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O DESAFIO DE ENSINAR INGLÊS PARA ADOLESCENTES E JOVENS: EXPERIÊNCIAS DE CONFLITOS, FRUSTRAÇÕES E INDISCIPLINA VIVENCIADAS POR PROFESSORES. Maria Conceição Aparecida Pereira Zolnier Laura Stella Miccoli UFMG. Roteiro da apresentação. 1- Objetivo 2- Pressupostos teóricos

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Maria concei o aparecida pereira zolnier laura stella miccoli ufmg

O DESAFIO DE ENSINAR INGLS PARA ADOLESCENTES E JOVENS: EXPERINCIAS DE CONFLITOS, FRUSTRAES E INDISCIPLINA VIVENCIADAS POR PROFESSORES

Maria Conceio Aparecida Pereira Zolnier

Laura Stella Miccoli

UFMG


Maria concei o aparecida pereira zolnier laura stella miccoli ufmg

Roteiro da apresentao

1- Objetivo

2- Pressupostos tericos

3- Metodologia

4- Justificativa

5-Anlise dos dados

6-Consideraes finais

7- Referncias


Maria concei o aparecida pereira zolnier laura stella miccoli ufmg

1-Objetivo

Apresentar resultados de uma pesquisa desenvolvida com trs professoras de ingls que atuam em diferentes contextos: escola pblica, particular e curso livre.


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2.Pressupostos tericos

Conceito de experincia (MICCOLI, 1997, 2006 e 2007)

Indisciplina e violncia escolar (Aquino, 1998; Paro, 2000; Guimares, 1996)

Indisciplina e ensino de lngua inglesa (Basso, 2006; Coelho, 2006; Dutra & Oliveira, 2006; Miccoli, 2005, 2006 e 2007; Zolnier, 2007).


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3- Metodologia

  • 3.1. Estudo de caso: Johnson (1992)

  • 3.2. Instrumento de coleta de dados: Entrevistas

  • 3.3. Participantes da pesquisa

    Luiza: Portugus e ingls escola pblica. Experincias em uma instituio particular;

    Marina: Escola particular e curso livre;

  • Clara: Curso livre. Experincia em escola pblica.


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4. Justificativa

  • problemas da prtica desafios a partir das experincias (Miccoli (2006).

  • estudos sobre as experincias de professores - incipientes negligncia (Miccoli, 2007).

  • estudo com foco nas experincias - subsdios diminuir distncia entre a teoria e prtica. (Miccoli, 2007).


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5-Anlise dos dados

5.1.Experincias de conflito vivenciadas:

Insegurana;

Baixo status das aulas de ingls;

Indisciplina;

Frustrao.


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Insegurana

Luiza: Eu me sinto um pouco frustrada. Eu acho que sei pouco ingls e esse problema pior que a indisciplina. Para eu dar uma aula de portugus, rapidinho eu preparo uma aula. Aula de ingls para mim... eu tenho mais dificuldades porque eu tenho medo de chegar l e perder a ponta da corda. Se os alunos virem que eu dei mancada, acabou. Eles perdero a confiana em mim.


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Baixo status das aulas de ingls

Luiza: Nas aulas de portugus, tenho muito mais segurana porque vivo no pas que fala essa lngua. Eu tenho muito mais materiais. O professor de portugus tem muito mais ateno que o professor de ingls. Geralmente tem mais cursos de reciclagem, tem muito mais materiais.


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Marina: No tem aula de reforo. Outras matrias at tem, mas ingls no. Ento, tem muito preconceito por parte da escola. A escola privilegia outras matrias e no privilegia aulas de reforo de ingls. Se o aluno no acompanha, ele tem que arrumar aula particular ou recorrer ao colega.


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Indisciplina

Luiza: Foi quando eu estava grvida e um menino me xingou de nomes terrveis. Eu no suportei aquilo. Ento eu juntei as minhas coisas e vim embora para casa. Eu fui ao mdico e tirei licena antes da hora. Quando eu voltei, este menino no estava l. Parece que ele teve problemas com outro professor, tentou bater em outro professor, tambm bateu na me dele na rua...


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Marina: S tive uma agresso verbal, mas eu consegui contornar. Eu dei uma resposta na hora. Ele abaixou a cabea. Depois eu conversei com ele. Muitas vezes, a conversa foge do controle. Os adolescentes conversam muito. a parte mais difcil, geralmente depois de um feriado ou do ltimo horrio, quando eles esto cansados... O que me incomoda mais a conversa, mas uma caracterstica prpria dos jovens, a agitao...


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Clara: Um caso que me marcou demais foi um menino que era muito difcil. Eu chamei a me. Era uma me muito simples, j mais velha. Chorando ela falou pra mim assim: professora, liga para o 190 e mande prender meu filho. Eu prefiro ver o meu filho preso. Se ele souber que vim aqui, ele vai me espancar em casa. Eu chorei junto dessa me porque eu no sabia o que falar... Eu no tinha palavras... Meu corao doeu...


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Frustrao

Luiza: (Sobre o aluno que se dirigiu a ela com palavres). E voc fica triste em saber que uma pessoa destas passou por sua vida e voc no conseguiu fazer nada por ela. E a gente fica triste porque hoje ele presidirio, usa drogas, atira nos outros, bate na me. Inclusive, ele est preso agora.


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Marina: Fica muito difcil pra mim, mandar os alunos pra fora de sala... Quando h indisciplina, eu peo para eles se retirarem para ir ao banheiro. Eu j combino assim, se no esto interessados na aula, eles saem, vo ao banheiro e ficam por l. Pra evitar essa coisa de mal estar, de eu mandar o fulano sair de sala. Se eu mandar, eles ficam zanzando pela escola, so recolhidos, tem um livro de advertncia, mas eu procuro segurar a onda. Isso muito angustiante para mim.


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Clara: Numa prova, uma aluna falou que iria deixar um bilhete para mim. E esse bilhete era um desenho de um cemitrio bem desenhado e cada professor tinha o seu tmulo, com o nome da matria e do professor. Eu tinha sido a ltima professora a entrar e eles gostavam um pouco de mim. Mas eu j tinha o meu tmulo l. O que diferenciava o meu tmulo dos outros era que o meu tinha umas florzinhas. Ento eu perguntei pra ela: eu j estou aqui? E ela: est, mas voc um pouco mais boazinha. O desenho tinha o formato da escola. Ela queria todos os professores mortos. Tinha alguns tmulos sem nome na lpide. Quando eu perguntei o porqu, ela disse que era para os professores que viriam.


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5.2. Aes e inaes frente aos conflitos

Insegurana

Luiza participa de um projeto de educao continuada h 4 anos.


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Baixo status das aulas de ingls

Luiza: Luta na escola pela valorizao. Desenvolve um grupo de estudo quinzenal com os estudantes;

Marina: D aulas de reforo para os alunos tarde.


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Indisciplina

Luiza prepara bem suas aulas e procura manter um bom relacionamento com os alunos;

Marina investe num ensino motivador, ao mesmo tempo em que mantm um cdigo implcito com os alunos: manda-os para o banheiro para no criar atritos com a direo. No curso livre, chama os pais.

Clara abandonou a escola pblica devido a srios problemas de sade, de origem emocional. No curso livre, liga para os pais.


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Frustrao

Luiza procura motivar os estudantes a acreditarem neles mesmos, inclusive a serem professores. No vestibular de 2008, teve 3 estudantes aprovadas no vestibular para Letras em uma universidade federal;

Marina encontrou uma zona de conforto: tenta conviver com os problemas sem um confronto direto com estudantes e a direo;

Clara tentou uma parceria com a famlia. No caso da menina, deu certo porque depois de certo tempo, recebeu outro desenho de flores apenas.


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5.3. Papel da teoria frente aos conflitos

Luiza l muito. Recomenda o livro Tem um garoto no banheiro das meninas de Louis Sachar;

Marina gosta da psicologia, principalmente no que se refere motivao;

Clara prefere contar com a troca de experincia entre professores.


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6. Consideraes Finais

  • Professores - resistncia teoria.

  • Crena - pesquisadores desconhecedores da

  • realidade da escola.

  • Importncia da interveno:

    • ignorar desafios impede a possibilidade da transformao a longo prazo.

    • em curto prazo, afeta sade e auto-estima de estudantes e professores.


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    Outro efeito negativo dos conflitos, principalmente com relao escola pblica, diz respeito ao fato de que vrios profissionais, com boa competncia lingstica como Clara, se vem forados a procurar outros ambientes de trabalho, como os cursos livres, o que refora a crena de que esse contexto possui os melhores profissionais e a escola pblica vivencia maiores problemas.


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    Os professores recm-formados saem das universidades, ainda despreparados para lidar com os conflitos inerentes s relaes entre professor e estudantes, em sala de aula, porque a discusso sobre a prtica ainda incipiente na graduao. Inovaes nos cursos de Letras, como os estudos de casos podem ser um passo importante para colocar o profissional em contato com a realidade do ensino nas escolas, ao mesmo tempo em que oferecem condies e suporte para examinar os obstculos luz da teoria do ensino de lnguas.


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    7-Referncias

    AQUINO, J. G. A indisciplina e a escola atual. Revista da Faculdade de Educao, v.24, n. 2, So Paulo, 1998.

    BASSO, E. A. Quando a crena faz a diferena. In: BARCELOS, A. M. F. & ABRAHO, M. H. V. (orgs.), Crenas e ensino de lnguas: Foco no professor, no aluno e na formao de professores. Campinas, SP: Pontes Editores, 2006. p.65-85.

    DUTRA, D. P. & OLIVEIRA, S. B. Prtica reflexiva: Tenses instrucionais vivenciadas pelo professor de lngua inglesa. In: BARCELOS, A. M. F. & ABRAHO, M. H. V. (orgs.) Crenas e ensino de lnguas: Foco no professor, no aluno e na formao de professores. Campinas, SP: Pontes Editores, 2006. p. 177-188.

    GUIMARES, A. M. A dinmica da violncia escolar: Conflito e ambigidade. Campinas, SP: Autores Associados, 1996.

    JOHNSON, D. M. Approaches to research in second language learning. Harlow, Essex: Longman, 1992.


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    • MICCOLI, L. S. Learning English as a foreign language in Brazil: a joint investigation of learners classroom experiences in a university classroom. Tese (doutorado), Departamento de Educao, Universidade de Toronto, 1997.

    • ______. O desafio na prtica docente em ingls: o compromisso com a mudana. Conexo Cincia, Formiga, v.2, n. 2, p. 37-51, 2005.

    • ______. Tapando buracos em um projeto de formao continuada distncia para professores de LE: avanos apesar da dura realidade. Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 9, n. 1, p. 129-158, 2006.

    • ______. A experincia na Lingstica Aplicada ao ensino de lnguas estrangeiras: levantamento, conceituao, referncias e implicaes para pesquisa. Revista Brasileira de Lingstica Aplicada, v. 7, n. 1, p. 208-248, 2007.

    • PARO, V. H. Por dentro da escola pblica. So Paulo: Xam, 2000.

    • ZOLNIER, M. C. A. P. Lngua inglesa: expectativas e crenas de alunos e de uma professora do ensino fundamental. Dissertao (Mestrado em Lingstica Aplicada) UNICAMP, Campinas, SP, 2007.


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