Atos dos ap stolos
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ATOS DOS APÓSTOLOS. Tudo começa no dia de Pentecostes. Fase inicial: eram (quase todos) judeus convertidos. Eram vistos com um dos muitos dos movimentos de contestação dentro do Judaísmo. Formavam pequenas comunidades ao redor da Sinagoga.

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ATOS DOS APÓSTOLOS

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Atos dos ap stolos

ATOS DOS APSTOLOS

  • Tudo comea no dia de Pentecostes.

  • Fase inicial: eram (quase todos) judeus convertidos. Eram vistos com um dos muitos dos movimentos de contestao dentro do Judasmo. Formavam pequenas comunidades ao redor da Sinagoga.

  • Incio da proclamao da Boa Nova: anncio da Chegada do Reino Mt 10, 5-10 e da morte e ressurreio de Jesus At 2,233.


Atos dos ap stolos

  • Bblia dos primeiros cristos: Sagrada Escritura dos Judeus.

  • A expresso Antigo Testamento ou Antiga Aliana vem de Paulo 2Cor 3,14. (Mt 21,42); Assim ao primeiros cristos liam e reliam a Bblia com novos olhos, nascidos da prtica nova, onde as palavras da Escritura dos Judeus no eram suficientes, os cristos comeavam a lembrar as palavras e gestos do prprio Jesus. (Lembrana baseada no TESTEMUNHO At 1,22).


Diverg ncia dessa fase

Divergncia dessa fase:

  • Grupo ligado a Estevo judeus da dispora (abertura aos helenistas) At 7,1-53.

  • Grupo ligado a Tiago judeus da Palestina (fidelidade estrita Lei de Moiss e a Tradio dos Antigos) Mc 7,5.


Pol tica romana

POLTICA ROMANA

  • Intensificao do culto ao imperador. Ameaando as comunidades judaicas que se fecharam mais para manter-se fiel. Dificultou-se ainda mais a convivncia com os judeus cristos e os no cristos.

  • Imprio sediado em Cesaria (muito prximo da terra dos judeus, reacendendo o sentimento anti-romano.

  • Novos movimentos messinicos foram surgindo (a partir dos anos 40).


Expans o mission ria no mundo grego anos 40 a 60

EXPANSO MISSIONRIA NO MUNDO GREGO (anos 40 a 60)

  • Perseguies, mudana de conjuntura, vontade de anunciar a Boa Nova a toda criatura Mc 16,15, levando os cristos para fora da Palestina. Assim, o Evangelho se espalha pelo Imprio e penetra em praticamente todas as grandes cidades, inclusive Roma, a capital, o fim do mundo At 1,8.

  • O levante dos judeus e a brutal destruio de Jerusalm pelos romanos (70) cria uma nova situao e marca o fim desse perodo.


A passagem da expans o mission ria

A passagem da expanso missionria

  • 3 viagens de Paulo e seus companheiros (cerca de 16.000 km)

  • Muitos problemas 2Cor 11,25-26.

  • Fase lenta e de difcil passagem:

  • Do oriente para o ocidente;

  • Da Palestina para a sia menos, Grcia e Itlia;

  • Do mundo cultural judeu para p mundo cosmopolita da cultura grega;

  • Realidade do mundo rural para o mundo urbano;


Atos dos ap stolos

  • De comunidades que surgiram ao redor da Sinagoga, espalhadas pela Palestina e Sria, para comunidades mais organizadas que surgem ao redor da casa (oiko) nas periferias das grandes cidades da sia e da Europa.

  • Passagem do mundo da observncia da Lei, que acusa e condena, para o mundo da gratuidade do amor de Deus que acolhe e perdoa (Rm 8,1-4.31-32).

    As comunidades comeam a despertar para sua prpria identidade e recebem o nome de Cristos pelo povo da Antioquia.


O livro dos atos

O LIVRO DOS ATOS

  • Destaca o perodo histrico de quarenta anos entre a ressurreio de Jesus e a organizao das Igrejas.

  • No narra os acontecimentos de todos os Apstolos, nem sequer todos os acontecimentos de Pedro e Paulo. Trata-se de uma histria teolgica, no pode ser lido como livro histrico.

  • O livro mostra a obedincia ordem dada por Jesus em At 1,8: recebereis o Esprito santo e sereis minhas testemunhas em Jerusalm, em toda a Judia e a Samaria, at os confins da Terra.


Tema central do livros dos atos dos ap stolos

TEMA CENTRAL DO LIVROS DOS ATOS DOS APSTOLOS

  • Misso essencial de testemunhar a ressurreio de Jesus.

  • O Livro guiado pelo ESPRITO SANTO.


Atos 2 14 41

Atos 2,14-41

  • Ncleo essencial do primeiro anncio cristo: Jesus, o homem aprovado por Deus, mas morto como um criminoso pelos homens, foi ressuscitado da morte (2,22-24b).

  • Nas trs fases de Jesus atividade, morte e ressurreio domina soberana a iniciativa de Deus : Deus opera milagres, prodgios e sinais por meio de Jesus.

    milagres (= dynamis): faculdade, fora, poder, potncia... obras de portncia, milagres, etc.

    prodgios (= tras): prodgios (talvez mais ligado a curas).

    sinais (= semein): sinal (que indica uma presena sobrenatural)

    Os trs so sinnimos. usado para indicar ao, fora e poder de Deus.

  • A ressurreio a ltima interveno decisiva de Deus.

  • Testemunho dos Apstolos (2,32).


Atos dos ap stolos

  • O fato de Jesus ter ressuscitado no casual mas entra no projeto de Deus: a escritura anunciou a ressurreio do Messias. Segundo a mentalidade Bblia, uma promessa da Escritura deve tornar-se realidade histrica.

  • No discurso de Pedro a ressurreio no uma simples libertao da morte, mas a entronizao rgia e messinica de Jesus.

  • O homem Jesus, morto no choque com as foras histricas de pecado, ressuscitou, por isso, ele o Senhor da Histria.

  • A vitria e senhorio de Jesus tornam-se visveis nas novas relaes livres e corajosas daqueles que receberam o seu Esprito.


Conseq ncias pr ticas do querigma proposto

CONSEQNCIAS PRTICAS DO QUERIGMA PROPOSTO

  • Irmos, que devemos fazer? (2,37)

    QUATRO etapas: a converso, o batismo, o perdo dos pecados e o dom do Esprito Santo.

    A converso mudana de mentalidade, de concepo de vida (interior e exterior).

  • O sinal visvel e exterior da ruptura com o passado o rito do batismo em nome de Jesus Cristo.

  • A ruptura com o passado um dom de Deus que arranca o homem da escravido e da alienao sob o domnio do pecado.

  • Batizados: membros da comunidade messinica Ez 36,25-28).


A vida da primeira comunidade 2 42 47

A VIDA DA PRIMEIRA COMUNIDADE 2,42-47

  • Comunidade ideal crist.

  • Ensinamentos dos Apstolos: Escuta e aprofundamentos e interiorizao da PALAVRA;

    PALAVRA que testemunho autorizados dos Apstolos, isto , dos garantes da revelao histrica de Deus;

    O ensinamento dos Apstolos a transmisso fiel do que Jesus ensinou


Atos dos ap stolos

  • Comunho Fraterna:

    - Comunho espiritual dos crentes baseada na mesma f e no mesmo projeto de vida.

  • A comunidade crist realiza o ideal dos amigos entre os quais tudo comum. Tudo participao e solidariedade.

  • Frao do po:

    - Esta refeio tem lugar nas casa privadas. Acontece num clima de alegria (tema caro par a Lucas) e simplicidade de corao. frao do Po indica a refeio fraterna dos cristos que se unia s refeies de Jesus com os discpulos e, de modo particular, ltima ceia, com esperana de comunho plena no reino de Deus (Lc 22,14-20).


Atos dos ap stolos

  • As oraes:

  • Trata-se daquelas oraes que demarcam o da do judeu piedoso.

  • O grupo de cristos toma parte assiduamente e unido na liturgia do Templo (o Templo de Jerusalm o centro da histria salvfica para Lucas).


Testemunho corajoso e livre

TESTEMUNHO CORAJOSO E LIVRE

Trs momentos :

  • Um acontecimento que revela a nova fora salvfica do nome de Jesus (3,1-10)

  • Discurso de Pedro ao povo, com o qual se d um significado cristo ao milagre (3,11-26)

  • Confronto de Pedro e Joo com o Sindrio judaico (corajoso testemunho cristo).

    Enfim, a comunidade descobre a sua confiana e liberdade na orao (4,23-31).


Atos dos ap stolos

Cura de um paraltico em Jerusalm

  • Fatos e gestos prodigiosos que acompanham o testemunho autorizado dos Apstolos.

  • Em nome de Jesus acontece a cura.

  • O Templo: no casual a ambientao deste primeiro gesto prodigioso dos Apstolos no Templo de Jerusalm (mencionado 5 vezes neste trecho).

    A primeira comunidade crist vive a sombra do Templo e, s se distancia dele quando obrigada pela violncia do grupo sacerdotal saduceu.


Atos dos ap stolos

  • Pedro e Joo estabelecem um contato humano e pessoal com o aleijado.

  • A palavra seguida por um gesto: tomando-o pela mo.

  • Ento o coxo saltar como um cervo... (Is 35,6)

  • A salvao de Deus j presente nos gestos curadores de Jesus continua agora a revelar-se em favor dos homens atravs dos Apstolos.

  • A cura do aleijado apenas um sinal da nova esperana de salvao que agora tem um nome: Jesus.


Atos dos ap stolos

  • Da mesma forma que acontece com Jesus o caminho dos gestos miraculosos no conduz ao sucesso fcil, mas desencadeia o conflito e a perseguio. Lgica Evanglica Lgica da cruz.


Atos dos ap stolos

Salvao por meio de Jesus

  • Ambiente solene: Templo!

  • Elementos essenciais : situao imediata (3,12); proclamao do quergma sobre a morte e ressurreio de Jesus (3,14-15), argumentao escriturstica (3,13.22-23.35); apelo converso (3,19.26)

  • A cura do paraltico um sinalvisivel que evoca a ao soberana e libertadora de Deus na histria

  • Sntese da Paixo (3,14-15)


Atos dos ap stolos

  • A cura engloba a reintegrao fsica e social de um homem: uma salvao que se enxerta na carne dos homens para sustentar a esperana da libertao total.

  • A cristologia do texto: o servo ( de Deus) santo o justo (3,13) o prncipe da vida (3,14) [Cntico de Isaas 52,13; 53,10-12 Esta aluso velada ao Texto de Isaas d um sentido salvfico vida e morte de Jesus].

  • Para Lucas a converso uma ruptura com o passado de ignorncia e infidelidade, e a abertura ao projeto de Deus revelado em Jesus.

  • CONVERSO, F e PERDO DOS PECADOS so trs momentos do processo de salvfico que tem sua iniciativa EM DEUS e o CENTRO de realizao EM JESUS.

  • Na sua descendncia sero abenoadas todas as naes quando Lucas escreve os Atos, o caminho universal e ecumnico do movimento cristo j uma realidade. (ver Gn 12,3)


Testemunho de pedro e jo o diante do sin drio 4 1 22

Testemunho de Pedro e Joo diante do Sindrio: 4,1-22

  • Inicia-se o conflito com o judasmo oficial. Jesus tambm foi refutado e perseguido pelos chefes, mas acolhido com entusiasmo pelo povo.

  • Saduceus: grupo de judeus ricos e poderosos, do qual fazem parte as grandes famlias sacerdotais e a aristocracia leiga. Tinham boas relaes com o poder romano de ocupao e, no campo religioso, eram conservadores rgidos, opondo-se s tradies e prticas propugnadas e recomendadas pelos fariseus.


Atos dos ap stolos

  • A cena do interrogatrio: de uma lado a liberdade e coragem dos dois Apstolos, e de outro, o embarao e as contradies da autoridade suprema, sindrio de Jerusalm.

  • Salmo 118,22 (Lc 20,17).

  • A palavra livre a franca corri e pe em crise um poder que no tem razes. A liberdade diante dos homens se fundamenta na fidelidade a Deus, isto , ao que justo conscincia.


Entre o ideal e a realidade na primeira igreja 4 32 5 42

ENTRE O IDEAL E A REALIDADE NA PRIMEIRA IGREJA 4,325,42

  • Duas caractersticas definem a comunidade crist: a unidade e a f (DT 6,5).

    Com sua opo de f, os cristos, tentam uma inspirao mais profunda com os homens: uma perfeita comunho, que se exprima tambm em novas relaes humanas no plano social e material (vida tambm dos essnios). Mas, a novidade da motivao a f em JESUS CRISTO RESSUSCITADO (4,33).


Atos dos ap stolos

  • A expresso: no havia necessitados entre eles, evoca o texto de Dt 15,4. Lucas, apresenta a comunidade crist primitiva como o povo messinico no qual se realiza a promessa da beno por parte de Deus: o fim da pobreza e da misria. Isso acontece de forma natural, graas a uma renovao interior, que cria um novo estilo de vida e instaura relaes diferentes e estruturas de participao (Lc 12,33; 14,33; 16,9).


Dois exemplos a generosidade de barnab e a fraude de ananias e safira 4 36 5 11

Dois exemplos: a generosidade de Barnab e a fraude de Ananias e Safira: 4,365,11.

  • O exemplo de Barnab confirma o quadro ideal da partilha dos bens da primeira comunidade, em contraste com a hipcrita mesquinhez de Ananias e Safira.

  • Barnab um personagem importante da Igreja da Antioquia e animador da primeira misso dos pagos (At 11,25-26).


Institui o dos sete

INSTITUIO DOS SETE

  • A comunidade neste perodo caracterizada por dois fatos: o aumento dos discpulos e as tenses internas entre dois grupos, diferentes pela cultura e mentalidade. Falta uma organizao adequada para o numero de discpulos.

  • Os DOZE instituem os SETE.

  • DOZE -> Tribos de Israel

  • SETE -> Naes pags que habitavam em Cana


Atos dos ap stolos

  • Moiss -> autoridade dos DOZE.

  • 70 COLABORADORES (Nm 11,1-24) -> os SETE.

    A comunidade crist toma o lugar do antigo povo de Israel

    (encara-se assim, sob uma nova luz a autoridade dos DOZE)


Atos dos ap stolos

  • Em Jerusalm havia sinagogas para os judeus provenientes da dispora ou disperso.

  • Os que falavam lngua grega e liam a Bblia na traduo litrgica chamada Setenta, por sua provenincia e contato com um mundo diferente e pluralista, eram mais aberto e inovadores na interpretao e prtica da lei -> grupo dos Helenistas.

  • Os originrios da Palestina falavam aramaico e liam a Bblia em hebraico -> grupo dos Hebreus.


Atos dos ap stolos

  • O problema a assistncia cotidiana aos pobres.

  • Aos DOZE, cabe , por excelncia, testemunhar a ressurreio, isto , o servio da Palavra, o anncio pblico e catequtico. Enquanto aos SETE, devem prover gesto dos bens, assistncia aos pobres.

  • H a suspeita legtima de que os SETE, mais que uma comisso de assistncia dependente dos DOZE, constituem na realidade o grupo dirigente presidindo os cristos de lngua grega, paralelo ao grupo dos ancios u presbteros, cujo chefe Tiago, para os cristos de lngua aramaica.


Atos dos ap stolos

O episdio trata-se de uma direo colegiada em vista de um servio, diakonia, em favor da comunidade.

  • As estruturas essenciais que se pode reconhecer na comunidade de Jerusalm so trs: o servio da Palavra, o da orao e o servio da assistncia ou solidariedade com os pobres.


Atividade e pris o de estev o 6 8 15

ATIVIDADE E PRISO DE ESTEVO: 6,8-15

  • Estevo : um defensor da liberdade e coragem espirituais extraordinrias. Se Lucas d um realce to forte atividade e ao fim trgico deste cristo de lngua grega, porque recebeu, sem dvida, a sua lembrana da tradio. um homem dotado de qualidades carismticas e de fora espiritual.

  • Prodgios e sinais(v.8) -> atividade taumatrgica que acompanha o testemunho da ressurreio por parte dos apstolos.


Atos dos ap stolos

  • A oposio que encontra estevo neste ambiente judaico no faz seno comprovar a verdade da promessa de Jesus aos seus missionrios perseguidos: Eu vos darei uma eloqncia e uma sabedoria s quais no podero resistir seus adversrios (Lc 21,15).

  • o primeiro amplo debate entre a velha instituio judaica e o novo movimento cristo.


Estev o modelo de justo m rtir

Estevo modelo de justo mrtir

  • Sua acusao acompanha temas do relato tradicional da paixo de Jesus: os falsos testemunhos, a acusao de blasfemia e a imputao mais grave, a sua constatao das observncias legais do lugar do culto, o Templo.

  • Os dois ttulos de acusao contra o primeiro mrtir cristo so um eco das acusaes lanadas contra Jesus de Nazar: inovao de leis ou instituies tradicionais mosaicas (repouso do Sbado, leis de pureza ritual, tabus alimentares etc. e a contestao do lugar santo, o Templo ( 6,11.13.13).


Atos dos ap stolos

  • Lucas ressalta a dimenso espiritual do conflito: de uma parte, a cegueira irracional dos adversrios judeus; de outra, a sabedoria espiritual de Estevo.

    A reao dos judeus recorre violncia e mentira, para reprimir a liberdade e a fora do Esprito.

  • O discurso que se segue (7,2-53) a justificao terica da nova posio crist em relao velha instituio judaica, da qual o Sindrio representante oficial.


Atos dos ap stolos

  • O discurso de Estevo o mais longo dos Atos.

  • H nele uma reconstruo da Histria Bblica de Abrao a Salomo base de um mosaico de textos emendados por notas e comentrios redacionais.

  • A concepo histrico-teolgica de Lucas plasmou todo o caso de Estevo, do qual o discurso ponto central e a justificao terica. O movimento cristo toma distncia do judasmo oficial, representado pela Lei e pelo Templo.


Atos dos ap stolos

  • Lucas tinha boas probabilidades de demonstrar aos cristos, que tinham visto em 70d.C. a destruio do templo, a provisoriedade das estruturas e instituies judaicas. Dessa forma, estava plenamente justificada a passagem de um cristianismo que gravitava em torno das tradicionais instituies judaicas, o Templo e a Lei, para um cristianismo disperso entre os pagos, mas autnomo e livre.


A chave hermen utica

A chave hermenutica

  • A chave hermenutica de toda essa sntese de histria Bblica justamente a concluso. A figura do justo prometido pelos profetas, refutado e morto pelos descendentes dos pais, projeta a sua luz sobre os Principais personagens lembrados na exposio bblica de Estevo.


Morte de estev o e persegui o dos helenistas 7 54 8 4

Morte de estevo e perseguio dos helenistas: 7,54-8,4

  • A reao dos judeus explode s aps a sua declarao deque o Filho do Homem est de p direita de Deus (7,55-56)

  • Jesus est de p: Ele agora juiz constitudo por Deus e como tal intervm no s em favor do seu primeiro corajoso mrtir, mas tambm para sancionar, com sentena autorizada, a auto-excluso do povo judeu infiel, acusado por Estevo (Lc 12,8-9).

  • A confisso de f em Jesus ressuscitado e juiz da histria o motivo determinante da condenao de Estevo.

  • O luto e sepultamento por parte de judeus piedosos, pode ressaltar um ltimo detalhe, a concordncia com o sepultamento de Jesus por parte de Jos de Arimatia, homem bom e justo


Presen a de paulo

Presena de Paulo

  • Enquanto morre Estevo, que paga com o sangue a sua tomada de posio em favor da reviravolta histrica do projeto salvfico de Deus, que dos judeus passa para os pagos, aparece no horizonte o primeiro lder da misso aso pagos. Mais, aquele Saulo que antes d uma mo aos assassinos de Estevo, e depois se transforma no fantico perseguidor que arruna a Igreja de Jerusalm, justamente ele, ser animador da misso que realizar a nova linha de desenvolvimento da Igreja entre os pagos.


Atividade de filipe a miss o crist atinge os exclu dos 8 5 10

ATIVIDADE DE FILIPE: A MISSO CRIST ATINGE OS EXCLUDOS 8,5--10

  • O protagonista agora Filipe, o evangelista, um dos SETE.

  • Destinatrios da misso: os samaritanos.

  • Pedro e Joo legitimam a misso to discutida na Igreja (Mt 10,5; Lc 9,51-56; Jo 4,20-26).


A miss o de filipe na samaria 8 5 25

A MISSO DE FILIPE NA SAMARIA: 8,5-25.

  • Lucas alcana dois objetivos com esse relato: mostra a progressiva expanso da Igreja segundo o projeto traado pelo ressuscitado (1,8) e ressalta a superioridade vitoriosa da experincia crist sobre a magia no ambiente circunstante.

  • Simo, representante do mundo da magia, entra em contato com a fora irresistvel da palavra e o poder do Esprito (8,9-10)..

  • A presena dos Apstolos a autenticao da misso na Samaria e a derrota da magia sob a interveno decisiva de Pedro.


Atos dos ap stolos

  • Filipe, um dos SETE, conhecido como evangelista (21,8), refugiado por causa da perseguio judaica que levou Estevo morte, anuncia o Evangelho pela primeira vez na Samaria.

  • Os samaritanos era um grupo de excludos, separados da ortodoxia judaica. Habitavam a regio central da Palestina, chamada Samaria. Eram considerados herticos ou cismticos pelo judeus. No aspecto religioso eram equiparados aos pagos, porque no reconheciam o lugar do culto legtimo, o Templo de Jerusalm, nem observavam todas as minuciosas prescries legais.


Atos dos ap stolos

  • A atividade missionria de Filipe : anncio verbal e sinais, gestos de libertao dos espritos malignos e curas de doente (obtm sucesso imediato).

  • A figura e atividade de Simo entra em crise com a chegada do Evangelho.

  • Fundao da Igreja na Samaria.

  • O batismo de Filipe no d o Esprito. Cabe aos Apstolos de Jerusalm a tarefa de comunicar aos batizados o dom do Esprito, por meio da imposio das mos.


Atos dos ap stolos

  • Um novo pentecostes sela a fundao da Igreja da Samaria.

  • Simo simonia: compra e venda de dignidades ou bens espirituais na Igreja. Onde o Esprito, dom gratuito de Jesus ressuscitado, trocado, sob qualquer forma, por privilgios ou compensaes econmicas, cessa a genuna experincia crist, e a tentao da magia corrompe a liberdade e a verdadeira f.

  • A condenao mais severa do Livro do Atos a de Pedro em relao a Simo, o mago.


Convers o e batismo do eunuco et ope 8 26 40

CONVERSO E BATISMO DO EUNUCO ETOPE: 8,26-40

  • Nova etapa de expanso e progresso da Igreja: Converso de um africano da longnqua Etipia, cidade situada nos confins do imprio romano. Um homem excludo da comunidade santa (Dt 23,2).

  • A fora do Evangelho supera as barreiras raciais e culturais (Is 53,3-7 conhece a escritura) e as distancias tnicas e sociais (Sl 68,32).

  • Cumpre-se agora as esperanas messinicas. A salvao oferecida a todos.


Atos dos ap stolos

  • Lucas destaca nesse relato a iniciativa de Deus! (O Anjo do Senhor O Esprito do Senhor).

  • No basta o missionrio, mas a abertura sincera de corao de quem busca a verdade.

  • O texto de Isaas referido nos vv.32-33, o nico a ser citado de modo amplo em Atos.

  • O catecmeno, o etope, escutou e acolheu o anncio, est pronto para o batismo (referncia a catequese pr-batismal que parte da escritura).

    Encontro, anncio, catequese, batismo caminho cristo


Paulo em damasco de perseguidor a ap stolo 9 1 31

PAULO EM DAMASCO: DE PERSEGUIDOR A APSTOLO 9,1-31

  • Paulo o protagonista principal da nova etapa histrica que levar a mensagem crist para fora da Palestina e entre os pagos.

  • O fantico perseguidor dos cristos, graas interveno prodigiosa de Deus, se transforma num pregador indomvel da nova mensagem que diz respeito a Jesus, o Messias.

  • Lucas pretende propor um modelo ideal de cristo e Apstolo.


Convers o e voca o de saulo 9 1 19a

CONVERSO E VOCAO DE SAULO 9,1-19a

  • A converso de Saulo provoca uma reviravolta histrica na expanso do movimento cristo.

  • Saulo o perseguidor: promotor de uma campanha de inquisio nas comunidades judaicas situadas fora da Palestina (Damasco, Sria).

  • Iniciativa divina.

  • Jesus solidrio com os cristos (Lc 10,16).


Atos dos ap stolos

  • A converso de Paulo coincide com a sua vocao ou investidura de apstolo, enviado em misso.

  • Igreja de Damasco: a misso origina-se em Jesus, mas realiza a continuidade histrica com a Igreja.

  • Cai por terra, como acontecia com os profetas no AT. A cegueira significativa, Paulo viu o esplendor divino.

  • A iluminao da f coincidir, para Paulo, com o seu caminho catecumenal, que se conclui com o batismo e o dom do Esprito.


Atos dos ap stolos

  • Trs dias sem ver, nem comer, nem beber: experincia da morte, de ruptura radical com o passado (experincia de renascimento, verdadeira ressurreio espiritual).

  • Trs dias de jejum poderia lembrar aos leitores de Lucas a prxis em preparao ao batismo.

  • Ao de Deus -> viso de Ananias.

  • A refeio aps o batismo, num significado espiritual, poderia ser uma aluso eucaristia, assim, sua participao na comunidade eclesial seria expressa e realizada de forma plena.


Primeira atividade e persegui o de saulo em damasco 9 19b 25

PRIMEIRA ATIVIDADE E PERSEGUIO DE SAULO EM DAMASCO: 9,19B-25

  • A audcia de Paulo, que afronta seu ex-colegas na Sinagoga, uma prova incontestvel da sua mudana espiritual.

    Gl 1,13 -> At 9,21

    Gl 1,15-16 -> At 9,20

    2Cor 11,32 -> At 9,24b

    2Cor 11,33 -> At 9,25


Encontro de saulo com a comunidadede jerusal m 9 26 31

ENCONTRO DE SAULO COM A COMUNIDADEDE JERUSALM: 9,26-31

  • O encontro de Paulo com a comunidade me de Jerusalm, de modo particular com os que ali residem, serve para dar legitimidade e autoridade sua futura misso.

  • singular a posio de Paulo aps sua converso: estranho aos seus antigos amigos judeus ( agora desprezado, renegado, apstata e traidor) e suspeito e evitado pelos novos irmos cristos, porque muito recente a lembrana do seu fanatismo persecutrio (Mc 8,34).


Atos dos ap stolos

  • A audcia e liberdade de Paulo em Jerusalm o levam a chocar-se com aquele grupo de judeus helenistas que tinham linchado Estevo.


Pedro na jud ia e em cesar ia os pag os entram com plenos direitos na igreja 9 32 11 8

PEDRO NA JUDIA E EM CESARIA: OS PAGOS ENTRAM, COM PLENOS DIREITOS , NA IGREJA 9,32 11,8

  • Este episdio exerce funo essencial na reconstruo lucana da primeira misso crist. O centro de ao no mais Jerusalm, mas Cesaria, cidade pag.

  • O relato da cura do homem paraltico, Enias, e a ressurreio (reanimao) de Tabita, trazem a luz a funo e ascendncia de Pedro e d ideia do progresso da misso crist na Judia ocidental.


Pedro cura um paral tico em lida 9 32 35

Pedro cura um paraltico em Lida: 9,32-35

  • Lida, regio do Saron e Jope: o leitor tem a impresso que toda a Palestina est cravejada de ncleos cristos, pelo menos os centros maiores.

  • Recorda os relatos bblicos de Elias e Eliseu.

  • Paulo protagonista de dois episdios anlogos: cura de um paraltico em Antioquia da Psdia (14,8-10) e a ressurreio de utico em Trade (20,7-10).

  • Jesus que age na palavra e pessoa de Pedro.


Pedro ressuscita uma mulher em jope 9 36 43

Pedro ressuscita uma mulher em Jope: 9,36-43

  • Progresso da cura

  • Figura feminina; trao distintivo em Lucas.

  • Nem todos que ficam sabendo do fato creem no Senhor.

  • a fora de Jesus ressuscitado que devolve a vida.

  • A permanncia de Pedro na casa de um curtidor de couro prepara a indicao der lugar para p prximo episdio .


Atos dos ap stolos

  • O ofcio de Simo, curtidor de peles, o expunha ao desprezo e suspeita de desonestidadenos ambientes judeus integristas. Quem o exercia era de fato excludo dos encargos civis e religiosos (aspecto poluente: fedor e contato com cadveres).


Pedro vai casa de um centuri o romano 10 1 33

Pedro vai casa de um centurio romano:10,1-33

ESTRUTURA TEOLGICA DO RELATO: o batismo da famlia de Cornlio exerce nos Atos uma funo de primeiro plano.

  • Lucas dedicou 66 versculos a esse acontecimento (41 no relato de Pentecostes e 58 na converso de Paulo).

  • Iniciativa de Deus.


Atos dos ap stolos

  • Fonte: Deus ou o Esprito Santo disse, fez entender ou manifestou.

  • Outro aspecto importante do relato: encontros entre homens ou grupos, e os relativos discursos de explicao -> o acontecimento se d por encontros, acolhida, hospitalidade e confronto entre pessoas e os grupos.


Atos dos ap stolos

  • O relato mostra a conduo de uma igreja-comunidade aberta, onde os pagos comeam a fazer parte, com pleno direito, do povo de Deus (11,18).

    VISO REVELADORA DE CORNLIO

  • Figura do centurio romano apresentada com termos elogiosos (todas as figuras ou representantes do imprio so bem apresentados em Atos).

  • Centurio: comandante de cem soldados.

  • Lucas ressalta, sobretudo, a fisionomia espiritual e religiosa de Cornlio.


Atos dos ap stolos

  • O leitor convidado a ficar disponvel ao de Deus, que se revela progressivamente onde encontra um homem aberto s duas dimenses da f: ateno a Deus e solidariedade com os outros.

    VISO DO CU PARA PEDRO

  • A revelao acontece num contexto de orao.

  • XTESE: uma experincia fora do normal, conexa com uma forte emoo espiritual.

  • Ponto focal do relato: contedo da toalha e a ordem que vem do cu mata e come.


Atos dos ap stolos

  • O tabu ritual impede Pedro de se alimentar.

  • Deus, com a sua palavra eficaz, reporta toda a realidade criada sua bondade original , eliminando as barreiras que os homens introduziram entre si e nas coisas (o fim dos tabus alimentares era uma das expectativas do mundo judaico para o tempo de messias).

  • A experincia exttica de Pedro deve prepar-lo converso cultural.


Atos dos ap stolos

ENCONTRO DE PEDRO E CORNLIO

  • superada a distancia espiritual que separa judeus e pagos.

  • O fim dos tabus alimentares conduz tambm a superao de tabus sociais e raciais, que dividem os dois grupos: judeus e pagos.

  • Mas Deus acaba de mostrar-me que a nenhum homem se deve chamar profano ou impuro.


Atos dos ap stolos

DISCURSO DE PEDRO EM CESARIA

  • Estrutura do discurso: INTRODUO, que serve para estabelecer o contato com os ouvintes, partindo de circunstncias concretas (10,34-43); ANNCIO OU QUERIGMA, sntese da mensagem, centrada na figura e atividade de Jesus, o Cristo (10,36-41); CONCLUSO, com um convite f para obter o perdo dos pecados, a salvao definitiva (10,42-43).

  • Deus no leva em conta a pertena tnico-cultural ou religiosa de uma pessoa, mas leva em conta a conscincia religiosa e moral.


Atos dos ap stolos

  • Jesus Cristo, que o Senhor de todos, v.36 = valor universalista e ecumnico da frase ( no autor helenista, assuma talvez tambm um acento polmico em relao s divindades pags ou os representantes polticos, como o imperador, que era proclamado senhor de tudo).

  • TESTEMUNHAS -> funo nica e insubstituvel dos APSTOLOS .


Dom do esp rito e batismo dos pag os

DOM DO ESPRITO E BATISMO DOS PAGOS

  • Iniciativa e ao de Deus-> introduo oficial , com pleno direito, dos pagos na Igreja.

  • O esprito sanciona de forma irreversvel a incorporao dos pagos na comunidade crist.

  • O dom do Esprito, agora, concedido aos pagos.

  • O Esprito rompe a ordem antes seguida, primeiro deve-se fazer parte do sistema judaico e depois aderir ao cristianismo. Rompendo assim com uma ideologia de privilgio cultural e racista.


Atos dos ap stolos

  • O batismo cristo vem ratificar uma pertena e agregao Igreja j feita pela ao soberana de Deus.

  • No Atos o dom do Esprito no estritamente ligado ao batismo. Enquanto a f sempre pressuposta para receber o Esprito ( a f uma condio interior necessria o batismo a pertena pblica).


Pedro em jerusal m justifica sua conduta 11 1 18

PEDRO EM JERUSALM JUSTIFICA SUA CONDUTA: 11,1-18

  • A notcia que chega a Jerusalm a de que os pagos acolheram a palavra de Deus.

  • Cornlio o representante do novo mundo dos pagos, aos quais, agora aberta a evangelizao.

  • Conflito: no permitido a um judeu-cristo partilhar com os pagos convertidos a comunho eclesial, que compreende tambm a ceia eucarstica.


Atos dos ap stolos

  • Lucas reprope o fato de Cornlio, colocando-o na discusso oficial em Jerusalm, com a finalidade de receber a marca da institucionalidade, tornando-se uma mudana histrica.

  • Lucas repete o relato para reforar a ideia.

  • Pedro aderiu a iniciativa Divina (uma histria guiada por Deus se justifica por si s).

  • Recusar o batismo de pertena Igreja, seria opor-se a ao de Deus, manifestada no dom do Esprito.


Antioquia a primeira igreja dos pag os convertidos 11 19 30

ANTIOQUIA: A PRIMEIRA IGREJA DOS PAGOS CONVERTIDOS: 11,19-30

  • Antioquia: grande centro pago.

  • Cesaria: sede da autenticao teolgica dos pagos; Antioquia: sede de sua concretizao histrica.

  • Descentralizao na liderana missionria.

  • Relao entre as Igrejas: comunho e solidariedade.


Funda o da igreja da antioquia 11 19 26

Fundao da igreja da Antioquia: 11,19-26

  • Pela primeira vez, constitui-se numa grande metrpole do Imprio um grupo misto de cristos.

  • O centro de gravidade se desloca de Jerusalm para Antioquia.

  • A fundao da Igreja da Antioquia no casual. Pertence a um plano divino.

  • Barnab, com seu amigo Saulo, torna-se animador e catequista de grande prestgio na nova Igreja.


Atos dos ap stolos

  • Antioquia: terceira cidade do Imprio Romano (depois de Roma e Alexandria).

  • Nmero de habitantes: mais de meio milho, no sculo I ( na maioria gregos, srios e tambm judeus).

  • Um ambiente novo e rico, onde pela primeira vez um grupo de judeuscristos de lngua grega prope o Evangelho aos gregos pagos.

  • Barnab quem faz o reconhecimento oficial da nova Igreja (estimado pelos Apstolos e originrio de Chipre).

  • a segunda vez que Barnab intervm para introduzir Paulo na comunidade.


Atos dos ap stolos

  • receberam o nome de cristos o novo grupo religioso distingue-se tanto dos judeus como dos pagos.

  • A Igreja da Antioquia surgiu pela iniciativa espontnea e livre dos refugiados ou perseguidos. Forma original e nova de iniciar uma misso.

    SOLIDARIEDADE ENTRE AS IGREJAS

  • Lucas apresenta Barnab e Paulo como missionrios da Antioquia, conforme informaes de Paulo organizando coleta nas novas comunidades missionrias em favor de Jerusalm.


Atos dos ap stolos

SOLIDARIEDADE ENTRE AS IGREJAS: 11,27-30

  • Mundo inteiro: regio palestinense.

  • Na teologia do texto expressa-se a comunho e solidariedade que existe entre as comunidades at em nvel material. O que pode , tambm, ter inspirao nos modelos preexistentes: contribuio ou taxa que os judeus da dispora davam para o Templo de jerusalm.


Jerusal m a persegui o judaica 12 1 25

JERUSALM: A PERSEGUIO JUDAICA: 12,1-25

  • A perseguio desencadeada pelo rei Agripa, segundo o texto dos Atos, assinala tambm a ruptura definitiva com o judasmo de Jerusalm.

  • Deus guia toda a histria. Ele protege e salva os que Nele confiam.


Atos dos ap stolos

  • a iniciativa divina que liberta Pedro da priso.

  • Tiago o primeiro dos DOZE que termina com morte violenta.

  • Este Tiago o filho de Zebedeu, irmo de Joo. O outro, citado no fim do relato o Tiago irmo do Senhor.

  • Enviado divino: anjo do Senhor.

  • A Igreja ora por Pedro.

  • Pedro preso na proximidade da Pscoa, assim como Jesus.


Atos dos ap stolos

  • So 16 soldados que fazem a guarda, ressaltando, ainda mais, a eficcia da ao libertadora de Deus.

  • Pscoa de Pedro: uma evaso prodigiosa do crcere (xodo rumo a liberdade).

  • A reao da comunidade ( a jovem) ao ouvir a voz de Pedro, lembra da reao dos discpulos em relao a Jesus ressuscitado.


Atos dos ap stolos

MORTE DE DO PERSEGUIDOR HERODES AGRIPA: 12,20-23.24.25

  • A morte do imperador vista com um sinal do cu, por aceitar aclamaes blasfemas, divinizao do imperador ( o homem que toma lugar de Deus - Gn 3,5).

  • Enquanto morre o imperador blasfeme, a palavra de Deus cresce e progride.


Primeira viagem mission ria choque com os judeus e funda o de novas comunidades 13 1 14 28

PRIMEIRA VIAGEM MISSIONRIA: CHOQUE COM OS JUDEUS E FUNDAO DE NOVAS COMUNIDADES : 13,1 14,28

  • Viagem e misso: binmio indivisvel.

  • Ambiente e destinatrios: judeus da dispora que se renem na sinagoga; ambiente urbano; ao redor do ncleo judaico encontra-se um crculo de pagos simpatizantes do judasmo.

  • Contedo e modalidade do anncio: inspirado nos textos bblicos ou na experincia imediata dos ouvintes.


Atos dos ap stolos

  • Reao: os judeus, na maioria, rejeitam o anncio evanglico e organizam perseguies contra os dois cristos. Os pagos aderem a pregao com entusiasmo.

    ENVIO DE BARNAB E PAULO EM MISSO: 13,1-13

  • Antioquia: novo centro de irradiao missionria.


Atos dos ap stolos

  • Terceira lista no livro dos Atos: Barnab (homem de confiana da Igreja de Jerusalm e influente em Antioquia); Simo Nger (Moreno); Lcio de Cirene (frica); Manaem (personagem importante ligado ao tetrarca Herodes Antipas [Lc 3,1; 13,31;23,7.8-12]; e Saulo.

  • Caractersticas: Homens inspirados, encarregados do ensinamento.

  • Reunio litrgica: momento central a eucaristia.

  • O espao e o lugar da revelao do Esprito a comunidade reunida.


Atos dos ap stolos

  • Igreja de Atos: comunidade reunida ao redor do Senhor, atenta e fiel ao Esprito, diversidade de qualidades e atitudes, fortalecida pela orao comum e solidariedade nas opes assumidas.

    EM CHIPRE: INCOMPATIBILIDADE COM O MAGLO ELIMAS: 13,4-12

  • O anncio cristo no pode ser confundido com as artes mgicas com ambiente sincrtico grego. O triunfo do Evanglico garantia da sua validez.


Atos dos ap stolos

  • Cai na escurido aquele que se ope luz do Evangelho.

  • Paulo se torna agora personagem principal, sinal de sua funo emergente.

    ANTIOQUIA DA PISDIA: DISCURSO DE PAULO AOS JUDEUS: 13,13-43

  • Anncio cristo entre os judeus da dispora.

  • Marcos deixa o grupo. Este fato provocar conflito em At 15,37-40.


Atos dos ap stolos

  • Estrutura do discurso:

  • Sntese histrica da ao gratuita e salvfica de Deus para com o povo de Israel, dos pais a Davi.

  • Quergma cristo: anncio da morte e ressurreio de Jesus (promessa cumprimento).

  • Convite final a converso que consiste em acolher a salvao de Deus por meio do perdo dos pecados para todos os que crem em Jesus.


Atos dos ap stolos

  • Deus que conduz toda a histria. Assim, a presena eficaz e amorosa de Deus dentro da trama histrica faz amadurecer um projeto, que comea a concretizar-se em Davi.

  • Salvao acontece de forma paradoxal: morte e ressurreio.

  • O ponto de discernimento no mais a Lei, mas a f em Jesus Cristo, que consiste na livre acolhida da iniciativa de Deus.

  • Evangelho: continuidade entre histria de Israel e Jesus, entre passado e presente; ao mesmo tempo, superao e novidade.


Atos dos ap stolos

  • Esquema de promessa e cumprimento, ontem e hoje.

  • to importante o vnculo histrico-salvficocomo a F.

    PAULO E BARNAB SE DIRIGEM AOS PAGOS:13,44-52

  • Tema central o conflito entre os missionrios cristos e os judeus que culmina na perseguio, que obriga Paulo e Barnab a abandonar Antioquia.

  • Passagem do mundo judaico ao dos pagos.


Atos dos ap stolos

  • Funo da palavra: aparece quatro vezes a expresso palavra de Deus ou do Senhor.

  • Grupos

    De um lado: pagos, gregos, latinos, nativos;

    De outro: judeus.

  • Um messias morto, crucificado blasfmia, escndalo para os judeus. Um insulto a Deus!

  • Primeiro o anncio deveria ser feito ao povo dentro do qual amadureceu a f e foi conservada a esperana em Deus salvador.


Atos dos ap stolos

  • A recusa judaica legitima a passagem do projeto salvfico aos pagos.

  • Lucas utiliza o ecumenismo dos profetas clssicos, dos quais o representante mximo Isaas.

  • Sacudir os ps: gesto tpico de separao.

    ANNCIO DO EVENGLHO EM ICNIO: 14,1-7

  • Assemblia: judeus e pagos simpatizantes do monotesmo judaico.

  • Trabalho continuado em pequenos encontros.

  • Liberdade e audcia dos pregadores!


Atos dos ap stolos

  • Sinais e prodgios acompanham o discurso cristo.

    CURA DE UM ALEIJADO EM LISTRA: 14,8-20

  • Listra: colnia militar romana (populao pag).

  • A condio humana desesperadora ressalta a extraordinria eficcia da palavra de Paulo. Mas entre a impotncia do aleijado e a palavra curadora de Paulo est a f.

  • Paulo e Barnab so confundidos com Zeus(Jpiter dos romanos) e Hermes (Mercrio dos romanos).


Atos dos ap stolos

  • rasgar as vestes: compreensvel para judeus, mas no para pagos.

  • Primeira vez que Paulo se encontra diante de um auditrio greco-pago.

  • Discurso um exemplo de anncio ao mundo de cultura grega e da religiosidade pag.

  • Acabou o tempo da ignorncia, todos os povos podem ler a Bblia universal escrita no mundo visvel e material que d testemunho do nico criador e Senhor.

  • A libertao e promoo do homem so dois componentes da boa notcia crist.


Atos dos ap stolos

  • A sorte dos homens e personagens pblicos, para a massa de homens escravos ou alienados, a de ser heris-divinos ou mrtires.

    ORGANIZAO DA NOVA COMUNIDADE E VOLTA ANTIOQUIA: 14,21-28

  • As comunidades crists tem m momento estrutural e institucional: v.23.

  • Autonomia da comunidade um elemento importante.

  • Deus abriu as portas aos pagos, que no passam mais pelos ritos e prticas judaicas.

  • Fecha-se o primeiro circuito missionrio.


Conc lio de jerusal m 15 1 35

CONCLIO DE JERUSALM: 15,1-35

  • Jerusalm e Antioquia: dois principais centros.

  • Personagens principais: Paulo e Barnab, Pedro e Tiago.

  • Como elemento de ruptura e separao aparecem os representantes do grupo judeu-cristo integristas de Jerusalm.

  • Novos personagens: Judas e Silas, portadores autorizados da carta s Igrejas.


Atos dos ap stolos

DISCURSO EM ANTIOQUIA E JERUSALM: ANOVA SALVAO: 15,1-5

  • O objeto da controvsia, tanto em Antioquia como em Jerusalm, um princpio que diz respeito ao contedo essencial da vida crist. A circunciso pe em discusso a opo crist.

  • Posies tericas dentro do mundo judaico em relao a circunciso:

  • Judeu por nascimento circuncidado e observante da lei;

  • O no-judeu convertido e circuncidado que pratica integralmente a lei de Moiss (proslito);


Atos dos ap stolos

  • O no judeu que adere ao monotesmo e observa os princpios ticos do judasmo (temente a Deus). Mas na dispora vigorava uma prxis mais liberal: em alguns casos era considerada suficiente a adeso de f ao nico Deus e a observncia da lei de Moiss para ser considerado proslito (judeu por adoo).

  • A oposio surge da ala mais intransigente e rgida e no da Igreja oficial.

  • Paulo tambm fala do Conclio em sua carta aos Glatas 2,1-10


Atos dos ap stolos

ASSEMBLIA DE JERUSALM E DISCURSOS DE PEDRO E TIAGO: 15,6-21.

  • A Assemblia de Jerusalm constitui um divisor de guas. Um eixo ao redor do qual gira a histria da expanso do cristianismo.

  • Pedro fala da sua experincia (casa de Cornlio) como princpio doutrinal, e Tiago cita as Escrituras. Ambos chegam a mesma concluso.

  • Resultado geral do Conclio: a liberdade em relao lei judaica, vista como sistema salvfico para os convertidos do paganismo.


Atos dos ap stolos

  • V. 7 e 8: A iniciativa de Deus. O homem responde com a f.

  • O Esprito guia a Igreja no discernimento do plano histrico de Deus.

  • Determinante a resposta de f dos pagos, como condio nica e indispensvel para serem purificados na conscincia.

  • A Palavra da Escritura torna-se palavra de Deus quando sai do livro, e torna-se histria de Deus com os homens.

  • As restries imposta por Tiago poderiam ser justificadas como compromisso histrico para favorecer a convivncia.

  • Da misso entre os pagos surgiu com tomada de conscincia histrica. Abre-se ao universalismo histrico.


Atos dos ap stolos

CARTAS S IGREJAS: 15,22-35

  • Relato conhecido como: decreto do Conclio de Jerusalm.

  • A Judas e Silas cabe a tarefa de explicar de viva voz as concluses do conclio. Os dois personagens sos cristos abertos e dinmicos.

  • A liberdade da imposio do judasmo aos pagos convertidos fruto da ao inovadora do Esprito Santo.


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