Romantismo
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ROMANTISMO. Da revolução política às transformações estéticas. Como escola literária, o Romantismo predomina na Europa na primeira metade do século XIX. Surgimento no período imediatamente posterior à Revolução Francesa.

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ROMANTISMO

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Presentation Transcript


Romantismo

ROMANTISMO


Da revolu o pol tica s transforma es est ticas

Da revolução política às transformações estéticas

  • Como escola literária, o Romantismo predomina na Europa na primeira metade do século XIX.

  • Surgimento no período imediatamente posterior à Revolução Francesa.

  • O ideal da Revolução Francesa era promover as transformações sociais necessárias para a construção de uma sociedade mais justa.

  • Liberalismo: visava assegurar a liberdade e a igualdade proclamadas pelos revolucionários.

  • Nacionalismo: exigia a libertação dos povos submissos e a unificação das nações divididas.

  • A redefinição da organização social, com a chegada da burguesia ao poder, fez surgir o denominado Movimento Romântico, resultado da necessidade de transformar o cenário cultural europeu.


Romantismo

A liberdade guiando o povo (1830), de Eugéne Delacroix.


Romantismo

...

  • Século XVIII: postura racional associada ao Iluminismo dominou a Europa, principalmente a França.

  • Na literatura: revitalização dos modelos clássicos e uma visão mais otimista da vida, traduzida nos poemas árcades em que pastores e pastoras celebravam o amor em um cenário de extremo bucolismo.

  • A arte produzida até então tem como ponto de origem e chegada a aristocracia. Ela é produzida pela elite e para a elite.

    - Era necessária uma transformação cultural equivalente à política, que só poderia ser realizada pelos burgueses, os maiores interessados.


A exalta o da imagina o e dos sentimentos

A exaltação da imaginação e dos sentimentos

  • Burguês: não tinha linhagem, tradição, estirpe, não tinha “sangue azul”.

  • Os padrões estéticos estavam fundamentados em modelos aristocráticos e eram, por isso, inatingíveis para a burguesia.

  • Era necessário criar um novo parâmetro de beleza → surge uma arte fundamentalmente voltada para a expressão do indivíduo.

  • A diferença entre o indivíduo e a sociedade em que vive será de extrema importância para os românticos.


A fuga do presente e da realidade

A fuga do presente e da realidade

  • Autor romântico: incompreendido pela sociedade em que vive, porque defende valores que diferem muito dos então vigentes (filosofia iluminista = processos racionais e posturas coletivas).

  • Essa incompatibilidade originará um dos temas mais frequentes da literatura romântica: a fuga da realidade.

  • O medo do presente, que o repele e ridiculariza, leva o romântico a refugiar-se no sonho, ou criando utopias, ou voltando-se para o passado, agora idealizado, como fonte de inspiração.


Romantismo

O imaginário romântico é povoado por criaturas saídas dos sonhos e pesadelos. Os artistas procuram, por meio de suas obras, resgatar a presença do desconhecido, do irracional e do passional como expressões palpáveis dos sentimentos humanos. (O pesadelo, de Henry Fuseli – 1781-1782, óleo sobre tela).


Os filhos de uma mesma na o

Os filhos de uma mesma nação

  • Nacionalismo: consciência partilhada por um grupo de indivíduos intrinsecamente ligado a uma terra e detentores de uma cultura e uma história comuns, marcadas por eventos vividos em conjunto.

  • Revolução Francesa: sentimento nacionalista.

  • A recuperação do passado atua como fonte de inspiração nacionalista.


Recapitulando as caracter sticas definidoras do romantismo

Recapitulando: as características definidoras do Romantismo

  • A nova estética assumiu uma feição anticlássica: liberdade individual do artista.

  • Valorização do heroísmo e da nobreza de caráter: construção de uma identidade nacional que recuperasse a alma do povo.

  • Livre expressão de sentimentos: sentimentalistas e individualistas → imaginação intensa.

  • Fuga da realidade.


Romantismo

...

  • Três momentos (ou gerações) distintos no Romantismo:

    1º) consolidação de uma ideia de nação

    2º) aprofundamento da perspectiva subjetiva; exploração do excesso sentimentalista

    3º) perspectiva um pouco menos idealizada; algumas questões sociais como a libertação dos escravos.


Romantismo em portugal

ROMANTISMO EM PORTUGAL


Primeira gera o

1825: marco inicial do Romantismo em Portugal.

Camões, de Almeida Garrett (França)

As mudanças sociais têm início com a partida da família real para o Brasil, então colônia portuguesa.

Marcados por alguns traços clássicos, voltarão para a recuperação do passado histórico português, eminentemente medieval, que acentuará o caráter nacionalista de suas obras.

PRIMEIRA GERAÇÃO


Almeida garret e a dualidade do amor

ALMEIDA GARRET e a dualidade do amor

  • Filho da burguesia portuguesa que prosperou graças ao mercado brasileiro e aderiu às reformas pombalinas.

  • Sua obra revela um homem claramente situado entre dois mundos: um de influência clássica; outro de inspiração romântica.

  • O primeiro autor a publicar um texto romântico em língua portuguesa: Camões.


A poesia

A Poesia...

  • Camões

  • Poema dividido em 10 cantos e escrito em decassílabos brancos.

  • Uma espécie de biografia romântica de Camões, destacando seus amores por Natércia.

  • Dona Branca

    - Tema medieval e utilizar o folclore nacional em lugar da mitologia clássica.


Romantismo

...

  • Folhas Caídas:

  • Maturidade poética

  • Sua paixão por uma mulher casada causa escândalo na sociedade e dá origem a versos de tom confessional que impulsionam o romantismo intimista na obra do poeta.


Romantismo

Seus olhos - se eu sei pintar O que os meus olhos cegou - Não tinham luz de brilhar, Era chama de queimar; E o fogo que a ateou Vivaz, eterno, divino, Como facho do Destino. Divino, eterno! - e suave Ao mesmo tempo: mas grave E de tão fatal poder, Que, um só momento que a vi, Queimar toda a alma senti... Nem ficou mais de meu ser, Senão a cinza em que ardi.

GARRETT, A. Folhas caídas.

Biblioteca Digital. Porto: Porto Editora.

(Col. Clássicos da Literatura Portuguesa)


A prosa de fic o

A Prosa de Ficção...

  • Viagens na minha terra:

  • 1846

  • A mais bem acabada obra do autor

  • Impressões de viagem (Santarém), registradas pelo autor

  • História de Carlos e Joaninha, “a menina dos rouxinóis”, passada durante as lutas entre liberais e miguelistas.

  • Histórias entrecortadas por observações de natureza moral, política, científica, tecnológica e artística.


O teatro

O Teatro...

  • Duas fases:

  • Tons claramente clássicos, inspirada nos modelos greco-latinos e renascentistas;

  • Inspiração romântica, inaugurada pela peça D. Filipa de Vilhena.

  • Frei Luís de Souza:

  • Triângulo amoroso: D. Manuel – Madalena – D. João.

  • - D. Maria (filha D. Madalena) passa a ser bastarda com a volta de D. João.

  • Maria morre no momento em que seus pais estão entrando para a vida monástica.


Alexandre herculano entre o romance e a hist ria

ALEXANDRE HERCULANO: entre o romance e a história

  • Temas políticos e religiosos

    +

    reconstituição do passado histórico português


A poesia1

A Poesia...

  • Temas relacionados à religião, à liberdade e à saudade associada ao contexto da guerra civil e do exílio.

  • Tom mais contido

  • Estrutura rigorosa


A prosa de fic o1

A Prosa de ficção...

  • Novelas e contos

  • A reconstituição do passado como base para a construção de uma identidade nacional.

  • Eurico, o presbítero:

  • História de um valoroso cavaleiro godo que serve ao duque de Favila.

  • Eurico apaixona-se pela filha do duque, Hermengarda, mas o romance é proibido.

  • Eurico, quando a península é invadida pelos árabes, assume a identidade do misterioso Cavaleiro Negro.

  • Hermengarda é salva por Eurico.

  • Dividido entre o celibato e a paixão, Eurico opta pela morte.

  • Hermengarda enlouquece.


Prosa historiogr fica

Prosa historiográfica...

  • Quatro volumes da História de Portugal

  • Valorização das lutas sociais em lugar de privilegiar os feitos individuais.

  • Portugalie Monumenta Historica: série de documentos de um período que se estende do século VIII ao XV.


Segunda gera o ultra romantismo

SEGUNDA GERAÇÃOUltra-Romantismo

  • Crises de natureza política não ocorreram nesse contexto.

  • Caráter bem mais pessoal e particularizado que passa a caracterizar a produção literária.

  • O Romantismo era muito bem aceito pelas camadas populares.

  • Romances em forma de folhetim.

  • O escritor profissional.

  • A burguesia começa a escrever para si própria.

  • Grande crescimento da interação autor-leitor.

  • Histórias de amor exacerbado são contadas em tons melodramáticos.


Caracter sticas liter rias

Características Literárias

  • Exagero sentimental

  • Sentimentos arrebatadores

  • Poeta completamente isolado da sociedade

  • Imagem do herói romântico – luta por valores (honestidade, amor, direito à liberdade).


Uma natureza soturna e amea adora

Cenário preferido dos poemas ultra-românticos: natureza soturna (escura, sombria) e tempestuosa (agitada).

Natureza: papel funcional

→ 2 funções:

PARADISÍACA (encantadora) – vislumbrada pelos amantes em momentos de sonho

SOMBRIA (soturna) – refúgio final para os desesperados sofredores

Uma natureza soturna e ameaçadora


Romantismo

Naufrágio, de Claude-Joseph Vernet, 1759. A natureza ameaçadora, reflexo do estado de desespero do artista, será o cenário preferido dos ultra-românticos.


O mal do s culo e o fasc nio pela ideia da morte

O “mal-do-século” e o fascínio pela ideia da morte

  • Associação: excessos sentimentalistas e morte

  • Morrer de amor = disposição para se entregar completamente ao mais puro sentimento que o homem pode ter.

  • Amantes da noite e da escuridão

  • Bebidas

  • Tuberculose

  • Fascínio pela morte, pela escuridão, pela doença, pela bebida, pelo tédio e por drogas (ópio e haxixe) → o “mal-do-século”.


Camilo castelo branco um ultra rom ntico exemplar

CAMILO CASTELO BRANCO: um ultra-romântico exemplar

  • Principal representante do ultra-romantismo português

  • Nasceu em 1825

  • Casou-se muito cedo

  • Esposa: Joaquina

  • Filha morreu aos 5 anos

  • 1843: abandonou a esposa

  • Vida boêmia

  • 1850: conhece Ana Plácido (casada). Amantes são presos em 1860.

  • Na cadeia, escreve Amor de Perdição (novela de amor)

  • Mais de 40 textos de ficção, pelo menos 1 dezena de peças teatrais e alguns livros de poesia.

  • Cegueira total leva-o ao suicídio

  • 1890: suicídio com tiro no ouvido.


A produ o liter ria

A produção literária

  • Homem de visão crítica

  • Novelas: a tragédia amorosa é o centro do enredo

  • Sátiras: os exagerados românticos são ridicularizados

  • Novelas passionais

  • O impedimento do amor é de ordem social

  • Sofrimento amoroso é enaltecido

  • Fim trágico: sentença punitiva


Amor de perdi o uma obra prima no cen rio rom ntico

Amor de Perdição: uma obra-prima no cenário romântico

  • Encenação portuguesa do drama shakespeariano de Romeu e Julieta.

  • Simão Botelho: rapaz arruaceiro, causador de grande desgosto aos pais (Domingos Botelho e dona Rita Preciosa).

  • Amor à primeira vista: Teresa de Albuquerque.

  • Proibidos de se verem, Simão vai para Coimbra e Teresa, para o convento (para não casar com o primo, Baltasar Coutinho).

  • Simão e Teresa comunicam-se por meio de cartas.

  • Simão decide visitar Teresa e encontra o pai e o primo da moça. Os dois jovens brigam e Simão mata Baltasar.

  • Simão se entrega para a polícia para pagar pelo crime que cometeu (perfeito herói romântico).


Romantismo

...

  • Preso na cadeia do Porto

  • Mariana da Cruz, filha do ferreiro, cuida de Simão, por quem é apaixonada.

  • Mariana dispõe-se a ajudar Simão e Teresa com as cartas.

  • Simão provavelmente será condenado à força e, por isso, Teresa adoece.

  • O pai de Simão, com seu status, busca trocar a pena pelo degredo (exílio) do filho.

  • Mariana convence Simão a levá-la em sua viagem.

  • Teresa observa a partida de Simão, muito adoecida, do alto do convento.

  • Simão vê um lenço sendo agitado ao longe, que, de repente, desaparece: Teresa havia morrido.


Romantismo

...

  • No momento da partida do navio, uma velha senhora se apresenta no porto com um embrulho de cartas para Simão.

  • São as cartas por ele enviadas a sua amada; sobre elas a última carta escrita por Teresa.

  • A morte de Simão chega depois de um período de agonia, tomado pela febre. Mariana sofre com a doença do amado.

  • Morto Simão, no momento em que seu corpo é lançado ao mar, ouve-se o baque de outro corpo na água: é Mariana.

  • Mariana nada até abraçar Simão.

  • Os marinheiros do navio tentam resgatá-la, mas recuperam apenas o maço de cartas dos amantes, enrolado no avental de Mariana.


Terceira gera o um momento de transi o

TERCEIRA GERAÇÃOUm momento de transição

  • Após década de 1860: romances em que os traços mais exagerados vão desaparecendo.

  • Indícios de mais aproximação com a realidade.


Julio dinis

JULIO DINIS

  • Joaquim Gomes Botelho

  • Tuberculose

  • As Pupilas do Senhor Reitor

  • Retrata a vida em uma típica aldeia portuguesa.

  • Personagens completamente idealizadas.

  • Defende o valor das tradições

  • Privilegia a ideia de progresso e de mudança.


As pupilas do senhor reitor

As Pupilas do Senhor Reitor

  • Senhor Reitor: tutor de duas jovens órfãs.

  • Clara: “Clara possuía um gênio, com o qual se não davam as apreensões. Não calculava conseqüências. A vida era o presente. (...) A sua confiança em tudo chegava a ser perigosa. Um inesgotável fundo de generosidade, elementos principal daquele caráter simpático.”

  • Margarida: “De caráter triste e sombrio, que é traço indelével que fica de uma infância, à qual se sufocaram as naturais expansões e folguedos, em que precisa de transbordar a vida exuberante e bela.”

  • Daniel: Amigo de infância de Margarida, filho do abastado José das Dornas, também pai de Pedro. Margarida afeiçoara-se a Daniel. Daniel tem constituição física frágil, o que leva o pai a direcioná-lo para o sacerdócio por meio do Reitor.Como Daniel aos treze anos confessa que não tem vocação para a carreira religiosa, o Reitor convence o pai a envia-lo ao Porto para estudar medicina e ser doutor.

  • Pedro: irmão de Daniel e noivo de Clara.

  • Dr. João Semana: médico octagenário de idéias limitadas e ultrapassadas.

  • João da Esquina: comerciante, atento a intrigas e brigas locais, representante do meio mesquinho e pequeno.

  • Velho Mestre: velho filósofo que se instalara na vila para procurar paz na vida do campo e preparar-se para morrer. O velho servia de mestre a Margarida, criando amizade com a moça, que muito aprendia com o filósofo.


Romantismo

...

  • Num cenário povoado de tipos humanos cuja bondade só é maculada pelo moralismo quase ingênuo de comadres fofoqueiras, desenrola-se o drama amoroso.

  • Daniel, ainda menino, prepara-se para ingressar no seminário, mas o reitor descobre seu inocente namoro com a pastorinha Margarida (Guida). O pai, José das Dornas, decide, então, enviá-lo ao Porto para estudar medicina. Dez anos depois Daniel volta para a aldeia, como médico homeopata. Margarida, agora professora de crianças, conserva ainda seu amor pelo rapaz. Ele, no entanto, contaminado pelos costumes da cidade, torna-se um namorador impulsivo e inconstante, e já nem se lembra da pequena pastora.

  • A esse tempo, Pedro, irmão de Daniel, está noivo de Clara, irmã de Margarida.

  • O jovem médico encanta-se da futura cunhada, iniciando uma tentativa de conquista que poria em risco a harmonia familiar. Clara, inicialmente, incentiva os arroubos do rapaz, mas recua ao perceber a gravidade das conseqüências. Ansiosa por acabar com impertinente assédio, concede-lhe uma entrevista no jardim de sua casa.

  • Esse encontro é o ponto culminante da narrativa: surpreendidos por Pedro, são salvos por Margarida, que toma o lugar da irmã.

  • Rapidamente esses acontecimentos tornam-se um grande escândalo que compromete a reputação de Margarida. Daniel, impressionado com a abnegação da moça, recorda-se, finalmente, do amor da infância. Apaixonado agora por Guida, procura conquistá-la.

  • No último capítulo, depois de muita resistência e de muito sofrimento, Margarida aceita o amor de Daniel.


Transi o

TRANSIÇÃO

  • O Romantismo português vai, aos poucos, se distanciando do exagero ultra-romântico e preparando o caminho para a transformação que chegará com os jovens idealistas da famosa geração de 1870 – Eça de Queirós, Antero de Quental, Oliveira Martins, entre outros.


Romantismo no brasil

ROMANTISMO

NO BRASIL


Primeira gera o1

PRIMEIRA GERAÇÃO

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

  • Transferência da corte portuguesa para o Brasil: abertura dos portos às nações amigas

  • Crescimento das transações comerciais e do intercâmbio cultural.

  • Criadas escolas, museus, bibliotecas

  • Urbanização da capital

  • Circulação regular de jornais e periódicos – criação da Imprensa Régia (imprensa nacional).


Romantismo

Um funcionário sai a passeio com a família, aquarela de Jean Baptiste Debret. Observe na foto um costume da Corte trazido para a ColÔnia. A hierarquia familiar: primeiro o chefe, depois os filhos, em idade crescente, a mãe, a criada de quarto, a ama-de-leite, sua escrava e os escravos homens.


Romantismo

...

  • Formação precária de um público leitor (a maioria da população era analfabeta).

  • Construção de um circuito literário completo em terras nacionais, com a vinda da corte portuguesa.

  • Para muitos, apenas com o Romantismo podemos falar de uma Literatura genuinamente nacional.


A idealiza o de uma p tria e de um povo

A idealização de uma pátria e de um povo

  • Grande estímulo: proclamação da Independência.

  • O desejo de uma identidade cultural brasileira.

  • 1836: marco do início do Romantismo no Brasil

  • Revista com temas de interesse nacional: Niterói, Revista Brasileira de Ciências, Letras e Artes.

    “Tudo pelo Brasil, e para o Brasil”.

  • 1836: Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves de Magalhães. (poemas)


Gon alves de magalh es fala sobre a rela o entre literatura e coloniza o

Gonçalves de Magalhães fala sobre a relação entre literatura e colonização

Cada povo tem sua literatura própria, como cada homem seu caráter particular, cada árvore seu fruto específico; mas esta verdade incontestável para os primitivos povos, algumas modificações contudo experimenta entre aqueles cuja civilização apenas é um reflexo da civilização de outro povo. Então, como nas árvores enxertadas, vêem-se pender dor galhos de um mesmo tronco frutos de diversas espécies; e posto que não degenerem muito os que do enxerto brotaram, contudo algumas qualidades adquirem, dependentes da natureza do tronco que lhes dá o nutrimento, as quais os distinguem dos outros frutos da mesma espécie. Em tal caso marcham a par das duas literaturas, e distinguir-se pode a indígena da estrangeira.

MAGALHÃES, Gonçalves de. Discurso sobre a história

da literatura no Brasil.


Romantismo

...

  • Busca, no passado histórico, de elementos definidores das origens nacionais.

  • Os principais escritores da Primeira Geração passam a inspirar-se na América pré-cabralina.

  • Primeira Geração = Geração Lusófoba (que tem ódio a Portugal).

  • Nativistas (indianistas) – presença do índio

  • Índio: espírito do homem livre e incorruptível (o bom selvagem).

  • Literatura: guardiã da memória de um povo.


Gon alves dias um indianista amoroso

GONÇALVES DIAS:Um indianista amoroso

  • Nasceu no Maranhão, em 1823

  • Origem mestiça (retrato do Brasil)

  • Foi para Portugal

  • Direito (Univ. de Coimbra)

  • Influenciado por textos de Almeida Garrett e Alexandre Herculano.

  • 1846: Primeiros Cantos

  • Segundos cantos

  • As sextilhas do frei Antão (1848).

  • Os últimos cantos (1851)

  • Todos são livros de poesias

  • Temas fundamentais: natureza, pátria e religião.

  • Morreu, em 1864, vítima de um naufrágio.


Uma palmeira um s bia e muitos ndios

Uma palmeira, um sábia e muitos índios

  • Canção do Exílio – síntese do amor pela pátria

  • Superioridade do Brasil

  • Extremo saudosismo

  • Inúmeros autores que, inspirados no poema, também abordaram o tema do amor à pátria.

  • Gonçalves Dias = o poeta dos índios


Romantismo

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

Em  cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar –sozinho, à noite–

Mais prazer eu encontro lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que disfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá. 

De Primeiros cantos (1847)


Romantismo

...

  • I-Juca Prima

  • “O que há de ser morto”

  • História do último descendente da tribo Tupi, feito prisioneiro pelos valentes Timbiras.

  • Idealização do índio

  • Exaltação da natureza

  • O jovem Tupi pede piedade, sendo interpretado como covarde.

  • O jovem Tupi, liberto, encontra o pai, que renega o filho que, diante do inimigo, demonstrou covardia.


Romantismo

“Tu choraste em presença da morte?

Na presença de estranhos choraste?

Não descende o cobarde do forte;

Pois choraste, meu filho não és!

Possas tu, descendente maldito

De uma tribo de nobres guerreiros,

Implorando cruéis forasteiros,

Seres presa de vis Aimorés.

(...)

Sé maldito, e sozinho na terra;

Pois que a tanta vileza chegaste,

Que em presença da morte choraste,

Tu, cobarde, meu filho não és."


Romantismo

...

  • Decidido a provar sua coragem, o jovem Tupi arremete contra os guerreiros timbiras.

  • Após luta intensa, pela coragem mostrada, o tupi merece viver.

  • Canto X: mostra um velho Timbira contando, para as crianças da tribo, a história do valente tupi.


Romantismo

Um velho Timbira, coberto de glória,guardou a memória

Do moço guerreiro, do velho Tupi!

E à noite, nas tabas, se alguém duvidavado que ele contava,

Dizia prudente: - “Meninos, eu vi!

“Eu vi o brioso no largo terreirocantar prisioneiro

Seu canto de morte, que nunca esqueci:

Valente, como era, chorou sem ter pejo;parece que o vejo,

Que o tenho nest'hora diante de mim.(...)

Assim o Timbira, coberto de glória,

guardava a memória

Do moço guerreiro, do velho Tupi.

E à noite nas tabas, se alguém duvidavado que ele contava,

Tomava prudente: "Meninos, eu vi!”

(GARBUGLIO, José Carlos. (org).

Os melhores poemas de Gonçalves Dias)


Segunda gera o

SEGUNDA GERAÇÃO

  • A grande marca temática que influenciou os escritores da segunda geração foi a morte.

  • A idealização de temas e personagens, contudo, continua forte como sempre.

  • Uma visão negativa do mundo e da sociedade perpassa toda a obra dos escritores desse período.

  • É no contexto das desilusões e da maneira pessimista de encarar a própria existência que a morte surge como solução, como alívio aos sofrimentos.


A tem tica do amor e da morte

... A temática do Amor e da Morte

  • A morte aparece nos poemas ultra-românticos indissociada do amor não correspondido, fonte do sofrimento insuportável.

  • Desejo de amar x desejo de morrer.

  • A imagem de perfeição feminina apresenta os traços da morte, como que a condenar implicitamente qualquer forma de manifestação física do amor.


Romantismo

...

  • Quando o sentimento amoroso não era tratado numa atmosfera de sonho e ilusão, aparecia simbolizado pelo saudosismo de uma infância perfeita, configurando-se, então, como algo ingênuo e inocente.

  • Características da geração:

  • Subjetivismo pessimista

  • Desejo de fuga da realidade

  • Atração pelo mistério

  • Solidão do poeta

  • Natureza mórbida

  • Idealização absoluta da mulher virginal e etérea.


Romantismo

Meus Oito Anos

Oh ! Que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais !

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras,

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias

Do despontar da existência !

  • Respira a alma inocência

    Como perfumes a flor;

    O mar é - lago sereno,

    O céu - um manto azulado,

    O mundo - um sonho dourado,

    A vida - um hino d'amor !

    Casimiro de Abreu


Fagundes varela

Fagundes Varela

  • Dentre os poetas da segunda geração, Fagundes Varela foi um homem que manifestou também os primeiros sinais da preocupação com temas sociais que caracterizaria os autores da terceira geração. Por esse motivo, é visto como um autor de transição.

  • Juiz de Direito

  • Tragédia pessoal: o filho morreu aos 3 meses

  • Boêmio

  • Cântico do Calvário


Romantismo

A cruz                Estrelas                Singelas,                Luzeiros                Fagueiros,

Esplêndidos orbes, que o mundo aclarais!

Desertos e mares, - florestas vivazes!

Montanhas audazes que o céu topetais!                Abismos                Profundos!                Cavernas                E t e r nas!                Extensos,                Imensos                Espaços                A z u i s!           Altares e tronos,

Humildes e sábios, soberbos e grandes!

Dobrai-vos ao vulto sublime da cruz!

Só ela nos mostra da glória o caminho,

Só ela nos fala das leis de - Jesus!


Lvares de azevedo

Álvares de Azevedo

  • Nasceu em SP, em 1831.

  • Faculdade de Direito

  • Nenhum dos livros foi publicado em vida.

  • Morreu aos 21 anos.


Lira dos vinte anos os suspiros doloridos de um jovem poeta

Lira dos Vinte Anos: os suspiros doloridos de um jovem poeta

Cantos espontâneos do coração, vibrações doridas da lira interna que agitava um sonho, notas que o vento levou - como isso dou a lume essas harmonias.

São as páginas despedaçadas de um livro não lido...

E agora que despi a minha musa saudosa dos véus do mistério do meu amor e da minha solidão, agora que ela vai seminua e tímida, por entre vós, derramar em vossas almas os últimos perfumes de seu coração, ó meus amigos, recebei-a no peito e amai-a como o consolo, que foi, de uma alma esperançosa, que depunha fé na poesia e no amor - esses dois raios luminosos do coração de Deus.

(AZEVEDO, Álvares de. Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.)


Romantismo

...

  • Dividida em 3 partes.

  • 1ª e 3ª partes: sentimentalismo e egocentrismo.

  • Versos que revelam fascínio pela ideia de morrer e atração pelas virgens pálidas e frias.

  • A possibilidade de concretização do amor é confinada ao mundo dos sonhos.

  • 2ª parte: ironia e sarcasmo.


Noite na taverna a perdi o dos desejos da carne

Noite na Taverna: a perdição dos desejos da carne

- Silêncio, moços! acabai com essas cantilenas horríveis! Não vedes que as mulheres dormem ébrias, macilentas como defuntos? Não sentis que o sono da embriaguez pesa negro naquelas pálpebras onde a beleza sigilou os olhares da volúpia?

AZEVEDO, Álvares de. Obra completa.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2000.


Romantismo

...

  • Relato de aventuras amorosas dos rapazes.

  • Desejo carnal: o lado negro do sentimento amoroso.

  • Ressaltar a pureza do amor espiritualizado.

  • Apenas a morte é capaz de purificar.

  • A idealização (dessa vez feita em termos negativos) chega às raias do absurdo.


Terceira gera o

TERCEIRA GERAÇÃO

  • 1840: reinado de D. Pedro II

  • Grande crise econômica

  • Lutas sangrentas e revoltas.

  • 1850: café chegou ao apogeu no mercado

  • Tráfico negreiro.

  • Lei Eusébio de Queirós (punições para o tráfico de escravos).


Castro alves

Castro Alves

  • Baiano, nascido em 1847.

  • 1860: morava em Recife.

  • Faculdade de Direito

  • Arrebatados poemas

  • Sensualidade explícita

  • Os relacionamentos são reais

  • Encontros furtivos dos amantes

  • Inesquecíveis noites de amor

  • Morreu aos 24 anos.


O condoreirismo a vertente social da poesia rom ntica

O CONDOREIRISMO: A vertente social da poesia romântica

  • Envolvimento de Castro Alves com as questões libertárias.

  • Castro Alves em SP: Cidade com muitos melhoramentos urbanos.

  • Nos engenhos, as senzalas úmidas e frias eram testemunhas da desgraça de um povo.

  • Inspirado pelos princípios libertários defendidos por Victor Hugo, começa a escrever poemas sobre o tema da escravidão.

  • Condor: símbolo da pujança e da força dos poetas que põem sua pena a serviço da causa da liberdade.


Romantismo

  • A poesia torna-se instrumento de uma causa social e faz com que o poeta assuma para si a tarefa de denunciar as injustiças sociais.

  • Castro Alves: “Navio Negreiro” – poema composto em seis cantos que trata do sofrimento dos negros durante a travessia do oceano, confinados num navio negreiro.


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