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CSO 001 – “ Introdução à Sociologia ”

CSO 001 – “ Introdução à Sociologia ”. Aula 7 – 17/04/2012 dmitri.fernandes@ufjf.edu.br auladesociologia.wordpress.com. Max Weber (1864-1920). “ Exagerar é a minha profissão ”. Procura resolver querela do método nas ciências sociais ( explicação ou compreensão ?)

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CSO 001 – “ Introdução à Sociologia ”

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Presentation Transcript


  1. CSO 001 – “Introdução à Sociologia” Aula 7 – 17/04/2012 dmitri.fernandes@ufjf.edu.br auladesociologia.wordpress.com

  2. Max Weber (1864-1920) • “Exagerar é a minhaprofissão”. • Procura resolver querela do métodonasciênciassociais (explicaçãooucompreensão?) • Embasadonasdiscussõesfilosóficas(Kant, Dilthey, Rickert, Windelbande Nietzsche), econômicas (Schmoller e Menger) e do pensamento social propõe um modelo de análisecujocerneserá o primado do sujeitoemcontraposiçãoao do objeto (Durkheim e Marx).

  3. Ciências da Natureza X Ciências da Cultura • Explicação (Objeto é a natureza, logo, externo, e o método é generalizante ou nomotético) • Compreensão (Método é a compreensão idealizante, singular ou ideográfica, o objeto é sujeito e objeto ao mesmo tempo, logo, deve-se mergulhar no espírito dos agentes para compreender o sentido de suas ações. Objetos, além do mais, são selecionados conforme os valores culturais)

  4. Epistemologia de Weber • Inaugura a teoria sociológica compreensiva, juntando a compreensão (hermenêutica) com a explicação (leis objetivas). • Sociólogo deve saber integrar esses dois métodos. • Weber fará isso por meio do desenvolvimento de conceitos básicos como os de ação social, relação social e tipo ideal.

  5. Individualismo metodológico • Indivíduo é o elemento fundante da explicação da realidade social. Sempre parte do particular ao mais geral. • “em geral, para a sociologia, conceitos como Estado, associação, feudalismo e outros semelhantes designam certas categorias da interação humana. Daí ser tarefa da sociologia reduzir esses conceitos à ação compreensível, isto é, sem exceção, aos atos dos indivíduos participantes”. Economia e Sociedade – 74.

  6. Conceitos Básicos • “Sociologia significa uma ciência que pretende compreender interpretativamente a ação social e assim explicá-la em seu curso e efeitos”. • “Ação social significa uma ação que, quanto ao sentido visado pelo agente ou pelos agentes, se refere ao comportamento de outros, orientando-se por este em seu curso”. • Interessa à sociologia, portanto, recuperar a razão e a finalidade que os indivíduos conferem às suas ações, ou seja, compreender o significado da ação social, seu motivo.

  7. O tipo ideal • Construto que o pesquisador possui para organizar a realidade de forma lógica, no plano do pensamento para se formular com clareza as relações sobre os fenômenos observados (generalizante e compreensivo ao mesmo tempo). • “Consiste em enfatizar determinados traços da realidade – por exemplo, aqueles que permitam caracterizar a conduta do burocrata profissional e a organização em que ele atua – até concebê-los na sua expressão mais pura e consequente, que jamais se apresenta assim nas situações efetivamente observáveis”. – Gabriel Cohn.

  8. Tipos de Ação Social • Ação racional referente a fins (fins perseguidos racionalmente dentro de condições determinadas visando ao sucesso) • Ação racional referente a valores (ação determinada pela crença ou valor, independente do resultado) • Ação afetiva (motivada pela satisfação de impulsos) • Ação tradicional (motivada pelo costume, deveres etc.)

  9. Relação social • “Por relação social entendemos o comportamento reciprocamente referido quanto a seu conteúdo de sentido por uma pluralidade de agentes e que se orienta por essa referência”. Passando pelas relações sociais se compreende a formação dos elementos coletivos da vida social, como os grupos, organizações e estruturas sociais. Podem ser efêmeros, transitórios ou adquirir aspectos regulares e sedimentados (direito).

  10. Esquema analítico de Weber • Parte da análise compreensiva da ação social, passa pela interação entre os indivíduos, chega à análise compreensiva das relações sociais e sua estabilização normativa (ordem legítima), e finaliza nas organizações, estruturas e instituições sociais. • O caminho analítico inverso pode e deve ser tentado, ou seja, a decomposição dessas estruturas até se chegar novamente ao indivíduo e sua ação.

  11. Racionalismo da Dominação do Mundo • Por meio de amplos estudos de sociologia da religião, Weber procura traçar qual o caráter específico do mundo ocidental, que ele tipifica como sendo o racionalismo da dominação do mundo. • Há um elemento em comum, para Weber, que vincula na história o surgimento da ciência racional, da arte racional, da arquitetura racional, da universidade racional, do Estado racional e do capitalismo racional, por fim: a racionalidade ocidental.

  12. A ética protestante e o espírito do capitalismo (1904) • Quer verificar a relação entre uma religião determinada, o moderno sistema capitalista econômico industrial e o processo de racionalização ocidental. • Teoria da multicausalidade, afinidades eletivas e conexões entre um modo metódico de vida, causalidade entre a ética protestante ascética e a conduta capitalista.

  13. Espírito do Capitalismo • “Lembra-te de que tempo é dinheiro” • “Lembra-te de que crédito é dinheiro” • “Lembra-te de que dinheiro gera mais dinheiro” • “Lembra-te de que o bom pagador é o senhor da bolsa alheia” • “As mais insignificantes ações que afetam o crédito de um homem devem ser por ele ponderadas”

  14. Ética Protestante • Ética de vida, modo de ver e encarar a existência: elementos cujo conteúdo se assemelham e afinam ao “espírito” do capitalismo. • Vida disciplinada, ascética, motivada pelo sentido do dever, pela honestidade e dedicação ao trabalho = Ascese Intramundana. • Deve sobrepujar o tradicionalismo.

  15. Protestantismo • Lutero e noção de “vocação”: nasce o ascetismo intramundano. • Calvinismo, seitas anabatistas e doutrina da predestinação maximizam a quebra com a visão conformista, tradicionalista e com a condenação ao lucro: o trabalho torna-se uma conduta racionalizada, a dedicação é sistemática e central para a vida do crente. • Tais crenças passam a estimular o trabalho profissionalizado e a busca de riquezas para a “glória de Deus”. • Com o tempo a motivação da busca de riqueza tomou vida própria, se desvinculou da religião: “o puritano queria ser um profissional: nós devemos sê-lo”.

  16. O desencantamento do Mundo • Eliminação da magia como meio de salvação foi maximizado no protestantismo ascético. • O crente não tem a menor possibilidade de influenciar magicamente o divino, ao contrário do catolicismo. • Religião desprovida de elementos mágicos, vida metódica dedicada ao trabalho, disciplina e ordenamento: forma racionalizada de vida. • “Aquele grande processo histórico-religioso do desencantamento do mundo que teve início com as profecias do judaísmo antigo e, em conjunto com o pensamento científico helênico repudiava todos os meios mágicos de busca de salvação, encontrou aqui sua conclusão”. - A ética... P. 96.

  17. Consequências do Desencantamento do Mundo • Na dimensão religiosa, homem deixa de acreditar que o mundo é povoado por forças divinas que podem ser manipuladas através da magia. Eliminação da magia se inicia no interior das religiões e termina com o surgimento da ciência e da técnica. • Na dimensão científica, através do saber racional o homem desmagifica a natureza, que passa a ser mero mecanismo causal carente de sentido. Nessas sociedade desenvolvem-se organizações cada vez mais racionalizadas e burocratizadas. • Há, por fim, uma secularização, que implica a separação entre Igreja e Estado.

  18. Crítica e Resignação • Weber defende uma visão de mundo pessimista, pois o aumento da racionalização não leva a um estágio superior de vida social. • Burocracia e capitalismo, duas grandes instituições da modernidade, trazem a perda de sentido e de liberdade. • “Para os últimos homens desse desenvolvimento cultural, bem poderiam tornar-se verdade as palavras ‘especialistas sem espírito, gozadores sem coração’: esse Nada imagina ter chegado a um grau de humanidade nunca antes alcançado”. Ética..., p. 166.

  19. Sentido do Mundo? • Substituição da religião pela razão implica modificação cultural profunda. • Não há mais cosmovisão que confira sentido à realidade, não há finalidade última da existência possível de ser extraída do saber científico. • Modernidade, portanto, é vista por Weber como verdadeiro Politeísmo de valores: cabe apenas ao indivíduo responder pela coerência de seus atos. • Retorno à religião para os que não suportam a o mundo desprovido de sentidos acarreta certo “sacrifício do intelecto”.

  20. A Jaula de Ferro • Processo de autonomização das esferas do mundo (econômica, política, estética, intelectual, erótica) faz com que elas obedeçam a uma legalidade própria. • Vontade individual, valores sublimes, moralidade e, por fim, a “liberdade” esbarram na fria lógica de cada uma dessas esferas. • A ação racional com relação a fins impera em cada uma delas, exigindo do indivíduo a adequação ao mundo burocratizado e sem sentido. • Homem libertou-se das forças divinas e naturais, no entanto, tornou-se escravo de sua própria criação. • “Não o florescer do verão está à nossa frente, mas antes uma noite polar, de escuridão gelada e dureza”. – Política como vocação, p. 25.

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