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Luís de Camões. Landeg White (translator):. “It seems anomalous, to put it no more strongly, that such profoundly cosmopolitan work remains virtually known outside Portugal.”. --From “ Julga -me a gente toda por perdido”. Mas eu, que tenho o mundo conhecido,

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Luís de Camões

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Presentation Transcript

Luísde Camões

Landeg White (translator):

“It seems anomalous, to put it no more strongly, that such profoundly cosmopolitan work remains virtually known outside Portugal.”

--From “Julga-me a gente toda por perdido”

Mas eu, que tenho o mundo conhecido,

E quase que sobre ele ando dobrado,

Tenho por baixo, rústico, enganado

Quem não é com meu mal engrandecido.


But I who have criss-crossed the globe

Being, as it were, doubly cognizant,

Remain, at bottom a deluded peasant,

Whom my sufferings have not ennobled.

Amor e um fogo que ardesem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Amor e um fogo que ardesem se ver

Love is a fire that burns invisibly,

a wound that festers though inert,

a happiness more like a hurt,

a pain that rages painlessly.

It is not to want what’s wanted most,

to walk alone in a multitude

dissatisfied with all that’s good,

claiming the prize when all’s lost.

It is to be prisoner by consent,

to be conquered and serve willingly,

with one’s murderer to feel content.

So how could its blessings possibly

turn human hearts benevolent

when love itself is so contrary?

From Ceuta in North Africa

From the Elegy, “Aquela que de amor descomedido”

Ando gastando a vida trabalhosa,

espalhando a continua saudade

ao longo de ua praia saudoso.

Vejo do mar a instabilidade,

como com seu ruído impetuoso

retumba na maior concavidade.

E com sua branca escuma, furioso,

na terra, a seu pesar, lhe está tomando

lugar onde se estenda, cavernoso.

Ela, como mais fraca, lhe está dando

as côncavas entranhas, onde esteja

suas salgadas ondas espalhando.

A todas estas cousas tenho enveja

tamanha, que não sei determinar-me,

por mais determinado que me veja.

Se quero em tanto mal desesperar-me,

não posso, porque Amor e Saudade,

nem licença me dão para matar-me.

As vezes cuido em mim se a novidade

e estranheza das cousas, co a mudança

se poderão mudar üa vontade.

E com isto afiguro na lembrança

a nova terra, o novo trato humano,

a estrangeira gente e estranha usança.

Subo-me ao monte que Hércules tebano

do altíssimo Calpe dividiu,

dando caminho ao mar Mediterrano.

Dali estou tenteando aonde viu

o pomar das Hespéridas, matando

a serpe que a seu passo resistiu.

The Caves of Hercules

From “Elegy: Aquela que de amor descomedido”

Pacing out my life of pain,

And declaring its unremitting sadness

To the burning sands of this African

Beach. I study the sea’s relentless

Motion, as with its thunderous booming

It reverberates in the greater emptiness,

And with its furious white spume

It takes sorrowful hold

Of the earth where it disperses foaming,

And earth in turn appears to yield

Her beckoning womb helplessly

To the penetrating, salt-odorous tide.

In all such matters I feel such empathy

I scarcely know if I’m seeing what’s out there

Or whether it’s determining me.

If I’m tempted by such misfortune to despair

I cannot, because love and the heart’s

Affections do not accommodate self-murder.

I meditate at times on the newness

And oddity of things, such as change,

If only I could direct its course,

And my mind, struck by this foreign

Land, these new ways of being human,

A different people with customs I find strange,

I climb the mountain Heracles the Theban

Divided from Gibraltar’s Rrock,

Giving entrance to the Mediterranean,

And I try to imagine where he picked

The apple of the Hesperides,

Killing the serpent that blocked


The Persian Gulf

“Ilustre e dinoramo dos Meneses”

Ilustre e dino ramo dos Meneses,aos quais o prudente e largo Céu(que errar não sabe), em dote concedeurompesse os maométicos arneses;desprezando a Fortuna e seus revezes,ide para onde o Fado vos moveu;erguei flamas no mar alto Eritreu,e sereis nova luz aos Portugueses.Oprimi com tão firme e forte peitoo Pirata insolente, que se espantee trema Taprobana e Gedrosia.Dai nova causa à cor do árabo estreito:assi que o roxo mar, daqui em diante,o seja só co sangue de Turquia.

“Ilustre e dinoramo dos Meneses”

Deservedly famous branch of the Meneses,

To whom a wise and generous heaven

(without error) gave as your marriage portion

You should breach the Mohammedans’ defenses;

Disdaining fortune and its adversities,

You went wherever Fate summoned;

The high Eritrean seas you inflamed

Were a beacon to the Portuguese.

You overcame through strength and velour

That insolent pirate who shook Ceylon

And Gedrosia with his grim works.

You gave the Arabian seas their color;

So the Red Sea from that time on

Became so only with the blood of Turks.

Aquela cativa—Endechas a ũa cativa com quem andava de amores na Índia, chamada Bárbora

Aquela cativa que me tem cativo, porque nela vivo já não quer que viva. Eu nunca vi rosa em suaves molhos, que pera meus olhos fosse mais fermosa. Nem no campo flores,nem no céu estrelasme parecem belascomo os meus amores.Rosto singular,olhos sossegados,pretos e cansados,mas não de matar. Uma graça viva,que neles lhe mora,para ser senhorade quem é cativa.

Pretos os cabelos,onde o povo vãoperde opiniãoque os louros são belos. Pretidão de Amor,tão doce a figura,que a neve lhe juraque trocara a cor.Leda mansidão,que o siso acompanha;bem parece estranha,Mas bárbora não. Presença serenaque a tormenta amansa;nela, enfim, descansatoda a minha pena.Esta é a cativaque me tem cativo.E pois nela vivo,é força que viva.

Aquela cativa—To a Captive Who Became His Lover in India, Called Barbara

That slave I own

who holds me captive,

living for her alone

who scorns I should live,

no hybrid rose

drenched in dew

had ever to these eyes

half such beauty.

The flowers in the field,

and the stars above

in their radiance, yield

to my love.

Distinct in feature,

eyes dark and at rest,

tired creature,

but not of conquest.

Here dwells the sweetness

By which I live,

She being mistress

Of whom she is captive.

Her hair is raven,

and the fashion responds,

forgetting its given

preference for blonde.

Love being Negro

at so sweet a figure,

the blanketing snow

vows to change color.

Gladly obedient

and naturally clever;

ahis may be expedient,

but barbarous, never!

Quiet presence

that silences storms;

all my disturbance

finds peace in her arms.

This is the vassal

Who makes me her slave,

Being the muscle

That keeps me alive.

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