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EMULSÕES

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EMULSÕES. SISTEMA HOMOGÊNEO  UMA ÚNICA FASE SOLUÇÕES - Dispersão molecular SISTEMA HETEROGÊNEO  DUAS OU MAIS FASES SUSPENSÕES  sólido em líquido EMULSÕES  líquido em líquido. Emulsões.

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EMULSÕES

SISTEMA HOMOGÊNEO UMA ÚNICA FASE

SOLUÇÕES - Dispersão molecular

SISTEMA HETEROGÊNEO DUAS OU MAIS FASES

SUSPENSÕES sólido em líquido

EMULSÕES líquido em líquido

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Emulsões
  • DEFINIÇÃO : É um sistema cuja a fase dispersa é composta de gotículas de um líquido distribuídas num veículo no qual é imiscível.

Ou:

  • São produtos de aspecto leitoso resultante da dispersão de um líquido em outro, com o qual não seja miscível, ‘a custa de um agente emulsivo, cujo papel é de facilitar a formação e tornar estável o sistema disperso assim obtido.
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Emulsões
  • HISTÓRICO: a palavra emulsão vem de emulgeo que significa mungir
  • O termo Emulsão é aplicada a sistemas de aspecto leitoso.
  • As primeiras emulsões eram de origem natural
  • 1674 – Grew apresenta na Inglaterra o resultado de suas experiências emulsionando óleos com o auxílio de gema de ovo.
  • 1757 – French, farmacêutico londrino já usava além da gema, outros agentes tais como goma arábica e adraganta, xaropes, mel e mucilagem.
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Emulsões
  • FASES QUE COMPÕE A EMULSÃO:
  • INTERNA, CONTÍNUA OU DISPERSA

EXTERNA, DESCONTÍNUA OU DISPERSANTE.

  • As emulsões são constituídas por uma fase oleosa e uma aquosa
  • As emulsões que têm a fase interna OLEOSA e a fase externa AQUOSA são chamadas de :
  • O/A – ÓLEO EM ÁGUA
  • As emulsões que têm a fase interna AQUOSA e a fase externa OLEOSA são chamadas de :
  • A/O – ÁGUA EM ÓLEO
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Emulsões
  • JUSTIFICATIVAS PARA O USO DAS EMULSÕES
  • Tornar possível a ingestão de óleos de gosto desagradável –

veículo aromatizado e edulcorado

  • Diminuir a irritação provocada por fármacos sobre a pele
  • Permitir uma maior emoliência sobre a pele
  • Tornar possível administrar em uma única mistura, substâncias hidro e lipossolúveis
  • Tornar possível a administração venosa de lipídios em alimentação parenteral.
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Emulsões

DETERMINAÇÃO DO TIPO DE EMULSÃO

  • MISCIBILIDADE

Emulsões óleo em água (O / A ) – Aceitam água na fase externa

Emulsões água em óleo ( A / O ) – Aceitam óleo na fase externa

2, ADIÇÃO DE CORANTES

Corante hidrófilo – Coloração homogênea para emulsões O / A.

3. MICROSCOPIA DE FLUORESCÊNCIA

Emulsão O / A - fluorescência de alguns pontos

Emulsão A / O – Fluorescência total da emulsão

4. ENSAIO DE CONDUTIVIDADE ELÉTRICA

Emulsões O / A – conduzem a corrente elétrica

Emulsões A / O - Não conduzem a corrente elétrica

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Emulsões

TEORIA DAS EMULSÕES

1. Teoria da tensão superficial

OBS: Todos os líquidos tendem a assumir a forma que tenha a menor superfície exposta possível

Na gota a forma é esférica. Existem forças internas que tendem a favorecer a associação de moléculas para que a substância resista a deformação.

Se duas gotas, ou mais, do mesmo líquido entram em contato entre si, a tendência é de união ou coalescência , formando-se uma gota maior que tem superfície menor que a soma das superfícies das gotas reunidas.

Esta tendência pode ser medida e é uma força.

Quando o que circunda o líquido é o ar – TENSÃO SUPERFICIAL.

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Emulsões

Quando o líquido está em contato com outro líquido no qual seja insolúvel, a força que impede a fragmentação é chamada de TENSÃO INTERFACIAL.

As substâncias que conseguem reduzir essa resistência ‘a fragmentação em gotas são conhecidas como TENSOATIVOS.

Estas substâncias provocam a redução da tensão interfacial dos dois líquidos imiscíveis, reduzindo a força de repulsão entre eles e diminuindo a atração de cada um deles por suas próprias moléculas.

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Emulsões
  • 2. Teoria da cunha orientada
  • Camadas monomoleculares de agente emulsificante curvadas em torno de uma gotícula da fase interna da emulsão.
  • 3. Teoria plástica ou da película interfacial
  • O agente emulsivo orienta-se na interface óleo/água, circundando as gotículas da fase interna com uma fina película adsorvida na sua superfície.
  • Impede o contato e a coalescência
  • Obs : na realidade, é improvável que uma única teoria explique as formas pelas quais os muitos e variados tensoativos favorecem a formação da emulsão. Em uma única emulsão todas as teorias podem ser aplicadas.
  • NÃO HÁ DÚVIDA QUE CERTOS EMULSIVOS PODEM CUMPRIR TODAS AS TAREFAS
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Emulsões
  • CARACTERÍSTICAS DE UM AGENTE EMULSIONANTE
  • Inocuidade
  • Ausência de cor, odor e sabor fortes
  • Compatibilidade com os componentes
  • Garantia de estabilidade durante a validade
  • Moléculas anfifílicas de EHL ( HLB ) característico.
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Emulsões
  • CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES EMULSIFICANTES SEGUNDO SEU MECANISMO DE AÇÃO
  • 1. PRIMÁRIOS : Agem sobre a tensão superficial Ex: Polissorbato 80 ( Tween 80 )
  • 2. SECUNDÁRIOS : Interferem com a viscosidade da fase externa. Ex : Álcool cetílico, bentonita, Metilcelulose.
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Emulsões
  • CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO SUA CARACTERÍSTICA QUÍMICA
  • SINTÉTICOS : Aniônicos , Catiônicos , Anfóteros, e não Iônicos.
    • Aniônicos
  • A.1. Sabões:
  • Alcalinos : sais de ac. Graxos ( C12 a C18 ) e cátions monovalentes ( Na, K , Nh4 ) . Ex :
  • Estearato de sódio [ CH3 (CH2) 16 COO - Na+
  • Metálicos : sais de ac. Graxos (C12 – C18 ) e cátions divalentes e trivalentes ( Ca , Mg , Al ). Estearato de cálcio
  • Bases orgânicas: trietanolamina Estearato de trietanolamina
  • A . 2 – Derivados sulfatados
  • Sais de sódio de ésteres sulfúricos de álcoois graxos Ex: Lauril sulfato de sódio. CH3 (CH2)10 CH2 OSO3 Na
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Emulsões
    • Catiônicos :
  • Sais de Amônio Quaternário . Ex: Cloreto de benzalcônio . Uso externo ( bactericida)
    • Anfóteros ; Comportamento aniônico ou catiônico em função do pH.
  • Ex: derivados da betaina

[ R-CONH (CH )3 N+ (CH3)2 CHCOO- ]

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Emulsões

Não iônicos :

Ésteres de sorbitano :

Produtos da esterificação do Sorbitano com ácidos de elevado

Peso Molecular.

Ex: Spans. Spans 20, 40, 60, 80 ( natureza lipofílica )

Ésteres do sorbitano Polihidroxilados ou Polissorbatos.

Derivados dos Spans por introdução de radicais hidrofílicos – ( natureza hidrofílica )

Ex: Tweens 20, 40, 60, 80

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Emulsões

2.NATURAIS

goma arábica e adraganta : Agar-agar : pectina

Formam colóides hidrófilos na presença de água Emulsões O / A

gelatina 0,5 % : caseína ; gema do

ovo - Emulsões O / A

colesterol ; lanolina – Emulsões A/O

saponinas : emulsivos do tipo O/A

ceras

Alginato, pectina e gelose

Lecitinas

Sólidos finamente divididos : bentonita

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Emulsões

MÉTODOS DE PREPARAÇÃO DAS EMULSÕES

APLICAÇÃO DA NOÇÃO DE EHL

Só os compostos em cuja a molécula existam grupos hidrófilos e lipófilos poderão ser adsorvidos ‘a superfície das duas fases que constituem a emulsão.

A hidrofilia e a lipofilia desses compostos deverão ser equilibradas para não serem absorvidos por uma das fases.

O perfeito equilíbrio não existe razão porque sempre haverá uma solubilidade maior em uma das fases.

Se a diferença não for acentuada nós teremos uma atividade de superfície.

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Emulsões

Em 1948 , Griffin introduziu a noção de Equilíbrio hidrófilo-lipófilo ( E H L ) – sistema para classificar, numericamente,um composto determinado segundo sua hidrofilia ou lipofilia.

A noção vaga e empírica foi substituída por um critério mais preciso quando a substância é assinalada com um número que a inclui num grupo especial.

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Emulsões
  • As substâncias de EHL muito baixo são agentes antiespuma.
  • EHL de 3 a 9 – Emulgentes A/O
  • EHL de 8 a 16 – Emulgentes O/A
  • EHL de 7 a 9 - São agentes molhantes
  • EHL de 16 a 18 – São agentes solubilizantes
  • De acordo com a escala estabelecida, uma emulsão A/O deve ter um HLB de 3 a 8e as emulsões O/A deve,m ter um HLB de 8 a 16
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Emulsões

EHL - sistema para classificar numericamente um composto segundo suas características hidrofílicas e lipofílicas estabelecido por GRIFFIN.

Cada emulsão tem um valor de EHL específico

EHL - grandeza aditiva.

EHL = 20 ( 1 - IS)

IA

O EHL dos emulgentes deve corresponder ‘a fórmula a ser preparada.

Como pode ser calculado o EHL de vários emulgentes, na maioria dos

casos, é relativamente fácil calcular o EHL de uma emulsão e escolher,

depois o emulgente mais apropriado.

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Emulsões

CLÁSSICOS :

  • CONTINENTAL ( GOMA SECA) - adição da F.E. à F.I. contendo tensoativo
  • INGLÊS ( GOMA ÚMIDA) - adição da F.I. à F.E. contendo tensoativo
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Emulsões

HOJE ;

1 ° Passo:Aquecer todos os componentes lipossolúveis à 75 ° C.

2 ° Passo: Aquecer todos os componentes hidrossolúveis à 80 ° C.

3 ° Passo: Adicionar uma fase em outra agitando.

4 ° Passo : Adicionar o fármaco quando resfriar ( 30 ° C) e se necessário

adicionar também corante e essência. Homogeneizar

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Emulsões
  • AGITAÇÃO
  • Manual - gral de porcelana de fundo plano e paredes verticais
  • Mecânica - vários modelos
  • AGITADORES
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Emulsões

MOINHO COLOIDAL

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Emulsões
          • ESTABILIDADE DAS EMULSÕES

FLOCULAÇÃO E FORMAÇÃO DE CREME;

  • Fase interna forma agregados que sedimentam ou sobem à superfície da emulsão em forma de creme.
  • Assim como para as suspensões , nas emulsões podemos aplicar os pricípios da lei de Stokes
  • 2 r 2 ( d1 - d2 ) g
  • V = --------------------------------
  • 9 
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Emulsões
  • Relação d1 / d2 Velocidade de sedimentação Conseqüência

d1 = d2 zero Homogeneidade d1 < d2 < zero Creme ‘a superfície d1 > d2 > zero Creme no fundo

COALESCÊNCIA E SEPARAÇÃO DE FASES

  • Reagrupamento das gotículas na fase interna havendo separação de fases.
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Emulsões
  • CONTROLE DE QUALIDADE
  • Homogeneidade
  • pH
  • Viscosidade
  • Estabilidade
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Emulsões

Este fenômeno indesejado pode acontecer por :

Agente emulsificante inadequado

Agente emulsificante insuficiente

Temperatura

Oxidações

Decomposição microbiana do emulsificante

Deslocamento do emulsificante

Relação entre o volume das fases;

Boa estabilidade Proporção da fase dispersa : 30 – 60 %

Proporções maiores  inversão das fases

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