Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo
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Humberto Figueiredo Assistente Hospitalar de Psiquiatria Centro Hospitalar do Médio Tejo. Demências. Demência. Termo clínico genérico Não define etiologia Não é uma doença, é uma síndrome. Definição de demência. Síndrome Caracterizada por declínio cognitivo Comparado a nível prévio

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Humberto Figueiredo Assistente Hospitalar de Psiquiatria Centro Hospitalar do Médio Tejo

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Presentation Transcript


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

Humberto Figueiredo

Assistente Hospitalar de Psiquiatria

Centro Hospitalar do Médio Tejo

Demências


Dem ncia

Demência

  • Termo clínico genérico

    • Não define etiologia

    • Não é uma doença, é uma síndrome


Defini o de dem ncia

Definição de demência

  • Síndrome

    • Caracterizada por declínio cognitivo

      • Comparado a nível prévio

    • BPSD

    • Intensidade e duração suficiente para rebate

      • na vida social, ocupacional e AVDs


Sintomas base da disfun o cognitiva das dem ncias s o a n vel da

Sintomas base da disfunção cognitiva das demências são a nível da:

  • Memória (recente-tardia)

  • Orientação (TEP)

  • Linguagem (anomia-afasia-mutismo)

  • Atenção/concentração

  • Funções executivas

    • (início, planeamento, organização, sequenciação, abstracção e controlo das actividades)

  • Raciocínio/abstracção (pensamento abstracto)

  • Julgamento/crítica

  • Praxis (Apraxia: Dificuldade de organizar um acto motor intencional; ex: comer, vestir, escrever…)

  • Gnosis (Agnosia=dificuldade em interpretar uma informação sensorial; ex: prosapognosia…)


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

BPSD

Geralmente definem-se 7 domínios principais nos BPSD:

  • Domínio da psicose (alucinações, delírios, síndromes de identificação errónea ou falsas identificações)

  • Domínio do humor (depressão, desinibição, euforia, mania, irritabilidade)

  • Domínio da ansiedade

  • Domínio psicomotor (vaguear, vocalizações repetitivas, agitação, agressividade, violência, comportamento motor aberrante)

  • Domínio neurovegetativo (sono, apetite, sexualidade)

  • Apatia

  • Reacção catastrófica


Em termos gen ricos h 4 tipos de tratamentos para as dem ncias

Em termos genéricos há 4 tipos de tratamentos para as demências

  • Tratamento das causa tratáveis de demência

  • Tratamentos para os défices cognitivos das demências

  • Tratamento dos BPSD

  • Tratamentos dos factores de risco modificáveis que podem agravar o curso da demência (DM, HTA, dislipidémias…)


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

BPSD

Tradicionalmente:

o declínio cognitivo era a marca essencial que definia a demência e sua progressão

Visão errada


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

BPSD

Muito frequentes

em 60-98% dos casos de demência

+ nas etapas tardias

presentes ao longo de toda evolução

tipo e severidade são indicadores de severidade e progressão da demência

Controlo dos BPSD é fundamental no tratamento

A perda de memória causa menos sofrimento aos cuidadores e doentes, do que os BPSD


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BPSD

  • Podem preceder o declínio cognitivo

    • Ex: na DCLewy frequentemente alucinações, delírios e síndromes de identificação errónea precedem declínio cognitivo.

  • Há demências em que a parte cognitiva não é essencial

    • DFT, DCL, DP, e na DA os BPSD podem dominar a apresentação clínica

  • Maioria das decisões terapêuticas sobreBPSD, não memória

  • Correcção destes sintomas

    • pode fazer a diferença entre a continuação dos cuidados domiciliários e o internamento ou institucionalização

    • tem impacto tremendo nos doentes, familiares, e sociedade


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

BPSD

Cronologia


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

Jost BC, Grossberg GT. The evolution of psychiatric symptoms in AD: a natural history study. J A Geriat Soc 1996; 44: 1078-81


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BPSD

Etiologia


Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

O modelo mais adequado para compreender a etiologia, gravidade e perpetuação dos BPSD deve incorporar aspectos

Da doença

(biológicos) (neuropatológicos, bioquímicos e genéticos…)

Ach modula cognição, emoções, motivação e comportamento

Há aumento dos rec. a2 adrenérgicos nos DA agressivos, em estudo pós-mortem

DA com psicose têm > densidade de NFTs (2x os não psicóticos) no neocórtex (pat.frontal)

> NFTs no córtex orbitofrontal = comportamento motor aberrante, principalmente agitação

(médicos) (delirium, dor, álcool, HE, obstipação, ITU, farmacológica…)

(psiquiátricos ) (psicose ou depressão associada a agitação…)

Do doente

Psicológicos (personalidade pré-mórbida, forma como lida com stress…);

Físicos: Défices sensoriais (quadros psicóticos…)

Dificuldades na expressão (afasia, disartria condicionam ansiedade e revolta)

Do meio

factores ambientais (alterações rotinas sociais e ambientais…)

resposta do cuidador (mudança de cuidador, relação, tolerância, personalidade, psicopatologia…)

actos específicos (banho, vestir…)


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BPSD

Consequências


Consequ ncias dos bpsd

Consequências dos BPSD

  • maior declínio cognitivo e funcional

  • maior sobrecarga física e emocional para o cuidador

    • causa frequente de absentismo, ansiedade, insónia e depressão (“S. burnout/exaustão do cuidador”).

  • perigo para próprio

    • (negligência na medicação, fugas, recusa alimentar e medicação (ex: delírio de envenenamento), destruição muscular, desidratação, IR, suicídio na depressão e psicose, quedas, acidentes)

  • perigo para outros (hetero-agressividade)

  • perigo para bens jurídicos de relevante valor

  • aumento da utilização de psicofármacos

  • internamentos mais prolongados

  • institucionalização mais precoce

  • grandes custos para a sociedade

    • 30% dos custos com a DA são atribuídos ao manejo dos BPSD


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BPSD

Fenomenologia


Incid ncia dos del rios e alucina es na dem ncia

Incidência dos delírios e alucinações na demência


Preval ncia de psicose na da

Prevalência de psicose na DA

  • Cerca de 50 a 60% dos doentes com DA desenvolvem psicose no prazo de 3 a 4 anos


Fenomenologia dos bpsd psicose

Fenomenologia dos BPSDPsicose

  • Delírios + frequentes são de conteúdo paranóide (40%):

    • roubo

    • envenenamento

    • infidelidade

    • abandono

      • (prosapognosia impede de reconhecer familiares)

    • ser ameaçado ou abusado pelos cuidadores


Fenomenologia dos bpsd psicose1

Fenomenologia dos BPSDPsicose

  • Em cerca de 25% dos casos o tema delirante:

    • é sobre a natureza do seu domicílio

      • (que não estão em sua casa)

    • ou relativamente as pessoas à sua volta

      • (que não é realmente a esposa, a filha, etc..)

  • São também comuns os delírios:

    • hipocondríacos

    • e a síndrome de Capgras

  • Alucinações podem ser auditivas, visuais, tácteis, olfactivas

    • As visuais são mais frequentes que as auditivas


Fenomenologia dos bpsd psicose2

Fenomenologia dos BPSDPsicose

  • A psicose na DA pode reflectir um subtipo comportamental caracterizado por

    • uma deterioração mais rápida da demência,

    • maior probabilidade de agressividade,

    • maior sobrecarga para o cuidador

    • hospitalização e institucionalização mais precoce

    • os que têm psicose apresentam densidade de NTFs no córtex 2,3 vezes superior (maior gravidade histológica)


Fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora

Fenomenologia dos BPSDAgitação psicomotora

Talvez o complexo de sintomas mais comum e mais debilitante na DA

Aumenta com a severidade da demência

30% nos estados iniciais

50% nas fases graves

É relativamente persistente em cada doente

É uma razão comum para tratamento psiquiátrico


Fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora1

Fenomenologia dos BPSDAgitação psicomotora

  • A nível motor manifesta-se por:

    • uma actividade motora repetitiva, improdutiva, não dirigida:

      • inquietação,

      • incapacidade de permanecer sentado

      • andar de um lado para o outro sem objectivo (deambular),

      • repetição de actos diversos (vestir e despir, retorcer as mãos, puxar a roupa)

      • Agitação verbal: verbalização pode ir desde expressões repetidas de apreensão e medo até à incoerência sobre pressão, gritos e pragas (Spar, 2005).


Fenomenologia dos bpsd agita o psicomotora2

Fenomenologia dos BPSDAgitação psicomotora

  • A nível psíquico

    • irritabilidade, cólera, ansiedade, medo,

    • resistência ou recusa de cuidados

  • Muitas vezes acompanhada de:

    • diminuição da atenção e concentração

    • aumento da FC, FR e TA

    • crenças persecutórias e agressividade verbal e física


  • Agita o psicomotora s ndroma do p r do sol

    Agitação psicomotoraSíndroma do pôr-do-sol

    • Padrão específico e frequente de agitação

    • Sintomas pioram agudamente, num intervalo regular, todos os dias, geralmente no final do dia, ao anoitecer

      • (se bem que se pode verificar noutras alturas).

  • Está associado quer com delirium, quer demência.

  • O início recente deve fazer pensar num delirium.

  • Pode estar relacionado com

    • Menos melatonina

    • Pouca/tipo de exposição à luz

    • Inversão dos ciclos de sono

    • Horário da medicação

      • …entre outros factores

    • Delirium


  • Agita o psicomotora etiologia s ndroma do p r do sol

    Agitação psicomotora – EtiologiaSíndroma do pôr-do-sol

    • Tratamentos cronobiológicos úteis:

      • Melatonina,

      • Fototerapia

        • exposição à luz artificial ou à luz solar nas horas matinais

    • Dado o risco, AP ficam reservados para síndromes do pôr-do-sol severos

      • Se optar por AP, fazer 1 a 2 horas antes da hora em que a alteração comportamental irá previsivelmente decorrer.

        • Por exemplo pode usar-se

          • 25 mg de quetiapina,

          • 0,5 mg de risperidona,

            • as 17 horas e antes de deitar


    Fenomenologia dos bpsd agressividade

    Fenomenologia dos BPSDAgressividade

    • Em cerca de 25% dos doentes em fases moderadas ou severas de DA

      • A frequência tende a aumentar com a severidade da demência e pode ser relativamente persistente

    • Ao contrário da agitação, não dirigida, a agressividade é um comportamento dirigido

      • (auto ou hetero-dirigido),

      • na forma física (motora) ou verbal

    • Pode ser:

      • a agressividade verbal (explosão verbal, gritos…),

      • a agressividade física (morder, bater, resistência agressiva aos cuidados…)


    Fenomenologia dos bpsd agressividade1

    Fenomenologia dos BPSDAgressividade

    Há 2 tipos de agressividade na demência

    1) A agressividade impulsiva

    Ocorre espontaneamente,

    Originada por factores internos e biológicos como a psicose , mania, depressão, e a própria demência.

    2) A resistência agressiva

    Habitualmente desencadeada por intervenções do cuidador

    particularmente as focadas nos cuidados pessoais.

    Essa agressividade pode decorrer

    da frustração por já não conseguir desempenhar

    ou por já não entender o propósito das mesmas


    Fenomenologia dos bpsd depress o

    Fenomenologia dos BPSD Depressão

    • Depressão major, é relativamente rara (DA) comparativamente à demência vascular

      • (3,2% vs 21,2% na DV)

      • e está associada a estados mais iniciais

    • Apesar da depressão major ser rara, os sintomas depressivos e apatia são frequentes,

      • ocorrendo em 20 a 25% dos doentes com DA

    • A depressão pode agravar o défice cognitivo (pseudodemência).


    Fenomenologia dos bpsd apatia

    Fenomenologia dos BPSD Apatia

    Apresentam interesse, motivação ou iniciativa diminuídos para as actividades em que estão envolvidos

    O espectro de emoções é mais estreito, com perda da gama completa de recursos afectivos, como o “calor”, o humor

    À medida que a doença progride ficam sentados todo o dia no mesmo local, fazendo pouco ou nada

    Esta constelação de sintomas é frequentemente conhecida por sintomas negativos da demência

    Parece associada a doença mais severa

    Não respondem à medicação antidepressiva e pode inclusive agravar com os ISRS


    Fenomenologia dos bpsd ansiedade

    Fenomenologia dos BPSD Ansiedade

    • Frequente principalmente nas fases iniciais,

      • onde ocorrem em 40% dos doentes

    • Pode manifestar-se por :

      • Medos (inespecíficos, de estar sozinho, de doenças, da morte, da dependência...)

      • Preocupação excessiva com afazeres reais ou imaginários

        • (ansiedade antecipatória…agita na noite antes da consulta)

      • Somatizações

      • Agitação

        • Podem ser incapazes de exprimir sentimentos de apreensão, de medo

        • Assim, sintomas mais objectivos como a agitação ligeira podem reflectir ansiedade e responder aos ansiolíticos habituais


    Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

    BPSD

    Tratamento farmacológico


    Bpsd ap

    BPSD - AP

    Inicialmente uso disseminado

    Actualmente restrição por EACV

    Regras do uso de AP na demência:

    Ponderar a real necessidade

    Avaliar sintoma-alvo

    AP são efectivos nos sintomas psicóticos (alucinações, delírios), agitação, agressividade, delirium

    Usar apenas nos BPSD mais severos

    Se ligeiros tentar primeiro métodos não farmacológicos


    Bpsd ap1

    BPSD - AP

    Avaliar subtipo de demência

    Ter em consideração DCLewy antes de prescrever qualquer AP

    Demência de Parkinson usar AP com menos EPS

    Comorbilidades

    Avaliar sempre factores de risco cardiovascular

    ECG – arritmias, intervalo QTc

    Durante o tratamento ser vigilante e tratar factores de risco, para baixar a probabilidade de EACV (FA, HTA, DM, dislipidémias)

    Alternativas terapêuticas


    Bpsd ap2

    BPSD - AP

    Abordar com cuidadores riscos/ benefício do AP

    Começar com doses baixas

    Aumentar lentamente

    Mínimo 2 dias antes de escalar a dose

    Demenciadosdoses < que não demenciados

    Não fazer medicação adeternum

    Ver doente brevemente ou deixar contacto

    Revisões frequentes

    Disponibilidade para ajustes até via telefónica

    Não deve exceder 2 meses sem uma revisão

    Se após interrupção voltarem sintomas, reiniciar


    Bpsd ap3

    BPSD - AP

    • APt e APa são eficazes nos BPSD

    • Devido ao melhor perfil de efeitos 2º preferir atípicos, apesar da indicação off-label

    • Usar os menos anticolinérgicos (cognição…)

    • Ex: de quetiapina, risperidona, olanzapina


    Bpsd ap doses dos ap nas bpsd

    BPSD - APDoses dos AP nas BPSD

    Medicamento Início (mg/dia)Dose (mg)

    Haloperidol0.50.5-2 id(5mg!)

    Risperidona0.50.5-2 id

    Clozapina6.25 (1/4 de cp) 10-100 id

    Olanzapina2.55-10 id

    Quetiapina2525-150 id

    A dose inicial de 0.5 mg/dia, e máxima de 2 mg/dia equivalentes de haloperidol.

    BPSD guidelines


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    BPSD

    AD


    Bpsd antidepressivos

    BPSD - Antidepressivos

    Os AD devem ser sempre equacionados se

    Agitação, Apatia, Distúrbio do humor

    ISRS e ADT eficazes na depressão

    ISRS melhor tolerados

    Trazodona (50-100mg) e mirtazapina(15-45 mg)

    Distúrbios do sono, agitação, agressão, impulsividade, ansiedade, depressão

    1 estudo trazodona com eficácia=haloperidol

    Paroxetina – efeitos anticolinérgicos

    Fluvoxamina – interacções farmacológicas

    ISRS, particularmente citalopram, escitalopram ou sertralina, drogas de escolha na depressão no idoso

    ADT: Evitar no idoso


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    BPSD

    BZD


    Bpsd bzd

    BPSD – BZD

    • BPSD que respondem melhor às BZD são:

      • Ansiedade, tensão, irritabilidade, insónias

      • Diminuem agitação na mesma extensão dos APt

    • Demenciadosmuito sensíveis aos ef. adversos:

      • Agravamento cognitivo/confusional, amnésia, paradoxal, sedação diurna, ataxia, quedas, particularmente com as de longa duração

    • Preferir semivida curta

      • (oxazepam ou lorazepam) - que não acumulam

        • Lorazepam 1-2,5mg

          • útil para distúrbios episódicos ou agitação que pode ser antecipada (1-2 horas antes).

        • Em períodos curtos (4 a 6 S). Depois desmame gradual.


    Bpsd buspirona

    BPSD - Buspirona

    Resultados dúbios na agitação

    Alguns estudos positivos outros sem benefícios na agitação

    Com base nos dados disponíveis não pode ser recomendada para BPSD moderados e severos,

    Útil na gestão da ansiedade suaveem pacientes com demência em doses de 20-60 mg/dia.


    Bpsd zolpidem

    BPSD - Zolpidem

    • Os hipnóticos zolpidem e zopiclone são mais seguros do que as BZD.

    • Zolpidem 10 mg pode ser usado nas perturbações do sono.


    Bpsd apatia

    BPSD Apatia

    • Metilfenidato 10-20mg/dia

    • Modafinil 100mg/dia

    • Bupropion 150-450 mg/dia

    • Amissulprida 25-50 mg/dia

    • IAchE


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    BPSD

    AChEIs


    Bpsd acheis

    Apesar de apenas autorizados sintomas cognitivos

    Têm efeitos benéficos nos BPSD

    (instalados e diminuem seu surgimento)

    melhoram o défice colinérgico

    que acompanha a neurodegeneração, em alguns tipos de demências

    BPSD - AChEIs


    Bpsd acheis1

    BPSD - AchEIs

    • Melhorias estatisticamente significativas em 10 de 12 domínios do NPI

      • delírios,

      • alucinações

      • ansiedade

      • apatia

      • euforia

      • elação do humor

      • irritabilidade

      • comportamento motor aberrante

      • comportamento nocturno

      • alterações do apetite


    Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

    • Estudos mostram o uso de rivastigmina na DA permite redução de tratamento concomitante com AP e BZDs, mas não AD

    Bartorelli L. Giraldi C. et al; Effects of switching from na AChEI to a dual AChEI in AD. Current Med Res and Opinion. Vol. 21, 11, 2005, 1809-1817


    Memantina

    Memantina

    • Deve ser considerada para o controlo de BPSD e cognição na DA

    • Pode ser usado em associação com IAchE


    Quando come ar os antidemenciais

    Quando começar os antidemenciais?

    • Os IAchE podem retardar a progressão da DA, pelo que, o tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível


    Quando parar os antidemenciais

    Quando parar os antidemenciais?

    • Guidelines da NICE (UK) referem:

      • Não devem ser iniciados se MMSE < 12

      • Interromper abaixo desse valor

    • No SNS italiano

      • Iniciar apenas se MMSE>14

      • Parar se <10


    Quando parar os antidemenciais1

    Quando parar os antidemenciais?

    • Contudo estas regras não tiveram em conta os dados da literatura mostrando que os IAchE são clinicamente eficazes mesmo nas fases avançadas da DA

    • A decisão de parar deve ser seguida de observação pois em muitos nota-se deterioração cognitiva e funcional.

      • Muitas vezes esse declínio é rápido

    • O tratamento deve ser continuado nos doentes com DA que ainda beneficiem com eles, mesmo com MMSE < 10.

    • Só devem ser parados se:

      • Efeitos secundários

      • Ci

      • Dúvidas sobre a sua eficácia


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    BPSD

    Avaliação e plano terapêutico


    Avalia o e plano terap utico

    Avaliação e plano terapêutico

    Antes de medicar clarificar questões:

    Definir qual o problema a ser “tratado”

    Qual o problema apresentado

    Estamos na presença de um BPSD?

    Delirium?

    Causa médica (infecções, dor, HE…?)

    Causa farmacológica?

    Outra doença psiquiátrica?

    Causas relacionais/ambientais?


    Avalia o e plano terap utico1

    Avaliação e plano terapêutico

    • Caracterizar o “problema”

      • Sua frequência, gravidade, impacto

        • para doente, para cuidador

        • Ex: 1 vez por semana.

          • Enviusamento cognitivo. Na consulta refere: sempre agitado…

          • Fazemos uma prescrição contínua quando podia ser SOS ou nem ser necessária

          • Sensato fazer calendário da agitação em que se aponta os dias e circunstâncias em que agitou

      • Em que circunstâncias/contexto surge?

        • Pode mudar-se essas circunstâncias? (ambiente, forma de prestar cuidados e interacção…)

        • uma agitação psicótica aborda-se de forma diferente da agitação apenas contextual (ex: quando se veste ou no banho…)

          • Banho: música, aromaterapia, parar

        • Um doente entrou num lar há pouco

          • revela tristeza, ansiedade e agitação

          • pode não necessitar mais que apoio e tempo


    Avalia o e plano terap utico2

    Avaliação e plano terapêutico

    • Avaliar consequências do BPSD

      • Aspectos de segurança (como quedas, agressões, risco de suicídio, homicídio, desnutrição, desidratação)

      • Desgaste do cuidador

  • Respostas a estas questões determinam o tipo de intervenção posterior.


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    BPSD

    Tratamento não farmacológico


    Simplifica o dos comportamentos t cnica abc

    Simplificação dos comportamentosTécnica ABC

    • Tarefa complexa=agitação

      • Ex: lavar os dentes

      • reduzir a tarefa a subtarefas mais simples

        • Fará apenas 1 delas de cada vez

        • pegar na escova, apertar a embalagem da pasta, esfregar os dentes…

        • Recuperando sentimento de controlo

        • e diminuindo a agressividade


    Ambiente

    Ambiente

    • Um ambiente não familiar ou desestruturado pode aumentar a confusão (Sadock, 2005).

    • Diminuem agitação, ansiedade, psicose:

      • Iluminação adequada

        • As áreas escuras ou cinzentas são vistas como buracos no chão ou esconderijos para estranhos.

      • Restaurar visão e audição


    Ambiente1

    Ambiente

    • Fornecer objectos familiares (ex: fotografias)

    • Não introduzir demasiadas mudanças

      • Ambiente familiar

      • Se necessárias devem ser graduais

      • Qualquer mudança, por pequena que seja pode gerar ansiedade, agitação e angústia.

    • Não mudar de lugar os quadros, fotos, objectos pessoais. Não são meros objectos, são pontos de referência e orientação


    Ambiente2

    Ambiente

    • Tapar os espelhos

      • pois ao ver a sua imagem fica confuso e assustado

      • (prosapognosia).

    • Evitar contenção física pois pode aumentar agitação, confusão, e ansiedade.

      • Idealmente deve haver supervisão e permissão para deixar os doentes vaguear num ambiente seguro, em vez da contenção física


    Agita o agressividade

    Agitação, agressividade

    • Ex: controlar agitação ao vestir

      • Sr. X começou a aparecer no centro de dia com várias equimoses nos braços.

      • A esposa foi confrontada com a situação.

      • Refere que ele fica agressivo quando o vai vestir e tem de fazer muita força para o conter.

    • Medidas adequadas para mudar o comportamento:

      • 1. Dizer à Sra. que a carrinha espera um pouco

      • 2. Que a ajudarão se necessitar

      • 3. Vesti-lo por etapas. Parar quando começar a agitar. Dar tempo. Afastar-se. Depois voltar.

      • 4. Usar roupas fáceis de vestir como fatos de treino. Não camisas (botões)...


    Altera es do sono

    Alterações do sono

    …regras básicas de higiene do sono…

    não dormir durante o dia

    ser activo dentro das suas possibilidades

    cama sempre a mesma hora

    Avaliar número real de horas dormidas!


    Humberto figueiredo assistente hospitalar de psiquiatria centro hospitalar do m dio tejo

    (Rente, 2004)


    Avan o e atraso de fase

    Avanço e atraso de fase

    • Tratamento

      • Exposição à luz solar ou artificial no fim da tarde

      • Exercício físico à tarde

      • Melatonina após 4 horas da manhã

      • Cronoterapia é pouco eficaz

    Avanço na fase

    Atraso na fase

    18 19 20 21 22 23 24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 horas

    Sono normal


    Fenomenologia dos bpsd sono

    Fenomenologia dos BPSDSono

    • Problemas de sono são observados em 25-43% dos doentes

    • São dos que mais sobrecarregam prestadores

      • comprometendo capacidade de lidar com doente em casa

      • as alterações do sono quando associadas com agitação são causa frequente de institucionalização

    • Sono fragmentado

    • Inversão do ciclo

    • Avanço de fase de sono com despertar aparentemente precoce


    Tratamento n o farmacol gico ideias delirantes e alucina es

    Tratamento não farmacológicoIdeias delirantes e alucinações

    • Não confrontar nem questionar a veracidade das afirmações

    • Não levantar a voz

    • Desviar a atenção do problema e distrair o doente para outra coisa

    • Nunca perder a paciência nem se ofender


    Tratamento n o farmacol gico apoio aos cuidadores

    Tratamento não farmacológicoApoio aos cuidadores

    É útil em todas as fases da demência

    Educação para compreensão da doença

    Inclui conselhos práticos para lidar com a psicopatologia

    Informação e encaminhamento para os recursos comunitários

    Criação de oportunidade para exprimir emoções e receios

    Avaliação da psicopatologia do cuidador

    Aconselhamento face à decisão, muitas vezes dolorosa de institucionalizar o familiar

    Assistência no processo de luto


    Tratamento n o farmacol gico apoio aos cuidadores1

    Tratamento não farmacológicoApoio aos cuidadores

    Educação dos cuidadores associada a

    Menor taxa de depressão e ansiedade dos cuidadores

    Melhoria da forma como lidam com BPSD

    Diminuir sentimentos de culpa se por vezes perderem a paciência com alguns comportamentos dos doentes

    Menor taxa de institucionalização dos doentes

    Melhoria da qualidade de vida


    Institucionaliza o

    Institucionalização

    Não há um momento definido

    Dependerá sempre:

    da evolução da doença

    da psicopatologia

    das dependências

    do cuidador e sua capacidade de gerir a situação

    O domicílio será sempre a melhor opção

    a menos desestruturante,

    e que mantém o doente mais próximo da sua realidade

    O centro-de-dia deve ser a opção seguinte

    Institucionalização completa quando não há outras viáveis


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