A cr tica comunitarista de charles taylor
Download
1 / 18

A CR TICA COMUNITARISTA DE CHARLES TAYLOR - PowerPoint PPT Presentation


  • 326 Views
  • Updated On :

A CRÍTICA COMUNITARISTA DE CHARLES TAYLOR. Professor: Roberto José Lube Teles (PUCPR). O propósito deste trabalho está em enunciar a crítica comunitarista de Taylor ao liberalismo dito “procedimental”.

Related searches for A CR TICA COMUNITARISTA DE CHARLES TAYLOR

loader
I am the owner, or an agent authorized to act on behalf of the owner, of the copyrighted work described.
capcha
Download Presentation

PowerPoint Slideshow about 'A CR TICA COMUNITARISTA DE CHARLES TAYLOR' - dannon


An Image/Link below is provided (as is) to download presentation

Download Policy: Content on the Website is provided to you AS IS for your information and personal use and may not be sold / licensed / shared on other websites without getting consent from its author.While downloading, if for some reason you are not able to download a presentation, the publisher may have deleted the file from their server.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E N D - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Presentation Transcript
A cr tica comunitarista de charles taylor

A CRÍTICA COMUNITARISTA DE CHARLES TAYLOR

Professor: Roberto José Lube Teles (PUCPR)


  • O propósito deste trabalho está em enunciar a crítica comunitarista de Taylor ao liberalismo dito “procedimental”.

  • A peculiaridade da crítica está no fato de que Taylor não relega alguns ideais do liberalismo, e mais, o autor aposta na possibilidade de se conjugar liberalismo com comunitarismo.


  • Taylor (1931) é um filósofo canadense influente na filosofia contemporânea. O autor versa em inúmeros campos do pensamento, psicologia, ciências sociais, religião, e principalmente ética e política.

  • Suas principais obras são:Hegel (1975), Sources of the Self (1989), Le Malaise de la Modernité (1991), Multiculturalism (1994), além de outros ensaios contidos em coleções como Philosophical Papers vol 1,2 (1985) e Philosophical Arguments (1995).



  • Taylor afirma que liberalismo e comunitarismo se dividem em meio a questões de defesa e ontológicas.

  • “As questões de defesa referem-se à posição moral ou à política que se adota. Há aqui uma ampla gama de posições que, numa extremidade, dá primazia aos direitos individuais e à liberdade e, na outra, dá maior prioridade à vida comunitária ou ao bem das coletividades.” (2000, p.198).

  • As questões ontológicas separam monistas (a) de holistas (b).

  • “Eles acreditam que em (a), a ordem da explicação, você pode e deve explicar ações, estruturas e condições em termos das propriedades dos constituintes individuais; e em (b) a ordem da deliberação, você pode e deve explicar os bens sociais em termos de concatenações de bens individuais.” (TAYLOR, 2000, p.197).


  • Taylor aponta que a justificação das questões ontológicas não determina as questões de defesa, e vice-versa. Isso significa que a teoria não fica enrijecida a uma única lógica – monista/individualista e holista/coletivista.

  • A crítica comunitarista do autor estará centrada numa forma monista/individualista de compreender o liberalismo. Já a possibilidade de se ampliar os horizontes do liberalismo está na conjugação do holismo com o individualismo. O resultado é o sujeito conscientemente inserido na sociedade (ontológica) aliado à defesa social de valores como a liberdade e individualidade.


  • O principal problema identificado pelo autor, sobretudo, nas teorias liberais está na defesa do atomismo. O pressuposto dessa visão de sujeito é proveniente da tradição epistemológica moderna oriunda de Descartes. O dualismo cartesiano trouxe o desprendimento do sujeito com o mundo dos objetos (o que se inclui o próprio corpo). Esta tradição representou alterações não só na epistemologia como no campo da política. Nesse sentido, o sujeito antecede à própria sociedade, que passa a ser fruto das vontades individuais (direitos).


  • Uma primeira contraposição a essa visão está na afirmação grega e, sobretudo, aristotélica de animal político, isto é, engajado intrinsecamente na comunidade.

  • No entanto, podemos recorrer à modernidade e, principalmente, à contemporaneidade, para a afirmação de um sujeito engajado pela linguagem (Herder, Wittgenstein), corpo (Merleau-Ponty) e encarnado no mundo (Merleau-Ponty, Heidegger).

  • São a esses autores que Taylor irá recorrer para a afirmação de um sujeito engajado na sociedade.


  • No que se refere às questões de defesa, Taylor identifica um liberalismo, dito “procedimental”, que tem as seguintes características:

  • “(...) vê a sociedade como uma associação de indivíduos, cada um dos quais tem uma concepção de uma vida boa ou válida e, correspondentemente, um plano de vida. A função da sociedade deve ser facilitar esse plano de vida o máximo possível e seguir algum princípio de igualdade.“ (TAYLOR, 2000, p.202).

  • Neste propósito, os direitos que visam salvaguardar as liberdades e, sobretudo, a liberdade de seguir um fim, têm uma primazia em relação ao bem, isto é, a um projeto comum pautado em ideais políticos a serem maximizados a toda a sociedade por parte do Estado.


  • Seguindo a meta de não favorecer nenhum grupo ou indivíduo numa sociedade, o liberalismo propõe, sob o que o autor chama de uma política da dignidade, uma igual identidade pública.

  • No entanto, ao mesmo tempo em que a modernidade promoveu uma equidade do status jurídico aos cidadãos, a cultura do período buscou também destacar, sob o que Taylor chama de política da diferença, uma identidade individualizada, no sentido de que cada um possui sua maneira própria (autêntica) de ser.


  • Ocorre que entre a política da igual dignidade e a política da diferença há um conflito, ressalta TAYLOR:

  • “Para uma delas, o princípio do respeito igual requer que tratemos as pessoas de uma maneira cega às diferenças. A intuição fundamental de que os seres humanos merecem esse respeito concentra-se naquilo que é o mesmo em todos. Para a outra, temos de reconhecer e mesmo promover a particularidade. A reprovação que a primeira faz à segunda é simplesmente que ela viola o princípio da não discriminação. A reprovação que a segunda faz à primeira é a de que ela nega a identidade ao impor às pessoas uma forma homogênea que é infiel a elas. (2000, p.254).”


  • O liberalismo, como expõe o filósofo, preconizou uma política da dignidade em detrimento da política da diferença, de modo que universalizou um modo hegemônico de identidade, sob preceitos procedimentais, que no fundo é o reflexo de uma cultura particular, com localização específica – mais precisamente o ocidente –, e com um representante autêntico – os Estados Unidos. “Assim, a sociedade supostamente justa e cega às diferenças é não só inumana (porque suprime identidades) mas também, de modo sutil e inconsciente, altamente discriminatória.” (TAYLOR, 2000, p.254).


  • Taylor faz uma reflexão também no que concerne à liberdade individual promovida pelo liberalismo. A doutrina afirma um igual direito dos indivíduos de perseguir um fim. A igualdade formal da liberdade não indica qual fim possui um valor forte na sociedade. Mesmo porque, uma sociedade “neutra” aos propósitos dos indivíduos deve privilegiar mais a condição formal (Justo) de identidade (liberdade e igualdade) do que um projeto comum (Bem), o qual serviria de horizonte para a avaliação dos fins optados pelos indivíduos.


  • Numa sociedade liberal “procedimental” não há espaço, então, para a liberdade idealizada pelo Republicanismo. Neste propósito, a participação no autogoverno corresponde à essência da liberdade, isto é, aquilo que deve não só ser assegurado como promovido. Isto implicaria para o liberalismo neutro a defesa de um projeto particular, logo discriminatório. Ora, afirmar a participação política (liberdade política) como sendo o mais forte valor de uma sociedade significa estabelecer reduções na liberdade de um indivíduo de seguir um fim, pois o liberalismo permite que o indivíduo possa não optar por esse plano de participação política.


  • De que modo pode-se pensar, então, uma possibilidade de conjugar liberalismo com comunitarismo?

  • Para esta resposta, Taylor opta por uma saída comunitarista, no entanto, sem negar os valores do liberalismo (liberdade e igualdade). Ao partir da idéia de que a condição do sujeito é a de estar inserido numa comunidade (holismo), isto é, numa cultura ou forma de vida, os ideais do liberalismo podem ser pensados como correspondendo a uma cultura e um povo específico. Isso representa uma contraposição à pretensão de universalidade do liberalismo “procedimental”.


  • O filósofo afirma, então, em relação à defesa do ideal de sociedade, seja individualista, com a promoção da liberdade individual, ou coletivista, com a prioridade à liberdade de autogoverno, que “Tem-se de particularizar a questão em termos da tradição e da cultura de cada sociedade.” (TAYLOR, 2000, p.218)


  • Taylor vê no Quebec um exemplo de sociedade que possui uma forte meta coletiva relativa à defesa da cultura francesa e que, nem por isso, representa valores contrários ao liberalismo.

  • “(...) uma sociedade com fortes metas coletivas pode ser liberal desde que também seja capaz de respeitar a diversidade, especialmente em suas relações com aqueles que não partilham suas metas comuns, e desde que possa oferecer salvaguardas adequadas dos direitos fundamentais. (2000, p.265)”

  • Sob a ótica comunitarista de Taylor, o reconhecimento das diferenças e a defesa da cultura representam metas que estão além das satisfações individuais.


Bibliografia
Bibliografia forte meta coletiva relativa à defesa da cultura francesa e que, nem por isso, representa valores contrários ao liberalismo.

  • DE ARAÚJO, Paulo Roberto M. Charles Taylor: para uma ética do reconhecimento. São Paulo: Edições Loyola, 2004.

  • TAYLOR, Charles. Argumentos Filosóficos. Tradução de Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Edições Loyola, 2000.

  • _______As Fontes do Self: a construção da identidade moderna. Tradução de Adail Ubirajara Sobral e Dinah de Abreu Azevedo. São Paulo: Edições Loyola,1997.

  • _______ Human Agency and Language. Philosophical Pappers vol1. United Kingdom: Cambridge, 1985.

  • _______ Le Malaise de la modernité. Traduit de l`anglais par Charlotte Melançon. Paris : Les Éditions du Cerf, 1999.

  • _______ Multiculturalismo: examinando a política de reconhecimento. Tradução de Marta Machado. Lisboa: 1994.

  • _______ Philosophy and the human sciences. Philosophical Papers vol 2. United Kingdom: Cambridge, 1985.


ad