l.jpg

HAMMOND FECHADA EUA ca. 1923


Slide7 l.jpg

CORONA  EUA  ca. 1912  portátil


Slide8 l.jpg

REMINGTON 6 - EUA - ca. 1897


Slide9 l.jpg

GUNDKA  GERMAN  ca.  1920


Slide10 l.jpg

BENNETT  EUA  ca. 1910.


Slide11 l.jpg

BLINCKENSDERFER  EUA ca. 1908


Slide12 l.jpg

KANZLER – GERMAN - 1903


Slide13 l.jpg

SMITH  PREMIER  Nº 4  EUA

ca.  1889


Slide14 l.jpg

EDELMANN  GERMAN ca. 1897


Slide15 l.jpg

POEMA – MÁQUINA DE ESCREVER

Mãe, se eu morrer de um repentino mal, vende meus bens a bem dos meus credores: a fantasia de festivas cores que usei no derradeiro Carnaval.

Vende esse rádio que ganhei de prêmio por um concurso num jornal do povo, e aquele terno novo, ou quase novo, com poucas manchas de café boêmio.

Vende também meus óculos antigos que me davam uns ares inocentes. Já não precisarei de duas lentes para enxergar os corações amigos.


Slide16 l.jpg

Vende , além das gravatas, do chapéu, meus sapatos rangentes. Sem ruído é mais provável que eu alcance o Céu e logre penetrar despercebido. Vende meu dente de ouro. O Paraíso requer apenas a expressão do olhar. Já não precisarei do meu sorriso para um outro sorriso me enganar.


Slide17 l.jpg

Vende meus olhos a um brechó qualquer que os guarde numa loja poeirenta, reluzindo na sombra pardacenta, refletindo um semblante de mulher. Vende tudo, ao findar a minha sorte, libertando minha alma pensativa para ninguém chorar a minha morte sem realmente desejar que eu viva. Pode vender meu próprio leito e roupa para pagar àqueles a quem devo. Sim, vende tudo, minha mãe, mas poupa esta caduca máquina em que escrevo.


Slide18 l.jpg

Mas poupa a minha amiga de horas mortas, de teclas bambas, tique-taque incerto. De ano em ano, manda-a ao conserto e unta de azeite as suas peças tortas. Vende todas as grandes pequenezas que eram meu humílimo tesouro, mas não! ainda que ofereçam ouro, não venda o meu filtro de tristezas! Quanta vez esta máquina afugenta meus fantasmas da dúvida e do mal, ela que é minha rude ferramenta, o meu doce instrumento musical...


Slide19 l.jpg

Bate rangendo, numa espécie de asma, mas cada vez que bate é um grão de trigo. Quando eu morrer, quem a levar consigo há de levar consigo o meu fantasma. Pois será para ela uma tortura sentir nas bambas teclas solitárias um bando de dez unhas usurárias a datilografar uma fatura.


Slide20 l.jpg

Deixa-a morrer também quando eu morrer; deixa-a calar numa quietude extrema, à espera do meu último poema que as palavras não dão para fazer. Conserva-a, minha mãe, no velho lar, conservando os meus íntimos instantes, e, nas noites de lua, não te espantes quando as teclas baterem devagar.

Music: BATE OUTRA VEZ

by Cartola (Brazilian composer)

FORMATAÇÃO: Sansão J. Silva

GIUSEPPE GHIARONI


  • Login