SEMIOLOGIA    DOS                TRANSTORNOS MENTAIS
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SEMIOLOGIA DOS TRANSTORNOS MENTAIS. Eliane Velame Santos. Conceitos. Semiologia médica- Entende-se o estudo dos sintomas e sinais das doenças. Sinais comportamentais- São sinais objetivos, verificáveis pela observação direta do paciente.

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Presentation Transcript

Conceitos
Conceitos

  • Semiologia médica- Entende-se o estudo dos sintomas e sinais das doenças.

  • Sinais comportamentais- São sinais objetivos, verificáveis pela observação direta do paciente.

  • Sintomas – vivencias subjetivas relatadas pelos pacientes, suas queixas, aquilo que o sujeito experimenta e, de alguma forma comunica a alguém


Conceitos1
Conceitos

  • Semiologia psicopatógica- Estudo dos sinais e sintomas produzidos pelos transtornos mentais.

  • Síndromes- Agrupamentos relativamente constantes e estáveis de determinados sinais e sintomas


Consciência

Atenção

Orientação

Funções

Cognitivas

Afetivas

Volitivas

Básica

Básica

Superiores

Básica

Superiores

Superiores

Pensamento

Emoções

Motivação

Atividade voluntária

Humor

Memória

Linguagem

Sentimentos

Sensopercepção

Inteligência

Temperamento

Caráter

Personalidade


Altera es da mem ria
ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA

Conceito

Memória cognitiva (psicológica)Atividade altamente diferenciada do sistema nervoso que permite ao individuo registrar, conservar e evocar dados apreendidos da experiência.


Mem ria
MEMÓRIA

  • É a capacidade psíquica que as pessoas têm de fixar, conservar em latência, de reproduzir, evocar ou representar (voltara apresentar na consciência), sob de imagens representativas ou mnêmicas aquelas impressões sensoriais, recebidas transmitidas e conscientizados, sob a forma de sensações.



Altera es da mem ria1
ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA

A memória cognitiva é composta de fases ou elementos básicos:

  • Fase de percepção, registro e fixação

  • Fase de retenção e conservação

  • Fase de reprodução e evocação

  • Fase de reconhecimento da imagem evocada


Altera es da mem ria2
ALTERAÇÕES DA MEMÓRIA

Em relação ao processo temporal de aquisição e evocação dos processos mnêmicos ela se divide em:

  • Memória remota ou longo prazo

  • Memória recente ou de curto prazo

  • Memória imediata ou de curtíssimo prazo



Altera es patol gicas da mem ria
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA

QUANTITATIVA E QUALITATIVA

QUANTITATIVA

Atingem tanto a capacidade de fixação como a de evocação

Hipermnésia: Capacidade de fixação e evocação aumentadas

  • Observam-se em estado crepusculares histéricos ou epilépticos, no transe farmacoinduzido (narcoanálise )


Altera es patol gicas da mem ria1
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA

QUANTITATIVA

Hipomnésia/ amnésia:Incapacidade de recordar de forma parcial ou total.

Pode ser:

  • Retrógrada:O indivíduo perde a memória para fatos ocorridos antes do início da doença ou traumas.


Retr grada
Retrógrada

  • Amnésia de evocação ou retrógrada

    • raramente são puras (desacompanhadas da alteração da fixação). Nesses casos, a impossibilidade de evocação decorre da perda parcial ou total de imagens mnêmicas que já tinham sido fixadas e conservadas.

    • Isso se apresenta com caráter progressivo e irreversível.

    • Podem ocorrer nos estados demenciais, nos TCE, psicoses orgânicas.


Altera es patol gicas da mem ria2
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA

  • Anterógrada:o indivíduo não consegue mais fixar elementos mnêmicos a partir do momento em que ocorreu o evento que lhe causou o dano cerebral.

QUANTITATIVA


Anter grada
Anterógrada

  • Incapacidade de reter informações recentes. Os indivíduos esquecem de acontecimentos vividos pouco antes, evocando normalmente fatos antigos, anteriores ao início do transtorno. É o sintoma fundamental da Síndrome de Korsakoff: amnésia acompanhada de desorientação temporo-espacial e fabulação. Podem ocorrer no Alcoolismo, traumatismo, abuso de substâncias ilícitas, AVE.


Altera es patol gicas da mem ria3
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA

QUANTITATIVA

  • Lagunar:fatos isolados

  • Afetiva:fatos carregados afetivamente (de forma mais sutil e menos completa da Lagunar) é uma forma de defesa.


Altera es patol gicas da mem ria4
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIA

QUALITATIVA

Paramnésia:é constituída por falsas recordações pelas distorções e erros amnésicos patológicos. Podem referir-se às recordações e ao reconhecimento


Altera es patologicas da memoria qualitativa
ALTERAÇÕES PATOLOGICAS DA MEMORIA QUALITATIVA

Paramnésia de recordação:trata-se de uma distorção de recordação que a pessoa tem em relação a fatos vividos.

Confabulação ou fabulações: elementos de imaginação do doente ou mesmo lembranças isoladas completam artificialmente as lacunas de memória, produzida geralmente por um déficit da memória de fixação.


Altera es patol gicas da mem ria qualitativa
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIAQUALITATIVA

Paramnésia de reconhecimento: lança mão de dados da memória para reconhecer alguém, alguma coisa ou lugar. O sujeito distorce o reconhecimento do vivido, talvez por uma codificação errônea.


Altera es patologicas da mem ria qualitativa
ALTERAÇÕES PATOLOGICAS DA MEMÓRIAQUALITATIVA

Ilusões mnêmica: há acréscimo de elementos falsos a um núcleo verdadeiro: a lembrança adquire cunho fictício.

  • Verdadeiras lembranças fictícias, ou seja, a recordação vívida de alguma coisa irreal. Nesses casos haveria um acréscimo de elementos falsos na consciência, os quais resultariam em lembranças fantásticas

    • Por exemplo, ter existido antes do universo, ter vivido 10 mil anos, ser mãe de dezenas de filhos, ter participado da queda da Bastilha ou da Guerra de Tróia e assim por diante.

  • São observadas no alcoolismo agudo e crônico, nos transtornos orgânicos e nos epilépticos


Altera oes patol gicas da mem ria qualitativa
ALTERAÇOES PATOLÓGICAS DA MEMÓRIAQUALITATIVA

Falsos reconhecimentos Falsos desconhecimentosFenômeno do já visto, já ouvido, já vivido etc. (dejá-vu, dejá vecu) . Comuns nas psicoses delirantes crônicas e estados epilépticos Fenômeno de jamais ter visto (jamais vecu, jamais vu)



Sensopercep o e suas altera es
SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES

Conceitos

Sensação

Quando os órgãos sensoriais são influenciados por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados, originados fora ou dentro do organismo, eles produzem alterações nos órgãos receptores, estimulando-os.



Sensopercep o e suas altera es1
SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES

Percepção:conjunto de sensações organizadas pela nossa mente que nos põe em contato com o mundo externo, sendo imprescindível para a vida. É a tomada de consciência pelo indivíduo do estímulo sensorial


Sensopercep o e suas altera es2
SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES

Quando há falha na associação das sensações, há alteração dasensopercepção.


Sensopercep o e suas altera es3
SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES

Sensopercepção: é a capacidade que desenvolvemos de formar uma síntese de todas as sensações e percepções que temos a cada momento, e com ela formarmos uma idéia do nosso corpo e de tudo o que está a nossa volta.


Sensopercep o e suas altera es4
SENSOPERCEPÇÃO E SUAS ALTERAÇÕES

Para isto fazemos uso de todos os nossos sentidos. É a elaboração de uma série de funções parciais, que permitem a adequada identificação do próprio corpo e de tudo que nos rodeia.


Altera es de sensopercep o quantitativa
ALTERAÇÕES DE SENSOPERCEPÇÃO QUANTITATIVA

Hiperestasia: é a condição na em que percepções estão anormalmente aumentadas. Ex: os sons parecem estrondos.

Hiporestasia: diminuição da capacidade que o indivíduo tem de perceber, e ver as coisas. Pode chegar à abolição da percepção ou anestesia.


Altera es patologicas da mem ria qualitativa1
ALTERAÇÕES PATOLOGICAS DA MEMÓRIAQUALITATIVA

  • Ilusão:percepção deformada de um objeto real e presente. São percepções falsas ou respostas falsas a um estímulo real.



Altera es de sensopercep o qualitativa
ALTERAÇÕES DE SENSOPERCEPÇÃOQUALITATIVA

Alucinação:é definida como impressões ou experiências sensoriais falsas. É a percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem etc.), Sem a presença do objeto estimulante real.Tipos de alucinação: auditiva, táteis (Cenestésicas e Cinestésicas); visual, olfativa, gustativa.



Altera es de sensopercep o qualitativa1
ALTERAÇÕES DE SENSOPERCEPÇÃOQUALITATIVA

Alucinose: alucinação com crítica, o indivíduo percebe consciente de que aquilo é um fenômeno estranho patológico.


Pensamento
PENSAMENTO

Opensamentoé o resultado da capacidade de organizar idéias de forma, curso e conteúdo harmônicos com as necessidades individuais e circunstanciais, necessitando, assim, de constância, organização e continuidade.



Fases do pensamento
FASES DO PENSAMENTO

Forma ou produção ou estrutura do pensamento: é a sua estrutura básica, a sua “arquitetura”, preenchidos pelos mais diversos conteúdos e interesses do indivíduo.Curso ou progressão: é o modo como o pensamento flui, a sua velocidade e ritmo ao longo do tempo (direção do pensamento).O conteúdo do pensamento: o que contem a idéia, aquilo que dar substância ao pensamento, os seus termos predominantes, o assunto em si.


Altera es do pensamento
ALTERAÇÕES DO PENSAMENTO

Alterações da forma do pensamento

Fuga de idéias: é uma alteração da estrutura do pensamento secundária a uma acentuada aceleração do pensamento, na qual uma idéia segue a outra de forma extremamente rápida, perturbando-se as associações lógicas entre os juízos e conceitos.



Altera es da forma do pensamento
Alterações da forma do pensamento

Dissociação do pensamento:os pensamentos passam progressivamente a não seguir em sequência lógica e bem organizada. Os juízos não se articulam de forma coerente uns com os outros.


Altera es da forma do pensamento1
Alterações da forma do pensamento

Afrouxamento das associaçõesafrouxamento dos enlaces associativos, as associações são mais livres, não tão articuladas. Há uma concentração lógica entre as idéias.


Altera es da forma do pensamento2
Alterações da forma do pensamento

Descarrilamento do pensamento

o pensamento passa a extraviar-se de seu curso normal, toma atalhos colaterais, desvios etc. Retornando às vezes ao seu curso original, esta associada á marcante distraibilidade.


Altera es da forma do pensamento3
Alterações da forma do pensamento

Desagregação do pensamentodificuldade para desenvolver o pensamento, por associações imprevistas que o dispersam. Total perda da coerência do pensamento sem qualquer articulação racional.



Altera es do curso do pensamento
Alterações do curso do pensamento

Aceleração do pensamento

O pensamento flui de forma muito acelerada, uma idéia se sucedendo à outra rapidamente.Lentificação do pensamentoPensamento lento acompanhado de verbalização em tom baixo, lenta e entrecortado sempre em torno dos mesmos temas. (Inibição do pensamento)


Altera es do curso do pensamento1
Alterações do curso do pensamento

Bloqueio ou interceptação dopensamentoInibição brusca corte brusco na conversa, sem qualquer motivo aparente.

Roubo do pensamento

Ligado ao bloqueio, o indivíduo tem nítida sensação que seu pensamento foi roubado por uma força ou ente estranho.


Altera es da conte do do pensamento
Alterações da conteúdo do pensamento

Ou Alteração do juízo de Realidade

Juízo de realidade: capacidade de julgar, de autocrítica, de reconhecer, colocar as sensações e fatos determinados lugares.

Delírio: juízo patologicamente falseados. O doente tem convicção extraordinária, uma crença subjetiva praticamente absoluta.


Del rios
Delírios

Alguns tipos de delírios

Delírio de grandiosidade, delírio paranóide, delírio somático (parafrenia), delírio de perseguição (persecutório), delírio de referência, inserção do pensamento.



Vontade e suas altera es
Vontade e suas alterações

Conceito

Vontade é uma dimensão complexa de vida mental, relacionada intimamente à espera instintiva e afetiva, assim com a esfera intelectiva (avaliar, julgar, analisar, decidir) e ao conjunto de valores, princípios, hábitos e normas socioculturais do indivíduo.


Vontade e suas altera es1
Vontade e suas alterações

Hipobulia/abulia:diminuição ou até abolição da atividade volitiva (ato de vontade).

Negativismo:é a oposição do indivíduo às solicitações do meio ambiente. Verifica-se uma resistência automática e obstinada a todos ou quase todos os pedidos que lhes são feitas.


Vontade e suas altera es2
Vontade e suas alterações

Obediência automática: realiza automaticamente tudo que lhe é solicitado pelas pessoas que entram em contato com ele.

Fenômenos do eco: ecopraxia, ecolalia, ecografia


Vontade e suas altera es3
Vontade e suas alterações

Ato impulsivo: em oposição à ação voluntária abole abruptamente as fases de intensão, deliberação e decisão.

Tipos de impulsos e compulsões patológicas:

AutomutilaçãoFrangofilia PiromaniaImpulso suicida



Vontade e suas altera es4
Vontade e suas alterações

Impulsos e compulsões relacionados à ingestão de drogas ou alimentos

Depsomania

BulimiaPotomaniaAtos e compulsões relacionados aodesejo e ao comportamento sexual:fetichismo, exibicionismo, voyeurismo, pedofilia, zoofilia etc.


Altera o da psicomotricidade ou altera es do movimento
Alteração da psicomotricidade ou alterações do movimento

Agitação psicomotora: mais comum. Implica aceleração e exaltação de toda atividade motora do individuo.

Lentificação psicomotora: lentificação de toda atividade psíquica (bradipsiquismo). Toda movimentação voluntária torna-se lenta, difícil.


Altera es do movimento
ALTERAÇÕES DO MOVIMENTO

Estupor:perda de toda atividade espontânea, com vigência de um nível de consciência aparentemente preservada.

Estereotipias motoras:são repetições automáticas e uniformes de determinado ato motor complexo, geralmente indicando marcante perda do controle voluntário sobre a esfera motora.


Altera es do movimento1
ALTERAÇÕES DO MOVIMENTO

Catalepsia:é um acentuado exagero de tônus postural, com grande redução da mobilidade passiva dos vários segmentos corporais, e com hipertonia muscular do tipo plástico.

Cataplexia:perda abrupta do tônus muscular de curta duração.


Altera es do movimento2
ALTERAÇÕES DO MOVIMENTO

Maneirismo:è um tipo de estereotipia caracterizada por movimentos bizarros e repetitivos geralmente complexos, que perseguem certo objetivo, mesmo que esdrúxulo.

Tiques:movimentos rápidos, automáticos, repetidos e involuntários. São atos coordenados.



Altera o da aten o
ALTERAÇÃO DA ATENÇÃO

  • A atenção pode ser definida como a direção da consciência. O estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto.

    Aprosexia:total abolição da capacidade de atenção, por mais fortes e variados que sejam os estímulos que se utilizou.


Altera o da aten o1
ALTERAÇÃO DA ATENÇÃO

Hipoprosexia

perda básica da capacidade de concentração com fadigabilidade aumentada, que dificulta a percepção dos estímulos ambientais e a compreensão. As lembranças tornam-se mais difíceis e imprecisas, há dificuldade crescente em todas as atividades psíquicas complexas como o pensar o raciocinar, a integração de informação.


Altera o da aten o2
ALTERAÇÃO DA ATENÇÃO

Hiperprosexia:estado de atenção exagerada, no qual há uma tendência incoercível a obstina-se sobre certos objetos.

Distração:é um sinal não de déficit propriamente, mas de super concentração ativa de atenção sobre determinados conteúdos ou objetos, com inibição dos demais.



Altera o da aten o3
ALTERAÇÃO DA ATENÇÃO

Distraibilidade:estado patológico que se exprime por instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção voluntária “com dificuldade ou incapacidade para se fixar ou se manter em qualquer coisa que implique esforço produtivo”. A atenção é desviada de um objeto para outro com facilidade.


Altera o da linguagem
ALTERAÇÃO DA LINGUAGEM

Logorreia e Taquifasia: na logorreia existe uma produção aumentada e acelerada (taquifasia) da linguagem verbal.

Bradifasia:o indivíduo fala muito vagarosamente lento e difícil.

Mutismo:ausência de resposta verbal oral por parte do doente. Renuncia em falar.


Altera o da linguagem1
ALTERAÇÃO DA LINGUAGEM

Ecolalia:é a repetição da última palavra proferida por alguém; o paciente repete de forma automática o que acaba de ouvir. É involuntário e sem sentido

Palilalia:repetição automática e estereotipada pelo paciente da última ou últimas palavras que o próprio paciente emitiu em seu discurso.



Altera o da linguagem2
ALTERAÇÃO DA LINGUAGEM

Mussitação

produção repetida de uma voz muito baixa, murmurada, em tom monocórdico sem significado comunicativo.


Altera o da linguagem3
ALTERAÇÃO DA LINGUAGEM

Glossolalia:produção de uma fala gutural, pouco compreensível, um verdadeiro conglomerado ininteligível de sons, que imitam a fala normal.

Neologismo:criação de novos termos ou palavras já existentes que recebem acepções totalmente novas.


Altera o da linguagem4
ALTERAÇÃO DA LINGUAGEM

Para-respostas:o paciente responde uma pergunta com a inflexão verbal de uma resposta, como se estivesse respondendo de fato a uma pergunta, porém o conteúdo de sua resposta é completamente disparatado em relação ao conteúdo da pergunta


A afetividade e suas altera es
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES

Afetividade:a vida afetiva é a dimensão psíquica que dá brilho e calor a todas as vivências humanas. Distinguem-se cinco tipos básicos de vivência afetiva:


A afetividade e suas altera es1
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES

Humor ou estado de ânimo:tônus afetivo do indivíduo

  • Estado afetivo basal e difuso no qual a pessoa se encontra num determinado momento.

  • Disposição afetiva de fundo que dá a tonalidade de toda a experiência psíquica.

  • O humor ou estado afetivo, varia de momento para momento numa mesma pessoa, atribuindo os devidos valores às vivências, seja a tristeza na tragédia ou a alegria na comédia


A afetividade e suas altera es2
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES

Emoções:reações afetivas agudas, momentâneas, desencadeadas por estímulos significativos.

  • Estado afetivo intenso, de curta duração, com expressão somática.

  • As emoções podem ser divididas em:

    • Primárias - inatas e diretamente ligadas à vida instintiva, à sobrevivência. Emoção de choque, colérica, afetuosa, medo e asco.

    • Secundárias- mais complexos. São reações aos estímulos do meio

    • Mistas – estados afetivos internos contrastantes


A afetividade e suas altera es3
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES

Sentimentos:são estados e configurações afetivas estáveis; são mais alternados em sua intensidade e menos reativos a estímulos passageiros.

  • Kurt Schneider considera os sentimentos como estados do “eu” que não podem ser controlados pela vontade e que são provocados por nossas representações, pelos estímulos procedentes do mundo exterior ou por alterações sobrevindas no interior do organismo.


A afetividade e suas altera es4
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES

Afetos:qualidade e o tônus emocional que acompanham uma idéia ou representação mental.


A afetividade e suas altera es5
A AFETIVIDADE E SUAS ALTERAÇÕES

Paixões:estado afetivo extremamente intenso, que domina a atividade psíquica como um todo, captando e dirigindo a atenção e o interesse do indivíduo em uma só direção.


Altera es do humor
ALTERAÇÕES DO HUMOR

Distimia:alteração básica do humor, tanto no sentido da inibição quanto no da exaltação.

Disforia:distimia que acompanha uma totalidade afetiva desagradável, mal humorada.

Tristeza patológica:a pessoa sente profundo abatimento, baixa auto-estima, tendência para isolamento, choro fácil.



Altera es do humor1
ALTERAÇÕES DO HUMOR

Alegria patológica ou euforia:cliente eufórico, agitado, com elevada auto-estima, grande desinibilidade.

Puerilidade:alteração do humor que se caracteriza por seu aspecto infantil, simplório, regredido. O indivíduo ri ou chora por motivo banal.


Altera es das emo es e dos sentimentos
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS

Apatia:é a diminuição de excitabilidade emotiva e afetiva. Ausência de reação emocional.

Afeto inapropriado ou Paratimia:é a reação completamente incongruente a situações existenciais. Falta de concordância entre o afeto e o estímulo.

Anedonia:incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer com determinadas atividades e experiências da vida.


Altera es das emo es e dos sentimentos1
ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS

Labilidade afetiva e incontinência afetiva:mudança dos estados afetivos sem causa externa aparente.

Ambivalência afetiva:para o mesmo objeto, a pessoa tem estado afetivo oposto, um fica visível e o outro reprimido.


Orienta o
ORIENTAÇÃO

Conceito:

É a capacidade de integrar informações a respeito de dados que nos localizem principalmente no tempo e espaço. Dependem da memória, atenção e percepção.



Orienta o2
ORIENTAÇÃO

  • Orientação autopsíquica

  • Orientação alopsíquica

  • Orientação temporal

  • Orientação espacial


Consci ncia
CONSCIÊNCIA

Definições psicológicas:soma total das experiências conscientes de um indivíduo em determinado momento. É a capacidade do indivíduo de estar em contato com a realidade, perceber e reconhecer o meio e os seus objetos.

As alterações da consciência podem ser fisiológicas e patológicas.


Altera o da consci ncia
ALTERAÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Alterações fisiológicas:sono, sonho, cansaço, hipnose.

Alterações patológicas:quantitativa e qualitativa.



Altera es quantitativas da consci ncia
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA CONSCIÊNCIA

Neste caso, a consciência pode estar diminuída (rebaixada) ou aumentada.Quando a consciência estiver diminuída, pode ocorrer:


Altera es quantitativas da consci ncia1
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA CONSCIÊNCIA

Obnubilação ou turvação da

  • consciência - alteração do sensório:

    diminuição da consciência acompanhada de uma apatia e consequentemente lentidão da atividade psíquica. O indivíduo não consegue ter percepção globalizada das situações, á geralmente diminuição da sensopercepção, pouco entendimento das impressões sensoriais e lentidão de compreensão.


Altera es quantitativas da consci ncia2
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA CONSCIÊNCIA

  • Sopor ou torpor:é um estado de marcante turvação da consciência no qual o indivíduo pode ser apenas despertado por estímulo enérgico.

  • Coma:grau mais profundo de rebaixamento da consciência.


S ndromes psicopatol gicas associadas ao rebaixamento do n vel da consci ncia
SÍNDROMES PSICOPATOLÓGICAS ASSOCIADAS AO REBAIXAMENTO DO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Delirium:termo que designa as síndromes confusionais agudas. Ocorre desorientação temporo-espacial, angústia, agitação ou lentificação psicomotora, ilusões e alucinações visuais, piora ao anoitecer.


S ndromes psicopatol gicas associadas ao rebaixamento do n vel da consci ncia1
SÍNDROMES PSICOPATOLÓGICAS ASSOCIADAS AO REBAIXAMENTO DO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Estado onírico:estado semelhante a um sonho muito vivido. Alucinação visual intensa com caráter cênico: cenas complexas, ricas em detalhes às vezes terríficas. O doente grita se debate na cama, tem sudorese profusa. Há geralmente uma amnésia consecutiva ao período em que o doente permanece em estado onírico.


Estado onirico
ESTADO ONIRICO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA


Altera es quantitativas da consci ncia3
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA CONSCIÊNCIA NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

Quando a consciência estiver aumentada, pode ocorrer:

  • Hipervigília:os estímulos são percebidos com maior intensidade, o fluxo do pensamento é normalmente acelerado e comumente há uma exuberância psicomotora e das atividades em geral


Altera es qualitativas da consci ncia
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA CONSCIÊNCIA NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

É a variação da amplitude do campo da consciência.

  • Estados crepusculares/ estreitamento da consciência:ocorre estreitamento transitório do campo da consciência com conservação de uma atividade psicomotora global, mais ou menos coordenada, permitindo a ocorrência dos chamados atos automáticos.


Altera es qualitativas da consci ncia1
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA CONSCIÊNCIA NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Dissociação da consciência:fragmentação ou divisão do campo da consciência, ocorrendo à perda da unidade psíquica comum ao ser humano (o indivíduo desliga da realidade).


Altera es qualitativas da consci ncia2
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA CONSCIÊNCIA NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Transe:dissociação da consciência que se assemelha ao sonho acordado, mais difere pela presença de atividade motora automática e estereotipada, acompanhada de suspensão parcial dos movimentos voluntários “transe religioso, transe histérico”.


Altera o do sono
ALTERAÇÃO DO SONO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

Alterações quantitativas

  • Insônia:que pode ser inicial, lacunar, terminal ou total.

  • Hipersonia:é o aumento das horas de

    sono aproximadamente de 25% do

    padrão de sono normal.

  • Hipossonia: diminuição das horas de sono


Altera o do sono1
ALTERAÇÃO DO SONO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Sonambulismo:consiste no ato de caminhar e realizar outras atividades complexas durante o sono.

  • Narcolepsia:estado em que o indivíduo dorme e acorda subitamente. Pode ser desencadeado por emoções.


Narcolepsia
NARCOLEPSIA NÍVEL DA CONSCIÊNCIA


Altera o do sono2
ALTERAÇÃO DO SONO NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Terror noturno:é uma crise de medo intenso durante o sono em que a pessoa pode se debater, arregalar os olhos e gritar. Passada a crise não se recorda do ocorrido, mas pode relatar ter tido um pesadelo.

  • Paralisia do sono:é a sensação de estar acordado, mas paralisado, que ocorre durante o sono.


  • "As aparências para a mente são de quatro tipos: NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

    As coisas ou são o que parecem ser, ou não são, nem parecem ser; ou são e não parecem ser; ou não são, mas parecem ser.” Posicionar-se corretamente frente a todos esses casos é a tarefa dos sábios.

    Epictetus, Século II d.C.


Obrigada!!! NÍVEL DA CONSCIÊNCIA


Referencias
REFERENCIAS NÍVEL DA CONSCIÊNCIA

  • Ballone, G. j; Penha Chaves, P. H. de A., Sinopse de Psiquiatria – Dicionário e Tratamento. Editora Cultura Médica. Riio de Janeiro. RJ. 1992. 

  • Delgalarrondo, P., Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.


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