A hist ria que n o ensinam na escola
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A história que não ensinam na escola. CONHEÇA A HISTÓRIA DE FLORIPA. LIGUE O SOM. Use o “mouse” ou pressione em “Pg Dn” para avançar.

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A história que não ensinam na escola

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Presentation Transcript


A hist ria que n o ensinam na escola

A história que não ensinam na escola

CONHEÇA A HISTÓRIA DE FLORIPA

LIGUE O SOM

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A hist ria que n o ensinam na escola

Uma das dezenas de ilhotas ao redor da Ilha de Florianópolis, principal pólo turístico do sul do Brasil, tem uma história de fantasmas, daquelas de arrepiar, a qual se esconde num cenário paradisíaco, pintado com cores naturais, pelo azul do mar e realçado pelas marcas do tempo.


A hist ria que n o ensinam na escola

O palco principal é a Fortaleza de Santa Cruz. Nela ainda há quem escute o arrastar de correntes dos 185 homens fuzilados, degolados ou enforcados em abril de 1894, acusados de conspiração contra o presidente Floriano Peixoto.

Os fantasmas de Anhatomirim estão vivos na memória dos manezinhos da ilha, como são conhecidos os nascidos na parte da capital de Santa Catarina, cercada por algumas das praias mais belas do litoral brasileiro.


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Anhatomirim virou atração devido aos dez prédios que compõem a fortaleza, erguidos entre 1739 e 1744. Atualmente recebe mais de 100 mil visitantes por ano, que chegam de escuna, num passeio com duração de 40 minutos e parada para banho em alto-mar.

A maioria dos visitantes sai de lá sem entender bem a ligação com a origem do nome de Florianópolis, apesar dos relatos dos fuzilamentos e enforcamentos.


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No Mercado Público e nas rodas da Praça 15 de Novembro, no entanto, não é difícil encontrar quem se recuse a escrever ou até mesmo pronunciar a palavra maldita: "Florianópolis". Essa resistência chegou a gerar movimentos articulados que pregam a mudança do nome da cidade.

Permanecem acesas as lembranças da Chacina de Anhatomirim, uma história banida do ensino oficial, mas repassada de geração em geração há mais de 110 anos.


A hist ria que n o ensinam na escola

Os fantasmas de hoje foram os rebelados de ontem. Eram revoltosos da Marinha que, com grande apoio nos estados de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, nos turbulentos anos que se seguiram à Proclamação da República, insurgiram-se contra o governo do Marechal de Ferro e tentaram tirá-lo do poder.

O sanguinário Marechal Floriano Peixoto havia transformado seu governo em uma ditadura.

No final de setembro de 1893, a Ilha do Desterro (antigo nome de Floripa) foi invadida pelos revoltosos e declarada Capital Provisória da República.

No final de setembro de 1893, a Ilha do Desterro (antigo nome de Floripa) foi invadida pelos revoltosos e declarada Capital Provisória da República.


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Com apenas 20.000 habitantes, o lugarejo não tinha como resistir à invasão. O marechal Floriano Peixoto organizou uma nova frota e reconquistou a cidade com extrema violência.

Os prisioneiros foram levados a Anhatomirim.

Foram torturados e executados sem julgamento.

Entre eles, dezenas de ilhéus

que faziam parte da elite social

e intelectual da cidade.

Restaram no domínio da cidade tão-somente simpatizantes do presidente


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Oportunismo e humilhação

A Ilha do Desterro foi, então, rebatizada. O deputado Genuíno Vidal propôs, em outubro de 1894, a troca do nome da cidade para Florianópolis (significa: cidade de Floriano).

Com o marechal ainda no poder, ninguém se atreveu a contestar a idéia.

Com o marechal ainda no poder, ninguém se atreveu a contestar a idéia.


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Só dois anos depois, quando os jornais de oposição voltaram a circular, foram registrados os primeiros protestos. Em editorial na edição de 3 de julho de 1896, o jornal "O Estado" deu o tom: "O tal nome, semelhante a um escarro cuspido em nossa capital, bateu na lâmina limpa de sua cútis, escorreu para baixo e veio emporcalhar aquele que o cuspira".

O movimento Cem Anos de Humilhação reuniu historiadores, advogados e jornalistas em defesa da substituição do nome. A articulação esbarrou na Lei Orgânica do Município, que estabelece que isso só pode ser feito por plebiscito convocado pela Câmara de Vereadores.

O movimento Cem Anos de Humilhação reuniu historiadores, advogados e jornalistas em defesa da substituição do nome. A articulação esbarrou na Lei Orgânica do Município, que estabelece que isso só pode ser feito por plebiscito convocado pela Câmara de Vereadores.


A hist ria que n o ensinam na escola

Pelo menos um companheiro de farda do marechal sentiu a reação dos manezinhos toda vez que o nome de Floriano é evocado. Foi o presidente João Figueiredo.

Em meio a uma campanha de popularização do último governo militar, Figueiredo resolveu visitar a ilha em novembro de 1979 para inaugurar uma placa em homenagem a Floriano Peixoto na Praça 15 de Novembro. Pra que?

Em meio a uma campanha de popularização do último governo militar, Figueiredo resolveu visitar a ilha em novembro de 1979 para inaugurar uma placa em homenagem a Floriano Peixoto na Praça 15 de Novembro. Pra que?


A hist ria que n o ensinam na escola

Depois de apedrejar o palácio do governo estadual e atacar os carros oficiais, populares conseguiram arrancar a placa e queimá-la no meio da praça.

Dizem que o vexame do governo militar foi coisa dos fantasmas de Anhatomirim.


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Floripa é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil. Chamá-la de Floripa é uma forma de evitar uma alusão ao tirano Floriano.

Floripa se destaca por ser a capital brasileira com o melhor índice de desenvolvimento humano (IDH), de 0,875, segundo relatório divulgado pela ONU em 2000. Esse índice também a torna a quarta cidade brasileira com a melhor qualidade de vida, atrás apenas de São Caetano do Sul (SP), Águas de São Pedro e Niterói (RJ).


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Fundo: Florianópolis em 1942

Texto: www.brasilimperial.org.br/florianopolis.htm

Música: O NOME DE FLORIPA

(do CD: Por Floripa; voz: Ed Jr; letra e música: A. Quites)

FLORIPA

Floripa não é de Floriano


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