Atos dos ap stolos
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ATOS DOS APÓSTOLOS. Tudo começa no dia de Pentecostes. Fase inicial: eram (quase todos) judeus convertidos. Eram vistos com um dos muitos dos movimentos de contestação dentro do Judaísmo. Formavam pequenas comunidades ao redor da Sinagoga.

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Atos dos ap stolos
ATOS DOS APÓSTOLOS

  • Tudo começa no dia de Pentecostes.

  • Fase inicial: eram (quase todos) judeus convertidos. Eram vistos com um dos muitos dos movimentos de contestação dentro do Judaísmo. Formavam pequenas comunidades ao redor da Sinagoga.

  • Início da proclamação da Boa Nova: anúncio da Chegada do Reino Mt 10, 5-10 e da morte e ressurreição de Jesus At 2,23—3.


  • Bíblia dos primeiros cristãos: Sagrada Escritura dos Judeus.

  • A expressão “Antigo Testamento” ou “Antiga Aliança” vem de Paulo 2Cor 3,14. (Mt 21,42); Assim ao primeiros cristãos liam e reliam a Bíblia com novos olhos, nascidos da prática nova, onde as palavras da Escritura dos Judeus não eram suficientes, os cristãos começavam a lembrar as palavras e gestos do próprio Jesus. (Lembrança baseada no TESTEMUNHO – At 1,22).


Diverg ncia dessa fase
Divergência dessa fase: Judeus.

  • Grupo ligado a Estevão – judeus da diáspora (abertura aos helenistas) At 7,1-53.

  • Grupo ligado a Tiago – judeus da Palestina (fidelidade estrita à Lei de Moisés e a Tradição dos Antigos) Mc 7,5.


Pol tica romana
POLÍTICA ROMANA Judeus.

  • Intensificação do culto ao imperador. Ameaçando as comunidades judaicas que se fecharam mais para manter-se fiel. Dificultou-se ainda mais a convivência com os judeus cristãos e os não cristãos.

  • Império sediado em Cesaréia (muito próximo da terra dos judeus, reacendendo o sentimento anti-romano.

  • Novos movimentos messiânicos foram surgindo (a partir dos anos 40).


Expans o mission ria no mundo grego anos 40 a 60
EXPANSÃO MISSIONÁRIA NO MUNDO GREGO (anos 40 a 60) Judeus.

  • Perseguições, mudança de conjuntura, vontade de anunciar a Boa Nova “a toda criatura” Mc 16,15, levando os cristãos para fora da Palestina. Assim, o Evangelho se espalha pelo Império e penetra em praticamente todas as grandes cidades, inclusive Roma, a capital, o “fim do mundo” At 1,8.

  • O levante dos judeus e a brutal destruição de Jerusalém pelos romanos (70) cria uma nova situação e marca o fim desse período.


A passagem da expans o mission ria
A passagem da expansão missionária Judeus.

  • 3 viagens de Paulo e seus companheiros (cerca de 16.000 km)

  • Muitos problemas 2Cor 11,25-26.

  • Fase lenta e de difícil passagem:

  • Do oriente para o ocidente;

  • Da Palestina para a Ásia menos, Grécia e Itália;

  • Do mundo cultural judeu para p mundo cosmopolita da cultura grega;

  • Realidade do mundo rural para o mundo urbano;


  • De comunidades que surgiram ao redor da Sinagoga, espalhadas pela Palestina e Síria, para comunidades mais organizadas que surgem ao redor da casa (oiko) nas periferias das grandes cidades da Ásia e da Europa.

  • Passagem do mundo da observância da Lei, que acusa e condena, para o mundo da gratuidade do amor de Deus que acolhe e perdoa (Rm 8,1-4.31-32).

    As comunidades começam a despertar para sua própria identidade e recebem o nome de “Cristãos” pelo povo da Antioquia.


O livro dos atos
O LIVRO DOS ATOS pela Palestina e Síria, para comunidades mais organizadas que surgem ao redor da casa (

  • Destaca o período histórico de quarenta anos entre a ressurreição de Jesus e a organização das Igrejas.

  • Não narra os acontecimentos de todos os Apóstolos, nem sequer todos os acontecimentos de Pedro e Paulo. Trata-se de uma história teológica, não pode ser lido como livro histórico.

  • O livro mostra a obediência à ordem dada por Jesus em At 1,8: “recebereis o Espírito santo e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e a Samaria, até os confins da Terra”.


Tema central do livros dos atos dos ap stolos
TEMA CENTRAL DO LIVROS DOS ATOS DOS APÓSTOLOS pela Palestina e Síria, para comunidades mais organizadas que surgem ao redor da casa (

  • Missão essencial de testemunhar a ressurreição de Jesus.

  • O Livro é guiado pelo “ESPÍRITO SANTO”.


Atos 2 14 41
Atos 2,14-41 pela Palestina e Síria, para comunidades mais organizadas que surgem ao redor da casa (

  • Núcleo essencial do primeiro anúncio cristão: Jesus, o homem aprovado por Deus, mas morto como um criminoso pelos homens, foi ressuscitado da morte (2,22-24b).

  • Nas três fases de Jesus – atividade, morte e ressurreição – domina soberana a iniciativa de Deus : Deus opera milagres, prodógios e sinais por meio de Jesus.

    milagres (δυναμις= dynamis): faculdade, força, poder, potência... obras de portência, milagres, etc.

    prodígios (Τερας= téras): prodígios (talvez mais ligado a curas).

    sinais (σημειον= semeión): sinal (que indica uma presença sobrenatural)

    Os três são sinônimos. É usado para indicar ação, força e poder de Deus.

  • A ressurreição é a última intervenção decisiva de Deus.

  • Testemunho dos Apóstolos (2,32).


  • O fato de Jesus ter ressuscitado não é casual mas entra no projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

  • No discurso de Pedro a ressurreição não é uma simples libertação da morte, mas a entronização régia e messiânica de Jesus.

  • O homem Jesus, morto no choque com as forças históricas de pecado, ressuscitou, por isso, ele é o Senhor da História.

  • A vitória e senhorio de Jesus tornam-se visíveis nas novas relações livres e corajosas daqueles que receberam o seu Espírito.


Conseq ncias pr ticas do querigma proposto
CONSEQÜÊNCIAS PRÁTICAS DO QUERIGMA PROPOSTO projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

  • “Irmãos, que devemos fazer?” (2,37)

    QUATRO etapas: a conversão, o batismo, o perdão dos pecados e o dom do Espírito Santo.

    A conversão é mudança de mentalidade, de concepção de vida (interior e exterior).

  • O sinal visível e exterior da ruptura com o passado é o rito do batismo “em nome de Jesus Cristo”.

  • A ruptura com o passado é um dom de Deus que arranca o homem da escravidão e da alienação sob o domínio do pecado.

  • Batizados: membros da comunidade messiânica Ez 36,25-28).


A vida da primeira comunidade 2 42 47
A VIDA DA PRIMEIRA COMUNIDADE 2,42-47 projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

  • Comunidade ideal cristã.

  • Ensinamentos dos Apóstolos: Escuta e aprofundamentos e interiorização da PALAVRA;

    PALAVRA que é testemunho autorizados dos Apóstolos, isto é, dos garantes da revelação histórica de Deus;

    O ensinamento dos Apóstolos é a transmissão fiel do que Jesus ensinou


  • Comunhão Fraterna: projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

    - Comunhão espiritual dos crentes baseada na mesma fé e no mesmo projeto de vida.

  • A comunidade cristã realiza o ideal dos amigos entre os quais tudo é comum. Tudo é participação e solidariedade.

  • Fração do pão:

    - Esta refeição tem lugar nas casa privadas. Acontece num clima de alegria (tema caro par a Lucas) e simplicidade de coração. “fração do Pão” indica a refeição fraterna dos cristãos que se unia às refeições de Jesus com os discípulos e, de modo particular, à última ceia, com esperança de comunhão plena no reino de Deus (Lc 22,14-20).


  • As orações: projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

  • Trata-se daquelas orações que demarcam o da do judeu piedoso.

  • O grupo de cristãos toma parte assiduamente e unido na liturgia do Templo (o Templo de Jerusalém é o centro da história salvífica para Lucas).


Testemunho corajoso e livre
TESTEMUNHO CORAJOSO E LIVRE projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

Três momentos :

  • Um acontecimento que revela a nova força salvífica do nome de Jesus (3,1-10)

  • Discurso de Pedro ao povo, com o qual se dá um significado cristão ao milagre (3,11-26)

  • Confronto de Pedro e João com o Sinédrio judaico (corajoso testemunho cristão).

    Enfim, a comunidade descobre a sua confiança e liberdade na oração (4,23-31).


Cura de um paralítico em Jerusalém projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreição do Messias. Segundo a mentalidade Bíblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histórica.

  • Fatos e gestos prodigiosos que acompanham o testemunho autorizado dos Apóstolos.

  • “Em nome de Jesus” acontece a cura.

  • O Templo: não é casual a ambientação deste primeiro gesto prodigioso dos Apóstolos no Templo de Jerusalém (mencionado 5 vezes neste trecho).

    A primeira comunidade cristã vive a sombra do Templo e, só se distancia dele quando é obrigada pela violência do grupo sacerdotal saduceu.


  • Pedro e João estabelecem um contato humano e pessoal com o aleijado.

  • A palavra é seguida por um gesto: “tomando-o pela mão”.

  • “Então o coxo saltará como um cervo...” (Is 35,6)

  • A salvação de Deus já presente nos gestos curadores de Jesus continua agora a revelar-se em favor dos homens através dos Apóstolos.

  • A cura do aleijado é apenas um “sinal” da nova esperança de salvação que agora tem um nome: Jesus.



Salvação por meio de Jesus miraculosos não conduz ao sucesso fácil, mas desencadeia o conflito e a perseguição. Lógica Evangélica – Lógica da cruz.

  • Ambiente solene: Templo!

  • Elementos essenciais : situação imediata (3,12); proclamação do querígma sobre a morte e ressurreição de Jesus (3,14-15), argumentação escriturística (3,13.22-23.35); apelo à conversão (3,19.26)

  • A cura do paralítico é um sinalvisivel que evoca a ação soberana e libertadora de Deus na história

  • Síntese da Paixão (3,14-15)


  • A cura engloba a reintegração física e social de um homem: é uma salvação que se enxerta na carne dos homens para sustentar a esperança da libertação total.

  • A cristologia do texto: o servo ( de Deus) – santo – o justo (3,13) – o príncipe da vida (3,14) [Cântico de Isaías 52,13; 53,10-12 – Esta alusão velada ao Texto de Isaías dá um sentido salvífico à vida e morte de Jesus].

  • Para Lucas a conversão é uma ruptura com o passado de ignorância e infidelidade, e a abertura ao projeto de Deus revelado em Jesus.

  • CONVERSÃO, FÉ e PERDÃO DOS PECADOS são três momentos do processo de salvífico que tem sua iniciativa EM DEUS e o CENTRO de realização EM JESUS.

  • “Na sua descendência serão abençoadas todas as nações” – quando Lucas escreve os Atos, o caminho universal e ecumênico do movimento cristão já é uma realidade. (ver Gn 12,3)


Testemunho de pedro e jo o diante do sin drio 4 1 22
Testemunho de Pedro e João diante do Sinédrio: 4,1-22 homem: é uma salvação que se enxerta na carne dos homens para sustentar a esperança da libertação total.

  • Inicia-se o conflito com o judaísmo oficial. Jesus também foi refutado e perseguido pelos chefes, mas acolhido com entusiasmo pelo povo.

  • Saduceus: grupo de judeus ricos e poderosos, do qual fazem parte as grandes famílias sacerdotais e a aristocracia leiga. Tinham boas relações com o poder romano de ocupação e, no campo religioso, eram conservadores rígidos, opondo-se às tradições e práticas propugnadas e recomendadas pelos fariseus.


  • A cena do interrogatório: de uma lado a liberdade e coragem dos dois Apóstolos, e de outro, o embaraço e as contradições da autoridade suprema, sinédrio de Jerusalém.

  • Salmo 118,22 (Lc 20,17).

  • A palavra livre a franca corrói e põe em crise um poder que não tem razões. A liberdade diante dos homens se fundamenta na fidelidade a Deus, isto é, ao que é justo à consciência.


Entre o ideal e a realidade na primeira igreja 4 32 5 42
ENTRE O IDEAL E A REALIDADE NA PRIMEIRA IGREJA 4,32—5,42 dos dois Apóstolos, e de outro, o embaraço e as contradições da autoridade suprema, sinédrio de Jerusalém.

  • Duas características definem a comunidade cristã: a unidade e a fé (DT 6,5).

    Com sua opção de fé, os cristãos, tentam uma inspiração mais profunda com os homens: uma perfeita comunhão, que se exprima também em novas relações humanas no plano social e material (vida também dos essênios). Mas, a novidade da motivação é a fé em JESUS CRISTO RESSUSCITADO (4,33).


  • A expressão: “não havia necessitados entre eles”, evoca o texto de Dt 15,4. Lucas, apresenta a comunidade cristã primitiva como o povo messiânico no qual se realiza a promessa da benção por parte de Deus: o fim da pobreza e da miséria. Isso acontece de forma natural, graças a uma renovação interior, que cria um novo estilo de vida e instaura relações diferentes e estruturas de participação (Lc 12,33; 14,33; 16,9).


Dois exemplos a generosidade de barnab e a fraude de ananias e safira 4 36 5 11
Dois exemplos: a generosidade de Barnabé e a fraude de Ananias e Safira: 4,36—5,11.

  • O exemplo de Barnabé confirma o quadro ideal da partilha dos bens da primeira comunidade, em contraste com a hipócrita mesquinhez de Ananias e Safira.

  • Barnabé é um personagem importante da Igreja da Antioquia e animador da primeira missão dos pagãos (At 11,25-26).


Institui o dos sete
INSTITUIÇÃO DOS SETE Ananias e Safira: 4,36—5,11.

  • A comunidade neste período é caracterizada por dois fatos: o aumento dos discípulos e as tensões internas entre dois grupos, diferentes pela cultura e mentalidade. Falta uma organização adequada para o numero de discípulos.

  • Os DOZE instituem os SETE.

  • DOZE -> Tribos de Israel

  • SETE -> Nações pagãs que habitavam em Canaã


  • Moisés -> autoridade dos DOZE. Ananias e Safira: 4,36—5,11.

  • 70 COLABORADORES (Nm 11,1-24) -> os SETE.

    A comunidade cristã toma o lugar do antigo povo de Israel

    (encara-se assim, sob uma nova luz a autoridade dos DOZE)


  • Em Jerusalém havia sinagogas para os judeus provenientes da diáspora ou dispersão.

  • Os que falavam língua grega e liam a Bíblia na tradução litúrgica chamada “Setenta”, por sua proveniência e contato com um mundo diferente e pluralista, eram mais aberto e inovadores na interpretação e prática da lei -> grupo dos Helenistas.

  • Os originários da Palestina falavam aramaico e liam a Bíblia em hebraico -> grupo dos Hebreus.


  • O problema é a assistência cotidiana aos pobres. diáspora ou dispersão.

  • Aos DOZE, cabe , por excelência, testemunhar a ressurreição, isto é, o serviço da Palavra, o anúncio público e catequético. Enquanto aos SETE, devem prover à gestão dos bens, à assistência aos pobres.

  • Há a suspeita legítima de que os SETE, mais que uma comissão de assistência dependente dos DOZE, constituem na realidade o grupo dirigente presidindo os cristãos de língua grega, paralelo ao grupo dos anciãos u presbíteros, cujo chefe é Tiago, para os cristãos de língua aramaica.


O episódio trata-se de uma direção colegiada em vista de um serviço, diakonia, em favor da comunidade.

  • As estruturas essenciais que se pode reconhecer na comunidade de Jerusalém são três: o serviço da Palavra, o da oração e o serviço da assistência ou solidariedade com os pobres.


Atividade e pris o de estev o 6 8 15
ATIVIDADE E PRISÃO DE ESTEVÃO: 6,8-15 um serviço,

  • Estevão : um defensor da liberdade e coragem espirituais extraordinárias. Se Lucas dá um realce tão forte à atividade e ao fim trágico deste cristão de língua grega, é porque recebeu, sem dúvida, a sua lembrança da tradição. É um homem dotado de qualidades carismáticas e de força espiritual.

  • Prodígios e sinais(v.8) -> atividade taumatúrgica que acompanha o testemunho da ressurreição por parte dos apóstolos.


  • A oposição que encontra estevão neste ambiente judaico não faz senão comprovar a verdade da promessa de Jesus aos seus missionários perseguidos: “ Eu vos darei uma eloqüência e uma sabedoria às quais não poderão resistir seus adversários” (Lc 21,15).

  • É o primeiro amplo debate entre a velha instituição judaica e o novo movimento cristão.


Estev o modelo de justo m rtir
Estevão é modelo de justo mártir não faz senão comprovar a verdade da promessa de Jesus aos seus missionários perseguidos: “ Eu vos darei uma

  • Sua acusação acompanha temas do relato tradicional da paixão de Jesus: os “falsos testemunhos”, a acusação de “blasfemia” e a imputação mais grave, a sua constatação das observâncias legais do lugar do culto, o Templo.

  • Os dois títulos de acusação contra o primeiro mártir cristão são um eco das acusações lançadas contra Jesus de Nazaré: inovação de leis ou instituições tradicionais mosaicas (repouso do Sábado, leis de pureza ritual, tabus alimentares etc. e a contestação do lugar santo, o Templo ( 6,11.13.13).


  • Lucas ressalta a dimensão espiritual do conflito: de uma parte, a cegueira irracional dos adversários judeus; de outra, a sabedoria espiritual de Estevão.

    A reação dos judeus recorre à violência e à mentira, para reprimir a liberdade e a força do Espírito.

  • O discurso que se segue (7,2-53) é a justificação teórica da nova posição cristã em relação à velha instituição judaica, da qual o Sinédrio é representante oficial.


  • O discurso de Estevão é o mais longo dos Atos. parte, a cegueira irracional dos adversários judeus; de outra, a sabedoria espiritual de Estevão.

  • Há nele uma reconstrução da História Bíblica de Abraão a Salomão à base de um mosaico de textos emendados por notas e comentários redacionais.

  • A concepção histórico-teológica de Lucas plasmou todo o caso de Estevão, do qual o discurso é ponto central e a justificação teórica. O movimento cristão toma distância do judaísmo oficial, representado pela Lei e pelo Templo.


  • Lucas tinha boas probabilidades de demonstrar aos cristãos, que tinham visto em 70d.C. a destruição do templo, a provisoriedade das estruturas e instituições judaicas. Dessa forma, estava plenamente justificada a passagem de um cristianismo que gravitava em torno das tradicionais instituições judaicas, o Templo e a Lei, para um cristianismo disperso entre os pagãos, mas autônomo e livre.


A chave hermen utica
A chave hermenêutica que tinham visto em 70d.C. a destruição do templo, a provisoriedade das estruturas e instituições judaicas. Dessa forma, estava plenamente justificada a passagem de um cristianismo que gravitava em torno das tradicionais instituições judaicas, o Templo e a Lei, para um cristianismo disperso entre os pagãos, mas autônomo e livre.

  • A chave hermenêutica de toda essa síntese de história Bíblica é justamente a conclusão. A figura do justo prometido pelos profetas, refutado e morto pelos descendentes dos “pais”, projeta a sua luz sobre os Principais personagens lembrados na exposição bíblica de Estevão.


Morte de estev o e persegui o dos helenistas 7 54 8 4
Morte de estevão e perseguição dos helenistas: 7,54-8,4 que tinham visto em 70d.C. a destruição do templo, a provisoriedade das estruturas e instituições judaicas. Dessa forma, estava plenamente justificada a passagem de um cristianismo que gravitava em torno das tradicionais instituições judaicas, o Templo e a Lei, para um cristianismo disperso entre os pagãos, mas autônomo e livre.

  • A reação dos judeus explode só após a sua declaração deque o Filho do Homem está de pé à direita de Deus (7,55-56)

  • Jesus está de pé: Ele agora é “juiz” constituído por Deus e como tal intervém não só em favor do seu primeiro corajoso mártir, mas também para sancionar, com sentença autorizada, a auto-exclusão do povo judeu infiel, acusado por Estevão (Lc 12,8-9).

  • A confissão de fé em Jesus ressuscitado e juiz da história é o motivo determinante da condenação de Estevão.

  • O luto e sepultamento por parte de judeus piedosos, pode ressaltar um último detalhe, a concordância com o sepultamento de Jesus por parte de José de Arimatéia, “homem bom e justo”


Presen a de paulo
Presença de Paulo que tinham visto em 70d.C. a destruição do templo, a provisoriedade das estruturas e instituições judaicas. Dessa forma, estava plenamente justificada a passagem de um cristianismo que gravitava em torno das tradicionais instituições judaicas, o Templo e a Lei, para um cristianismo disperso entre os pagãos, mas autônomo e livre.

  • Enquanto morre Estevão, que paga com o sangue a sua tomada de posição em favor da reviravolta histórica do projeto salvífico de Deus, que dos judeus passa para os pagãos, aparece no horizonte o primeiro líder da missão aso pagãos. Mais, aquele Saulo que antes dá uma mão aos assassinos de Estevão, e depois se transforma no fanático perseguidor que arruína a Igreja de Jerusalém, justamente ele, será animador da missão que realizará a nova linha de desenvolvimento da Igreja entre os pagãos.


Atividade de filipe a miss o crist atinge os exclu dos 8 5 10
ATIVIDADE DE FILIPE: A MISSÃO CRISTÃ ATINGE OS EXCLUÍDOS 8,5--10

  • O protagonista agora é Filipe, o “evangelista”, um dos SETE.

  • Destinatários da missão: os samaritanos.

  • Pedro e João legitimam a missão tão discutida na Igreja (Mt 10,5; Lc 9,51-56; Jo 4,20-26).


A miss o de filipe na samaria 8 5 25
A MISSÃO DE FILIPE NA SAMARIA: 8,5-25. 8,5--10

  • Lucas alcança dois objetivos com esse relato: mostra a progressiva expansão da Igreja segundo o projeto traçado pelo ressuscitado (1,8) e ressalta a superioridade vitoriosa da experiência cristã sobre a magia no ambiente circunstante.

  • Simão, representante do mundo da magia, entra em contato com a força irresistível da palavra e o poder do Espírito (8,9-10)..

  • A presença dos Apóstolos é a autenticação da missão na Samaria e a derrota da magia sob a intervenção decisiva de Pedro.


  • Filipe, é um dos SETE, conhecido como “evangelista” (21,8), refugiado por causa da perseguição judaica que levou Estevão à morte, anuncia o Evangelho pela primeira vez na Samaria.

  • Os samaritanos era um grupo de excluídos, separados da ortodoxia judaica. Habitavam a região central da Palestina, chamada Samaria. Eram considerados heréticos ou cismáticos pelo judeus. No aspecto religioso eram equiparados aos pagãos, porque não reconheciam o lugar do culto legítimo, o Templo de Jerusalém, nem observavam todas as minuciosas prescrições legais.


  • A atividade missionária de Filipe : anúncio verbal e sinais, gestos de libertação dos espíritos malignos e curas de doente (obtém sucesso imediato).

  • A figura e atividade de Simão entra em crise com a chegada do Evangelho.

  • Fundação da Igreja na Samaria.

  • O batismo de Filipe não dá o Espírito. Cabe aos Apóstolos de Jerusalém a tarefa de comunicar aos batizados o dom do Espírito, por meio da imposição das mãos.


  • Um novo “pentecostes” sela a fundação da Igreja da Samaria.

  • Simão simonia: compra e venda de dignidades ou bens espirituais na Igreja. Onde o Espírito, dom gratuito de Jesus ressuscitado, é trocado, sob qualquer forma, por privilégios ou compensações econômicas, cessa a genuína experiência cristã, e a tentação da magia corrompe a liberdade e a verdadeira fé.

  • A condenação mais severa do Livro do Atos é a de Pedro em relação a Simão, o mago.


Convers o e batismo do eunuco et ope 8 26 40
CONVERSÃO E BATISMO DO EUNUCO ETÍOPE: 8,26-40 Samaria.

  • Nova etapa de expansão e progressão da Igreja: Conversão de um africano da longínqua Etiópia, cidade situada nos confins do império romano. Um homem excluído da comunidade santa (Dt 23,2).

  • A força do Evangelho supera as barreiras raciais e culturais (Is 53,3-7 – conhece a escritura) e as distancias étnicas e sociais (Sl 68,32).

  • Cumpre-se agora as esperanças messiânicas. A salvação é oferecida a todos.


  • Lucas destaca nesse relato a iniciativa de Deus! ( Samaria.O Anjo do Senhor – O Espírito do Senhor).

  • Não basta o missionário, mas a abertura sincera de coração de quem busca a verdade.

  • O texto de Isaías referido nos vv.32-33, é o único a ser citado de modo amplo em Atos.

  • O catecúmeno, o etíope, escutou e acolheu o anúncio, está pronto para o batismo (referência a catequese pré-batismal que parte da escritura).

    Encontro, anúncio, catequese, batismo caminho cristão


Paulo em damasco de perseguidor a ap stolo 9 1 31
PAULO EM DAMASCO: DE PERSEGUIDOR A APÓSTOLO 9,1-31 Samaria.

  • Paulo é o protagonista principal da nova etapa histórica que levará a mensagem cristã para fora da Palestina e entre os pagãos.

  • O fanático perseguidor dos cristãos, graças à intervenção prodigiosa de Deus, se transforma num pregador indomável da nova mensagem que diz respeito a Jesus, o Messias.

  • Lucas pretende propor um modelo ideal de cristão e Apóstolo.


Convers o e voca o de saulo 9 1 19a
CONVERSÃO E VOCAÇÃO DE SAULO Samaria.9,1-19a

  • A conversão de Saulo provoca uma reviravolta histórica na expansão do movimento cristão.

  • Saulo o perseguidor: promotor de uma campanha de inquisição nas comunidades judaicas situadas fora da Palestina (Damasco, Síria).

  • Iniciativa divina.

  • Jesus é solidário com os cristãos (Lc 10,16).


  • A conversão de Paulo coincide com a sua vocação ou investidura de apóstolo, enviado em missão.

  • Igreja de Damasco: a missão origina-se em Jesus, mas realiza a continuidade histórica com a Igreja.

  • “Cai por terra”, como acontecia com os profetas no AT. A cegueira é significativa, Paulo viu o esplendor divino.

  • A iluminação da fé coincidirá, para Paulo, com o seu caminho catecumenal, que se conclui com o batismo e o dom do Espírito.


  • Três dias sem ver, nem comer, nem beber: experiência da morte, de ruptura radical com o passado (experiência de renascimento, verdadeira ressurreição espiritual).

  • Três dias de jejum poderia lembrar aos leitores de Lucas a práxis em preparação ao batismo.

  • Ação de Deus -> visão de Ananias.

  • A refeição após o batismo, num significado espiritual, poderia ser uma alusão à eucaristia, assim, sua participação na comunidade eclesial seria expressa e realizada de forma plena.


Primeira atividade e persegui o de saulo em damasco 9 19b 25
PRIMEIRA ATIVIDADE E PERSEGUIÇÃO DE SAULO EM DAMASCO: 9,19B-25

  • A audácia de Paulo, que afronta seu ex-colegas na Sinagoga, é uma prova incontestável da sua mudança espiritual.

    Gl 1,13 -> At 9,21

    Gl 1,15-16 -> At 9,20

    2Cor 11,32 -> At 9,24b

    2Cor 11,33 -> At 9,25


Encontro de saulo com a comunidadede jerusal m 9 26 31
ENCONTRO DE SAULO COM A COMUNIDADEDE JERUSALÉM: 9,26-31 9,19B-25

  • O encontro de Paulo com a comunidade mãe de Jerusalém, de modo particular com os que ali residem, serve para dar legitimidade e autoridade à sua futura missão.

  • É singular a posição de Paulo após sua conversão: estranho aos seus antigos amigos judeus ( agora é desprezado, renegado, apóstata e traidor) e suspeito e evitado pelos novos irmãos cristãos, porque é muito recente a lembrança do seu fanatismo persecutório (Mc 8,34).



Pedro na jud ia e em cesar ia os pag os entram com plenos direitos na igreja 9 32 11 8
PEDRO NA JUDÉIA E EM CESARÉIA: OS PAGÃOS ENTRAM, COM PLENOS DIREITOS , NA IGREJA 9,32 – 11,8

  • Este episódio exerce função essencial na reconstrução lucana da primeira missão cristã. O centro de ação não é mais Jerusalém, mas Cesaréia, cidade pagã.

  • O relato da cura do homem paralítico, Enéias, e a ressurreição (reanimação) de Tabita, trazem a luz a função e ascendência de Pedro e dá ideia do progresso da missão cristã na Judéia ocidental.


Pedro cura um paral tico em lida 9 32 35
Pedro cura um paralítico em Lida: 9,32-35 PLENOS DIREITOS , NA IGREJA 9,32 – 11,8

  • Lida, região do Saron e Jope: o leitor tem a impressão que toda a Palestina está cravejada de núcleos cristãos, pelo menos os centros maiores.

  • Recorda os relatos bíblicos de Elias e Eliseu.

  • Paulo é protagonista de dois episódios análogos: cura de um paralítico em Antioquia da Psídia (14,8-10) e a ressurreição de Êutico em Trôade (20,7-10).

  • É Jesus que age na palavra e pessoa de Pedro.


Pedro ressuscita uma mulher em jope 9 36 43
Pedro ressuscita uma mulher em PLENOS DIREITOS , NA IGREJA 9,32 – 11,8Jope: 9,36-43

  • Progressão da cura

  • Figura feminina; traço distintivo em Lucas.

  • Nem todos que ficam sabendo do fato creem no Senhor.

  • É a força de Jesus ressuscitado que devolve a vida.

  • A permanência de Pedro na casa de um curtidor de couro prepara a indicação der lugar para p próximo episódio .



Pedro vai casa de um centuri o romano 10 1 33
Pedro vai à casa de um centurião romano:10,1-33 desprezo e suspeita de desonestidadenos ambientes judeus integristas. Quem o exercia era de fato excluído dos encargos civis e religiosos (aspecto poluente: fedor e contato com cadáveres).

ESTRUTURA TEOLÓGICA DO RELATO: o batismo da família de Cornélio exerce nos Atos uma função de primeiro plano.

  • Lucas dedicou 66 versículos a esse acontecimento (41 no relato de Pentecostes e 58 na conversão de Paulo).

  • Iniciativa de Deus.


  • Fonte: Deus ou o Espírito Santo disse, fez entender ou manifestou.

  • Outro aspecto importante do relato: encontros entre homens ou grupos, e os relativos discursos de explicação -> o acontecimento se dá por encontros, acolhida, hospitalidade e confronto entre pessoas e os grupos.


  • O relato mostra a condução de uma igreja-comunidade aberta, onde os pagãos começam a fazer parte, com pleno direito, do povo de Deus (11,18).

    VISÃO REVELADORA DE CORNÉLIO

  • Figura do centurião romano é apresentada com termos elogiosos (todas as figuras ou representantes do império são bem apresentados em Atos).

  • Centurião: comandante de cem soldados.

  • Lucas ressalta, sobretudo, a fisionomia espiritual e religiosa de Cornélio.


  • O leitor é convidado a ficar disponível à ação de Deus, que se revela progressivamente onde encontra um homem aberto às duas dimensões da fé: atenção a Deus e solidariedade com os outros.

    VISÃO DO CÉU PARA PEDRO

  • A revelação acontece num contexto de oração.

  • ÊXTESE: uma experiência fora do normal, conexa com uma forte emoção espiritual.

  • Ponto focal do relato: conteúdo da toalha e a ordem que vem do céu “mata e come”.


  • O tabu ritual impede Pedro de se alimentar. Deus, que se revela progressivamente onde encontra um homem aberto às duas dimensões da fé: atenção a Deus e solidariedade com os outros.

  • Deus, com a sua palavra eficaz, reporta toda a realidade criada à sua bondade original , eliminando as barreiras que os homens introduziram entre si e nas coisas (o fim dos tabus alimentares era uma das expectativas do mundo judaico para o tempo de messias).

  • A experiência extática de Pedro deve prepará-lo à conversão cultural.


ENCONTRO DE PEDRO E CORNÉLIO Deus, que se revela progressivamente onde encontra um homem aberto às duas dimensões da fé: atenção a Deus e solidariedade com os outros.

  • É superada a distancia espiritual que separa judeus e pagãos.

  • O fim dos tabus alimentares conduz também a superação de tabus sociais e raciais, que dividem os dois grupos: judeus e pagãos.

  • “Mas Deus acaba de mostrar-me que a nenhum homem se deve chamar profano ou impuro”.


DISCURSO DE PEDRO EM CESARÉIA Deus, que se revela progressivamente onde encontra um homem aberto às duas dimensões da fé: atenção a Deus e solidariedade com os outros.

  • Estrutura do discurso: INTRODUÇÃO, que serve para estabelecer o contato com os ouvintes, partindo de circunstâncias concretas (10,34-43); ANÚNCIO OU QUERIGMA, síntese da mensagem, centrada na figura e atividade de Jesus, o Cristo (10,36-41); CONCLUSÃO, com um convite à fé para obter o perdão dos pecados, a salvação definitiva (10,42-43).

  • Deus não leva em conta a pertença étnico-cultural ou religiosa de uma pessoa, mas leva em conta a consciência religiosa e moral.


  • “Jesus Cristo, que é o Senhor de todos”, v.36 = valor universalista e ecumênico da frase ( no autor helenista, assuma talvez também um acento polêmico em relação às divindades pagãs ou os representantes políticos, como o imperador, que era proclamado senhor de tudo).

  • TESTEMUNHAS -> função única e insubstituível dos APÓSTOLOS .


Dom do esp rito e batismo dos pag os
DOM DO ESPÍRITO E BATISMO DOS PAGÃOS universalista e ecumênico da frase ( no autor helenista, assuma talvez também um acento polêmico em relação às divindades pagãs ou os representantes políticos, como o imperador, que era proclamado senhor de tudo).

  • Iniciativa e ação de Deus-> introdução oficial , com pleno direito, dos pagãos na Igreja.

  • O espírito sanciona de forma irreversível a incorporação dos pagãos na comunidade cristã.

  • O dom do Espírito, é agora, concedido aos pagãos.

  • O Espírito rompe a ordem antes seguida, primeiro deve-se fazer parte do sistema judaico e depois aderir ao cristianismo. Rompendo assim com uma ideologia de privilégio cultural e racista.


  • O batismo cristão vem ratificar uma pertença e agregação à Igreja já feita pela ação soberana de Deus.

  • No Atos o dom do Espírito não é estritamente ligado ao batismo. Enquanto a fé é sempre pressuposta para receber o Espírito ( a fé é uma condição interior necessária – o batismo é a pertença pública).


Pedro em jerusal m justifica sua conduta 11 1 18
PEDRO EM JERUSALÉM JUSTIFICA SUA CONDUTA: 11,1-18 à Igreja já feita pela ação soberana de Deus.

  • A notícia que chega a Jerusalém é a de que os pagãos acolheram a palavra de Deus.

  • Cornélio é o representante do novo mundo dos pagãos, aos quais, agora é aberta a evangelização.

  • Conflito: não é permitido a um judeu-cristão partilhar com os pagãos convertidos a comunhão eclesial, que compreende também a ceia eucarística.


  • Lucas repropõe o fato de Cornélio, colocando-o na discussão oficial em Jerusalém, com a finalidade de receber a marca da institucionalidade, tornando-se uma mudança histórica.

  • Lucas repete o relato para reforçar a ideia.

  • Pedro aderiu a iniciativa Divina (uma história guiada por Deus se justifica por si só).

  • Recusar o batismo de pertença à Igreja, seria opor-se a ação de Deus, manifestada no dom do Espírito.


Antioquia a primeira igreja dos pag os convertidos 11 19 30
ANTIOQUIA: A PRIMEIRA IGREJA DOS PAGÃOS CONVERTIDOS: 11,19-30

  • Antioquia: grande centro pagão.

  • Cesaréia: sede da autenticação teológica dos pagãos; Antioquia: sede de sua concretização histórica.

  • Descentralização na liderança missionária.

  • Relação entre as Igrejas: comunhão e solidariedade.


Funda o da igreja da antioquia 11 19 26
Fundação da igreja da 11,19-30Antioquia: 11,19-26

  • Pela primeira vez, constitui-se numa grande metrópole do Império um grupo misto de cristãos.

  • O centro de gravidade se desloca de Jerusalém para Antioquia.

  • A fundação da Igreja da Antioquia não é casual. Pertence a um plano divino.

  • Barnabé, com seu amigo Saulo, torna-se animador e catequista de grande prestígio na nova Igreja.


  • Antioquia 11,19-30: terceira cidade do Império Romano (depois de Roma e Alexandria).

  • Número de habitantes: mais de meio milhão, no século I ( na maioria gregos, sírios e também judeus).

  • Um ambiente novo e rico, onde pela primeira vez um grupo de judeus—cristãos de língua grega propõe o Evangelho aos gregos pagãos.

  • Barnabé é quem faz o reconhecimento oficial da nova Igreja (estimado pelos Apóstolos e originário de Chipre).

  • É a segunda vez que Barnabé intervém para introduzir Paulo na comunidade.


  • “receberam o nome de cristãos” – o novo grupo religioso distingue-se tanto dos judeus como dos pagãos.

  • A Igreja da Antioquia surgiu pela iniciativa espontânea e livre dos refugiados ou perseguidos. Forma original e nova de iniciar uma missão.

    SOLIDARIEDADE ENTRE AS IGREJAS

  • Lucas apresenta Barnabé e Paulo como missionários da Antioquia, conforme informações de Paulo organizando coleta nas novas comunidades missionárias em favor de Jerusalém.


SOLIDARIEDADE ENTRE AS IGREJAS: 11,27-30 religioso distingue-se tanto dos judeus como dos pagãos.

  • “Mundo inteiro”: região palestinense.

  • Na teologia do texto expressa-se a comunhão e solidariedade que existe entre as comunidades até em nível material. O que pode , também, ter inspiração nos modelos preexistentes: contribuição ou taxa que os judeus da diáspora davam para o Templo de jerusalém.


Jerusal m a persegui o judaica 12 1 25
JERUSALÉM: A PERSEGUIÇÃO JUDAICA: 12,1-25 religioso distingue-se tanto dos judeus como dos pagãos.

  • A perseguição desencadeada pelo rei Agripa, segundo o texto dos Atos, assinala também a ruptura definitiva com o judaísmo de Jerusalém.

  • Deus guia toda a história. Ele protege e salva os que Nele confiam.


  • É a iniciativa divina que liberta Pedro da prisão. religioso distingue-se tanto dos judeus como dos pagãos.

  • Tiago é o primeiro dos DOZE que termina com morte violenta.

  • Este Tiago é o filho de Zebedeu, irmão de João. O outro, citado no fim do relato é o Tiago “irmão do Senhor”.

  • Enviado divino: “anjo do Senhor”.

  • A Igreja ora por Pedro.

  • Pedro é preso na proximidade da Páscoa, assim como Jesus.


  • São 16 soldados que fazem a guarda, ressaltando, ainda mais, a eficácia da ação libertadora de Deus.

  • Páscoa de Pedro: uma evasão prodigiosa do cárcere (êxodo rumo a liberdade).

  • A reação da comunidade ( a jovem) ao ouvir a voz de Pedro, lembra da reação dos discípulos em relação a Jesus ressuscitado.


MORTE DE DO PERSEGUIDOR HERODES AGRIPA: 12,20-23.24.25 mais, a eficácia da ação libertadora de Deus.

  • A morte do imperador é vista com um sinal do céu, por aceitar aclamações blasfemas, divinização do imperador ( o homem que toma lugar de Deus - Gn 3,5).

  • Enquanto morre o imperador blasfeme, a palavra de Deus cresce e progride.


Primeira viagem mission ria choque com os judeus e funda o de novas comunidades 13 1 14 28
PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA: CHOQUE COM OS JUDEUS E FUNDAÇÃO DE NOVAS COMUNIDADES : 13,1 – 14,28

  • Viagem e missão: binômio indivisível.

  • Ambiente e destinatários: judeus da diáspora que se reúnem na sinagoga; ambiente urbano; ao redor do núcleo judaico encontra-se um círculo de pagãos simpatizantes do judaísmo.

  • Conteúdo e modalidade do anúncio: inspirado nos textos bíblicos ou na experiência imediata dos ouvintes.


  • Reação: os judeus, na maioria, rejeitam o anúncio evangélico e organizam perseguições contra os dois cristãos. Os pagãos aderem a pregação com entusiasmo.

    ENVIO DE BARNABÉ E PAULO EM MISSÃO: 13,1-13

  • Antioquia: novo centro de irradiação missionária.


  • Terceira lista no livro dos Atos: Barnabé (homem de confiança da Igreja de Jerusalém e influente em Antioquia); Simão Níger (Moreno); Lúcio de Cirene (África); Manaem (personagem importante ligado ao tetrarca Herodes Antipas [Lc 3,1; 13,31;23,7.8-12]; e Saulo.

  • Características: “Homens inspirados”, encarregados do ensinamento.

  • “Reunião litúrgica”: momento central é a eucaristia.

  • O espaço e o lugar da revelação do Espírito é a comunidade reunida.


  • Igreja de Atos: comunidade reunida ao redor do Senhor, atenta e fiel ao Espírito, diversidade de qualidades e atitudes, fortalecida pela oração comum e solidariedade nas opções assumidas.

    EM CHIPRE: INCOMPATIBILIDADE COM O MAGLO ELIMAS: 13,4-12

  • O anúncio cristão não pode ser confundido com as artes mágicas com ambiente sincrético grego. O triunfo do Evangélico é garantia da sua validez.


  • Cai na escuridão aquele que se opõe à luz do Evangelho. atenta e fiel ao Espírito, diversidade de qualidades e atitudes, fortalecida pela oração comum e solidariedade nas opções assumidas.

  • Paulo se torna agora personagem principal, sinal de sua função emergente.

    ANTIOQUIA DA PISÍDIA: DISCURSO DE PAULO AOS JUDEUS: 13,13-43

  • Anúncio cristão entre os judeus da diáspora.

  • Marcos deixa o grupo. Este fato provocará conflito em At 15,37-40.


  • Estrutura do discurso: atenta e fiel ao Espírito, diversidade de qualidades e atitudes, fortalecida pela oração comum e solidariedade nas opções assumidas.

  • Síntese histórica da ação gratuita e salvífica de Deus para com o povo de Israel, dos pais a Davi.

  • Querígma cristão: anúncio da morte e ressurreição de Jesus (promessa cumprimento).

  • Convite final a conversão que consiste em acolher a salvação de Deus por meio do perdão dos pecados para todos os que crêem em Jesus.


  • Deus que conduz toda a história. Assim, a presença eficaz e amorosa de Deus dentro da trama histórica faz amadurecer um projeto, que começa a concretizar-se em Davi.

  • Salvação acontece de forma paradoxal: morte e ressurreição.

  • O ponto de discernimento não é mais a Lei, mas a fé em Jesus Cristo, que consiste na livre acolhida da iniciativa de Deus.

  • Evangelho: continuidade entre história de Israel e Jesus, entre passado e presente; ao mesmo tempo, é superação e novidade.


  • Esquema de “promessa e cumprimento”, “ontem e hoje”. e amorosa de Deus dentro da trama histórica faz amadurecer um projeto, que começa a concretizar-se em Davi.

  • É tão importante o vínculo histórico-salvíficocomo a FÉ.

    PAULO E BARNABÉ SE DIRIGEM AOS PAGÃOS:13,44-52

  • Tema central é o conflito entre os missionários cristãos e os judeus que culmina na perseguição, que obriga Paulo e Barnabé a abandonar Antioquia.

  • Passagem do mundo judaico ao dos pagãos.


  • Função da “palavra”: aparece quatro vezes a expressão “palavra de Deus ou do Senhor”.

  • Grupos

    De um lado: pagãos, gregos, latinos, nativos;

    De outro: judeus.

  • Um messias morto, crucificado é blasfêmia, escândalo para os judeus. Um insulto a Deus!

  • Primeiro o anúncio deveria ser feito ao povo dentro do qual amadureceu a fé e foi conservada a esperança em Deus salvador.


  • A recusa judaica legitima a passagem do projeto “palavra de Deus ou do Senhor”.salvífico aos pagãos.

  • Lucas utiliza o ecumenismo dos profetas clássicos, dos quais o representante máximo é Isaías.

  • “Sacudir os pés”: gesto típico de separação.

    ANÚNCIO DO EVENGÉLHO EM ICÔNIO: 14,1-7

  • Assembléia: judeus e pagãos simpatizantes do monoteísmo judaico.

  • Trabalho continuado em pequenos encontros.

  • Liberdade e audácia dos pregadores!


  • Sinais e prodígios acompanham o discurso cristão. “palavra de Deus ou do Senhor”.

    CURA DE UM ALEIJADO EM LISTRA: 14,8-20

  • Listra: colônia militar romana (população pagã).

  • A condição humana desesperadora ressalta a extraordinária eficácia da palavra de Paulo. Mas entre a impotência do aleijado e a palavra curadora de Paulo está a fé.

  • Paulo e Barnabé são confundidos com Zeus(Júpiter dos romanos) e Hermes (Mercúrio dos romanos).


  • “rasgar as vestes”: compreensível para judeus, mas não para pagãos.

  • Primeira vez que Paulo se encontra diante de um auditório greco-pagão.

  • Discurso é um exemplo de anúncio ao mundo de cultura grega e da religiosidade pagã.

  • Acabou o tempo da ignorância, todos os povos podem ler a “Bíblia universal” escrita no mundo visível e material que dá testemunho do único criador e Senhor.

  • A libertação e promoção do homem são dois componentes da “boa notícia” cristã.


  • A sorte dos homens e personagens públicos, para a massa de homens escravos ou alienados, é a de ser heróis-divinos ou mártires.

    ORGANIZAÇÃO DA NOVA COMUNIDADE E VOLTA ANTIOQUIA: 14,21-28

  • As comunidades cristãs tem m momento estrutural e institucional: v.23.

  • Autonomia da comunidade é um elemento importante.

  • “Deus abriu as portas aos pagãos”, que não passam mais pelos ritos e práticas judaicas.

  • Fecha-se o primeiro circuito missionário.


Conc lio de jerusal m 15 1 35
CONCÍLIO DE JERUSALÉM: 15,1-35 homens escravos ou alienados, é a de ser heróis-divinos ou mártires.

  • Jerusalém e Antioquia: dois principais centros.

  • Personagens principais: Paulo e Barnabé, Pedro e Tiago.

  • Como elemento de ruptura e separação aparecem os representantes do grupo judeu-cristão integristas de Jerusalém.

  • Novos personagens: Judas e Silas, portadores autorizados da carta às Igrejas.


DISCURSO EM ANTIOQUIA E JERUSALÉM: ANOVA SALVAÇÃO: 15,1-5

  • O objeto da controvésia, tanto em Antioquia como em Jerusalém, é um princípio que diz respeito ao conteúdo essencial da vida cristã. A circuncisão põe em discussão a opção cristã.

  • Posições teóricas dentro do mundo judaico em relação a circuncisão:

  • Judeu por nascimento circuncidado e observante da lei;

  • O não-judeu convertido e circuncidado que pratica integralmente a lei de Moisés (prosélito);


  • O não judeu que adere ao monoteísmo e observa os princípios éticos do judaísmo (temente a Deus). Mas na diáspora vigorava uma práxis mais liberal: em alguns casos era considerada suficiente a adesão de fé ao único Deus e a observância da lei de Moisés para ser considerado “prosélito” (judeu por adoção).

  • A oposição surge da ala mais intransigente e rígida e não da Igreja oficial.

  • Paulo também fala do Concílio em sua carta aos Gálatas 2,1-10


ASSEMBLÉIA DE JERUSALÉM E DISCURSOS DE PEDRO E TIAGO: 15,6-21.

  • A Assembléia de Jerusalém constitui um divisor de águas. Um eixo ao redor do qual gira a história da expansão do cristianismo.

  • Pedro fala da sua experiência (casa de Cornélio) como princípio doutrinal, e Tiago cita as Escrituras. Ambos chegam a mesma conclusão.

  • Resultado geral do Concílio: a liberdade em relação à lei judaica, vista como sistema salvífico para os convertidos do paganismo.


  • V. 7 e 8: A iniciativa é de Deus. O homem responde com a fé.

  • O Espírito guia a Igreja no discernimento do plano histórico de Deus.

  • Determinante é a resposta de fé dos pagãos, como condição única e indispensável para serem purificados na consciência.

  • A Palavra da Escritura torna-se palavra de Deus quando sai do livro, e torna-se história de Deus com os homens.

  • As restrições imposta por Tiago poderiam ser justificadas como compromisso histórico para favorecer a convivência.

  • Da missão entre os pagãos surgiu com tomada de consciência histórica. Abre-se ao universalismo histórico.


CARTAS ÀS IGREJAS: 15,22-35 fé.

  • Relato conhecido como: “decreto” do Concílio de Jerusalém.

  • A Judas e Silas cabe a tarefa de explicar de viva voz as conclusões do concílio. Os dois personagens sãos cristãos abertos e dinâmicos.

  • A liberdade da imposição do judaísmo aos pagãos convertidos é fruto da ação inovadora do Espírito Santo.


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