Discuss o an tomo cl nica portal da sociedade brasileira de nefrologia
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Discussão Anátomo-Clínica Portal da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Glomerulopatias após Transplante Renal Fábio Gusmão Vicente da Silva Serviço de Nefrologia HC-FMUSP. Glomerulopatias após Transplante Renal. INTRODUÇÃO:

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Discussão Anátomo-Clínica Portal da Sociedade Brasileira de Nefrologia

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Discuss o an tomo cl nica portal da sociedade brasileira de nefrologia

Discussão Anátomo-ClínicaPortal da SociedadeBrasileira de Nefrologia

Glomerulopatias após Transplante Renal

Fábio Gusmão Vicente da Silva

Serviço de Nefrologia HC-FMUSP


Glomerulopatias ap s transplante renal

Glomerulopatias após Transplante Renal

  • INTRODUÇÃO:

    A melhora no manejo das rejeições agudas e das complicações infecciosas tem levado ao aumento da sobrevida dos enxertos renais, possibilitando o desenvolvimento de outras complicações, dentre elas as doenças glomerulares, frequentemente subestimadas pelos achados glomerulares associados à glomerulopatia do transplante.


Glomerulopatias prim rias ap s transplante renal

Glomerulopatias Primárias após Transplante Renal

  • Principais Glomerulopatias:

    I-Nefropatia por IgA (NIgA)

    II-Glomeruloesclerose Segmentar e Focal

    III-Glomerulonefrite Crescêntica

    IV-GN Membranoproliferativa (GNMP)

    V-GN Membranosa (GNM)

    VI-GN Fibrilar (GNF)

    VII-Glomerulopatia do Transplante (GPTx)


Glomerulopatias prim rias ap s transplante renal1

Identificação da doença de base do receptor

Identificação histológica do doador no tempo zero

Políticas locais de biópsia renal

Dados de correlação anátomo-clínica

Interpretação dos achados, frente às alterações da nefropatia crônica do TX

Glomerulopatias Primárias após Transplante Renal

Condições que interferem na devida avaliação da doença

glomerular após transplante renal:


I nefropatia por iga niga

I – Nefropatia por IgA(NIgA)

  • Os transplantados por IgA têm evolução semelhante à população geral dos transplantados

  • Recorrência pós-Tx de 26%

  • Incidência nos doadores estimada em 7-11%

  • Recorrencia em Tx subsequentes de até 60%

  • Ocorrência “de novo” muito rara


Ii glomerulosclerose segmentar e focal gesf

II - Glomerulosclerose Segmentar e Focal (GESF)

  • Recorrência de 15-67%(média de 28%); a perda do enxerto é de 50%

  • A precocidade da recidiva é característica

  • Duração da doença no receptor, evolução mais agressiva e proliferação mesangial à biópsia são preditores da recorrência


Iii glomerulonefrite cresc ntica gncresc

III - Glomerulonefrite Crescêntica (GNCresc)

  • Recorrência baixa (0-5%) e uniforme nas suas três variantes (tipos I, II e III)

  • Sua ocorrência “de novo” é quase restrita aos casos de Tx nos portadores de Síndrome de Alport


Iv glomerulonefrite membranoproliferativa gnmp

IV - Glomerulonefrite Membranoproliferativa (GNMP)

  • Sua incidencia é de difícil avaliação por compartilhar padrão semelhante à GPTx; diagnóstico diferencial pela IF com C3 proeminente

  • GNMP tipo I: recorrência de 35%; incidência “de novo” indeterminada

  • GNMP tipo II: recorrência de 49% e não guarda correlação com níveis séricos do complemento


V glomerulonefrite membranosa gnm

V - Glomerulonefrite Membranosa (GNM)

  • Baixa recorrência (21%)

  • Não altera evolução do enxerto

  • É a mais comum na forma “de novo” pós-Transplante


Vi glomerulonefrite fibrilar gnf

VI - Glomerulonefrite Fibrilar (GNF)

  • Recorrência e ocorrência “de novo”ainda não definidas pela baixa incidência da doença na população dos transplantados

  • Não é considerada contra-indicação ao transplante renal


Vii glomerulopatia do transplante gptx

VII - Glomerulopatia do Transplante (GPTx)

  • É a forma mais comum de doença glomerular após transplante renal

  • Padrão histológico à microscopia eletrônica semelhante à GNMP I, se diferenciando desta pelos depósitos de IgM mais evidentes do que C3 e ausência de depósitos densos à microscopia eletrônica

  • As alterações vasculares e do interstício costumam vir associadas e ajudam no diagnóstico

  • Acomete 5% de todos os Tx; leva a perda de até 70% dos enxertos acometidos


Viii nefropatia diab tica

VIII – Nefropatia Diabética

sua incidência é relativamente baixa, tanto na forma da glomerulopatia “de novo” como na recorrência pós-transplante renal (2% x 6%)

segundo Bhalla et al*, não há diferença no risco de desenvolvimento das formas “de novo” e recorrente;

Ainda conforme Bhalla et al, não há dados clínicos capazes de predizer a ocorrência da nefropatia diabética na população dos transplantados

A existência de retinopatia diabética só foi capaz de indicar uma pior evolução do enxerto, porém não é útil ao diagnóstico da daença renal diabética

* Bhalla et al. Recurrent and de novo diabetic nephropathy in renal allografts. Transplantation 75: 66, 2003


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