Di rio de viagem do 7 pr mio liter rio manuel maria barbosa du bocage
Download
1 / 33

Diário de Viagem do 7º Prêmio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage - PowerPoint PPT Presentation


  • 73 Views
  • Uploaded on

Diário de Viagem do 7º Prêmio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage. Prof. Robson Tadeu Rodrigues Pereira. II Semana de Debates Acadêmicos e Científicos da FADILESTE - 2005 Curso de Letras. Bocage e as ninfas, prisão e exílio. Prisão e exílio de Bocage no painel dos pintores setubalenses.

loader
I am the owner, or an agent authorized to act on behalf of the owner, of the copyrighted work described.
capcha
Download Presentation

PowerPoint Slideshow about ' Diário de Viagem do 7º Prêmio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage' - kylynn-jenkins


An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript
Di rio de viagem do 7 pr mio liter rio manuel maria barbosa du bocage

Diário de Viagem do 7º Prêmio Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage

Prof. Robson Tadeu Rodrigues Pereira

II Semana de Debates Acadêmicos e Científicos da FADILESTE - 2005

Curso de Letras





"Concerto para Bocage" sob o céu azul de Setúbal. Flâmulas verdes, amarelas, azuis e brancas. ornam a estátua do poeta. Reverência tardia às riquezas levadas do Brasil.


Pra a do bocage na manh de 15 de setembro
Praça do Bocage na manhã de 15 de Setembro. Flâmulas verdes, amarelas, azuis e brancas. ornam a estátua do poeta. Reverência tardia às riquezas levadas do Brasil.





Conferência "Já Bocage não sou": vereadora da Educação e Cultura, Maria das Dores Marques Banheiro Meira, o escritor, José Jorge Letria e o Presidente do Centro de Estudos Bocagianos, Daniel Pires.


Professor maur cio costa presidente da funda o cultural lasa embevecidos ao ouvir jos jorge letria
Professor Maurício Costa: presidente da Fundação Cultural LASA. Embevecidos ao ouvir José Jorge Letria.


Sendo apresentado ao aclamado escritor portugu s da contemporaneidade jos jorge letria
Sendo apresentado ao aclamado escritor português da contemporaneidade: José Jorge Letria





Apresenta o do trabalho premiado constrangido pela apresenta o do jornalista policarpo
Apresentação do trabalho premiado: constrangido pela apresentação do jornalista Policarpo.






Cântico negro Barroso.

José Régio

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos docesEstendendo-me os braços, e segurosDe que seria bom que eu os ouvisseQuando me dizem: "vem por aqui!"Eu olho-os com olhos lassos,(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)


E cruzo os braços, Barroso.E nunca vou por ali...A minha glória é esta:Criar desumanidades!Não acompanhar ninguém.— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade


Com que rasguei o ventre à minha mãe Barroso.Não, não vou por aí! Só vou por ondeMe levam meus próprios passos...Se ao que busco saber nenhum de vós respondePor que me repetis: "vem por aqui!"?


Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Barroso.Redemoinhar aos ventos,Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,A ir por aí...Se vim ao mundo, foiSó para desflorar florestas virgens,E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!O mais que faço não vale nada.


Como, pois, sereis vós Barroso.Que me dareis impulsos, ferramentas e coragemPara eu derrubar os meus obstáculos?...Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,E vós amais o que é fácil!Eu amo o Longe e a Miragem,Amo os abismos, as torrentes, os desertos...


Ide! Tendes estradas, Barroso.Tendes jardins, tendes canteiros,Tendes pátria, tendes tetos,E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...Eu tenho a minha Loucura !Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,


E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... Barroso.Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;Mas eu, que nunca principio nem acabo,Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.


Ah, que ninguém me dê piedosas intenções, Barroso.Ninguém me peça definições!Ninguém me diga: "vem por aqui"!A minha vida é um vendaval que se soltou,É uma onda que se alevantou,É um átomo a mais que se animou...


Não sei por onde vou, Barroso.Não sei para onde vouSei que não vou por aí!


Já Bocage não sou!... À cova escura Barroso.Meu estro vai parar desfeito em vento... Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento Leve me torne sempre a terra dura.


  Conheço agora já quão vã figura Barroso.Em prosa e verso fez meu louco intento. Musa!... Tivera algum merecimento, Se um raio da razão seguisse, pura!


  Eu me arrependo; a língua quase fria Barroso.Brade em alto pregão à mocidade, Que atrás do som fantástico corria:


“Outro Aretino fui... A santidade Barroso.Manchei... Oh!, se me creste, gente impia, Rasga os meus versos, crê na Eternidade!”


ad