1 / 27

Perspectiva Enunciativa

Perspectiva Enunciativa. Émile Benveniste. A natureza dos pronomes. Da subjetividade na linguagem. Benveniste não segue a tradição de colocar todos os pronomes em uma mesma categoria (como classe morfológica). Benveniste apresenta uma nova divisão:

norm
Download Presentation

Perspectiva Enunciativa

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. Perspectiva Enunciativa Émile Benveniste. • A natureza dos pronomes. • Da subjetividade na linguagem.

  2. Benveniste não segue a tradição de colocar todos os pronomes em uma mesma categoria (como classe morfológica).

  3. Benveniste apresenta uma nova divisão: - pronomes que pertencem à sintaxe (ele) - pronomes que pertencem às instâncias do discurso: como signos que são atualizados na instância do discurso pelo locutor (eu – tu)

  4. Eu – pessoa subjetiva • Tu – pessoa não-subjetiva • Ele – não pessoa

  5. Eu • homem => indivíduo => locutor => pessoa ==> “eu” • Principalmente em textos falados • O enunciado que tem “eu” inclui nele mesmo o locutor • Não tem uma única referência. Cada “eu” tem sua referência própria – o ser único que enuncia • “Eu” é aquele que enuncia a presente instância de discurso que contém a instância linguística “eu” • Isso pode ser explícito ou implícito no enunciado

  6. Instância do Discurso enunciado subjetivo = pessoa Eu Aqui Agora Hoje Ontem Amanhã na próxima semana há três dias este/isto (correlato: esse/isso) A partir do ponto em que está o “eu” Signos vazios se tornam plenos em cada novo discurso Signos ligados ao exercício da língua, quando o indivíduo se apropria da língua Instância da História enunciado objetivo = não pessoa Ele Lá então (=naquele momento) no mesmo dia na véspera no dia seguinte na semana seguinte três dias antes aquele/aquilo Referência sintática a outros elementos do texto (anáforas)

  7. Dêixis • - se define em relação à instância do discurso sob a dependência do “eu” que aí se enuncia. • - é contemporânea da instância de discurso que tem o “eu”, é dependente do eu • Dêiticos são formas vazias que são preenchidas a cada enunciação. Nela o sujeito refere à sua pessoa. Ex.: aqui, vir, hoje, este...

  8. Linguagem • não é instrumento de comunicação – Isso significaria o homem separado da linguagem • “A linguagem está na natureza do homem, que não a fabricou.” • é própria do homem, faz parte dele, não há separação homem-linguagem

  9. É na linguagem e pela linguagem que o homem se constitui como sujeito. A linguagem só é possível porque cada locutor se apresenta como sujeito no discurso.

  10. Saussure e Benveniste Saussure – língua X fala / língua = repertório de signos e sistema de combinações Benveniste: • língua assumida pelo homem na fala sob a condição da intersubjetividade • língua = se manifesta nas instâncias de discurso • discurso = linguagem posta em ação • A linguagem contém as formas linguísticas apropriadas à expressão da subjetividade.

  11. Saussure: árvore = entidade lexical = som + conceito • Benveniste: eu = não é um conceito, não se refere a um indivíduo particular • “eu” – não tem um conteúdo/referente como “árvore”; não designa um único indivíduo • Se refere ao ato de discurso individual no qual é pronunciado, e lhe designa o locutor. E o locutor se enuncia como sujeito.

  12. Subjetividade: • capacidade do locutor para se propor como sujeito (no discurso, pela linguagem)

  13. “eu” se refere ao ato de discurso individual no qual é pronunciado e lhe designa o locutor • sua referência é sempre atual (agora) e só pode ser identificado na instância de discurso • “eu” é do nível pragmático da linguagem: signo + sujeito que emprega o signo

  14. Diferenças entre alguns verbos: • 1ª. pessoa para falar de si X 1ª. pessoa para falar de um assunto ou para agir • noção de presente (tempo verbal): coincidência do acontecimento descrito com a instância de discurso • presente = (gramática) o tempo em que se está = (teoria da enunciação) o tempo em que se fala

  15. (eu) sofro = descrição de si • (eu) estou sentindo que o tempo vai mudar = descrição de si + hipótese • (eu) acho que o tempo vai mudar = hipótese – modalizador: nem V, nem F • (eu) suponho que o tempo vai mudar = hipótese • (eu) garanto que o tempo vai mudar = não é descrição de si, é hipótese ou ato de fala • (eu) prometo = não é descrição de si, é ato de fala • (eu) juro = não é descrição de uma ação, é a ação de comprometer-se • (ele) jura = descrição de uma ação – o “ele” não fica comprometido

  16. Ato de fala • só existe no enunciado porque foi instaurado pelo eu no instante da enunciação, ou seja, é cumprido no momento da enunciação

  17. Aponte possíveis referentes (pessoas do discurso, momento, lugar) para cada um dos dêiticos dos enunciados a seguir a partir de diferentes situações de enunciação: • 1) Eu estou aqui. • 2) Vim ontem.

  18. Imagine o diálogo entre A e B nas duas situações e aponte os referentes das palavras em negrito: • A: Preciso falarcom a senhora. • B: Acabei de chegar. Espera, que eujá falo contigo. • Situação 1: O funcionário A chega à diretoria às 9 horas da manhã e fala com a diretora B. • Situação 2: A cliente A telefona à cartomante B às 5 horas da tarde.

  19. Instância de discurso eu – tu (pessoas do discurso) Instância linguística ele (não-pessoa) • “tu” em Port.: você (Vossa Mercê, Vosmecê), o Senhor, o Doutor, vocês...

  20. Subjetividade • O sujeito se constitui lingüisticamente pela enunciação do eu no enunciado. • O eu se constitui como locutor no seu enunciado e institui um tu, seu interlocutor.

  21. Intersubjetividade • O eu é o centro da enunciação. Só existe o tu em função de um eu. • O eu instaura o tu. • Só existe um eu porque existe um tu. • A consciência de si mesmo só é possível se expermentada por contraste.

  22. Intercambialidade • O eu e o tu trocam de posição durante um diálogo.

  23. o sujeito remete a si mesmo como eu no discurso e propõe o tu como seu eco • o tu é exterior ao eu, mas o eu só existe porque instaura o tu. • eu – transcende (é superior) ao tu • eu e tu: dois polos numa realidade dialética, ou seja, numa relação mútua

  24. Eleni Jacques Martins. Enunciação e diálogo. • Sobre o ele: conteúdo representativo da enunciação, enunciado. Passa a ser visto como elemento integrante e constituidor da enunciação. • Não só o eu e o tu estão na relação semântica, mas também o ele. O eu (quem diz) só se constitui como sujeito de discurso e só institui o tu (para quem diz) como seu interlocutor em função de um ele (o que é dito). • A não-pessoa (ele) é elemento constitutivo da relação interpessoal.

  25. eu tu ele

More Related