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O papel do pedagogo como articulador do trabalho educativo em sala de aula.






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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTÊNDÊNCIA DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR. O papel do pedagogo como articulador do trabalho educativo em sala de aula. . SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO SUPERINTÊNDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
O papel do pedagogo como articulador do trabalho educativo em sala de aula.

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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

SUPERINTÊNDÊNCIA DA EDUCAÇÃO

DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS

COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

O papel do pedagogo como articulador do trabalho educativo em sala de aula.

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SUPERINTÊNDÊNCIA DA EDUCAÇÃO

DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS

COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

Sobre a natureza e especificidade da Educação.SavianiSentido da pedagogia e papel do pedagogo.SavianiPara que servem as escolas.YoungORGANIZAÇÃO DO TRABALHO DIDÁTICO: estudo histórico da instituição escolar do ensino fundamental por seus trabalhadores.UNICAMP

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

PARA QUE SERVEM AS ESCOLAS? (YOUNG, 2007)

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Expansão da

escolarização

Desejos

emancipatórios

Conhecimento

escolar

Currículo

relevante

TENSÕES E CONFLITOS

DE INTERESSES NA

SOCIEDADE MAIS AMPLA

Conhecimento

não escolar

Demandas

políticas

Avaliação

contemporânea

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

(YOUNG, 2007)

  • Necessidades da economia: Adequação dos resultados das escolas.

  • Transformar a educação em si num mercado.

  • Alunos entediados e professores desgastados e apáticos.

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

(YOUNG, 2007)

  • Por que os pais, às vezes com grande sacrifício, especialmente em países em desenvolvimento, têm historicamente tentado manter seus filhos na escola cada vez por mais tempo?

  • "Quem recebe a escolaridade?" e "O que o indivíduo recebe?"

  • "Conhecimento realmente útil"

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

(YOUNG, 2007)

  • "educação como resultado”: à política educacional, o ensino e o aprendizado são dominados pela definição, avaliação e aquisição de metas e a preparação dos alunos para provas e exames.

  • Ideia de que o objetivo primordial da educação é a mera transmissão de conhecimento em diferentes áreas específicas.

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

(YOUNG, 2007)

AS ESCOLAS SERVEM PARA...

… elas [as escolas] capacitam ou podem capacitar jovens a adquirir o conhecimento que, para a maioria deles, não pode ser adquirido em casa ou em sua comunidade, e para adultos, em seus locais de trabalho.

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

QUE CONHECIMENTO ?

Acesso à universidade.

Distribuição de poder na sociedade.

Conhecimento dos

poderosos

Conhecimento especializado.

Novas formas de pensar a respeito do mundo.

Organização curricular (disciplinas).

Conhecimento

poderoso

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

Como o conhecimento especializado e o

cotidiano se relacionam entre si.

As diferenças entre

formas de

conhecimento

especializado e as

relações entre elas.

Como esse conhecimento

especializado difere do

conhecimento que as

pessoas adquirem no

seu cotidiano.

ESCOLARIDADE

Como o conhecimento especializado é tratado em termos

pedagógicos. Em outras palavras, como ele é organizado ao longo

do tempo, selecionado e sequenciado para diferentes grupos de alunos

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

CONHECIMENTO E CONHECIMENTO ESCOLAR

• às diferenças entre o conhecimento escolar e o cotidiano;

• às diferenças e relações entre domínios do conhecimento;

• às diferenças entre o conhecimento especializado (por exemplo, física ou história) e o conhecimento com tratamento pedagógico (por exemplo, física escolar ou história escolar para diferentes grupos de alunos).

Conhecimento dependente

X

Conhecimento independente de contexto/teórico

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

A IMPORTÂNCIA DO CURRÍCULO E DA ORGANIZAÇÃO EM DISCIPLINAS

"Este currículo é um meio para que os alunos possam adquirir conhecimento poderoso?"

PLANO DE TRABALHO DOCENTE

PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

OTP

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

PROPÓSITO DAS ESCOLAS

Criar as condições para que os alunos adquiram conhecimento poderoso, tanto em suas estruturas internas – como as divisões entre disciplinas – como externas – como as fronteiras entre as escolas e as "comunidades (profissionais e acadêmicas) produtoras de conhecimento", e entre as escolas e o conhecimento cotidiano de comunidades locais.

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

TRABALHO

HUMANO

ATIVIDADE INTENCIONAL E

SISTEMÁTICA ADEQUADA A UM FIM

TRANSFORMAÇÃO DA NATUREZA E/OU INTERVENÇÃO

NAS RELAÇÕES SOCIAIS

Conhecimento do mundo real – ciência

Produção de ideias, conceitos, valores, símbolos, hábitos,

atitudes, habilidades... O conjunto da produção humana

MARX, IN SAVIANI, 2009

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

TRABALHO

PEDAGÓGICO

OTP

AÇÃO INTENCIONAL E SISTEMÁTICA (PLANEJADA)VOLTADA À ARTICULAÇÃO

DOS DIFERENTES TRABALHOS EDUCATIVOS, TENDO EM VISTA O

PROJETO FORMATIVO DA ESCOLA (PPP)

TRABALHO

EDUCATIVO

DIDÁTICO

AÇÃO INTENCIONAL E SISTEMÁTICA VOLTADA DIRETAMENTE À TRADUTIBILIDADE

DIDÁTICA DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO (SABER ESCOLAR), TENDO EM VISTA

O PROCESSO DE TRANSMISSÃO/ASSIMILAÇÃO DO CONHECIMENTO, DE FORMA

A DESENVOLVER AS HABILIDADES, CAPACIDADES, SENSIBILIDADES

DE FORMA IRREVERSÍVEL.

SAVIANI, 2009

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

A aula – consubstancia o fenômeno educativo

PEDAGOGOS

PROFESSORES

Processo de ensino-aprendizagem e avaliação

Produção, direta e intencional, em cada indivíduo singular,

da humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo

conjunto dos homens

SAVIANI, 2009

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

QUINO, 2006

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

[…] o acesso ao conhecimento científico não se constitui num fim em si mesmo. Importa, por meio de seu acesso, desenvolver, por exemplo, as capacidades de compreender criticamente as relações sociais nas quais estamos inseridos, as de se expressar de forma elaborada e a de construir soluções, as de criar. (SANTOS, 2004)

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CONHECIMENTO ELABORADO X CONHECIMENTO ESPONTÂNEO

SABER SISTEMATIZADO X SABER FRAGMENTADO

CULTURA ERUDITA X CULTURA POPULAR

A ESCOLA TEM A VER COM O PROBLEMA DA CIÊNCIA

DOXA - SOFIA - EPISTEME

CURRÍCULO ESCOLAR

ATIVIDADES NUCLEARES DA ESCOLA

SAVIANI, 2009

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VÍDEO - 1

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QUINO, 2006

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As relações pedagógicas que ocorrem entre professores e alunos sempre foram e continuam sendo o epicentro das razões de todo o trabalho da educação(SOUZA et alli, 2005)

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A OTP em sala de aula: a importância da didática

O modelo educacional / didático adotado atualmente, ainda segundo Alves (2001), surgiu com o advento do capitalismo no século XVII por três vertentes: a econômica, com a revolução industrial, a filosófica, com a revolução francesa e a religiosa, com a reforma. O modelo capitalista, naquele momento, precisava cada vez mais da escolarização dos trabalhadores, assim como as religiões pensavam na doutrinação das classes sociais...

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SÉC. XVII – COMENIUS - DIDÁTICA MAGNA

  • seriação do ensino e a adoção de livros “panmetodológicos”

  • organização escolar que permitisse a um só professor atender a muitos alunos

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SÉC. XVIII/XIX - LANCASTER E BELL MÉTODO MÚTUO

  • [...] um mestre ensinaria vários aprendizes, que ensinariam diversos alunos.

  • A educação naquele momento deixava de ser um processo artesanal, e passava a ser um processo manufatureiro. Divide-se o trabalho no interior da escola.

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VÍDEO - 2

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CONDIÇÕES ATUAIS

  • A escola mantém seu caráter dualista; divisão de classes;

  • Organização escolar seriada; seletividade;

  • Universalização do acesso;

  • A educação como possibilidade de transformação da sociedade;

  • Modelo de infância/ adolescência – padrões definidos pelo sistema capitalista;

  • Desafio à escola: planejar para cada criança; educar a todas e cada uma;

  • Organização do trabalho didático: uma possibilidade de trabalho não alienado dos professores.

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LÓGICA DA DIDÁTICA OFICIAL

PLANEJAR, EXECUTAR, AVALIAR

O fracasso escolar que vem ocorrendo nas escolas públicas, e que aumenta com a universalização do ensino fundamental, com alto índice de não aprendizagem (não se fala aqui de aprovação ou reprovação), tem raízes históricas e na própria didática utilizada oficialmente pelas escolas. E por outro lado, não se construiu ainda a cultura escolar para o processo ensino aprendizagem desses alunos; não se conhece exatamente como os alunos aprendem, quais os saberes que trazem para a escola, sua lógica; para que sobre estes saberes as crianças aprendam novos conhecimentos, habilidades, aceitem desafios da vida particular e social e desenvolvam valores para sua classe social.

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

“... Aprendizado não é desenvolvimento; entretanto, o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. Assim, o aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas.” (Vygotsky, 1988, p.101)

E ao analisar o que diz Vygotsky, podemos nem mesmo estar promovendo o seu desenvolvimento e assim instaurando um círculo vicioso de não aprendizagem e não desenvolvimento:

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Questões importantes a considerar nos casos em que as escolas obtém avanços no processo educativo

  • Com qual didática trabalham esses professores?

  • Qual é o currículo que esses professores desenvolvem com os alunos?

  • Que condições de trabalho são desenvolvidas por esses mesmos professores?

  • Qual a relação entre o trabalho didático e as políticas públicas que afetam a instituição escolar?

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Vídeo: a escolha.

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A lógica do processo ensino-aprendizagem

Avaliação – planejamento – execução –

Avaliação – planejamento – execução –

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

Avaliar, antes de tudo, implica em:

  • Conhecer profundamente a realidade na qual os alunos vivem; entrevistas com as famílias e alunos;

  • estudar seus alunos antes de planejar e executar; como aprendem; o que já sabem?

  • Analisar as condições de trabalho e exercer um movimento de resistência para criar as condições de ensino-aprendizagem necessários à transformação da sociedade;

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Escola BETEL: 1997-2000

UNICAMP

As professoras trabalharam a partir da avaliação feita de seus alunos, planejaram para todos e para cada um, analisando o que os alunos sabiam, agrupando-os por saberes semelhantes e analisando qual seria o melhor trabalho a fazer com cada grupo e com cada criança. Após a execução do trabalho, avaliaram este e a partir desta nova avaliação do aluno fizeram novo planejamento. Este foi apresentado ao Conselho de Classe como possibilidade de trabalho para o próximo período, tornando assim o Conselho não um momento de seleção, mas de planejamento, por se ter em mãos a avaliação e o planejamento de cada e de todos. Propostas que eram analisadas e enriquecidas por todos os professores da escola.

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Essa avaliação inicial não é oficial, pertence ao movimento histórico da didática que os professores vêm construindo nas condições atuais, e não é uma política pública; assim nem sempre há registro dela, quando há, estão nos cadernos dos professores, ou se toma conhecimento dela quando eles se manifestam. A escola não a considera e oficialmente ainda se mantém a lógica da seleção: planeja-se, faz-se o trabalho em sala de aula e avalia-se atribuindo uma nota a cada criança.

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A frustração dos professores comprometidos com a classe subalterna e dos alunos desta classe social é grande, pois tanto alunos como os professores sabem que, muitas vezes, houve um grande avanço na aprendizagem daqueles que chegam com menos saberes escolares do que outros, mas ao final do ano escolar ainda não corresponde aos indicadores oficiais de aprovação na série. A proposta do professor isolada se perde na proposta oficial.

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Planejar e executar

Planejar as ações pedagógicas implica em

“[...] desencadear um processo de repensar todo o ensino,

buscando um significado transformador para os

elementos curriculares básicos:

  • objetivos da educação escolar (para que ensinar e aprender?);

  • conteúdos (o que ensinar e aprender?);

  • métodos (como e com o que ensinar e aprender?);

  • tempo e espaço da educação escolar (quando e onde

    ensinar e aprender?);

  • avaliação (como e o que foi efetivamente ensinado

    e aprendido?).

    (FUSARI, sem data)

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COORDENAÇÃO DE GESTÃO ESCOLAR

… o planejamento é o processo que revela "a atuação concreta dos educadores no cotidiano do seu trabalho pedagógico, envolvendo todas as suas ações e situações, o tempo todo, envolvendo a permanente interação entre os educadores e entre os próprios educandos." (FUSARI, 1989, p. 10)

Portanto o ato de planejar e organizar o trabalho pedagógico exige:

  • Conhecimento profundo da realidade;

  • Domínio do conhecimento teórico-prático concernente à educação;

  • Um olhar crítico e rigoroso não só ao trabalho da escola, em si, mas ao próprio trabalho.

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Planejamento e Plano de Trabalho Docente estão estreitamente relacionados,

mas não são sinônimos.

O planejamento representa o processo de síntese do conhecimento, constituindo-se em um espaço centrado na aprendizagem, tendo como referência o direito ao domínio dos conhecimentos elaborados histórica e socialmente.

Oplano é um documento que registra o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer e com quem fazer.

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.

É um REFERENCIAL para as ações educacionais.

Plano é a FORMALIZAÇÃO dos diferentes momentos do processo de planejamento.

É a APRESENTAÇÃO sistematizada e justificada das decisões tomadas.

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O Plano de Trabalho Docente, é a expressão da proposta pedagógica curricular e, por decorrência do projeto político-pedagógico. É um recorte pensado para um determinado período, cujo objetivo é revelar a intencionalidade do conteúdo selecionado pelo professor e os encaminhamentos metodológicos, os recursos didáticos e os instrumentos e critérios de avaliação.

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Ao elaborar o plano de trabalho docente cada professor tem sob sua responsabilidade concretizar não só o projeto social de uma comunidade, mas daquele que é a necessidade da sociedade, a qual legitima sua vontade na Lei 9394/96, em seu artigo 13.

Art. 13 Os docentes incumbir-se-ão de:

I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;

II – elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino

III – zelar pela aprendizagem dos alunos;

IV – estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;

V – ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;

VI – colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade.

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Professores

Domínio do conhecimento

logicamente articulado,

próprio da sua área;

Didatização dos conteúdos

Pedagogos

Domínio das formas de

organização dos

conteúdos de modo a

torná-los assimiláveis.

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Limites que precisam ser superados na relação entre professores, pedagogos e alunos:

  • O caráter autoritário nas relações entre os sujeitos;

  • A necessidade – ainda não concretizada – de dar voz e vez aos alunos nas

    tomadas de decisão coletivas;

  • Organização e encaminhamentos dos registros escolares de forma burocrática;

  • Incompreensão do papel da equipe pedagógica na articulação do trabalho

    pedagógico, principalmente na hora-atividade e conselho de classe;

  • A hora-atividade ainda carece de organização como espaço de articulação dos diferentes trabalhos educativos e de formação continuada;

  • O pedagogo tem sido visto como um “faz-tudo”, “inspetor de luxo”;

  • O professor como executor da proposta curricular;

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As condições para a superação destes limites não são responsabilidade de apenas uma pessoa, de modo que é preciso que cada um compreenda e saiba reivindicar e realizar o que lhe é de direito e dever, para que a função social da educação pública se cumpra. E para isso “deseja-se um profissional capaz de pensar, planejar e executar o seu trabalho e não apenas um sujeito habilidoso para executar o que outros não concebem.”

(LIBÂNEO, 1996, p.127)

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VÍDEO - 3

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Há um tempo em que é preciso

abandonar as roupas usadas,

que já tem a forma do nosso corpo,

e esquecer os nossos caminhos,

que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia:

e, se não ousarmos fazê-la,

teremos ficado, para sempre,

à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa

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ARTIGAS, N. Reuniões Pedagógicas. Curitiba: NRE AM Sul, 2008.

BETINI, M.E. S. et alli. Organização do trabalho didático: estudo histórico da instituição escolar do ensino fundamental por seus trabalhadores. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.26, p.83 –104, jun. 2007.

LIBÂNEO, J. C. PIMENTA, S.G. (org.). Pedagogia, Ciência da Educação?. São Paulo; Cortez, 1996, p. 127.

SAVIANI. O sentido da pedagogia e o papel do pedagogo. Revista Ande, ano 5, n. 9, 1985

SANTOS, J. M. T. P. A travessia do homem ao humano. Curitiba: UFPR, 2004. (versão preliminar)

SOUZA, A. R.; BARBOSA, A.; TAVARES, T. M. Políticas e gestão da educação - Caderno Introdutório. Curitiba: UFPR, 2007. (Cadernos do CINFOP - UFPR)

SOUZA, A. R.; BARBOSA, A.; SILVA, M. R.; SCHWENDLER, S.F. Gestão da escola pública - Caderno 1. Curitiba: UFPR, 2007. (Cadernos do CINFOP - UFPR)

YOUNG, M. Para que servem as escolas? Educação e Sociedade. Campinas, 2007, vol.28 no.101 Sept./Dec.


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