O primo bas lio
Download
1 / 33

O PRIMO BASÍLIO - PowerPoint PPT Presentation


  • 101 Views
  • Uploaded on

O PRIMO BASÍLIO. EÇA DE QUEIRÓS. POSICIONAMENTO DO AUTOR. REALISMO & NATURALISMO X REALIDADE.

loader
I am the owner, or an agent authorized to act on behalf of the owner, of the copyrighted work described.
capcha
Download Presentation

PowerPoint Slideshow about ' O PRIMO BASÍLIO' - huela


An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript
O primo bas lio

O PRIMO BASÍLIO

EÇA DE QUEIRÓS


Posicionamento do autor

POSICIONAMENTO DO AUTOR

REALISMO & NATURALISMO

X

REALIDADE


Eça de Queirós fez parte de uma geração de jovens intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.


O autor disseca as deformações da sociedade lusitana (em intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais. O Primo Basílio) e explica sua fonte de pesquisa e inspiração neste trecho de uma carta enviada a Teófilo Braga:


Carta a te filo braga
Carta a Teófilo Braga intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

  • “... mas eu não ataco a família (instituição) – ataco a família lisboeta, - a família lisboeta produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem, e mais tarde ou mais cedo centro de bambochata (pequeno quadro de costumes pitorescos)...


Carta a te filo braga1
Carta a Teófilo Braga intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

  • ... No Primo Basílio que apresenta, sobretudo, um pequeno quadro doméstico, extremamente familiar a quem conhece bem a burguesia de Lisboa; - a senhora sentimental, mal-educada, nem espiritual (porque cristianismo já o não tem; sanção moral da justiça, não sabe o que isso é), arrasada de romance, lírica, sobreexcitada no temperamento pela ociosidade e pelo...


Carta a te filo braga2
Carta a Teófilo Braga intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

  • ... mesmo fim do casamento peninsular que é ordinariamente a luxúria, nervosa pela falta de exercício e disciplina moral, etc., etc., - enfim a burguesinha da Baixa (Lisboa); por outro lado o amante – um maroto, sem paixão nem a justificação da sua tirania, que o que pretende é a vaidadezinha de uma aventura, e o amor grátis; do outro lado a criada, ...


Carta a te filo braga3
Carta a Teófilo Braga intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

  • ... em revolta secreta contra a sua condição, ávida de desforra; por outro lado a sociedade que cerca estes personagens – o formalismo oficial (Acácio), a beatice parva de temperamento irritado (D. Felicidade), a literaturinha acéfala (Ernestinho), o descontentamento azedo, e o tédio de profissão (Julião) e às vezes...


Carta a te filo braga4
Carta a Teófilo Braga intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

  • ... Quando calha, um pobre bom rapaz (Sebastião). Um grupo social, em Lisboa, compõe-se, com pequenas modificações, destes elementos dominantes (...) Uma sociedade sobre estas bases, não está na verdade: atacá-las é um dever.”


O primo bas lio1

O PRIMO BASÍLIO intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

REALISMO & CRÍTICA SOCIAL


O Primo Basílio intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais. apresentava-se como uma lente de aumento sobre a intimidade das famílias "de bem" de Lisboa da metade do século XIX. Representa um dos primeiros momentos de reflexão sobre o atraso da sociedade portuguesa em um mundo profundamente transformado pela Revolução Industrial e pelo desenvolvimento tecnológico.


O primo bas lio2

O PRIMO BASÍLIO intelectuais, centrada em Coimbra, que reagiu contra o atraso do país. Eles criticavam o Romantismo como um sinônimo desse atraso. E com seus Realismo e Naturalismo pretendiam incorporar à Literatura os métodos científicos próprios das ciências naturais.

PERSONAGENS


 LUÍSA = Na descrição que o próprio Eça de Queiroz faz na carta a Teófilo Braga, Luísa é "a burguezinha da Baixa" (Lisboa, Cidade Baixa): uma senhora sentimental, sem valores espirituais ou senso de justiça. É lírica e romântica, “ociosa e nervosa pela falta de exercício e disciplina moral". Luísa é esposa de Jorge, engenheiro de minas que ela conheceu após o abandono e rompimento (por carta) do noivado com o primo Basílio...


... Sua vida tranqüila de leitora de folhetins é alterada pela viagem do marido e o retorno do primo a Portugal.O motivo que a leva a se entregar a Basílio, de acordo com as reflexões de Eça, nem ela sabia. Uma mescla da falta do que fazer com a "curiosidade mórbida em ter um amante, mil vaidadezinhas inflamadas, um certo desejo físico..."


BASÍLIO = O primo e ex-noivo que retorna a Portugal, na ausência do marido de Luísa, é, para Eça de Queirós, "um maroto, sem paixão nem a justificação de sua tirania, que o que pretende é a vaidadezinha de uma aventura e o amor grátis"...


... Malicioso e cheio de truques para atrair a amante, explorando a sua vaidade fútil, Basílio compara a fidelidade conjugal a uma demonstração de atraso das mulheres de Lisboa frente aos hábitos supostamente liberais e modernos das senhoras de Paris - todas com seus amantes, conforme assegurava o primo...


... Em momentos de maior dramaticidade (morte de Luísa), quando começam a enfrentar as conseqüências do adultério, o cinismo de Basílio fica mais evidente: ele pensa apenas que teria sido mais vantajoso trazer consigo uma amante de Paris.


  JULIANA = A criada Juliana faz desmoronar o mundo de Luísa ao chantageá-la com cartas roubadas. É a figura que aparece com alguma intensidade interior, destoando um pouco das razões fúteis que movimentam os demais personagens...


...Ela se conduz pela revolta (não suporta sua condição de serviçal), pela frustração (fracassou na tentativa de mudar de vida), pelo ódio rancoroso contra a patroa (ódio, na verdade, contra todas as patroas que a escravizaram por 20 anos)...


... Assim como Basílio, Juliana tentará tirar proveito circunstâncias, reunindo provas do adultério para fazer chantagem. Mas ela pretende mais do que dinheiro - que exige sem sucesso de Luísa; ela quer a desforra. E os recursos que utiliza levarão o definhamento físico e emocional da patroa, até o desfecho da história.


JORGE = Com aparições, no romance, sua presença se faz sentir pelo papel social que representa: é o marido. E a forma como poderá reagir à infidelidade, é especulada pelo narrador através, de outro personagem, Ernestinho Ledesma, autor medíocre que prepara uma peça teatral sobre um caso de adultério, pede a Jorge uma opinião sobre o final de sua obra. Um marido deve matar a mulher adúltera? (Sua posição é ambígua).


O primo bas lio3

O PRIMO BASÍLIO sentir pelo papel social que representa: é o marido. E a forma como poderá reagir à infidelidade, é especulada pelo narrador através, de outro personagem, Ernestinho Ledesma, autor medíocre que prepara uma peça teatral sobre um caso de adultério, pede a Jorge uma opinião sobre o final de sua obra. Um marido deve matar a mulher adúltera? (Sua posição é ambígua).

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS


Os personagens secundários completam o quadro social lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.


A pol mica cr tica de machado de assis

A polêmica crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

AO PRIMO BASÍLIO

DE

EÇA DE QUEIRÓS


Cr tica de machado de assis
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • Em 16 de abril de 1878, em texto publicado no semanal OCruzeiro, Machado de Assis tece sua crítica sobre os aspectos realistas de O Primo Basílio, de Eça de Queirós (publicado igualmente em 1878). Machado questiona o ar de cliché da obra porque, segundo ele, o realismo da patologia sem terapêutica, de influência...


Cr tica de machado de assis1
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • ... francesa, ainda que carregado nas tintas, enfastia e assusta.(...) Machado discordava do realismo de Eça, que visava a um fim moral, corrigindo e ensinando, através da crítica dos temperamentos e dos costumes, tornando-se um instrumento auxiliar da ciência e da consciência.


Cr tica de machado de assis2
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • No seu processo de negação de O Primo Basílio, Machado intriga-se com a personagem Luísa, considerando-a um mero “títere”, um caráter negativo, sem possibilidades de paixões e remorsos, sem capacidade de consciência, o que esvaziava por si só as propostas naturalistas de Eça e muito mais os seus desejos realistas.


Cr tica de machado de assis3
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • Para Machado, Eça substituiu “o principal pelo acessório” por ter transplantado “a ação dos caracteres e dos sentimentos para o incidente, para o fortuito”. E, maldosamente (no bom sentido), põe-se a imaginar o que teria acontecido se as cartas que Luísa escreveu a Basílio não tivessem sido descobertas por Juliana: “estava acabado o romance, porque o primo...


Cr tica de machado de assis4
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • ... enfastiado seguiria para a França, e Jorge regressaria do Alentejo; os dois esposos voltam à vida exterior”.Ou seja, em suas próprias palavras: “a realidade é boa, o realismo é que não presta para nada”. E não presta porque, ao substituir o acessório, está a substituir a responsabilidade moral pelo acidente circunstancial.


Cr tica de machado de assis5
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • Negando a força do enredo proposto por Eça, para Machado, que acreditava ser o estilo mais importante do que a trama, a sucessão de tantos insucessos seria a irrefutável fragilidade do livro. O que ele desejava eram resultados: uma outra linguagem pra descrever a situação ou, quem sabe, uma Luísa rebelde ou...


Cr tica de machado de assis6
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • ... arrependida, que permitisse aos leitores a sua condenação ou o inevitável perdão, mas que não tivesse apenas piedade de uma mulher com medo. Reconhece na criada, e não em Luísa e Basílio, “o caráter mais completo e verdadeiro do livro”. Mas não percebe a sutileza de Eça nesta armação: o lado realista da dissimulação de Juliana e a sua capacidade de inverter os papéis e subverter as relações do romance.


Cr tica de machado de assis7
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • Voltando a personagem Luísa, para Machado ela é um títere, um personagem destituído de qualquer estofo moral, que para decidir se deve ver o amante após uma briga recorre ao artifício de jogar moedas ao ar, deixando seu destino à mercê do acaso de um jogo de “cara e coroa”.


Cr tica de machado de assis8
Crítica de Machado de Assis lisboeta. O Conselheiro Acácio, freqüentador do círculo próximo de Luísa, um dos mais citado e conhecidos personagens de Eça, é o intelectual vazio. Sua habilidade em dizer o óbvio com empáfia deu origem à expressão "verdades acacianas". Joana é a cozinheira que enfrenta Juliana por dedicação à Patroa; Dona Felicidade é a "beatice parva de temperamento irritado". E também há, Sebastião (o bom rapaz), que se propõe a recuperar as cartas tomadas pela criada.

  • Preconceito ou visão aguda?


ad