1 / 21

Justiça restaurativa e crianças em situação de rua

Justiça restaurativa e crianças em situação de rua. Fernanda Fonseca (fonsecafernanda@hotmail.com). Crianças de rua:. Quem são elas?.

egan
Download Presentation

Justiça restaurativa e crianças em situação de rua

An Image/Link below is provided (as is) to download presentation Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author. Content is provided to you AS IS for your information and personal use only. Download presentation by click this link. While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server. During download, if you can't get a presentation, the file might be deleted by the publisher.

E N D

Presentation Transcript


  1. Justiça restaurativa e crianças em situação de rua Fernanda Fonseca (fonsecafernanda@hotmail.com)

  2. Crianças de rua: Quem são elas?

  3. Uma criança [ou adolescente] de rua é todo menino ou menina que ainda não alcançou a idade adulta, para quem a rua (no sentido mais amplo da palavra) se tornou seu domicílio e/ou fonte habitual dos meios de subsistência, e que é inadequadamente protegida (se sequer protegida), supervisionada ou dirigida por adultos responsáveis. (Inter-NGO Program on Street Children and Street Youth )

  4. Crianças de rua: De onde elas vêm?

  5. Crianças de rua: Por que elas vão para as ruas?

  6. Crianças de rua: O que elas encontram nas ruas?

  7. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta compaixão pela vítima e uma série de sentimentos como empatia, remorso, arrependimento, vergonha, culpa, etc. Essa “dinâmica emocional” deve levar o ofensor a entender o dano causado pela sua ofensa e a importância de reparar esse dano. (1) Será que as crianças de rua sentirão compaixão pelas “suas” vítimas, se elas mesmas são freqüentemente vítimas e raramente experimentam a compaixão de alguém por elas?

  8. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta compaixão pela vítima e uma série de sentimentos como empatia, remorso, arrependimento, vergonha, culpa, etc. Essa “dinâmica emocional” deve levar o ofensor a entender o dano causado pela sua ofensa e a importância de reparar esse dano. (2) Será que elas vão se dar conta que “naquele caso” elas são os ofensores e não as vítimas, e que, conseqüentemente, terão de assumir responsabilidades (de reparar o mal cometido)?

  9. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta compaixão pela vítima e uma série de sentimentos como empatia, remorso, arrependimento, vergonha, culpa, etc. Essa “dinâmica emocional” deve levar o ofensor a entender o dano causado pela sua ofensa e a importância de reparar esse dano. (3) Será que elas irão compreender o dano que elas causaram e a conseqüente importância de reparar esse dano, se elas estão acostumadas a sofrerem danos e aprenderam a contorná-los sem a ajuda ou a reparação de ninguém?

  10. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta compaixão pela vítima e uma série de sentimentos como empatia, remorso, arrependimento, vergonha, culpa, etc. Essa “dinâmica emocional” deve levar o ofensor a entender o dano causado pela sua ofensa e a importância de reparar esse dano. (4) Como lidar com todas essas questões a tempo de evitar mais/maior vitimização à vítima?

  11. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta vergonha, especialmente porque a sua ofensa é exposta aos olhos das pessoas que eles amam, admiram, etc. (os pais, irmãos, amigos, etc.). A “comunidade de apoio” do ofensor tem um papel muito importante, tendo em vista serem as pessoas mais prováveis de persuadir o ofensor a assumir responsabilidades. (1) Quem se importa com as crianças de rua e com quem elas se importam?

  12. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta vergonha, especialmente porque a sua ofensa é exposta aos olhos das pessoas que eles amam, admiram, etc. (os pais, irmãos, amigos, etc.). A “comunidade de apoio” do ofensor tem um papel muito importante, tendo em vista serem as pessoas mais prováveis de persuadir o ofensor a assumir responsabilidades. (2) E quando a pessoa de confiança da criança de rua é um traficante de droga, ele deve ser convidado a uma “family group conference”, por exemplo?

  13. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta vergonha, especialmente porque a sua ofensa é exposta aos olhos das pessoas que eles amam, admiram, etc. (os pais, irmãos, amigos, etc.). A “comunidade de apoio” do ofensor tem um papel muito importante, tendo em vista serem as pessoas mais prováveis de persuadir o ofensor a assumir responsabilidades. (3) A presença de um traficante de droga (ou de seus pares na rua) incitaria “vergonha” ou, ao invés, “orgulho”?

  14. JR tb para crianças de rua? Num encontro restaurativo, espera-se que o ofensor sinta vergonha, especialmente porque a sua ofensa é exposta aos olhos das pessoas que eles amam, admiram, etc. (os pais, irmãos, amigos, etc.). A “comunidade de apoio” do ofensor tem um papel muito importante, tendo em vista serem as pessoas mais prováveis de persuadir o ofensor a assumir responsabilidades. (4) E se abandonarmos a possibilidade de envolver traficantes (ou qualquer outras pessoas “suspeitas”) no processo restaurativo, quem pode assumir o importante papel de “comunidade de apoio” da criança de rua?

  15. JR tb para crianças de rua? Pesquisas feitas especialmente na Europa, na América do Norte e na Nova Zelândia, mostram altos índices de vítimas querendo participar de um encontro restaurativo. (1) A Justice Restaurativa encontrará um forte concorrente no Brasil: o sistema punitivo informal, que tortura e mata esses jovens às margens do sistema penal formal, “se livrando do problema” de forma “fácil, barata e rápida”.

  16. Considerações Finais Quão longe podemos ir com a idéia de que práticas restaurativas também podem ser aplicadas às crianças de rua no Brasil? (1) Justiça Restaurativa não espera que o ofensor entenda o dano que ele/ela causou e a importância de repará-lo antes de participar de um processo restaurativo. (2) A situação do Brasil e de suas crianças de rua talvez não seja tão única como imaginamos.

  17. Considerações Finais (3) Existem pessoas, ONG’s e instituições públicas que têm trabalhado com crianças de rua por muitos anos. (4) Qualquer adaptação das práticas restaurativas para a realidade das crianças de rua no Brasil, não poderá permitir que voltemos a focar no ofensor (como faz o Sistema Penal tradicional) (5) O debate sobre a (im)possibilidade de se aplicar Justiça Restaurativa ao caso das crianças de rua, relembra-nos de outros problemas que ainda temos que resolver: a qualidade de nossa polícia, a desarmonia social que existe no Brasil, a falta de educação, etc.

  18. Ent.: O que você gostaria de ser quando crescer? Criança: Eu quero ser um homem honesto. Ent.: E você não é um homem honesto? Como você se ver agora? Child: Pra mim, eu sou só um moleque da rua. Ent.: Como é ser um moleque da rua? Criança: Ah! É nada.

  19. OBRIGADA PELA ATENÇÃO!

More Related