Lingu stica textual anna christina bentes l.jpg
This presentation is the property of its rightful owner.
Sponsored Links
1 / 19

LINGUÍSTICA TEXTUAL Anna Christina Bentes PowerPoint PPT Presentation


  • 424 Views
  • Uploaded on
  • Presentation posted in: General

LINGUÍSTICA TEXTUAL Anna Christina Bentes. Disciplina: Teoria da Linguagem Juliana Regina Dias. Estruturação do texto:. Percurso histórico; Conceito de texto; A construção dos sentidos no texto: Coerência textual Coesão textual. Um breve percurso histórico.

Download Presentation

LINGUÍSTICA TEXTUAL Anna Christina Bentes

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Presentation Transcript


Lingu stica textual anna christina bentes l.jpg

LINGUÍSTICA TEXTUALAnna Christina Bentes

Disciplina: Teoria da Linguagem

Juliana Regina Dias


Estrutura o do texto l.jpg

Estruturação do texto:

  • Percurso histórico;

  • Conceito de texto;

  • A construção dos sentidos no texto:

    • Coerência textual

    • Coesão textual


Um breve percurso hist rico l.jpg

Um breve percurso histórico

  • O termo “Linguística de Texto” foi empregado pela primeira vez por Harald Weinrich.

  • Surgimento dos estudos sobre o texto – constituição de um campo que procura ir além dos limites da frase, que procura reintroduzir o sujeito e a situação de comunicação.


Slide4 l.jpg

  • Década de 60: esforço teórico de construir

    uma Linguística para além dos limites da frase,

    a chamada “Linguística do Discurso”

  • Segundo Marcuschi (1998a) “seu surgimento deu-se de forma independente, em vários países de dentro e de fora da Europa Continental, simultaneamente, e com propostas teóricas diversas”.

  • Houve não só uma gradual ampliação do objeto de análise da Linguística Textual, mas também um progressivo afastamento da influência teórico-metodológica da Linguística Estrutural saussureana.


Slide5 l.jpg

  • Análise transfrástica: o interesse voltava-se para fenômenos que não conseguiam ser explicados pelas teorias sintáticas e/ou pelas teorias semânticas que ficassem limitadas no nível da frase;

  • Construção de gramáticas textuais: descrição da competência textual do falante;

  • Teoria do texto: o texto passa a ser estudado dentro de seu contexto de produção e a ser compreendido não como um produto acabado, mas como um processo.


An lise transfr stica l.jpg

Análise transfrástica

  • Parte-se da frase para o texto

    Texto:

  • “uma sequência pronominal ininterrupta” (Harweg,1968)

  • “sequência coerente de enunciados” (Isenberg, 1970)

    Pedro foi ao cinema. Ele não gostou do filme

  • Não há uma simples substituição do nome pelo pronome.

  • Uso do pronome – instruções de conexão

  • Outros fenômenos “transfrásticos”: a pronominalização, a seleção dos artigos (definido e indefinido), a concordância dos tempos verbais, a relação tópico-comentário e outros.


Slide7 l.jpg

Relação entre uma sequência e outra sem

a presença de um conector

(1) Não fui à festa de seu aniversário: passei-lhe um telegrama.

(2) Não fui à festa de seu aniversário: estive doente.

(3) Não fui à festa de seu aniversário: não posso dizer quem estava lá.

Elaboração de gramáticas textuais: não considerar o texto apenas como uma simples soma ou lista dos significados das frases que o constituem.


Gram ticas textuais l.jpg

Gramáticas textuais

  • Representaram um projeto de reconstrução do texto como um sistema uniforme, estável e abstrato.

  • Postulava-se o texto como unidade teórica formalmente construída, em oposição ao discurso, unidade funcional, comunicativa e intersubjetivamente construída.

  • As propostas de elaboração de gramáticas textuais de diferentes autores, tais como Lang, Dressler, Dijk e Petöfi surgiram com a finalidade de refletir sobre fenômenos linguísticos inexplicáveis por meio de uma gramática do enunciado.

    Esses autores consideram que:

  • não há uma continuidade entre frase e texto porque há, entre eles, uma diferença de ordem qualitativa e não quantitativa, já que a significação de um texto constitui um todo que é diferente da soma das partes.

  • O texto é a unidade linguística mais elevada, a partir da qual seria possível chegar, por meio da segmentação, a unidades menores a serem classificadas.

  • Todo falante nativo possui um conhecimento acerca do que seja um texto.


Slide9 l.jpg

Segundo Charolles (1989), todo falante possuiria três

capacidades textuais básicas:

  • capacidade formativa;

  • capacidade transformativa;

  • capacidade qualificativa

    Segundo Fávero & Koch (1983), se todos os usuários da língua possuem essas habilidades, que podem ser nomeadas genericamente como competência textual, poderia justificar-se, então, a elaboração de uma gramática textual.

  • Verificação do que faz com que um texto seja um texto;

  • Levantamento de critérios para a delimitação de textos;

  • Diferenciação de várias espécies de textos.


Slide10 l.jpg

Projeto de elaboração de gramáticas textuais – influenciado pela perspectiva gerativista.

Essa gramática seria, semelhante à gramática de frases proposta por Chomsky, um sistema finito de regras, comum a todos os usuários da língua, que lhes permitiria dizer se uma sequência linguística é ou não um texto bem formado. Esse conjunto de regras internalizadas pelo falante constitui, então, a sua competência textual.


Teoria do texto l.jpg

Teoria do Texto

  • Ao contrário das gramáticas textuais, preocupadas em descrever a competência textual de falantes/ouvintes idealizados, propõe-se a investigar a constituição, o funcionamento, a produção e a compreensão dos textos em uso.

  • Tratamento dos textos no seu contexto pragmático

  • No final da década de 70, a palavra de ordem não era mais, segundo Marcuschi (1998), a gramática de texto, mas a noção de textualidade.

  • LT (atualmente): “uma disciplina de caráter multidisciplinar, dinâmica, funcional e processual, considerando a língua como não-autônoma nem sob seu aspecto formal” (Marcuschi, 1998)


Conceito de texto l.jpg

Conceito de texto

Período da análise transfrástica e da elaboração de gramáticas textuais:

  • acreditava-se que as propriedades definidoras de um texto estariam expressas na forma de organização do material linguístico(textos/não-textos)

  • Segundo Koch (1997), os conceitos de texto variaram desde “unidade linguística superior à frase” até “complexo de proposições semânticas.”

    Período da elaboração de uma teoria do texto:

  • São consideradas as condições de produção e de recepção de textos

  • A definição de texto deve levar em conta que: a produção textual é uma atividade verbal (atos de fala), é uma atividade verbal consciente e é uma atividade interacional.


A constru o dos sentidos no texto l.jpg

A construção dos sentidos no texto

Texto: resultado de uma atividade verbal, que revela

determinadas operações linguísticas e cognitivas, efetuadas

tanto no campo de sua produção, como no de sua recepção.

Segundo Koch (1997):

  • Coerência: “diz respeito ao modo como os elementos subjacentes à superfície textual vêm a constituir, na mente dos interlocutores, uma configuração veiculadora de sentidos”

  • Coesão: “O fenômeno que diz respeito ao modo como os elementos linguísticos presentes na superfície textual encontram-se interligados, por meio de recursos também linguísticos, formando sequências veiculadoras de sentido”


A coer ncia textual l.jpg

A coerência textual

  • A discussão sobre as relações entre texto e coerência começa a ocorrer a partir do momento em que se percebe que o(s) sentido(s) do texto não está/estão no texto em si, mas depende(m) de fatores de diversas ordens: linguísticos, cognitivos, socioculturais, interacionais.

  • Os estudos sobre o texto centram-se na busca de “critérios de textualidade”.

  • Para Koch e Travaglia (1989), “a textualidade ou a textura é aquilo que faz de uma sequência lingüística um texto e não um amontoado aleatório de palavras”.

  • Existe o não-texto?

  • Charolles (1989) afirma que não há textos incoerentes em si. Tudo vai depender muito dos usuários do texto e da situação.

  • A partir da década de 80, Charolles defende que a coerência de um texto é um “principio de interpretabilidade”: todos os textos seriam, em princípio, aceitáveis. No entanto, admite-se que o texto será incoerente para determinada situação comunicativa.


Slide15 l.jpg

  • Segundo Koch e Travaglia (1990), a situação comunicativa tanto pode ser entendida em seu sentido estrito – contexto imediato da interação-, como pode ser entendida em seu sentido mais amplo – o contexto sócio-político-cultural.

  • O conhecimento da situação comunicativa mais ampla contribui para a focalização, que pode ser entendida como a(s) perspectiva(s) ou ponto(s) de vista pelo(s) qual(is) as entidades evocadas no texto passam a ser vistas, perspectivas estas que afetam não só aquilo que o produtor diz, mas também o que o leitor ou destinatário interpreta.

  • A situação comunicativa pode contribuir fortemente para a construção de um ou mais de um sentido global para o texto.


Slide16 l.jpg

  • O papel das inferências na compreensão global do texto:

    Segundo Koch & Travaglia, “quase todos os textos que lemos ou ouvimos exigem que façamos uma série de inferências para podermos compreendê-lo integralmente. Se assim não fosse, nossos textos teriam que ser excessivamente longos para poderem explicitar tudo o que queremos comunicar.”

  • Intertextualidade: outro fator importante para a compreensão do sentido global de um texto.

  • Intencionalidade: “refere-se ao modo como os emissores usam textos para perseguir e realizar suas intenções, produzindo, para tanto, textos adequados à obtenção dos efeitos desejados” (Koch &Travaglia, 1990)

  • Fator informatividade: diz respeito ao grau de previsibilidade das informações que estarão presentes no texto, se essas são esperadas ou não, se são previsíveis ou não.


A coes o textual l.jpg

A coesão textual

Quem são eles

“1. Nas mãos deles, 169 milhões de vidas, o destino de um país gigante e uma crise brutal, com risco até de congestões capazes de ferimentos profundos no regime constitucional e na tranqüilidade relativa dos brasileiros.

2. Tudo foi dado a eles: o sacrifício de direitos, o sacrifício de milhões de empregos, o sacrifício de incontáveis empresas brasileiras, o sacrifício da legitimidade do Congresso, o sacrifício do patrimônio nacional, o sacrifício da Constituição. E eles quebraram o país.

3. Quem são eles? Um presidente abúlico, alheio a todas as realidades desprovidas de pompas e reverencias e que só reconhece um ser humano, por acaso ele próprio; avesso a administrar, por desconhecimento agravado pela indecisão, e que se ocupa tanto de bater papo quanto não se ocupa de trabalhar. [...]” (Folha de S. Paulo, 17/02/98)


Considera es finais l.jpg

Considerações finais:

  • Produção do texto falado: há uma vasta produção acadêmica que discute as principais estratégias de processamento textual nesta modalidade. Também têm sido publicados estudos voltados para as relações entre análises do texto/discurso e o desenvolvimento da competência textual e/ou discursiva na escola.

  • Recentemente houve uma retomada do interesse pela questão da tipologia e dos gêneros textuais.


Refer ncia bibliogr fica l.jpg

Referência bibliográfica:

BENTES, A. C. Linguística textual. In: MUSSALIN, F.; BENTES, A.C. Introdução à linguística. Domínios e fronteiras. V.2. São Paulo: Cortez, 2001, p.245-288


  • Login