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Introdução Renascença e Barroco Classicismo e Romantismo Primeira metade do século XX PowerPoint PPT Presentation


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10. Literatura para Violão - Conteúdo. Introdução Renascença e Barroco Classicismo e Romantismo Primeira metade do século XX Segunda metade do século XX Brasileiros e transcrições na música popular brasileira Música de Câmara Concertos. E-book Violão.

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Introdução Renascença e Barroco Classicismo e Romantismo Primeira metade do século XX

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Introdu o renascen a e barroco classicismo e romantismo primeira metade do s culo xx

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Literatura para Violão - Conteúdo

Introdução

Renascença e Barroco

Classicismo e Romantismo

Primeira metade do século XX

Segunda metade do século XX

Brasileiros e transcrições na música popular brasileira

Música de Câmara

Concertos

E-book Violão

Material de apoio ao Curso Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da SEED/MEC.

Produzido por: Cristina Tourinho, Bruno Westermann, Edgar Marques, Felipe Rebouças, João Geraldo Segala Moreira & Walter Bacildo. Porto Alegre, junho de 2008.


Introdu o renascen a e barroco classicismo e romantismo primeira metade do s culo xx

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Literatura para Violão - Conteúdo

Introdução

O violão possui um dos repertórios mais volumosos entre todos os instrumentos, o qual se estende desde as transcrições de obras da Renascença para vihuela até obras compostas recentemente.

Ao longo de sua história, o instrumento teve altos e baixos em termos de interesse, tanto do público, quanto de compositores não-violonistas. Apesar disso, o número de intérpretes sempre cresceu. Desde a segunda metade do século passado, viveu-se um período de grande prestígio do violão, momento em que praticamente todos os maiores compositores da música clássica escreveram obras para ou com o instrumento.

Um fato que colaborou para o crescimento do repertório violonístico foi o número de transcrições para o instrumento, o que demonstra a versatilidade dele, fazendo com que ele seja cada vez mais tocado e aplaudido por todo o mundo.

E-book Violão

Material de apoio ao Curso Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da SEED/MEC.

Produzido por: Cristina Tourinho, Bruno Westermann, Edgar Marques, Felipe Rebouças, João Geraldo Segala Moreira & Walter Bacildo. Porto Alegre, junho de 2008.


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Literatura para Violão - Conteúdo

Renascença e Barroco

Apesar de o violão ter repertório próprio desde os tempos finais da Idade Média, as diferenças entre o violão moderno e os instrumentos anteriores ao século XIX praticamente inviabilizam a prática destas obras em nossos dias, sem que se utilize um instrumento de época. Por outro lado, o violão é em grande parte responsável pela preservação dos repertórios da vihuela e do alaúde. Além destes instrumentos similares, encontra-se excelentes resultados na transcrição de obras para cravo, cuja semelhança de articulação e peculiaridades sonoras é maior que a do alaúde.

Entre as principais obras da Renascença transcritas para violão estão as do inglês John Dowland (1563-1626) – especialmente suas fantasias – e as dos espanhóis Luys Milan (ca.1500-1561), Luys de Narvaez (ca.1500-ca.1555) e Alonso Mudarra (1510-1580), cuja Décima Fantasia é um excelente exemplo da música desta época.

No período Barroco, a tradição tem destacado as obras relacionadas ao alaúde de J. S. Bach (1678-1750), além das transcrições de suas obras para violino ou violoncelo solo. A grandiosidade desta produção costuma obscurecer a de outros compositores, mas é importante não esquecer as obras de Weiss, De Visèe e Sanz, só para citar três exemplos representativos das tradições germânica, francesa e espanhola. Na transição entre os períodos barroco e clássico, as sonatas para teclado de Domenico Scarlatti (1685-1757) são fundamentais, e têm sido transcritas e interpretadas com maestria pelos violonistas.

E-book Violão

Material de apoio ao Curso Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da SEED/MEC.

Produzido por: Cristina Tourinho, Bruno Westermann, Edgar Marques, Felipe Rebouças, João Geraldo Segala Moreira & Walter Bacildo. Porto Alegre, junho de 2008.


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Classicismo e Romantismo

No início do século XIX, com a adoção praticamente universal do violão de seis cordas simples pelos compositores-intérpretes, iniciou o repertório que se adapta diretamente a nosso instrumento moderno. Vale ressaltar que as composições neste primeiro momento eram, quase que exclusivamente, de autoria dos próprios intérpretes, o que facilitou a criação de uma identidade autônoma para o violão.

Na primeira metade deste século, o violão gozou de grande popularidade, sendo requisitado tanto como instrumento para diletantes quanto em concertos. Duas obras marcantes deste período, denominado Clássico, são as Variações opus 9, de Fernando Sor (1778-1839), e as Rossinianas, de Mauro Giuliani (1781-1829). Estes dois artistas são emblemáticos do período, e suas trajetórias de vida e estilos de composição exemplificam de forma ampla as possibilidades de então.

A partir dos anos 1830, em particular, o violão entrou em um processo lento de declínio, o qual ocorreu em função de uma concorrência de fatores. Em todo caso, jamais o instrumento foi abandonado, como atestam as obras de compositores como Coste, Mertz e Regondi (1822-1872). Deste, é representativa sua Reverie. Mais para o final do século, surge a figura proeminente do espanhol Francisco Tárrega (1852-1909), como intérprete, compositor, arranjador e didata. Uma de suas mais famosas composições é Recuerdos de la Alhambra, que ganhou fama mundial a partir da gravação de Andres Segovia, anos mais tarde.

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Material de apoio ao Curso Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da SEED/MEC.

Produzido por: Cristina Tourinho, Bruno Westermann, Edgar Marques, Felipe Rebouças, João Geraldo Segala Moreira & Walter Bacildo. Porto Alegre, junho de 2008.


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Primeira metade do século XX

Conforme postula Gilardino (1988), no início do século XX houve uma espécie de renascimento do Violão. Figuras como Miguel Llobet, Agustin Barrios e Andres Segovia deram uma nova dimensão ao significado do violonista concertista, através de suas aprimoradas técnicas e peculiares interpretações. Outros dois fatores, contudo, são fundamentais para compreender este fenômeno: a inclusão do violão nas grandes salas de concerto, e o surgimento da indústria fonográfica. Dos três nome citados, Andrés Segovia é o maior responsável pela grande ascensão do instrumento durante o início do século XX, tanto que muitos chamam este período de segoviano, apesar de esta terminologia ter escopo limitado (à medida que exclui obras fundamentais do período).

O primeiro compositor a responder ao convite de Segovia foi o espanhol Frederico M. Torroba (1891-1982), cuja Sonatina é emblemática da sonoridade que podemos chamar segoviana: melodias de grande cantabilidade, harmonias tonais pós-impressionistas, e ritmos fortes, normalmente de matiz espanhola. Outros compositores que atenderam a seu chamado foram os espanhóis Turina e Rodrigo, o mexicano Ponce, o polonês Tansman, e o italiano Mario Castelnuovo-Tedesco (1895-1968), cuja Sonata opus 77 é, possivelmente, a obra mais importante de todo este repertório.

Fora da esfera segoviana, encontramos algumas obras isoladas, mas fundamentais para o instrumento: Homenaje pour le tombeau de Debussy (Manuel de Falla), Quatre Pièces Brèves (Frank Martin), Tres Piezas (Carlos Chávez) e Sonata (Antonio José).

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Segunda metade do século XX

O caminho traçado por Segovia e outros violonistas na primeira metade do século abriu espaço para o violão ser novamente considerado um instrumento de enorme relevância. A partir do fim da década de 1940, novos violonistas passaram a ocupar estes espaços e – até por serem muitos – suas preferências estéticas diferentes e seus repertórios variados deram ao violão um novo patamar em sua história. Além de um grande número de intérpretes que se dedicaram e dedicam a escrever obras, praticamente todos os grandes nomes compuseram música para o instrumento.

Dos chamados violonistas-compositores, o mais importante é o cubano Leo Brouwer (1939), cujas obras demonstram a amplitude técnica (indo de coisas muito simples até obras de dificuldade transcendental), expressiva e estética do instrumento (vide sua própria trajetória, partindo de música tradicional à completa vanguarda, e depois a um período de magistral coordenação de todos elementos disponíveis). Além de Brouwer, merecem ser citados (pela popularidade que desfrutam entre os violonistas) o iugoslavo Dusan Bogdanovic e o italiano Angelo Gilardino (este, aliás, importante também como didata e musicólogo do instrumento).

Conforme comentado, é difícil encontrar um compositor relevante deste período e de nossos dias que não tenha escrito ao menos uma obra para o instrumento. Mais ainda, tratam-se muitas vezes de obras-primas da produção do compositor e do instrumento: o Nocturnal, de Benjamin Britten; a Sequenza, de Luciano Berio; Changes, de Elliot Carter; as sonatas Royal Winter Music, de Hans Werner Henze; a Sonata, de Ginastera e as Bagatelles de William Walton.

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Brasileiros e transcrições na música popular brasileira

As obras de maior relevo escritas para o violão em nosso país são as de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), especialmente os Douze Études. Ele foi não só o primeiro grande compositor brasileiro para o instrumento, como aquele que maior destaque no cenário internacional ganhou. É praticamente impossível encontrar um violonista que não tenha ao menos uma obra do mestre carioca em seu repertório!

Como ocorre com Bach, no Barroco, a figura de Villa-Lobos tem tal dimensão, que outros compositores acabam por serem menos conhecidos, mesmo que suas obras tenham grande importância. Podemos destacar os Doze Estudos de Francisco Mignone, as peças de Mozart Camargo Guarnieri, e a obra de Marlos Nobre, por muitos considerado o maior compositor brasileiro depois de Villa-Lobos. Também César Guerra-Peixe, Radamés Gnattali e, dentre valores mais recentes, Sérgio Abreu, têm produções importantes para o instrumento.

Na esfera da música popular, violonistas como Paulinho Nogueira (1929-2003), Baden Powell (1937-2000) e Marco Pereira (1950) avolumaram tanto o número de obras próprias para violão quanto o de transcrições de músicas do repertório popular para o instrumento. Luíza, de Tom Jobim e transcrita por Marco Pereira, é um exemplo da versatilidade do instrumento.

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  • Música de Câmara

  • Apesar de ter uma projeção sonora pequena, quando comparado a outros instrumentos, o violão tem repertório considerável de música de câmara, incluindo formações de duo (com violino, flauta, violoncelo, piano), acompanhando a voz, e em formações mais largas.

  • Muito comum e importantes são as obras para formações de vários violões, sem outros instrumentos. Do duo à orquestra, há peças para diferente número de instrumentos, sendo o quarteto (junto ao duo) a mais comum.

  • Eis uma lista de obras fundamentais, que devem ser escutadas:

  • Sor, Fernando: Souvenir de Russie (duo)

  • Giuliani, Mauro: Sonatina (flauta)

  • Castelnuovo-Tedesco, Mário: Sonatina (flauta), Fantasia (piano), Quinteto (quarteto de cordas)

  • Webern, Anton: Lieder opus 18 (clarinete e voz)

  • Hindemith, Paul: Rondo (trio)

  • Boulez, Pierre: Le Marteau sans Mâitre (voz e outros instrumentos)

  • Piazzolla, Astor: L’Histoire du Tango (flauta) e Tango Suite (duo)

  • Brouwer, Leo: Micropiezas (duo), Paisaje cubano con lluvia (quarteto)

  • Werner Henze, Hans: El Cimarrón

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Concertos

Um dos primeiros concertos de que se tem registro é o Concerto opus 30, de Mauro Giuliani, que é o mais conhecido dos três que ele compôs. De uma época onde o concerto para piano era o padrão, esta é uma obra significativa pela brilhante escrita do compositor, na escolha dos instrumentos e no arranjo de suas partes, que possibilita que o violão não seja engolido pela orquestra.

No século passado, graças à insistência de Andrés Segovia junto aos compositores, intensificou-se a produção de concertos para violão. Entre os encomendados por Segovia estão: Homenaje a la Seguidilla, de Federico Tórroba; Fantasia para um Gentilhombre, de Joaquín Rodrigo; Concerto opus 99, de Mario Castelnuovo-Tedesco; Concierto del Sur, de Manuel Ponce; e o Concerto pour Guitarre et Orchestre, de Heitor Villa-Lobos. Entretanto, o mais célebre dos concertos para o instrumento é o Concierto de Aranjuez, de Joaquín Rodrigo, cujo segundo movimento é uma das obras do repertório clássico mais conhecidas.

De todos concertos escritos por Leo Brouwer, o mais importante e mais conhecido é o Concerto Elegíaco, mas não se pode desconsiderar os demais, devido à variedade e riqueza de utilização do instrumento, de cores e combinações orquestrais, e de estilos de composição. Além de Brouwer, outros compositores recentes compuseram importantes obras para violão e orquestra, como os de M. Ohana e L. Berkeley.

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