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Professor Edley. www.professoredley.com.br. Civilizações da África Antiga. Civilizações da África Antiga. A África é considerada o grande berço da humanidade, já que de lá têm origem nossos ancestrais mais remotos.

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Civilizações da África Antiga


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Civilizações da África Antiga

A África é considerada o grande berço da humanidade, já que de lá têm origem nossos ancestrais mais remotos.

Nesse continente se desenvolveu uma das civilizações mais antigas que conhecemos, o Egito, e também surgiu o mais novo país: o Sudão do Sul.

O Sudão do Sul foi separado do Sudão após a votação de um plebiscito realizado em janeiro de 2011 e, apesar de ser dono de grandes reservas de petróleo, sua população vive abaixo da linha da miséria, sobrevivendo com menos de um dólar por dia.

Por volta do século IX a.C., na região dos atuais Sudão e Sudão do Sul, floresceu o reino Kush, um grande centro comercial da África na Antiguidade, que conheceremos agora, juntamente com outras civilizações africanas.


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As “Duas Áfricas”

Deserto do Saara – Maior deserto do mundo, com mais de 7 milhões de quilômetros quadrados). Atravessa dez países e divide o continente em duas partes distintas.

África do norte

Deserto do Saara

África do norte – Formado por

Marrocos, Tunísia, Argélia,

Líbia e Egito.

África subsaariana

África subsaariana – Angola, Congo, Quênia, África do Sul e demais

países do continente.


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As “Duas Áfricas”

O deserto do Saara sempre foi uma barreira para o contato entre as duas regiões. No passado, a comunicação era feita principalmente pelo povos nômades, que sabiam enfrentar a aridez do deserto e conheciam bem suas rotas.

O comércio realizado pelos nômades durou mais de 2 mil anos, entrando em declínio somente no século XIX.

Apesar da importância do comércio nômade, sua grande contribuição no intercâmbio cultural não deve ser deixada de lado. Enquanto transportavam suas mercadorias, os nômades difundiam informações, hábitos e costumes assimilados em suas viagens, aproximando assim os povos do sul e do norte da África, comercial e culturalmente.

Tuaregue de grupo nômade da região sudeste da Líbia, no oásis do lago Umm al Maa.

Os tuaregues são um grupo nômade que mantém suas tradições nos dias atuais.


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Reinos da África – Séculos VII a.C. - XV d.C

O norte da África foi o berço da civilização egípcia e sua ocupação ocorreu de maneira fácil em razão da proximidade com o mar Mediterrâneo.

Já a África subsaariana, com áreas de mata fechada, pouca fertilidade nos solos e grande número de doenças transmitidas por insetos, teve uma ocupação mais difícil.


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Cartago

A cidade, fundada pelos fenícios no século VIII a.C. na atual região da Tunísia, foi uma das maiores potências militares e comerciais do Mediterrâneo.

Protegida por grossas muralhas, a cidade foi aos poucos fundando colônias na costa do Mediterrâneo e se tornou, no final do século V a.C., a cidade mais rica da região.

As transações comerciais realizadas pelos cartagineses eram pagas em ouro. No século IV a.C., os cartagineses começaram a cunhar sua própria moeda, que passou a ser utilizada em suas transações com regiões da África, Ásia e Europa.

Mercadorias como ouro, prata, ferro e marfim entravam e saíam de Cartago através de um grande porto em formato circular, com espaço suficiente para abrigar mais de duzentas embarcações de guerra.


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Cartago

Cartago não contava com um exército permanente, recrutando homens da Grécia, península Ibérica ou norte da África quando necessário.

No século III a.C., os romanos passaram a disputar a hegemonia do Mediterrâneo com os cartagineses, o que culminou em diversos conflitos travados entre 246 a.C. e 146 a.C., as Guerras Púnicas.

Com a vitória de Roma, Cartago foi anexada ao Império Romano.

Mapa com a representação da movimentação de tropas cartaginesas e romanas durante a Batalha de Ticino. Esse foi o primeiro confronto da Segunda Guerra Púnica em solo italiano. O exército do cartaginês Aníbal, com seus elefantes (centro da imagem), enfrentou os romanos em novembro de 218 a.C.


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A Civilização Nok

Por volta do século IX a.C. a civilização nok começou a se formar, ocupando áreas onde atualmente se encontram países como Nigéria, Níger, Mali e Costa do Marfim.

Tinha terras férteis, onde os noks cultivavam produtos como inhame, abóbora, dendê e sorgo; e era rica em minérios, utilizados para a confecção de utensílios e adornos por meio de seu aquecimento em pequenos fornos, também utilizados para confeccionar esculturas em terracota.

A civilização nok desapareceu por volta de 200 d.C., e alguns historiadores acreditam que ela tenha sido a precursora da cultura ioruba, que se desenvolveu na mesma região séculos

mais tarde.

Escultura nok, de terracota, datada entre 900 a.C. e 200 a.C., encontrada em Katsina, norte da atual Nigéria.


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O Reino de Kush

A região do atual Sudão, que na Antiguidade foi um ponto de passagem importante para as caravanas de comerciantes, era conhecida como Núbia.

Napata era uma das principais cidades da Núbia, se destacando como local de parada dos mercadores e como importante centro religioso, tendo em vista sua proximidade da montanha sagrada Jabel Barcal, onde se ergueu um templo em homenagem ao deus egípcio Amon.

Por volta do século IX a.C., se instalou na região um Estado centralizado, o Reino de Kush, que recebia influências do Egito, desde a escrita hieroglífica à organização social e política.


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O Reino de Kush

Por volta de 770 a.C., os cuxitas dominaram o Egito, unificando a grandiosa civilização com o Reino de Kush.

Os faraós cuxitas tinham o costume de usar uma coroa com duas serpentes, que simbolizava o poder sobre dois reinos: Egito e Kush.

Taraca foi um dos grandes governantes cuxitas, que teve seu corpo enterrado em uma pirâmide em Nuri, atual Sudão, o que fez com que a região passasse a abrigar um grande número

de pirâmides.

Cabeça de estátua representando Taraca, faraó cuxita (690 a.C.- 664 a.C.). Esculpido

em rocha vulcânica, o objeto foi encontrado próximo ao templo de Karnak, em Luxor,

sul do Egito.


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O Reino de Kush

Quando, em 657 a.C., o Egito foi invadido pelos assírios, os cuxitas foram obrigados a retornar para Napata que, por sua vez, foi invadida também pelos assírios, em 591 a.C., o que obrigou o Reino de Kush a se concentrar em Meroé, uma cidade cuxita localizada ao sul de Napata.

Pirâmides do cemitério real de Nuri, local do sepultamento do rei Taraca, no atual Sudão.


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O Reino de Kush

Meroé também era um importante centro comercial e, em pouco tempo, se tornou um grande centro produtor de objetos de ferro do continente africano.

Os habitantes de Meroé desenvolveram escrita própria, a meroíta, formada de 23 caracteres, escritos da esquerda para a direita, com as palavras separadas entre si por dois ou três pontos.

O Reino de Kush começou a entrar em decadência nos primeiros séculos da Era Cristã, segundo os historiadores, por problemas causados pelo corte indiscriminado de árvores para alimentar os fornos de fundição de ferro.

No século IV a.C., o território de Kush foi invadido e conquistado pelo Reino de Axum.


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A Civilização de Axum

Os primeiros habitantes que chegaram à região (hoje ocupada por países como Somália, Etiópia, Eritreia e Djibuti) vieram do sul da península Arábica, por volta do século VII a.C.

O intenso comércio na região possibilitou que a população local entrasse em contato com a escrita e que suas aldeias se desenvolvessem e se tornassem cidades, dentre as quais podemos destacar Axum e Adúlis.

No século II a.C., Adúlis tinha um dos portos mais movimentados do mar Vermelho, enquanto Axum, localizada no interior, se consolidava como um importante centro comercial.

A rica atividade comercial axumita possibilitou que sua civilização se expandisse, dominando territórios da península Arábica e do Reino de Kush, além de outras áreas vizinhas.


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A Civilização de Axum

Até a metade do século IV, a população axumita era politeísta, porém, com a conversão do rei Ezana ao cristianismo, o Reino de Axum se tornou o primeiro reino cristão do continente africano – ainda hoje a Etiópia é um país cristão.

O território de Axum foi invadido e dominado pelos muçulmanos no século VII.

Campo de estelas, monumentos religiosos ou funerários, na cidade de Axum, atual Etiópia. Na entrada do campo está a estela do rei Ezana (centro), primeiro rei a se converter ao cristianismo (cerca do ano 300 da Era Cristã).


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A Rainha de Sabá

O Reino de Axum guarda uma das mais ricas histórias do continente africano: a de Makeda, a rainha de Sabá. Famosa por sua beleza, a rainha teria sido uma das governantes dos axumitas.

Diz a lenda que ela teria ouvido falar na sabedoria de Salomão, rei de Judá, e feito uma viagem até Jerusalém para conhecê-lo.

Da união dos dois teria nascido Menelik e tido início umadinastia de reis etíopes que governou até o século XX.

Afresco (pintura mural) etíope representando a viagem da rainha de Sabá para encontrar o rei Salomão em Jerusalém.


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A Invenção da Moeda

Até o século VII a.C., a principal forma de pagamento em transações comerciais era o ouro. Esse tipo de pagamento exigia muito tempo, pois demandava a pesagem dos produtos e do ouro que seria dado em troca.

Esse sistema foi muito utilizado até que, na Lídia, região da atual Turquia, foi inventada a moeda, cunhada em uma mistura de ouro e prata. Como as moedas tinham aproximadamente o mesmo tamanho, tornavam o cálculo dos pagamentos muito mais fáceis e ágeis.

O uso das moedas foi se espalhando entre os povos e se generalizou a partir de 280 a.C., quando foi adotado pelos romanos.

Frente e verso de moeda lídia feita de electron, uma mistura de ouro e prata.


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Referência Bibliográfica

  • Projeto Teláris: História / Gislane Campos de Azevedo,

  • Reinaldo Seriacopi. – 1ª Edição – São Paulo: Ática, 2012.


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