Era uma vez uma praia buc lica
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Sua praia ?? essa? - PowerPoint PPT Presentation

Recebi por e-mail. Os créditos desconhecidos. Mas a mensagem é excelente

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Sua praia ?? essa?

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Presentation Transcript


Era uma vez uma praia bucólica.


Que continua bucólica.


Mas, epa! O que é isso?


“Isso”, que de vez em quando aparece aos montes, é “aquilo” mesmo.

Para fins didáticos, chamemos “isso” de “m”.


E esse monte de outras porcarias na praia - de onde será que elas vem?


Vem do mesmo lugar que aquelas outras: da sua casa.


Explicando: se você mora na Zona Sul, tudo o que você joga na privada, na pia ou no tanque sai em Ipanema.


Não acredita?

Repare no círculo vermelho.


É um rio de m. visto do céu.

São 8.000 litros por segundo.

Lançados entre a praia e o recém criado Monumento Natural das Ilhas Cagarras.


Imagine a cena: mais de 1.500.000 de seres humanos puxando a descarga.


Uma torrente imunda que o emissário submarino de Ipanema lança no mar.

Sem qualquer tratamento.


Duvida? Sinta o cheiro do que jogamos no mar nos arredores das Estações

Elevatórias Parafuso e AndréAzevedo em Copacabana.


  • Resultado: aqui se vê incríveis fenômenos biológicos:

  • cardumes de preservativos.

  • manadas de absorventes íntimos.

  • turbilhões de cotonetes.

  • Tudo isso embebido em suco de m.


E o banhista fica com o privilégio de nadar em meio a tudo isso

dadas certas condições oceanográficas.


Agora pense que isso vem acontecendo há 35 anos.


Resultado: há uma área sem vida de 20 Km2 ao redor da boca do emissário.

São 11.000 ton de porcaria assentadas no fundo que o mar não consegue processar.

Fonte: Carreira, R. S. & A. L. R. Wagener, 1998.Speciation of sewage derived phosphorus in coastal sediments from Rio de Janeiro, BrazilMarine Pollution Bulletin, 36 (10): 818-827.


Outro Resultado: o pescado dessa região está contaminado com Aeromonas e Plesiomonas, bactérias que causam disenteria, e a carga orgânica favorece blooms de dinoflagelados que podem causar intoxicação pela ingestão desse pescado (ciguatera).

Fontes: Pereira et al., 2004. Aeromonas spp. e Plesiomonas shigelloides isoladas a partir de mexilhões (Perna perna) in natura e pré-cozidos no Rio de Janeiro, RJ. Ciênc. Tecnol. Aliment. 24(4): 562-566.

Dickey, R. W. e S. M. Plakas, 2010. Ciguatera, a Public Health Perspective. Toxicon 56 (2010) 123–136.


Mas então como pode ter nascido um projeto desses?


O emissário de Ipanema, o primeiro do Brasil,

foi projetado e construído no início dos anos 1970.


Nessa época não havia

Licenciamento Ambiental,

EIA/RIMA, etc.


Não havia a Resolução CONAMA 357 que diz que “os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento (...)”


Aliás, nessa época sequer havia CONAMA,

ou Ministério do Meio Ambiente,

ou Política Nacional de Meio Ambiente,

ou Protocolo de Annápolis,

ou Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar,

ou o próprio conceito de “Desenvolvimento Sustentável”.


Já ouviu falar nele?

“O desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.”

Pois é, só nasceu em 1987.


Então se leis e critérios mudaram

desde que fomos tricampeões,

porque o projeto não foi modificado?


Boa pergunta.


Mas espera que vai piorar: Não bastasse o emissário de Ipanema, há os clones da Barra,

e de Icaraí. Veja essa simulação de dispersão e decaimento colimétrico de seis dias.

Repare como as plumas de bactérias “lambem” nossas ilhas e diversos outros balneários.


Veja, por exemplo, como anda a Praia Vermelha em um domingo de sol...


Agora saiba que moda que nasce em Ipanema,

se espalha pelo Brasil:

Hoje há dezenas de emissários sujando nosso litoral.


Ah se eles soubessem como desejamos uma solução inteligente...


Aliás, “a hora é essa”, diriam os oportunistas.


Ou não.


Pense nisso. Não dê as costas para o mar.


A natureza agradece.


As gerações futuras também.


Créditos das imagens:

Slide 1: Marc Ferrez, 1905.

Slides 8 e 9: Aerolevantamento da Prefeitura do Rio, 2002.

Slide 10: Região “atendida” pelo emissário sobre Google Earth.

Slide 15: Aurelino Gonçalves, 1972.

Slides 16 e 17: Polígono com os pontos de Carreira e Wagener (1998)

sobre Google Earth.

Slide 19, 20 e 22: www.rioquepassou .com.br

Slide 21: ?

Slide 23: Capa do “Relatório Brundtland”. ONU, 1987.

Slide 26: COPPE/UFRJ: modelagem colimétrica com SIBAHIA.

Slide 28: Algumas cidades que tem emissário sobre Google Earth.

Slide 30: Logomarcas da Rio+20, Copa de 2014 e Olimpíada 2016.

Alle anderen Fotos sind mein.


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