Cristina kiki mori esdras pereira m rcio maur cio bras lia dezembro 2007
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Cristina Kiki Mori Esdras Pereira Márcio Maurício Brasília, dezembro/2007. Movimentos sociais na Argentina. Estrutura da apresentação. 1. Marco temporal: Argentinazo 1.1. O que foi, como se desdobrou. 1.2. Contexto político-econômico que levou ao Argentinazo.

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Presentation Transcript


Cristina kiki mori esdras pereira m rcio maur cio bras lia dezembro 2007

Cristina Kiki Mori

Esdras Pereira

Márcio Maurício

Brasília, dezembro/2007

Movimentos sociais na Argentina

Movimentos Sociais na Argentina


Estrutura da apresenta o

Movimentos Sociais na Argentina

Estrutura da apresentação

1. Marco temporal: Argentinazo

1.1. O que foi, como se desdobrou.

1.2. Contexto político-econômico que levou ao Argentinazo.

1.3. Papel das organizações e movimentos sociais no Argentinazo.

1.4. Desdobramentos do Argentinazo: novas formas de luta e de organização

2. Sociedade civil argentina a partir do Argentinazo

2.1. Destaques:

a) Assembléias de bairro/ vizinhos

b) Empresas recuperadas

2.2. Por que elegemos estas duas formas de ação coletiva?


Estrutura da apresenta o1

Movimentos Sociais na Argentina

Estrutura da apresentação

3. Análise à luz das teorias de movimentos sociais

3.1. Alberto Melucci

3.2. Alain Touraine

3.3. Maria da Glória Gohn

3.4. Ilse Scherer-Warren

4. Perspectivas / Futuro

5. Síntese


Argentinazo movimenta o social de dezembro de 2001

ARGENTINAZOMovimentação social de Dezembro de 2001

Marco temporal da pesquisa

Movimentos Sociais na Argentina


Argentinazo o que foi como se desdobrou

Movimentos Sociais na Argentina

Argentinazo: O que foi, como se desdobrou?

  • Protestos de 19 e 20 de dezembro.

  • Ápice da crise econômica: 20 anos de neoliberalismo, Menem, privatizações, corralito, medidas recessivas.

  • Crise política da democracia representativa: golpe militar 1976 e redemocratização não respondem.

  • Crise de instituções: políticos, partidos políticos, sindicatos, justiça, polícia, aparato burocrático do Estado.

  • Descrença aliada à miséria e pauperização da classe média, com o fim da paridade do dólar.


Argentinazo o que foi como se desdobrou1

Movimentos Sociais na Argentina

Argentinazo: O que foi, como se desdobrou?

  • O que acontece em 19 e 20 de dezembro:

    • Agravamento de protestos que estavam em curso.

    • Saques em supermercados de diversas partes do país.

    • Manifestações de movimentos já anteriormente organizados, como piqueteros e MTD (desempregados).

    • Governo: forte repressão a saques e manifestações.

    • Intensificação conflitos de rua (13 a 19 de dezembro)

    • Presidente decreta Estado de Sítio (noite do dia 19) em cadeia nacional.

    • Classe média Buenos Aires: panelaço até a Casa Rosada. Derrubam presidente; protestam por saída de sucessores durante dias seguidos.


Argentinazo o que foi como se desdobrou2

Movimentos Sociais na Argentina

Argentinazo: O que foi, como se desdobrou?

  • Palavra de ordem na madrugada do 19 para o 20:"Que se vayan todos" - descrédito na democracia representativa.

  • Dia 20: Madres da Plaza de Mayo - protesto pelo fim da repressão. Reprimidas pela polícia com gás lacrimogênio.

  • Manifestantes, sobretudo jovens, dirigem-se ao centro de Buenos Aires.

  • “Batalha campal” no centro de Buenos Aires.

  • Panelaço do dia 19 e confronto nas ruas do dia 20 não foram protestos marcados, combinados, nem liderados por movimentos pré-existentes ou partidos.

  • Momento especial: solidariedade entre manifestantes com apoio da população.


Argentinazo o que foi como se desdobrou3

Movimentos Sociais na Argentina

Argentinazo: O que foi, como se desdobrou?

  • Após os protestos:

    • Classe média: vizinhos conclamam assembléias de bairros.

    • Retorno de um espaço de convivência e da solidariedade.

    • Sentimento de arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa para resolver a crise.

    • Não esperar nada do sistema político.

    • Bancos se tornam espaços de discussão e solidariedade entre vizinhos.

    • Assembléias de bairro passam a ser recorrentes, e emerge nelas uma organização horizontal, auto-gestionada, de discussão de problemas e soluções.


Argentinazo o que foi como se desdobrou4

Movimentos Sociais na Argentina

Argentinazo: O que foi, como se desdobrou?

  • Ações práticas: garantia de alimentos, hortas comunitárias, fabricação de pão e refeitórios (comedores).

  • Movimentos de ocupação e recuperação de fábricas abandonadas pelos empresários ganha força e se articula nacionalmente.

  • Trabalhadores de fábricas ocupadas sofrem repressão policial.

  • Rede de movimentos de vizinhos, bairro, desempregados, aposentados e outras fábricas recuperadas: resistência e apoio.

  • "Moedas sociais".

  • Ocupação de prédios abandonados: moradia, atividades culturais, comedores, padarias comunitárias, assembléias de bairro e afins.

  • Movimentos de comunicação/ produção de contrainformação, culturais e artísticos: caráter simbólico e midiático.


Argentinazo o que foi como se desdobrou5

Movimentos Sociais na Argentina

Argentinazo: O que foi, como se desdobrou?

  • Argentinazo não foi coordenado, mas começa com mobilizações de centrais de trabalhadores e organizações de pequenos e médios empresários.

    • Greve geral (13 de dezembro), corte de rotas, saques, manifestações e luta de ruas, ataques a edifícios públicos, bancos e empresas privatizadas e cacerolazos, culmina no combate de rua no centro político do país.

  • Atores políticos: trabalhadores, ocupados e desempregados, pequenos proprietários, camadas pobres proletariado, frações pequena burguesia assalariada e não-assalariada.

  • Opõe-se a políticas do governo, ao governo mesmo, ao conjunto do sistema institucional político, e à oligarquia financeira internacional, visualizada nos bancos, empresas privatizadas e cadeias comerciais.


Contexto pol tico econ mico que levou ao argentinazo

Movimentos Sociais na Argentina

Contexto político-econômico que levou ao Argentinazo

  • Ditadura e pós-ditadura: política econômica neoliberal, concentração de renda, poder político representativo (Executivo e Legislativo) alheio à sociedade civil.

  • Argentinazo: ciclo de rebelião iniciado dezembro de 1993.

  • “Azos” das décadas de 1960 e 1970.

  • Palavra “Argentinazo”: sinaliza forma nacional do protesto.

  • Combina formas espontâneas e sistemáticas de luta.

  • Marcos deste ciclo: luta de ruas em várias capitais provinciais em 1995, Marcha Federal em 1994 e Jornadas Piqueteras em 2001 - momentos de articulação nacional.


Contexto pol tico econ mico que levou ao argentinazo1

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Contexto político-econômico que levou ao Argentinazo

  • 1976 à década 1990: hegemonia neoliberal.

  • Converte 65% da população em “sobra”. Desemprego aberto de 23% em 2002. Concentração de riqueza. Estrangeirização do capital.

  • Prolongada recessão econômica desde 1998. Início 2001: queda de ministro da Economia - retorno de Domingo Cavallo, investido de poderes extraordinários pelo Congresso.

  • Política de déficit nominal zero, corte de salários de servidores públicos e aposentados em 13%. Greve geral CGT, CTA, CCC, partidos de esquerda, deputados PJ, Federación Agraria, Asamblea Permanente por los Derechos Humanos e outros.

  • Eleições legislativas (outubro 2001): 42% ausentes, branco ou nulo. Governo derrotado; oposição (PJ) maioria no Congresso.


Contexto pol tico econ mico que levou ao argentinazo2

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Contexto político-econômico que levou ao Argentinazo

  • Fragilidade governo/ escândalos de corrupção.

  • Novembro 2001: crack bancário. Corralito: governo limita saques.

  • Desaparece dinheiro como meio de troca.

  • Protestos de dezembro: de maneira imediata, resposta ao corralito por parte da classe média assalariada, pequena burguesia e organizações sindicais.

  • Greve geral de 13 de dezembro: convocada pela CTA e CGT, reclamando a livre disponibilidade dos salários, a restituição do sistema de “asignaciones familiares” (benefício de assistência social pago a crianças e outros dependentes) e a renúncia de Cavallo.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada

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Histórico de lutas da sociedade civil organizada

Periodização de protestos (Schuster, Pereyra e Scribano, em DI MARCO, 2004)

1983-1988: 75% dos protestos lideradas por sindicatos vinculados as indústrias. Destacam-se direitos humanos.

1989-1994: 60% dos protestos ligados à matriz sindical, mas não mais a sindicatos industriais e sim a agremiações de categorias (estatais, docentes, empregados de empresas privatizadas).

1995-2001: gama maior de protestos, muitos vinculados à matriz de cidadania, reclames por direitos e justiça, por igualdade de oportunidade, contra a violência policial.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada1

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Histórico de lutas da sociedade civil organizada

A. Trabalhadores ocupados e desempregados

  • Décadas de sistema de sindicato único (Peronismo): tutela.

  • Fechamento das indústrias, redução do número de trabalhadores, precarização: perda protagonismo fábrica.

  • Políticas neoliberais: aumento do trabalho informal/ temporário.

  • Cartoneros (catadores): aumento massivo. Organizaram-se em cooperativas.

  • Movimento de desempregados/ desocupados: ocupam fábricas abandonadas.

  • Pressionam Estado por reconhecimento e rede de assistência mínima, sem clientelismo.

  • CTA: inova ao incluir desocupados, informais e território.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada2

Movimentos Sociais na Argentina

Histórico de lutas da sociedade civil organizada

B. Movimento piquetero

  • Surgem no começo dos anos 1990; ganha ruas progressivamente ao final da década.

  • 1997: demissão em massa da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), privatizada e vendida à Repsol (espanhola).

  • Manifestações, ocupações de espaços públicos e bloqueios de vias: afetar esfera de circulação do capital.

  • “O único lugar no qual sentem que a polícia os respeita são os bloqueios de rua” (Zibechi, 2005, p. 204).

  • Forte ancoragem comunitária, com apoio dos moradores para interromper os circuitos de comunicação estratégicos.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada piqueteros

Movimentos Sociais na Argentina

Histórico de lutas da sociedade civil organizada: piqueteros

  • Novas modalidades de organização e produção de caráter coletivo e cooperativo – em creches, restaurantes, padarias e hortas comunitárias

  • Nova força política: à margem das organizações tradicionais (sindicatos e partidos políticos).

  • Movimento de movimentos.

  • Pioneira: UTD (Unión de Trabajadores Desocupados), referência para as demais, criada em General Mosconi.

  • Traços que movimento piquetero traz para ações coletivas:

    • Práticas de assembléia, televisionadas para todo o país.

    • Luta pela terra (anos 1980): dimensão do local, do território.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada piqueteros1

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Histórico de lutas da sociedade civil organizada: piqueteros

  • “A figura do piquetero se foi afirmando como constitutiva de uma nova identidade social. O corte de rotas, pontes e ruas resultou em uma forma de afetar o processo de valorização capitalista, não mediante a greve que detém a produção (e que o desempregado não está em condição de realizar), mas sim afetando o transporte automotor, numa época em que a deslocalização da produção, o just in time e o incremento do comércio internacional por via terrestre dotam este setor de particular importância estratégica” (Campione, 2006, pg. 311).

  • Termo passou a denominar organizações de desempregados/ desocupados e influenciou uma série de outras organizações sociais.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada piqueteros2

Movimentos Sociais na Argentina

Histórico de lutas da sociedade civil organizada: piqueteros

B.1. Agrupações piqueteras: principais correntes

  • Federación de Tierra y Vivienda (FTV) - território.

    • Impulsionou Asamblea Nacional de Organizaciones Populares.

  • Corriente Clasista y Combativa (CCC) – vinculada ao Partido Comunista Revolucionário.

  • MTD – Movimiento de Trabajadores Desocupados Aníbal Verón – múltiplos agrupamentos.

  • Movimiento Independiente de Jubilados y Desocupados - racha CCC

  • Polo Obrero – associado ao Partido Obrero (trotskista).

    • Asamblea Nacional de Trabajadores.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada piqueteros3

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Histórico de lutas da sociedade civil organizada: piqueteros

  • MTL – Movimiento Territorial Liberación - ruptura da FTV.

  • Movimiento Barrios de Pie – originalmente integrado à FTV.

  • Frente de Trabajadores Combativos (FTC) – recente - trabalhadores ocupados e desocupados.

  • Descrição corresponde a determinado momento.

    • Características não fixas;

    • Organizações frágeis.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada3

Movimentos Sociais na Argentina

Histórico de lutas da sociedade civil organizada

C. Trabalhadores assalariados e âmbito sindical

  • Movimento sindical submergiu.

  • Central de los Trabajadores Argentinos - CTA:

    • nasce em oposição a Menem (início 1990's).

    • 2001: enfrenta desmobilização de trabalhadores estatais; convoca referendo por subsídio a desempregados.

  • Confederación General del Trabajo de la República de Argentina - CGT:

    • nasce contra governo em 1968.

    • 2001: busca reunificação e fortalecimento nacional, em aliança com empresariado protecionista.


Hist rico de lutas da sociedade civil organizada4

Movimentos Sociais na Argentina

Histórico de lutas da sociedade civil organizada

D. Organizações culturais, juvenis e de direitos humanos

  • Origem recente, jovens de camadas médias urbanas, de boa formação intelectual, médio a alto nível de politização, e hábeis no uso de ferramentas culturais.

  • Videastas, fotógrafos, artistas plásticos, grupos musicais, teatro.

  • Internet: propostas alternativas ou contra-informação, agências de notícias não-comerciais e rádios comunitárias.

  • Objetivo: visibilidade da luta contestatória. Expressão explícita e consciente do conflito social e político.

  • 2001: difusão massiva de Internet em banda larga no mundo.

  • “Escraches”: atos contra repressores, corruptos, violadores de direitos humanos.


Papel das organiza es e movimentos sociais no argentinazo

Movimentos Sociais na Argentina

Papel das organizações e movimentos sociais no Argentinazo

  • Greve geral convocada pelas três centrais sindicais – CGT-Daer, CGT-Moyano e CTA.

  • Organizações presentes: CGT, CTA, Juventude Sindical Peronista, partidos de esquerda, sindicatos variados, desempregados, piqueteros, Federación de Tierra y Vivienda (FTV)

  • Frente Nacional contra la Pobreza (FRENAPO) – iniciativa da CTA.

  • Indígenas, ferroviários organizados, metalúrgicos, caminhoneiros, Federación Agraria Argentina (FAA), grêmios estatais.


Papel das organiza es e movimentos sociais no argentinazo1

Movimentos Sociais na Argentina

Papel das organizações e movimentos sociais no Argentinazo

  • Saques: população pobre – principalmente mulheres, em especial mães, além de crianças e idosos.

  • Espontâneos, com objetivo de conseguir comida, ainda que com um componente de protesto.

  • GBA: 9 mil pessoas, em 30 focos de saques.

  • Diferentes níveis de organização e de consciência política.

  • “Os saques são menos relevantes onde existe maior organização formal entre os pobres (em assentamentos ou organizações piqueteras): os desempregados assim organizados participam, principalmente antes do [dia] 19, manifestando para reclamar de comida em frente a grandes hipermercados, mas não para saquear” (Campione, 2006, pg. 67).


Papel das organiza es e movimentos sociais no argentinazo2

Movimentos Sociais na Argentina

Papel das organizações e movimentos sociais no Argentinazo

  • Cacerolazo (quarta-feira, 19, à noite)

    • Não é protesto liderado pelos movimentos. Característica de massas.

    • Concentrado na Capital Federal, contra o governo e os políticos.

    • Contra a tomada de decisões unilaterais por parte do Executivo, legitimação pelo Legislativo, e Estado de sítio.

    • Manifestação pacífica: insurreição da pequena burguesia.

    • Abre caminho para a luta de rua que vai se desenvolver no dia seguinte principalmente em Buenos Aires, enquanto em outras cidades seguem manifestações pacíficas convocadas por organizações corporativas (profissionais-sindicais).


Papel das organiza es e movimentos sociais no argentinazo3

Movimentos Sociais na Argentina

Papel das organizações e movimentos sociais no Argentinazo

  • Combate de massas no centro de Buenos Aires (quinta-feira, 20 de dezembro)

    • Insurreição espontânea.

    • Começa com festejo da renúncia de Cavallo, ainda na madrugada.

    • Guardas de infantaria da Política Federal atacam manifestantes.

    • Madres de Plaza de Mayo: convocam organizações políticas e sociais para somarem-se em sua habitual ronda e exigir o imediato fim da repressão, supressão do estado de sítio, fim do pagamento da dívida externa, redução de regalias a legisladores e juízes, e trabalho digno para todos.

    • Multidão toma a praça; combate de rua; forte repressão da polícia.


Desdobramentos novas formas de luta e de organiza o

Movimentos Sociais na Argentina

Desdobramentos: novas formas de luta e de organização

  • Recomposição classes subalternas - sensação de “estar farto”.

  • Inicia verão de mobilização permanente: contínua criação de novas formas de organização e expressão.

  • Convertem Argentina em “laboratório social em movimento”.

  • Piqueteros: núcleo deste fenômeno

  • Assembléias populares (compostas pelas camadas médias da sociedade, sem experiência organizativa anterior).

  • Empresas ocupadas/ recuperadas.


Sociedade civil argentina a partir do argentinazo

Movimentos Sociais na Argentina

Sociedade civil argentina a partir do Argentinazo

a) Assembléias de bairro

  • Origem: interior do país. Vecinazo: 1982/83.

  • Ganha força no calor de dezembro de 2001.

  • Conformaram-se imediatamente após a rebelião popular.

  • Ações emergenciais: hortas comunitárias, “comedores”, produção solidária de pão, atividades culturais e educativas.

  • Ápice: mais de 300 assembléias ativas em todo o país.

  • Slogan: “Que se vayan todos”.

  • Bairros de classe média, sobretudo Capital, GBA e entorno.

  • Não se confundem com a conformação de grupos contra o corralito.


Sociedade civil a partir do argentinazo assembl ias de bairro

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Sociedade civil a partir do Argentinazo: Assembléias de bairro

  • Tentativa de retomar organizadamente participação social por setores que haviam ficado fora da militância e visto desaparecer ou decair suas organizações da etapa anterior (sociedades de fomento, clubes de bairro, partidos políticos com militância ativa no plano local).

  • Sentimento de forte descontentamento com dirigentes políticos e sociedade em geral.

  • Influência do movimento piquetero: mecanismos horizontais de decisão, debate aberto, mandatos revogáveis, aproximação a trabalhadores desocupados e cartoneros.

  • Começo de 2002: “Piquete y cacerola, la lucha es una sola”.

  • Com o tempo, diminuiu tanto apoio da classe média à mobilização popular como influência das assembléias.


Sociedade civil a partir do argentinazo assembl ias de bairro1

Movimentos Sociais na Argentina

Sociedade civil a partir do Argentinazo: Assembléias de bairro

  • Desaparecimento/ redução: dissidências internas, saída de setores menos politizados, ou que viram seus objetivos específicos esgotados.

  • Outras cresceram e tomaram traços de organização permanente: lugares próprios, recuperados ao estilo das fábricas; ex-agências bancárias.

  • Atividades de formação, comedores e centros culturais, mobilizações públicas específicas ou em rede de movimentos.

  • Recuperação de um espaço público nem estatal nem partidário, com base no bairro e na identidade de vizinhos.

  • Para além da democracia representativa, formas autênticas de participação popular, democracia interna.


Sociedade civil a partir do argentinazo assembl ias de bairro2

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Sociedade civil a partir do Argentinazo: Assembléias de bairro

  • Diferentes dinâmicas de organização interna e forma de exercer práticas políticas.

  • Algumas concebiam atividade para além da inscrição territorial: assembléia de assembléias (municipais, provinciais).

  • Nova cultura política cidadã.

  • Assembléia atravessa múltiplos e diversos movimentos sociais e políticos, alcançando uma surpreendente capilaridade em todo o tecido social.

  • Democracia participativa contra “punteros” locais (herança clientelista peronista).


Sociedade civil a partir do argentinazo

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Sociedade civil a partir do Argentinazo

b) Empresas recuperadas

  • Fenômeno da década de 1990, mais radical e visível a partir de dezembro de 2001.

  • Perfil: fábrica ~ 40 anos; 40 a 100 trabalhadores e processo progressivo de esvaziamento, quebra e endividamento, fechada ou a ponto de fazê-lo.

  • Modelos distintos: trabalhadores mantêm ou fazem voltar ao funcionamento

  • Atores: trabalhadores formais, com experiência em organizações políticas e ações coletivas, associados à cultura sindical.

  • Processo árduo: problemas jurídico-legais e com poder público, desafios econômicos e organizacionais.


Sociedade civil a partir do argentinazo empresas recuperadas

Movimentos Sociais na Argentina

Sociedade civil a partir do Argentinazo: Empresas Recuperadas

  • De 800 empresas falidas, 200 recuperadas.

  • Alternativas de organização:

    • Cooperativa

    • Estatização com o controle operário

    • Constituição de sociedade anônima

  • Mesma lógica: trabalho servir à comunidade e não ao mercado.

  • Mobilização e apoio da comunidade local

    • Cerâmica Zanón: nucleou Coordinadora del Alto Valle, com sindicatos, MTD e agrupamentos, inclusive arranjos produtivos.

  • Resistem exitosamente às tentativas de desalojamento.

  • Alguns milhares de trabalhadores em todo país, mas nem por isso pouco importantes.


Sociedade civil a partir do argentinazo empresas recuperadas1

Movimentos Sociais na Argentina

Sociedade civil a partir do Argentinazo: Empresas Recuperadas

  • Aglutinaram-se:

    • Movimento Nacional de Fábricas Recuperadas pelos Trabalhadores (MNFR) - base anticapitalista.

    • Movimento Nacional de Empresas Recuperadas (MNER).

  • Movimento mais organizado em nível nacional:

    • Aprova legislação

    • Apóia cooperativas

    • Resiste a despejos

  • Articulação com outros movimentos e organizações sociais.

  • Judiciário: defesa da propriedade privada – ameaça constante.


Por que elegemos assembl ias e empresas recuperadas

Movimentos Sociais na Argentina

Por que elegemos Assembléias e Empresas Recuperadas?

  • Formas de organização coletiva bastante identificadas com o período do Argentinazo

  • Possuem articulações e relações com organizações e movimentos de maior força em momento prévio (como piqueteros, centrais de trabalhadores e movimento de desempregados).

  • Caracterizam-se por tomada de decisão coletiva e participação horizontal como formas de agir cotidianas, incorporadas e reinventadas no próprio processo, entre pessoas que não necessariamente militavam previamente, em especial segmentos da classe média.

  • Emergem contra neoliberalismo, nas fissuras.


Por que elegemos assembl ias e empresas recuperadas1

Movimentos Sociais na Argentina

Por que elegemos Assembléias e Empresas Recuperadas?

  • Congregam aspectos político e econômico com nova cultura organizacional.

  • Espaços físicos recuperados: esfera não-estatal.

  • À margem e contra partidos e instituições.

  • Participação de mulheres.

  • Organização autogestionária.

  • Afirmação da identidade: base comunitária/ territorial.


An lise luz das teorias de movimentos sociais

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais

Constituem-se em novos movimentos sociais?(Alberto Melucci)

--> conflito

--> solidariedade

--> ruptura

--> latência/ visibilidade


An lise luz das teorias de movimentos sociais melucci

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Melucci

  • Movimentos como sistemas de ações, redes complexas entre os diferentes níveis e significados da ação social.

  • Conflito político e econômico:

    • Movimento assembleário: contra o sistema político tradicional

    • Movimento de empresas recuperadas: contra a ordem de produção capitalista

  • Realizam em sua prática cotidiana as mudanças de valores que defendem: horizontalidade, auto-gestão, autonomia, protagonismo. Se ocupam de mudar o presente, não o futuro.

  • Postura de mudança da cultura política vigente.

  • Auto-gestão e horizontalidade demandam igualdade, além de disposição e respeito para escutar ao diferente.


An lise luz das teorias de movimentos sociais melucci1

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Melucci

  • Promovem ruptura com a ordem vigente: fora do escopo de leis então existentes:

    • Fábricas ocupadas: ruptura com modo de produção.

    • Assembléias: ruptura com sistema político (democracia representativa).

  • Necessidade de inventar novas formas de organização política, baseadas nos mesmos princípios que praticam no dia-a-dia.

  • Alta preocupação por autonomia frente ao Estado, patrões e partidos políticos sistêmicos; rechaçam a dirigência política.

  • Repressão é política e econômica.

  • Mudança de valores é o que mais preocupa aos repressores.


An lise luz das teorias de movimentos sociais melucci2

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Melucci

  • Assembléias e empresas são movimentos dos menos excluídos e depauperados. Sujeitos oriundos de organizações mais experientes (movimento piquetero, sindical) e educados (classe média).

  • Pessoas mais experientes em movimentos detêm maior conhecimento sobre os códigos, e podem utilizar esta vantagem.

  • “Movimentos são um sinal; eles são meramente o resultado de uma crise. Assinalam uma profunda transformação na lógica e no processo que guiam as sociedades complexas. Como os profetas, eles falam antes: anunciam o que está tomando forma mesmo antes de sua direção e conteúdo tornarem-se claros. Os movimentos contemporâneos são os profetas do presente” (Melucci, Challeging Codes, citado em Gohn, 1998, p. 157)


An lise luz das teorias de movimentos sociais touraine

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Touraine

É possível identificar novos atores sociais e a ênfase no elemento cultural?(Alain Touraine)

--> autogestão e democracia interna

--> sujeito

--> mulheres


An lise luz das teorias de movimentos sociais touraine1

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Touraine

  • Touraine destaca três elementos: o ator, seu adversário e o que está em jogo no conflito.

  • Três princípios de interpretação: identidade, oposição e totalidade.

  • Transformações da globalização: transformação do mundo do consumo como o grande espaço de socialização das relações sociais, importância das comunicações – mudanças que levam ao crescimento do individualismo.

  • Para um movimento, o que importa é desempenhar um papel decisivo na transformação do sistema político.

  • "Os novos movimentos sociais falam mais de autogestão do que de sentido de história e mais de democracia interna que de tomada de poder", diz Touraine (1994, p. 295).


An lise luz das teorias de movimentos sociais touraine2

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Touraine

  • Para Touraine, o indivíduo só se torna sujeito quando recusa a ordem social vigente em nome da livre produção de si próprio.

  • O movimento social é ao mesmo tempo um conflito social e um projeto cultural. Age sobre questões ligadas ao cotidiano dos indivíduos, contemplando aspectos culturais aos quais os partidos políticos não respondem.

  • Emilio, membro da assembléia de bairro Tierra del Sur:

    "Dejamos de ser sujetos marginales, desocupados, excluídos, para ser sujetos históricos, sujetos activos, sujetos participantes. Actores de nuestras propias vidas" (Siltrin, 2005, pg. 266).


An lise luz das teorias de movimentos sociais touraine3

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Touraine

  • “Sociedade das Mulheres”:

    • Mulheres são maioria nos movimentos argentinos analisados.

    • Enfrentam machismo na divisão de tarefas e discussões, em especial em fábricas recuperadas que não tenham mulheres como maioria.

    • Há pouca discussão de gênero, de sexo, direitos reprodutivos.

    • Desejam romper com o machismo com a prática.


An lise luz das teorias de movimentos sociais gohn

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Gohn

Quais categorias da análise de ações coletivas estão presentes? (Maria da Glória Gohn)

--> Organizações ativistas – situação de crise - não há ONGs empresariais

--> Voluntariado militante e solidário.

--> Assembléias e empresas recuperadas como espaços de uma nova esfera pública (Habermas)


An lise luz das teorias de movimentos sociais gohn1

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Gohn

  • Experiência de autogestão se espraia para outras ações coletivas: ocupação de estabelecimentos públicos na luta por moradia, por espaços culturais e de lazer comunitários, e a própria rua como espaço público retomado.

  • Espaço público não estatal:

    “... hay gente que fue a asambleas y habló por primera vez en su vida en algún lugar, nunca había hablado porque se quedó en su casa. Yo creo que la gente se animó a un montón de cosas más, porque tuvo el espacio” (Carina, Argentina Arde – coletivo de meios indenpendentes. Siltrin, 2005, p. 46)


An lise luz das teorias de movimentos sociais gohn2

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Gohn

  • Características dos NMS (Johnston, Laraña e Gusfield):

    1. Tendência a transcender a estrutura de classe;

    2. Pluralidade de idéias e valores – tendências a orientações pragmáticas;

    3. Emergência de novas dimensões de identidade;

    4. Obscurecimento da relação entre o individual e o coletivo;

    5. Aspectos pessoais e íntimos da vida humana;

    6. Mobilização de ruptura e resistência;

    7. Organização e proliferação relacionadas com a crise de credibilidade dos canais convencionais de participação nas democracias;

    8. Organização de forma difusa, segmentada e descentralizada.


An lise luz das teorias de movimentos sociais gohn3

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Gohn

  • Segundo Gohn (1998), Offe aponta a emergência dos movimentos em um momento de crise de legitimidade do Estado, que seria conseqüência da instabilidade da própria sociedade.

  • Para Offe, os movimentos sociais são frágeis e voluntariosos, baseados no pragmatismo, pluralismo e experimentação de diferentes ideologias, e não formuladores de programas mais amplos.

  • Assembléias e empresas recuperadas aplicam-se a esta análise.


An lise luz das teorias de movimentos sociais scherer warren

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Scherer-Warren

Podemos identificar os conceitos e categorias de redes de movimentos e de organizações? (Ilse Scherer-Warren)

--> associativismo local (expressões locais e/ou comunitárias)

--> formas de articulação inter-organizacionais (como fóruns, associações de ONGs, redes de redes), facilitada pela infra-estrutura técnica (Internet/ e-mail)

--> mobilizações da esfera pública (grandes manifestações em praça pública, incluindo a participação de simpatizantes: visibilidade através da mídia, efeitos simbólicos)


An lise luz das teorias de movimentos sociais scherer warren1

Movimentos Sociais na Argentina

Análise à luz das teorias de movimentos sociais: Scherer-Warren

  • Diversidade identitária dos sujeitos.

  • Transversalidade nas demandas por direitos.

  • Luta por aprofundamento dos direitos sociais.

  • Formas de ativismo e de empoderamento através de articulações em rede

  • Participação política das organizações em rede.

  • Temporalidade, territorialidade e sociabilidade.

  • Argentinazo seria a manifestação de uma grande rede de movimentos?


Perspectivas futuro

Movimentos Sociais na Argentina

Perspectivas/ Futuro

  • Retração da mobilização: refluxo conjuntural, esgotamento do auge, recomposição gradual da autoridade estatal:

    • Estabilização econômica, controle da inflação (final 2002)

    • Assistência social: Chefes e Chefas de Família (meados 2002)

      • Subsídios a desempregados com dependentes: 50 dólares/ mês.

      • Sistemas de distribuição incluíram organizações piqueteras.

    • Corralito: depósitos progressivamente devolvidos/ compensados.

    • Cooptação movimento piquetero por Kirchner (risco apontado por Melucci).

    • Luta simbólica: classes médias voltam-se contra piqueteros não-cooptados.

    • Perde-se espaço público não estatal: “a praça está vazia”.


Perspectivas futuro1

Movimentos Sociais na Argentina

Perspectivas/ Futuro

  • Governo Duhalde: não manteve resposta a demandas.

  • Eleições de 2003: sistema político se recuperou, sob peronismo.

  • Néstor Kirchner: procurou superar discurso neoliberal.

  • Política explícita de cooptação de lideranças de movimentos piqueteros e organizações populares para participação na gestão estatal.

  • Desafio: construir de baixo para cima movimento social sem avassalar iniciativa, autonomia, multiplicidade e heterogeneidade, ou isolar-se, dando as costas ao Estado e às classes dominantes.

  • Dificuldade de manter mobilização.


Perspectivas futuro2

Movimentos Sociais na Argentina

Perspectivas/ Futuro

  • Legado: prática de democracia direta com deliberações coletivas e direção baseada mandatos revogáveis.

    • Práticas de forte radicalidade em seu conceito de democracia.

  • Gerou dilemas, ainda a serem estudados. Evitar análises fantasiosas ou fatalistas.

  • Inegável marca do Argentinazo: classe dominante e aparato estatal forçados a tomar nota destes fatos.

  • Voltar à normalidade significa retrocesso para a luta social.

  • Risco de retorno às práticas de cima para baixo (peronismo).


S ntese

Movimentos Sociais na Argentina

Síntese

a) Presença central do elemento econômico ao mesmo tempo que propagam novos valores e novas formas de organização (horizontalidade, solidariedade, pluralidade).

--> Contexto de crise econômica e política, e escassez material real da população;

--> Componente cultural em dois aspectos:

- identidade coletiva ligada a uma territorialidade (expressa no rechaço às empresas transnacionais e no próprio associativismo local em torno do bairro ou empresa); e

- dimensão dos novos valores organizacionais/ nova cultura política cidadã.


S ntese1

Movimentos Sociais na Argentina

Síntese

b) Praticam a democracia direta e a ação direta.

--> Autogestão em comunidades, bairros, lugares de trabalho, escolas e universidades.

"Se as assembléias desaparecerem, não me parece grave. Porque há uma experiência agora, que está nas pessoas." Paula, coletivos feminista e GLTTB, (Siltrin, 2004, pg. 273).

c) Compreendem-se como sujeitos, atores sociais. Possuem base emancipatória (Touraine).

d) Reconhecem a diversidade de lutas, e se articulam em redes de movimentos locais, nacionais e globais (Gohn, Scherer-Warren).


S ntese2

Movimentos Sociais na Argentina

Síntese

e) Defendem a horizontalidade de direito e de fato, ainda que requeira paciência e demora na tomada de decisão

--> sentimentos de pertencimento e participação fazem parte dos objetivos do processo, e não somente a decisão em si.

f) Não dependem de uma só pessoa. Demandam compromisso pessoal e, na prática cotidiana, promovem revolução interna no indivíduo (Melucci).

g) Com autonomia, podem construir espaços em que não impere a lógica do sistema capitalista, ainda que não estejam fora do sistema.

h) Já enfrentavam, em 2004, cooptação de lideranças por partidos políticos, principalmente em período eleitoral.


S ntese3

Movimentos Sociais na Argentina

Síntese

i) Segundo Campione (2006), os novos movimentos argentinos cultuam o local e o micro. O risco deste “desaparecimento da política” é, para o autor, uma debilidade dos movimentos.

“Ao mesmo tempo que são capazes de buscar máximo nível de democracia e negar acatar qualquer liderança pré-constituída e todas as verdades aceitas, ao negar a luta pelo poder não se convertem num programa mais concreto do que o rechaço à ordem global vigente”, e assim ocasionam paralisia (pg. 300).

Para Melucci, isso não representa um problema, e sim uma característica permanente dos movimentos.


S ntese4

Movimentos Sociais na Argentina

Síntese

j) Ainda segundo Melucci, movimentos podem ter entrado em período de latência, em oposição à visibilidade que tiveram no período imediatamente após o Argentinazo.

k) Eleição de Cristina Kirschner: dificuldade argentina em superar herança peronista. Movimentos: desafio.


Bibliografia espec fica

Movimentos Sociais na Argentina

Bibliografia específica

BERTA, Sandra Leticia. ROSA, Miriam Debieux. “As locas da Plaza de Mayo: o luto político”. Texto produzido junto à Dissertação de Mestrado: “O exílio no sujeito e na civilização: o exílio político dos argentinos (1976-1983)”, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo (2006). Disponível em: http://www.ip.usp.br/docentes/debieux/%5Cpdf%5C2006asloucas.pdf. Data de acesso: nov/2007.

CAMPIONE, Daniel; RAJLAND, Beatriz. Piqueteros y trabajadores ocupados en la Argentina de 2001 en adelante. Novedades y continuidades en su participación y organización en los conflictos. In: CAETANO, Gerardo. Sujetos sociales y nuevas formas de protesta en la historia reciente de América Latina. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Buenos Aires. 2006. ISBN: 987-1183-64-1. Acceso al texto completo: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/grupos/caeta/PIICtres.pdf

CARDOSO, Ruth. “Movimentos sociais na América Latina”. In: Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, nº 03, vol. 1, fev. 1987, pp. 27-37.

CLACSO. Observatoria Social de América Latina. Setembro 2001. OSAL. n° 05.


Bibliografia espec fica1

Movimentos Sociais na Argentina

Bibliografia específica

DI MARCO Graciela; PALOMINO Héctor (comp.). Reflexiones sobre los movimientos sociales en la Argentina , 1ª ed. Buenos Aires:Jorge Baudino Ediciones/ UNSAM, 2004.

HOPSTEIN, Graciela. A Rebelião Argentina - Assembléias de Bairro, Piqueteros e Empresas Recuperadas. Rio de Janeiro: E-Papers, 2007.

IÑIGO CARRERA, Nicolás; CORTARELO, María Celia. Génesis y desarrollo de la insurrección espontánea de diciembre de 2001 en Argentina. In: CAETANO, Gerardo. Sujetos sociales y nuevas formas de protesta en la historia reciente de América Latina. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Buenos Aires. 2006. ISBN: 987-1183-64-1. Acceso al texto completo:http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/grupos/caeta/PICdos.pdf

LEHER, Roberto. SETÚBAL, Mariana (org.) Pensamento Crítico e Movimentos Sociais - Diálogos para uma nova praxis. São Paulo: Cortez, 2005.

SANT´ANNA, Julia. Novos Movimentos Sociais e os Governos de Esquerda na América Latina. In: Democracia Viva. n° 35. junho 2007.

SILTRIN, Marina (Ed.). Horizontalidad - Voces de Poder Popular en Argentina. Buenos Aires: Chilavert, 2005.


Bibliografia do curso

Movimentos Sociais na Argentina

Bibliografia do curso

AVRITZER, Leonardo; LYYRA, Timo. Movimentos Sociais, Inovação Cultural e o Papel do Conhecimento - Entrevista com Alberto Melucci. in: AVRITZER, Leonardo (coord.). Sociedade civil e democratização. Belo Horizonte: Livraria Del Rey Editora, 1994, pp. 183-211. Originalmente publicado na revista Novos Esutdos, n. 40.

GOHN, Maria da Glória. Mídia, Terceiro Setor e MST - Impactos sobre o futuro das cidades e do campo. Petrópolis, Vozes, 2000. pp. 59-99. (Parte II - O mundo urbano: cenário associativista para o novo milênio; Capítulo 3 - Terceiro Setor no Brasil: que tipo de associativismo é esse?; Capítulo 4 - Novo associativismo e o futuro das cidades).

__________________. Movimento Social no início do século XXI - Antigos e Novos Atores Sociais. São Paulo, Ed. Vozes, 2003. pp. 7-88. (Apresentação e Parte I).

__________________. Teorias dos Movimentos Sociais - Paradigmas Clássicos e Contemporâneos. São Paulo, Edições Loyola, 1998. (Apresentação, Capítulo 4 e Considerações Finais).


Bibliografia do curso1

Movimentos Sociais na Argentina

Bibliografia do curso

MELUCCI, Alberto. A Invenção do Presente. Trad. Maria do Carmo Alves do Bomfim. Petrópolis: Vozes, 2001.

_______________. Que hay de nuevo en los <<nuevos movimientos sociales>>? . In: Revista Mexicana de Sociologia, 1989. pp. 119-149.

_______________. Um Objetivo para os Movimentos Sociais?. In: Lua Nova, Revista de Cultura e Política, jun 1989, n. 17. São Paulo, Marco Zero/CEDEC, pp. 49-66.

SCHERER-WARREN, Ilse. Ações coletivas na sociedade contemporânea e o paradigma das redes. In: Urbano: Novos Olhares Sociológicos, Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. XIII, n.1, jan/jul/1998, p. 55-70.

_____________________. Cidadania sem Fronteiras – ações coletivas na era da globalização. São Paulo: Hucitec, 1999 (Apresentação, Introdução, Capítulos I e II, p. 09-38).

_____________________. Das mobilizações às redes de movimentos sociais. In: Sociedade e Estado, Brasília, v. 21, n.1, jan/abr/2006, p. 109-130.

_____________________. Redes de Movimentos Sociais. São Paulo: Loyola, 1993 (Capítulo VII – Redes de movimentos: uma perspectiva para os anos 90, p. 111-140).


Bibliografia do curso2

Movimentos Sociais na Argentina

Bibliografia do curso

TOURAINE, Alain. Crítica da Modernidade. Lisboa: Instituto Piaget, 1994.

_______________. O mundo das mulheres. Trad. Francisco Morás. Petrópolis: Vozes, 2007.

_______________. Um Novo Paradigma: para compreender o mundo de hoje. Trad. Gentil Avelino Titton. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2007.


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