1 / 37

Entendendo a cadeia de transmissão

Entendendo a cadeia de transmissão. Profª Luana Canci. Cadeia epidemiológica ou cadeia de transmissão.

oistin
Download Presentation

Entendendo a cadeia de transmissão

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. Entendendo a cadeia de transmissão Profª Luana Canci

  2. Cadeia epidemiológica ou cadeia de transmissão Doenças transmissíveis são doenças infecciosas (causadas por bioagentes patogênicos), cujo agente pode “passar” de um individuo para outro ou de um animal para um individuo ou ainda de um individuo para um animal.

  3. Cadeia epidemiológica ou cadeia de transmissão Teoricamente, todas as doenças infecciosas seriam transmissíveis, sendo inclusive os dois termos, muitas vezes, utilizados como sinônimos. Na pratica observa-se que muitas doenças infecciosas comumente não são transmitidas do doente para os seus contatos, nem os bioagentes eliminados para o ambiente.

  4. Cadeia epidemiológica ou cadeia de transmissão Esse fato deve-se a algumas características relacionadas ao bioagente como a quantidade eliminada para o ambiente, a dose infectante necessária, incluindo ate mesmo o seu local de instalação no organismo do infectado, que não permite sua eliminação e também às características do individuo “infectável” (como por exemplo, sua resistência individual).

  5. Cadeia epidemiológica ou cadeia de transmissão • Denomina-se cadeia de transmissão de uma doença ou simplesmente cadeia epidemiológica um conjunto de eventos (elos) encadeados de tal forma que, para a existência de um elo é necessário que exista o elo anterior e assim sucessivamente, de forma a permitir a propagação do bioagente patogênico. • Ao se romper um dos elos, cessará a transmissão.

  6. Cadeia epidemiológica ou cadeia de transmissão A cadeia de transmissão é composta dos seguintes elos: • Bioagente patogênico • Reservatório • Porta de saída ou vida de eliminação • Modo de transmissão • Porta de entrada ou via de penetração • Novo hospedeiro ou suscetível

  7. Bioagente patogênico: Consideram-se como bioagentes patogênicos os organismos vivos capazes de causar uma infecção, ou seja, penetrar num organismo e ai se multiplicarem e/ou se desenvolverem. • Os vírus, bactérias, helmintos e protozoários.

  8. Bioagente patogênico: São características importantes do bioagente na cadeia epidemiológica: infectividade (capacidade de o bioagente provocar uma infecção, ou seja, penetrar num organismo e ai se desenvolver ou se multiplicar); patogenicidade (capacidade de o bioagente produzir sinais e/ou sintomas); virulência (capacidade de o bioagente provocar casos graves – como seqüelas ou casos fatais) e imunogenicidade (capacidade de o bioagente induzir resposta imunológica duradoura ou temporária).

  9. Bioagente patogênico: Alem disso, também é importante para a ocorrência ou não de uma infecção a quantidade de bioagentes que penetram num organismo (a dose de bioagentes ou suas toxinas- dose infectante) e o seu poder de invadir os tecidos.

  10. Reservatório: É todo organismo vivo ou matéria inanimada que abriga um bioagente e lhe oferece condições para sobrevivência e reprodução e do qual ele será transmitido para um hospedeiro; “o reservatório é indispensável para a perpetuação do agente”.

  11. Reservatório: O termo fonte de infecção, que as vezes pode ser encontrado como sinônimo de reservatório, refere-se ao organismo ou substancia ou objeto do qual o bioagente passa diretamente para um suscetível. Por exemplo, no caso das toxinfecções alimentares, o homem é o reservatório, e o alimento contaminado com suas secreções/excreções será a fonte de infecção, portanto, fonte de infecção não é um sinônimo de reservatório.

  12. Reservatório: É importante ressaltar que muitas vezes não apenas o homem doente é reservatório de bioagente patogênico; há indivíduos ou animais denominados portadores que não apresentam manifestações clinicas, mas apresentam bioagentes em quantidades e condições capazes de transmissão, como por exemplo, no caso da febre tifóide em que é comum ao estado de portador.

  13. Porta de saída ou via de eliminação: É o local por onde o bioagente “deixa” o reservatório para continuar a cadeia de transmissão. No caso de reservatórios humanos ou animais, a eliminação pode se dar por orifícios naturais, solução de continuidade da pele e mucosa ou por extração mecânica através de objetos ou picada de vetores.

  14. Porta de saída ou via de eliminação • À boca e/ou nariz através das gotículas - via respiratória; • Através da boca como parte do sistema digestório - via oral; • Através das fezes – via intestinal; • À solução de continuidade de pele e mucosa – via cutâneo-mucosa; • Através da transmissão mãe - feto – transmissão vertical;

  15. Porta de saída ou via de eliminação • Algumas vezes o bioagente não é eliminado para o ambiente ou diretamente em um novo hospedeiro, mas permanece viável no corpo de um hospedeiro morto e que será utilizado para consumo como alimento de seres humanos, como ocorre, por exemplo, na cisticercose de suínos (a carne será utilizada para consumo humano podendo causar teníase quando consumida crua ou mal cozida).

  16. Modo de transmissão: • Forma horizontal – entre pessoas; • Forma vertical – da mãe para o filho;

  17. Modo de transmissão: • Transmissão horizontal – direta ou indireta; proximidade ou não entre aquele que esta adquirindo a infecção e o reservatório do bioagente.

  18. Modo de transmissão: • A transmissão direta deve ainda ser classificada em imediata – (quando o bioagente é transferido do reservatório para um novo hospedeiro sem passar pelo ambiente, ou seja, superfície deste com superfície daquele, como no caso do contato sexual).

  19. Modo de transmissão: • Transmissão mediata (o bioagente passa, por um curtíssimo intervalo de tempo, pelo ambiente, que na grande maioria das vezes é o ar, como no caso das doenças cuja via de eliminação e porta de entrada é a respiratória.

  20. Modo de transmissão: • Também pode ser classificado como contato direto mediato a situação em que o individuo doente transmite o bioagente através de suas próprias mãos contaminadas para um novo individuo (por ex: conjuntivites). • As doenças de transmissão direta são também denominadas doenças contagiosas.

  21. Modo de transmissão: • Transmissão indireta ocorre quando existe entre o reservatório e o novo hospedeiro um vetor, ou um veiculo ou um hospedeiro intermediário que age juntamente com um veiculo.

  22. Modo de transmissão: • Veiculo – a substância ou objeto que carreia o bioagente (alimentos, sangue). • Vetores – são artrópodes que carreiam o bioagente mecanicamente (vetor mecânico) ou no quais o bioagente desenvolve parte do seu ciclo de vida ou se multiplica (vetor biológico).

  23. Modo de transmissão: • Para um organismo se comportar como vetor deve, necessariamente, transportar o bioagente.

  24. Porta de entrada ou via de penetração: • É o local por onde o bioagente penetra quando infecta um novo hospedeiro. • Orifícios naturais; • Mucosas; • Pele integra; • Solução de continuidade da pele ou das mucosas ou inoculação através de picadas de insetos ou instrumentos (agulhas).

  25. Porta de entrada ou via de penetração: • Penetra pela mucosa respiratória – via respiratória; • Inoculado picada de agulhas – via cutânea ou percutânea. • Transmissão vertical a porta de entrada via transplacentária;

  26. Novo hospedeiro ou suscetível: • É o individuo ou animal passível de adquirir a infecção. • Quando ele não oferece resistência à penetração e multiplicação ou desenvolvimento do bioagente, diz-se que está suscetível.

  27. Novo hospedeiro ou suscetível: • Ao se infectar, esse individuo passa a ser um hospedeiro, ou seja, aquele que “hospeda” bioagentes, que oferece condições de sobrevivência ao bioagente.

  28. Novo hospedeiro ou suscetível: • Um hospedeiro pode ser um doente (aquele que apresenta manifestações clínicas) ou apenas um portador (aquele que tem apenas a infecção, mas apresenta condições de transmitir).

  29. Novo hospedeiro ou suscetível: • O novo hospedeiro tem grande importância na cadeia de transmissão, pois no caso das doenças transmissíveis em humanos, o objetivo de desencadear as medidas de controle é que o suscetível não seja atingido, sendo, portanto, nesse caso, de fundamental importância determinar quem apresenta condições de ser tornar o elo “novo hospedeiro” em virtude da necessidade do pronto estabelecimento de medidas de saúde coletiva que sejam capazes de “proteger” tal suscetível.

  30. Novo hospedeiro ou suscetível: • Na grande maioria das doenças transmissíveis um novo hospedeiro se torna um reservatório.

  31. Fig. 1 – Cadeia de transmissão (o novo hospedeiro constitui-se um reservatório) Comunicante Novo hospedeiro/suscetível Porta de entrada Bioagente Modo de transmissão Reservatório Porta de saída Por exemplo: casos de sarampo ou sífilis adquirida

  32. Fig. 2 – Cadeia de transmissão (o novo hospedeiro não se constitui um reservatório) Novo hospedeiro/suscetível Porta de entrada Bioagente Modo de transmissão Reservatório Porta de saída Exemplo: leptospirose em humanos , tétano.

  33. Em muitas doenças transmissíveis, a via de eliminação corresponde à via de entrada em um novo organismo, o que leva ao agrupamento de doenças de acordo com essas vias: • Doenças de transmissão respiratória as portas de entrada e saída são as vias respiratórias;

  34. Doenças de transmissão cutâneo-mucosa ou doenças de contato – as portas de entrada e saída correspondem à solução de continuidade de pele e mucosa ou mesmo quando estão integras. • Doenças sexualmente transmissíveis – relacionadas ao momento do ato sexual; • Doenças de transmissão gastrintestinal – o bioagente é eliminado por via intestinal e tem como porta de entrada a vira oral.

  35. Quando se trata de doença de transmissão indireta, uma outra forma de designar os grupos de doenças relaciona-se ao fator ambiental responsável por carrear o bioagente. • Doenças de veiculação hídrica – é a água - esquistossomose; • DTA – doenças transmitidas por alimentos • As doenças por vetor – há um vetor no mecanismo de transmissão – dengue.

  36. Doenças trato digestório – porta de entrada é a via oral e a porta saída é a intestinal – transmissão fecal-oral – hepatite A ou a cólera.

  37. Uma outra designação comumente utilizada na caracterização de grupos de doenças transmissíveis é o “grupo de zoonoses”, que agrega doenças que são transmitidas dos animais vertebrados ao homem – raiva humana e a leptospirose.

More Related