Colagem de documentos de imigrantes
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Colagem de documentos de imigrantes. Eva Nussenbaum Nasceu em 1902, em Kosazysze-Mawle, Galícia, hoje Polônia. Chegou em 1926.

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Colagem de documentos de imigrantes

Colagem de documentos de imigrantes


Colagem de documentos de imigrantes

Eva Nussenbaum

Nasceu em 1902, em Kosazysze-Mawle, Galícia, hoje Polônia. Chegou em 1926.

"Quando o navio chegou, no cais tinha uma porção de rapazes íidiches. Quase todos poloneses, querendo notícias da Europa. No navio, os marinheiros falaram:” Fiquem com os olhos abertos, eles podem carregar vocês para uma casa onde não podem sair depois.”Mas foi tudo bem, nos levaram para o Relief, para ficarmos lá até nos ajeitarmos. Meu marido era alfaiate, ganhou logo uma porção de cartões para trabalhar. Depois fomos morar em Petrópolis”.


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Na década de 30, Henrique Nussenbaum abriu a Alfaiataria Áustria em Petrópolis. Após naturalizar-se mudou o nome da loja para Alfaiataria Brasil.


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Pessach Tabak

Nasceu em 1908 em Ozdziutycze, Polônia. Chegou em 1934.

Foi um dos fundadores da Escola Eliezer Steinbarg.

"Na década de 30 começou a crescer o anti-semitismo na Polônia e em 1934 resolvi viajar para o Brasil. Mas não posso dizer que foi por medo que saí, porque ninguém podia prever o que iria acontecer. Nuvens começaram a aparecer no céu, pensávamos. Mas ninguém podia prever aquilo que aconteceu”.


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Doba

Nasceu em 1914 em Iedenitz, Bessarábia.Chegou em 1933.

Foi presidente da Biblioteca Scholem Aleichem.

“Um amigo me avisou: Você tem que fugir, antes do 1º de maio eles vêm pegar todo mundo. E você é considerada intelectual esquerdista, é melhor sair. Saí, nunca mais voltei. Trabalhei numa fábrica em Bucareste, onde fizeram papéis para eu sair do país. Junto com minha família, vim para o Brasil em 1933”.


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Hana Sukerman

Nasceu em 1919, em Soroki, região da Bessarábia, era a sétima filha de nove irmãos.


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Hana Sukerman

“Vim para o Brasil com 7 anos, minha irmã, que morava no Brasil, veio com o marido e os dois filhos para me buscar. E eu, antes de vir, pensei que o Brasil fosse o paraíso. Porque eu poderia viver na riqueza e também casar com um homem culto, médico. Lá eu não ia conseguir médico nunca. Porque eu não tinha dote. Meus irmãos, que estavam no Brasil, tinham enviado o dote para a minha irmã mais velha.

Meu pai gostava muito de mim. Ela me botava no colo e me dizia: “Você tem que casar com um médico. Eu mando você para o Brasil para você casar com um médico”.Então eu vim para o Brasil e casei com um médico.


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Regina Worcman

Nasceu em 1902, em Lodz, Polônia.

Emigrou para o Brasil com os filhos em 1939, fugindo do anti-semitismo na Polônia.


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Regina Worcman

“Cheguei, não me lembro em que mês, acho que foi antes do Carnaval. Eu dancei na rua, eu beijei a terra, eu disse assim: Oh, meu Deus! Ninguém me chamou de judia!” Cheguei, jogaram confete em cima de mim!

Fiquei tão emocionada que nunca, nunca mais queria voltar para casa!”


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Erwin Wegner

Nasceu em 1909 em Berlim, Alemanha. Chegou em 1936.

"Para conseguir o visto, tive que mudar, na Alemanha, meu passaporte. Porque estava escrito como profissão” dentista “e o Brasil não aceitava profissionais liberais e nem estava interessado em doutores. Então me tornei agricultor, fui contratado como operário rural. Cheguei no Brasil no dia 23 de dezembro de 1936. Dia quente, muito quente”.


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Convite para circuncisão, Pará, Brasil, 1912.


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Josef Aronsohn

Nasceu em 1918 em Lipine, então Alemanha hoje Polônia. Chegou em 1949.

Foi chazan da sinagoga da ARI.


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Josef Aronsohn

"Fiquei 6 semanas preso em Buchenwald com meu pai em 1938, até assinar uma ordem que iria deixar a Alemanha. O único lugar que conseguimos foi Shangai, que deixava entrar sem visto. Minha mãe, meu irmão e minha esposa ficaram na Alemanha, não conseguiram sair. Todos morreram no campo de concentração. Quando terminou a guerra queríamos ir para a América. Uma tia conseguiu visto para o Paraguai e fomos de navio: Hong Kong, Manila, Kuan, Honolulu, São Francisco, onde pegamos um avião: Porto Rico, Belém, Rio de Janeiro. A ARI me contratou como chazan e arranjou minha permanência."


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Claude HAGUENAUER - navio Alsina

Nasceu em 1914 em Pau, França.Chegou em 1941.

"Meu avô materno já morava no Brasil e conseguiu visto para toda a família. Conseguimos embarcar no último navio que deixava a França para a América do Sul. Chamava-se Alsina. Era 1941, o Ziembinski estava lá também. Mas aqui havia uma ordem para que todos fossem reembarcados para o porto de onde vieram, por causa de vistos vencidos.Fomos todos salvos por uma ordem do Oswaldo Aranha ."


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Despedida de Ester e Joseph Feldman em Varsóvia, Polônia, 1937.

Ester Feldman, nasceu em 1909, em Varsóvia, Polônia. Emigrou em 1937 com o marido Joseph Feldman, que já estava estabelecido no Brasil. Foi redatora da revista Aonde Vamos? Durante dezessete anos.


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Família de Ibrahim Belaciano.

Ibrahim Belaciano, nasceu em 1919, em Sidon, Líbano.

Emigrou em 1957 com toda a família devido à difícil situação dos judeus nos países árabes depois da criação do Estado de Israel.

“Meus irmãos já estavam no Brasil há muito tempo. Nos anos 20, 25, 30, todo mundo saía do Líbano porque era um campo pequeno. Era moda vir para a América, fazer a América, diziam que aqui tinha ouro no chão. Também em 1910, 11 ,12, vinham muitos, fugindo do militarismo. A Turquia mandava a rapaziada servir o exército, eles não queriam servir o exército turco. E todo mundo, quando tinha quatorze, quinze anos vinha para ao Brasil. Meu primeiro irmão, Eliahu, veio em 1926. No navio dele vinham mais quarenta famílias. O segundo, chamava-se José, chegou em 1928 e começou a trabalhar como vendedor ambulante.Em 29, chegou o outro, Aslam, que veio com 13 anos para se juntar aos irmãos”.


Colagem de documentos de imigrantes

Família Belaciano no Pão de Açúcar.


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“- Pelo menos isso aí agora pode servir

para quando eu for embora.

Quando eu sair desse mundo, quem vai

saber de minha vida?”

Samuel Avzaradel


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Foto tirada pela família Belaciano, ao avistar o cais do Rio de Janeiro, 1957.


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... E assim acabou minha história. Agora, se tem contradição, isso não é contradição.

Simplesmente os tempos estão cruzados.

Talvez que eu cruzei os tempos.

Moriz Lax


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Projeto Heranças e Lembranças

Imigrantes Judeus no Rio de Janeiro

Depoimentos de 100 imigrantes de 22 países de origem. Rio, 1989.


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