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Bem- Estar Animal de Frango de Corte

Bem- Estar Animal de Frango de Corte. Elaborado por: Juliana Bahia de Castro. Uberlândia Dezembro de 2008. Objetivo

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Bem- Estar Animal de Frango de Corte

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  1. Bem-Estar Animal de Frango de Corte Elaborado por: Juliana Bahia de Castro Uberlândia Dezembro de 2008

  2. Objetivo Objetivou-se com esse projeto que é resultado de um estágio, descrever as práticas de manejo ideais de bem-estar animal para que estas possam ser implementadas na unidade de Uberlândia da Sadia.

  3. Introdução A partir do século XX, a agricultura passou a ser praticada em escala industrial e de forma intensiva, aumentando em poucos anos a produção de alimentos para níveis nunca antes imaginados. Aumentar a produção e diminuir custos Animal não é uma máquina. Possuem necessidades comportamentais específicas de suas espécies .

  4. Definição de Bem-Estar Animal (BEA) O bem-estar animal é o "estado de harmonia entre o animal e seu ambiente, caracterizado por condições físicas e fisiológicas ótimas e alta qualidade de vida do animal". Segundo Fraser (1999): Os animais devem sentir-se bem (medo, dor ou estados desagradáveis) Os animais devem funcionar bem (saúde, crescimento, funcionamento fisiológico e comportamental normal) Os animais devemlevar vidas naturais

  5. Uma definição de bem-estar bastante utilizada atualmente foi estabelecida pela FAWC (Farm Animal Welfare Council), mediante o reconhecimento das cinco liberdades inerentes aos animais: 1. a liberdade fisiológica (ausência de fome e de sede), 2. a liberdade ambiental (edificações adaptadas), 3. a liberdade sanitária (ausência de doenças e de fraturas), 4. a liberdade comportamental (possibilidade de exprimir comportamentos normais), 5. a liberdade psicológica (ausência de medo e de ansiedade).

  6. Conseqüências Medo, dor Diminuição Animal não consegue manter a homeostase Alteração do pH, perdas por lesão, carne PSE, diminuição da validade Estresse

  7. Sistemas de Produção de Frango de Corte 1 - Instalações • Sentido das construções: leste-oeste • Plantação de árvores ao redor do galpão • Galpão com cortinas laterais • Ventilação positiva em modo túnel • Sistema de nebulização • Pé direito: 3 m

  8. 2 – Qualidade do Ar • Os níveis de sulfeto de hidrogênio devem ser, idealmente, inferiores a 0,5 ppm e não devem exceder 10 ppm. • Os níveis de dióxido de carbono devem ser, idealmente, inferiores a 300 ppm e não devem exceder 500 ppm. • A concentração de monóxido de carbono deve ser, idealmente, inferior a 10 ppm e não exceder 50 ppm. • A concentração média de pó deve ser inferior a 1,7 mg/m3 (para pó respirável) e 3,4 mg/m3 (para a concentração total) e não deve exceder 5 mg/m3 (para pó respirável) e 15 mg/m3 (para a concentração total), por um período de oito horas.

  9. 3 - Qualidade da Cama • Material que protege contra a dureza, o frio e a umidade do piso. • Camada de 5 cm de altura no verão e cerca de 10 cm no inverno. • Materiais: cepilho de madeira, feno picado, bagaço de cana, casca de café, casca de arroz e sabugo de milho triturado. • Teor de umidade inicial deverá ser inferior a 12% e no final próximo a 40%. A umidade causa sua compactação que é desconfortável para as aves, causando-lhes calos de peito e favorece o aparecimento de amônia • Limita o número de aves por metro • quadrado

  10. 4 – Densidade de Aves • Impedem que os frangos expressem seu comportamento normal • Redução no consumo alimentar e no ganho de peso corporal (menor conversão alimentar) • Incidência de lesões na pele e nas patas das aves • Brasil: média de 11 a 13 aves/m2. • Galpões termicamente menos favoráveis que o ideal :15 a 18 aves/m2 Galpões termicamente confortáveis :18 a 22 aves/m2

  11. 5 - Intensidade de Iluminação • Perda de produtividade devido ao estresse calórico • Influencia na atividade motora e possível exaustão das aves, além do aparecimento de anormalidades locomotoras • A radiação eletromagnética visível (luz) exerce efeito inibitório sobre a síntese de melatonina • A Humane Farm Animal Care estabelece que a cada 24 horas: mínimo de 8 horas de luz e mínimo de 6 horas contínuas de escuridão • Intensidade luminosa de 20 lux primeira semana e posteriormente 5 lux até o final de criação do lote. É recomendado aumento da intensidade para 10 lux, cerca de 3 dias antes da apanha

  12. N 6 - Concentração de Amônia H H • Presente na excreção fecal de nitrogênio pelas aves e na decomposição dos dejetos por bactérias • Causa doenças respiratórias • Maior mortalidade • Galpões fechados x Galpões abertos • Elevada Umidade acelera decomposição microbiana • Exposição constante máxima de 20 ppm • Produto PLT (Poultry Litter Treatment) possui grande capacidade acidificante e neutralizante de amônia.

  13. 7 – Condições Térmicas • O calor é considerado como um importante fator de estresse, com conseqüente aumento na incidência de carne PSE • Ventiladores e aspersores • Temperatura interna de um galpão deve estar ao redor dos 24°C e umidade relativa na faixa de 50-75%. 8 – Apanha • Um dos fatores principais • Pelo dorso ou pernas (máximo 3 em cada mão) ou mecânica • Captura a noite e sob luz azul ou sob pouca iluminação • Comedouros, bebedouros devem ser suspensos

  14. 9 – Jejum Pré-Abate • Menor probabilidade de contaminação das carcaças durante o processamento devido ao esvaziamento do intestino • Se o tempo de jejum for excessivo, as aves tomarão muita água e ingerirão material de cama • Analisar o papo no momento da apanha • Perda de peso • Maior degradação da glicose • O período ideal de jejum é de 10 a 12 horas, mas o fornecimento de água deve ser mantido até o momento da apanha das aves.

  15. 10 – Carregamento das aves • Condição das caixas • Realizar no turno da manhã ou da noite • Molhar a carga em dias muito quentes • Evitar que a carga de aves fique diretamente exposta à ação do sol durante o período do carregamento • Os veículos devem ser estacionados o mais próximo possível do alojamento do qual os frangos serão retirados • Densidade ideal é de 7 aves/caixa • Em estrada de asfalto pode-se colocar 7 gaiolas sobrepostas e em estrada de terra, de 5 a 6 gaiolas sobrepostas

  16. 11 – Transporte • Planejamento estratégico das rotas • Maiores perdas (mortes na chegada) para transportes realizados em distâncias mais longas e, conseqüentemente, em tempos maiores • Lonas plásticas como anteparo ao vento e em caso de chuva • Trepidação excessiva da carroceria e freadas bruscas favorecem a incidência de contusões nos peitos das aves e, em menor escala, nas asas e pernas. • Treinamento do motorista e das demais pessoas envolvidas na etapa do transporte • Máximo de 12 h entre o início do carregamento e o descarregamento

  17. 12 – Espera no abatedouro • Ventilação e nebulização (21 a 24 °C e UR abaixo de 70 %.) • Galpão de espera coberto e aberto nas laterais • É necessário que um funcionário seja responsável por esta fase • Um gerador deve estar disponível para o caso de falhas de emergência • As aves devem permaneceram nos galpões • de espera durante 1 hora, no máximo 2 • horas, se for necessário

  18. 13 – Eutanásia • - Abates humanitários de emergência: • - Atordoamento por choque elétrico manual, imediatamente seguido de corte no pescoço • - Desarticulação cervical: estiramento do pescoço • - Dióxido de carbono ou uma mistura deste com argônio • Os equipamentos que quebram o pescoço, incluindo alicates ou burdizzos mortais não devem ser usados • É aceitável o deslocamento manual do pescoço desde que as aves não apresentem mais de 3kg • Ser realizado por um funcionário treinado

  19. 14 – Pendura • Gera significativa percentagem de lesões hemorrágicas nas pernas • Utilizar ganchos de tamanhos e tipos adequados, e uma velocidade apropriada na linha de abate • Redução de ruído e baixa intensidade de luz (15 lux) para que as aves fiquem mais sossegadas; • Evitar curvas na linha ente a pendura e o atordoamento, pois provoca a sobreposição de aves. • Verificar todos os engradados • Uso de barra de peito e cortinas • Tempo mín entre a pendura e o • atordoamento de 40 s e máx de 3 mim.

  20. 15 – Atordoamento • Atordoamento elétrico em cuba d'água é o mais comumente usado • Atua sobre o sistema nervoso central das aves e evita o sofrimento • Contribui para a preservação da qualidade de carcaça • Facilita a expulsão do sangue durante o sangramento • Aumenta a segurança operacional • Todas as aves que saem do atordoador • devem ser examinadas para garantir que • elas estejam efetivamente atordoadas • O atordoador da cuba de água deve ser • projetado e instalado para evitar que as aves • recebam choques antes do atordoamento

  21. A insensibilização não pode matar a ave, somente deixá-la atordoada • Condição de ataque eletro-epilético: pescoço arqueado com cabeça direcionada verticalmente, olhos abertos, asas próximas ao corpo, pernas rigidamente estendidas e tremores rápidos e constantes no corpo. • Parada cardíaca: carcaça completamente flácida, ausência de respiração, perda de reflexo na membrana nictitante, pupilas dilatadas e ausência de resposta a um beliscão na crista. • É necessária uma corrente de 105 a 120 mA e corrente alternada de 40 a 50 V em sistemas de baixa voltagem ou corrente contínua de 90 a 100 V em sistemas da alta voltagem por um tempo mínimo de 7 segundos

  22. 16 – Sangria • Máximo de 10 segundos entre o atordoamento e a sangria • A completa sangria é de extrema importância, tanto para a boa apresentação da carcaça quanto para a boa qualidade microbiológica da mesma. • O tempo de sangria deve ser de 3 minuto. Um tempo superior a este comprometerá a qualidade da depenagem

  23. Adotando um Programa • Realização de um trabalho de conscientização a respeito dos itens que englobam o programa de Bem-Estar • É importante "clarear" os objetivos do programa a todos os componentes da empresa • Outro ponto fundamental é o apoio da administração da empresa. Esse apoio deve ser explícito e reforçar o caráter de importância do programa na conquista de mercados consumidores • A nomeação de um coordenador geral para o programa é outra medida que facilita a estruturação das ações que devem ser implementadas

  24. Conclusão Um bom profissional da avicultura não deve desconhecer este assunto; despreparo nesta área demonstra incapacidade de acompanhar as exigências do mercado. A questão do bem estar animal já é uma realidade nos países de primeiro mundo e vem chegando forte no Brasil. A discussão desse novo conceito é, sem dúvida, extensa e muito importante. Fica a mensagem, com a expectativa de que ela estimulará a reflexão sobre a implantação de um programa que ponha em relevância e em funcionamento as práticas do Bem-Estar Animal.

  25. Dúvidas

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