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RUÍNA DO EDIFÍCIO LIBERDADE CINELÂNDIA PowerPoint PPT Presentation


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RUÍNA DO EDIFÍCIO LIBERDADE CINELÂNDIA. Gilberto Adib Couri Simone Feigelson. ÍNDICE. Introdução Da Análise Técnica Da Localização da Edificação Da Edificação Hipóteses para o colapso Causas da Falência de uma Edificação Do Acidente Conclusões e Recomendações.

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RUÍNA DO EDIFÍCIO LIBERDADE CINELÂNDIA

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Presentation Transcript


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

GILBERTO ADIB COURI & SIMONE FEIGELSON


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

RUNA DO EDIFCIO LIBERDADE CINELNDIA

Gilberto Adib Couri

Simone Feigelson


Ndice

NDICE

  • Introduo

  • Da Anlise Tcnica

  • Da Localizao da Edificao

  • Da Edificao

  • Hipteses para o colapso

  • Causas da Falncia de uma Edificao

  • Do Acidente

  • Concluses e Recomendaes

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

  • Anlise das possveis causas da falncia da edificao

  • Este estudo importante para que se evitem negligncias similares em outros casos

  • Toda obra deve ter um responsvel tcnico.

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  • Uma Anlise de engenharia para analisar uma situao como a que se apresenta pode ser feita de forma Direta ou Indireta.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

ANLISE DIRETA

  • Caracteriza-se pela vistoria da edificao in loco

  • Quando o profissional analisa os escombros e partes da estrutura desabada, procurando indcios de como era a estrutura (uma vez que no h projetos ou quaisquer outros documentos tcnicos disponveis), suas partes e detalhes construtivos, que possam nortear o raciocnio do mecanismo de ruptura e explicar o ocorrido, determinando suas causas.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

ANLISE DIRETA

  • Na situao isto foi impossvel

  • A Prefeitura do Rio de Janeiro, de forma aparentemente inexplicvel, decidiu e promoveu imediatamente aps o evento, a remoo de todos os escombros

  • Isto impediu que especialistas vistoriassem o local

  • Isto de deu de forma to sbita que at hoje os restos mortais de algumas das pessoas atingidas pelo sinistro no foram localizados.

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  • A anlise do colapso de uma estrutura sempre muito difcil de ser feita, uma vez que as causas que caracterizam a falncia estrutural se mascaram em funo da modificao fsica do local aps o acidente.

  • Quando no h disponibilidade ou acessibilidade aos escombros, procede-se a uma Anlise Tcnica Indireta.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

  • No caso em epgrafe no h mais qualquer evidncia fsica que propicie a determinao do que ocasionou a falncia.

  • Nesta hiptese, toda a anlise se faz a partir de depoimentos, documentos e demais fontes de informao que possam ajudar a se entender o acidente ocorrido.

  • Diversos depoimentos e fatos foram listados, e amplamente divulgados pela mdia escrita, falada e televisiva, porm a maioria deles no tem sentido prtico ou mesmo carece de qualquer verossimilhana com a realidade.

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  • O imvel localizava-se na Avenida Treze de Maio no 44, Centro, Rio de Janeiro, II Regio Administrativa. rea Central 2, Cinelndia

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  • Segundo depoimento publicado no O Globo de 31 de janeiro de 2012, o Secretrio Municipal de Urbanismo, Srgio Dias, aps anlise dos arquivos dos projetos existentes para a edificao esclareceu:

  • A prefeitura tratou de analisar se o projeto e as mudanas atendiam legislao vigente. E atendiam. Cabe ao engenheiro responsvel pelas obras avaliar a estrutura do prdio

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  • Projeto inicial prdio com 15 pavimentos, alm de lojas no pavimento trreo, sendo at o 8 andar pavimentos corridos e do 9 ao 15 subdivididos em 4 salas por pavimento

  • Licena concedida em 14 de julho de 1938

  • Em 1939, antes do incio das obras, o projeto foi alterado, foram criados um subsolo e mais 3 pavimentos com salas.

  • Concedido o habite-se em 05/09/1940.

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  • Os 3 ltimos pavimentos avanaram at a fachada do imvel em 1950 e foram devidamente regularizados, tal como mostram os desenhos a seguir.

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  • A Polcia Federal publicou um Relatrio por meio do Inqurito Policial n 13 de 2012, apresentando possveis causas, que poderiam ter levado o prdio runa. Todos esses argumentos e opinies sero analisados individualmente.

  • Hoje em dia no h mais qualquer dvida de que a causa nica para a runa do prdio foi supresso de pilares e peas estruturais portantes, no 9o pavimento, durante a fase de demolio promovida pelo ocupante do andar, a empresa TO, que havia iniciado as reformas na semana anterior ao desastre.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

  • A Polcia Federal publicou um Relatrio por meio do Inqurito Policial n 13 de 2012, apresentando possveis causas, que poderiam ter levado o prdio runa. Todos esses argumentos e opinies sero analisados individualmente.

  • Sero estudadas ponto a ponto, cada uma das hipteses elencadas, inclusive algumas no citadas no Relatrio, demonstrando que as outras causas, juntas ou separadamente, em nada contriburam para o acidente.

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  • De consignar, inicialmente, que o acrscimo de pavimentos edificao, em 1939, consubstanciado pela construo finalizada em 1940, no guarda relao com o colapso ocorrido.

  • Em primeiro lugar porque o acrscimo de pavimentos ocorreu em fase de projeto, e mesmo no se tendo conhecimento do projeto estrutural do prdio, o mesmo teve um comportamento, ao longo dos mais de 70 anos de existncia, sem apresentar qualquer indcio de que estivesse sofrendo por causa de excesso de carga.

  • No se pode considerar que uma edificao que nunca apresentou situao de fissuras generalizadas e deformaes incompatveis com o uso levasse mais de 70 anos ruindo.

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  • A edificao que apresenta problemas estruturais oriundos de excesso de carga entra num processo de falncia estrutural, e esta ocorre de forma sbita, com a ruptura dos pilares compresso.

  • Outra forma de ocorrer a runa, nesta situao, quando os pilares resistem compresso, mas outras peas estruturais sofrem trao excessiva. Neste caso, as peas, nos pontos tracionados, apresentam fissuras. No se tem notcia de qualquer fissura na edificao. Esta causa pode ser, com certeza, descartada.

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  • O prprio Secretrio Municipal de Urbanismo Dr. Srgio Dias, em sua entrevista publicada em fls. 10 do jornal O Globo, em 31 de janeiro de 2012, afirma:

  • Na dcada passada, h registro de um pedido de abertura de uma janela do 18 andar, em que a Comisso do Corredor Cultural do Centro foi consultada e deu o nada a opor. Mas de acordo com o secretrio, a licena era dispensvel.

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  • Este outro ponto a ser desprezado, pois a supresso de alvenaria num paramento externo do prdio, que seguramente no era edificado em alvenaria estrutural, ao invs de enfraquec-lo promove um alvio de cargas, como, alis, o laudo do Instituto Carlos boli evidencia. O ponto falho descrito no item E.19 do laudo policial a informao errnea fornecida:

  • ...no representar dano estrutural ao edifcio, indica que no imvel era prtica comum a realizao de obras irregulares sem acompanhamento de responsvel tcnico habilitado, tendo em vista que a abertura de vos nas fachadas laterais do imvel, exceo do prisma de ventilao, no so autorizadas pela Prefeitura.

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  • Esta ampliao ocorreu h dcadas e foi aprovada pelos rgos competentes em 1950. Jamais provocou na estrutura falhas ou indcios de mau funcionamento.

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  • Em seu primeiro depoimento imediatamente aps o ocorrido, o oficial do Corpo de Bombeiros, em entrevista TV Globo News, declarou ter ouvido um barulho muito forte correspondente a uma provvel exploso. Momentos depois o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, prestou declaraes imprensa em entrevista coletiva, afirmando que no havia qualquer correlao entre vazamentos de gs e o ocorrido. A partir de ento a eventual causa exploso foi alijada do elenco das possveis causas para a runa.

  • Realmente no h qualquer evidncia de haver ocorrido uma exploso, como evidencia o laudo do Instituto Carlos boli em seu item E.1:

  • No foi constatado fornecimento de gs pela CEG ao edifcio Liberdade. A percia no encontrou vestgios de expanso instantnea de gases e nem arremesso de materiais a distncias que evidenciasse esta hiptese.

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  • A hiptese de que o excesso de chuvas poderia ter provocado modificaes no terreno de sustentao do prdio, levando-o runa por falncia das fundaes, carece de qualquer sustentao, pois chuvas intensas vm ocorrendo periodicamente desde a construo do prdio, sem que o mesmo demonstrasse quaisquer problemas estruturais delas decorrentes.

  • Caso o terreno que sustenta as fundaes apresentasse problemas, esses ocorreriam de forma gradual, provocando o surgimento de fissuras generalizadas na edificao.

  • Esta mais uma hiptese sem nexo com a realidade.

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  • De igual forma, esta outra conjectura que no tem relao com o sinistro ocorrido, uma vez que fotos divulgados pela imprensa comprovam que a estrutura do prdio era composta por vigas e lajes.

  • A viso leiga trouxe tal ilao equivocada, pela existncia de rebaixamento de teto com a utilizao de forros falsos, dando a impresso de no existirem vigas.

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  • A edificao em questo, como diversos outros prdios no Centro do Rio de Janeiro, pode ter sofrido pequenos abalos oriundos das escavaes e subsequentes rebaixamentos de lenol fretico oriundos das obras de escavao do metr.

  • Tais fatos, pelos depoimentos e informaes veiculadas, ocorreram e foram de pequena monta. Foram consertados e esto resolvidos h pelo menos mais de trs dcadas, logo isto tambm no pode ser considerado como causa da falncia estrutural ocorrida.

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8 PROBLEMAS ORIUNDOS DA OPERAO DO METR.

  • Foram divulgadas informaes, comparando-se a profundidade dos tneis do Metr do Rio de Janeiro no local com o de outras grandes cidades como Londres e Nova Iorque, tentando induzir o raciocnio de que vibraes constantes ao longo do tempo, pela passagem das composies de trens, poderiam ter provocado o acidente.

  • Esta mais uma alegao que tambm no tem conexo com a realidade, pois vibraes, se prejudiciais, teriam provocado, ao longo do tempo, fissuras progressivas, para depois de muito tempo, se no corrigidas, levar a um abalo estrutural srio, certamente muito inferior ao ocorrido.

  • Como j informado, no h relatos de fissurao na edificao.

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  • Por depoimentos divulgados pela mdia, operrios que trabalhavam na reforma do 9 pavimento, horas antes do acidente, acumularam grande quantidade de entulho no 9 pavimento do prdio, o que pode ter contribudo com a falncia sucessiva de alguns pilares.

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  • Isto seguramente no provocaria a runa da edificao, no mximo provocaria uma ruptura localizada de uma laje, ou numa situao extrema de uma viga. Jamais de um pilar num prdio como a edificao em anlise.

  • Consequentemente esta mais uma hiptese sem relao causal com o desabamento.

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  • Por falncia simultnea das peas estruturais (imploso) no foi o caso;

  • Pela falncia sequencial das peas estruturais (falncia sucessiva) certamente a forma como ocorreu o acidente.

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  • Uma estrutura em funcionamento h mais de 70 anos s vem a perder sua estabilidade de forma sbita se ocorrer:

    • A supresso ou abalo significativo de uma ou mais peas estruturais. Nesta situao h uma redistribuio instantnea de cargas levando outras partes da estrutura a estarem sujeitas a carregamentos no previstos que as leve, tambm exausto, ou por uma modificao de carregamentos, seja por seu valor ou por sua localizao, que leve uma ou mais peas estruturais falncia por excesso de carga (nestes casos o carregamento ultrapassa as folgas existentes oriundas dos coeficientes de segurana).

    • Existe sempre a possibilidade de haver a combinao destas causas, ultrapassando, de forma localizada, a capacidade resistente de algumas peas estruturais.

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  • A nica causa que determinou a falncia da edificao foi a supresso de pilares na altura no 9 pavimento. Isto est cabalmente demonstrado no Inqurito policial apresentado.

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No caso em tela foi possvel determinar diretamente a causa com a anlise de todos os fatos e depoimentos, permitindo a construo de uma hiptese que indica claramente o que ocorreu:

  • Na dcada de 50 houve o fechamento do prisma de ventilao e iluminao no 9 pavimento.

  • A Empresa TO ocupava o 6, o 10 e parcialmente o 14 pavimentos.

  • A planta do 6 andar j era diferente da do 10 e do 14 pavimentos.

  • A Empresa TO cresceu e ao ampliar suas atividades ocupou o 3 pavimento realizando uma grande reforma com assessoria profissional, que autorizou a remoo de todas as paredes eventualmente existentes. Esta reforma foi executada e finalizada sem problemas.

  • Em meados de janeiro de 2012, a TO iniciou uma obra de reforma no 9 pavimento. Segundo depoimentos da auxiliar administrativa Cristiane do Carmo Azevedo, no tcnica, decidiram reproduzir o projeto do 3 pavimento no 9, porm os pavimentos no eram iguais.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

  • Neste ponto importante se entender a configurao estrutural da edificao.

  • O prdio possui linhas de pilares perifricos nas fachadas laterais interligados por vigas misuladas.

  • No piso do 9 andar nasceram pilares sobre viga de transio de modo a permitir a existncia do prisma. Este prisma no incio da dcada de 50 foi fechado.

  • A TO, tal como relatado por seu presidente, replicou o projeto do 3 pavimento no 9 sem pesquisar se haviam peas estruturais que impedissem a demolio de tudo que havia internamente no 9 andar, da mesma forma como foi feito no 3 andar.

  • Ao assim proceder, os pilares de transio em sua base foram seccionados e suprimidos deixando os andares acima do 9 andar sem sustentao parcial, o que provocou a runa progressiva da edificao.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Croqui esquemtico do acidente

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Edif cio liberdade

Edifcio Liberdade


Edif cio liberdade1

Edifcio Liberdade

Acrscimo aos andares superiores aprovadas e efetuadas em 1950

Execuo de puxadinho, com a construo de laje sobre o prisma, no 9 pavimento, na dcada de 1950


Planta t pica at o 8 pavimento

Planta tpica at o 8 pavimento


Planta t pica at o 8 pavimento1

Planta tpica at o 8 pavimento

Pilares perifricos e vigas transversais de ligao entre eles


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Planta tpica a partir do 9 pavimento


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Planta tpica a partir do 9 pavimento

Criao de pilares que nascem no piso do 9 pavimento, apoiados nas vigas do teto do 8 pavimento, para permitir a criao do prisma


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Planta do 9 pavimento

Execuo de puxadinho, com a construo de laje sobre o prisma, no 9 pavimento, na dcada de 1950


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Planta do 9 pavimento


Edif cio liberdade2

Edifcio Liberdade

Esquema estrutural do 9 pavimento, onde aparecem os pilares de sustentao do prisma (em azul).


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Aparentemente o pavimento no tem o prisma, e para o leigo sua estrutura igual do trecho inferior, sem os pilares em azul.


Edif cio liberdade3

Edifcio Liberdade

Esquema estrutural do prdio


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Destaque - estrutura do prisma, que comea no 9 pavimento


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

A estrutura do prisma, que comea no 9 pavimento


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

Corte dos pilares do prisma no 9 pavimento


Edif cio liberdade4

Edifcio Liberdade

Corte dos pilares do prisma no 9 pavimento


Edif cio liberdade5

Edifcio Liberdade

Corte dos pilares do prisma no 9 pavimento


Edif cio liberdade6

Edifcio Liberdade

Runa da estrutura


Edif cio liberdade7

Edifcio Liberdade

Runa da estrutura


Edif cio liberdade8

Edifcio Liberdade

Runa da estrutura


Edif cio liberdade9

Edifcio Liberdade

Runa da estrutura


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

A utilizao do projeto do 3 andar, onde esses pilares no existem, replicando toda a obra no 9 pavimento, onde os pilares existem e sustentam o prdio acima deste nvel O ERRO QUE LEVOU RUNA


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A supresso desses pilares, limpando todo o andar, como foi feito no 3, levou a edificao a ruir


Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

  • A partir de um acidente deste tipo, a carga oriunda dos pavimentos superiores (mais da metade do prdio) que atuavam sobre este pilar redistribuem-se sobrecarregando os pilares circunvizinhos que consequentemente entram em falncia, a partir da h uma sucesso de modificaes de funcionamento quase que instantneas que levam runa sucessiva e mltipla, levando o prdio a ruir.

  • Alm disso, o laudo do Instituto Carlos boli evidencia uma possibilidade adicional para um dano estrutural severo, que pode ter causado ou contribudo de forma intensa para o acidente. A SUPRESSO DAS MSULAS.

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Ru na do edif cio liberdade cinel ndia

  • As fotos I.12 e I.13 do laudo policial demonstram que a ligao dos pilares com as vigas do prdio se davam por msulas.

  • (msulas so trechos de vigas mais altos junto aos apoios nos pilares, que garantem um tipo de funcionamento estrutural especfico e no podem ser suprimidas sem srio comprometimento do funcionamento local e global da estrutura)

  • O leigo, certamente, no tem esse entendimento. A vontade de nivelar o teto falso, sem que esse trecho estrutural de ligao viga-pilar aparea sob o teto, leva supresso desses trechos, o que pode danificar e mesmo levar uma edificao ao colapso.

  • Este tipo de concepo estrutural era comum nos projetos da poca da construo do edifcio Liberdade e pode ser encontrado em diversos outros prdios no Centro do Rio de Janeiro.

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Conclus es e recomenda es

CONCLUSES E RECOMENDAES

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Conclus es

CONCLUSES

  • No caso em epgrafe, o estudo e a anlise da situao leva a concluses lastreadas nas informaes, determinando qual a causa principal e qual o mecanismo de runa que levou ao acidente ocorrido.

  • Hoje em dia, no h mais dvida dos motivos que levaram a falncia estrutural da edificao a supresso de pilares na altura do 9 andar foi a causa determinante do acidente ocorrido.

  • importante que fique esclarecido que o edifcio, em condies normais de manuteno, como vinha acontecendo ao longo de toda a sua vida (segundo diversos depoimentos a edificao era alvo de manutenes constantes que o mantinham em boas condies), permaneceria em uso por dcadas e dcadas, sem se poder determinar quando o mesmo poderia vir a sofrer uma runa, provavelmente nunca. Na verdade a expectativa de fim de vida de um edifcio como o Liberdade est mais ligado a obsolescncia do que a runa eventual.

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Obrigado

obrigado

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