Caso cl nico
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Caso Clínico. NEUROLOGIA Catharina Silva Borges Lívia Dantas Muniz Ludmila Andrade Viana Maíra Melo da Fonsêca 2009. Caso Clínico. Identificação: 54 anos, masculino, funcionário público.

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Caso Clínico

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Presentation Transcript


Caso cl nico

Caso Clínico

NEUROLOGIA

Catharina Silva Borges

Lívia Dantas Muniz

Ludmila Andrade Viana

Maíra Melo da Fonsêca

2009


Caso cl nico1

Caso Clínico

Identificação: 54 anos, masculino, funcionário público.

HMA: É admitido na emergência com relato de alteração na fala e dificuldade para controlar os movimentos do braço direito desde o dia anterior. Os sintomas iniciaram-se de forma súbita. O paciente procurou serviço médico no local de trabalho, onde foi constatado pico hipertensivo e orientado repouso, uso de captopril sublingual e transferência para uma unidade hospitalar. O paciente foi para casa porque sentiu-se melhor, mas ao acordar hoje percebeu que os sintomas persistem e resolveu procurar o hospital. Nega HAS, mas relata picos de pressão em situações de estresse emocional. Não fazia nenhum tratamento.

HV: Tabagismo de 20 a 30 cigarros/dia desde a adolescência.

Ao exame: Paciente em BEG, eupneico, afebril, mucosas coradas, hidratado.

PR=72bpm, FR=20inc/min, T= 36,7°C, PA=190/100mmHg.

Exame segmentar sem alterações.

Exame neurológico: vigil, orientado, discurso coerente, nuca livre, pupilas isocóricas e fotorreagentes, com leve disartria, hemiparesia leve à direita (força grau 4), sensibilidade presevrada, reflexos tendíneos simétricos, presença de sinal de Babinski á direita, cutâneo-plantar em flexão à esquerda.


Caso cl nico2

Caso Clínico

Identificação: 54 anos, masculino, funcionário público.

HMA: É admitido na emergência com relato de alteração na fala e dificuldade para controlar os movimentos do braço direito desde o dia anterior. Os sintomas iniciaram-se de forma súbita. O paciente procurou serviço médico no local de trabalho, onde foi constatado pico hipertensivo e orientado repouso, uso de captopril sublingual e transferência para uma unidade hospitalar. O paciente foi para casa porque sentiu-se melhor, mas ao acordar hoje percebeu que os sintomas persistem e resolveu procurar o hospital. Nega HAS, mas relata picos de pressão em situações de estresse emocional. Não fazia nenhum tratamento.

HV: Tabagismo de 20 a 30 cigarros/dia desde a adolescência.

Ao exame: Paciente em BEG, eupneico, afebril, mucosas coradas, hidratado.

PR =72bpm, FR=20inc/min, T=36,7°C, PA=190/100mmHg.

Exame segmentar sem alterações.

Exame neurológico: vigil, orientado, discurso coerente, nuca livre, pupilas isocóricas e fotorreagentes, com leve disartria, hemiparesia leve à direita (força grau 4), sensibilidade presevrada, reflexos tendíneos simétricos, presença de sinal de Babinski á direita, cutâneo-plantar em flexão à esquerda.


Caso cl nico3

Caso Clínico

  • Diagnóstico Sindrômico:

    Síndrome Piramidal

  • Diagnóstico Topográfico:

    Córtex Cerebral do Lobo Frontal

  • Diagnóstico Etiológico:

    AVE (Isquêmico)


Sistema nervoso motor

Sistema Nervoso Motor

Neurônio Motor Superior

Neurônio Motor Inferior

Nervos Periféricos


S ndromes motoras

Síndromes Motoras

Síndrome do Neurônio Motor Superior - SNMS

(Paralisia espástica)

Síndrome do Neurônio Motor Inferior - SNMI

(Paralisia flácida)


Sistema piramidal o primeiro neur nio motor

Sistema piramidal : O primeiro neurônio motor

  • O neurônio piramidal é responsável pelo movimento voluntário muscular e pela força muscular.

  • A lesão de seu corpo celular ou de seu axônio leva à fraqueza muscular (paresia) ou mesmo à paralisia muscular (plegia).

  • Sua lesão é a causa mais comum de déficits motores focais.

  • Doença cerebrovascular, TCE, tumores, abscessos, neurotoxoplasmose, esclerose múltipla, etc.

  • O corpo celular do primeiro neurônio motor localiza-se no córtex cerebral do lobo frontal (área motora, giro pós-central ou área 4).


Sistema piramidal o primeiro neur nio motor1

Sistema piramidal : O primeiro neurônio motor

Homúnculo de Penfield


S ndrome piramidal

Síndrome Piramidal

FRAQUEZA MUSCULAR

-Paresia

-Plegia

-Lesão de um feixe piramidal: Hemiparesia;

-Lesão bilateral: Tetraparesia ou Paraparesia.

FLACIDEZ E HIPO/ARREFLEXIA

-Em lesões agudas (AVE, trauma) – Fase do Choque Medular!

ESPASTICIDADE E HIPER-REFLEXIA TENDINOSA

  • Em lesões subagudas ou insidiosas (esclerose múltipla, tumores); ou após dias ou semanas de uma lesão aguda .

    -A espasticidade do MMSS mantém o membro em postura de flexão e a espasticidade do MMII, em postura de extensão.


S ndrome piramidal1

Síndrome Piramidal

  • SINAL DE BABINSKI

    Reflexo cutâneo-plantar em extensão do hálux e abertura dos pododáctilos.

  • SINAL DE HOFFMAN

    Oposição do polegar e dedo mínimo após súbita flexão da falange distal do dedo médio.

  • CLÔNUS

    Contrações musculares repetitivas após estiramento do tendão de Aquiles (clônus de calcâneo) ou do quadríceps (clônus de patela).

  • PERDA DOS REFLEXOS CUTÂNEOS-ABDOMINAIS E CREMASTERIANO


S ndrome do neur nio motor superior

Síndrome do Neurônio Motor Superior

Síndrome da paralisia espástica

Hipertonia;

Hiperreflexia profunda;

Abolição dos reflexos superficiais;

Sinal de Babinski;

Clônus e sincinesias;

Comprometimentos motores:

Hemiplegia, paraplegia, tetraplegia e monoplegia.


Acidente vascular encef lico

Acidente Vascular Encefálico

  • Importante causa de morbimortalidade no Brasil.

  • Tipos:

    - Isquêmico (80%)

    - Hemorrágico (20%)


Ave isqu mico

AVE ISQUÊMICO

  • Principais fatores de risco:

    - HAS (sistólica)

    - FA

    Oclusão aguda de artéria de médio ou pequeno calibre

    Isquemia seguida de infarto no parênquima encefálico

    (cérebro, diencéfalo, tronco encefálico ou cerebelo)

    Súbita instalação de déficit neurológico focal persistente

    OCLUSÃO

Trombótica

Embólica

1) Cardioembólico - FA

2) Arterioembólico - HAS


S ndrome do neur nio motor superior1

Síndrome do Neurônio Motor Superior

Acidente Vascular Encefálico (AVE)

Sinais e Sintomas

Motores: Contralaterais à lesão.

  • Paresia

  • Atrofia muscular

    -Perda do fracionamento dos movimentos

    -Menor velocidade e eficiência dos movimentos

    -Comprometimento do controle postural

    - Sinal de Babinski)


Caso cl nico 2

CASO CLÍNICO 2

  • Identificação: 22 anos, sexo feminino, estudante.

  • Queixa Principal: Relata fraqueza nas pernas há uma semana.

  • HMA: Começou a sentir fraqueza nos pés há uma semana que evoluiu acometendo as pernas e coxas, impedindo de deambular a partir do terceiro dia e nas últimas 24 horas vem notando fraqueza nos membros superiores. Conforme relato a paciente vinha em bom estado de saúde, tendo apresentado quadro diarréico cerca de dez dias antes do início dos sintomas atuais. Sem antecedentes dignos de nota.

  • Ao exame: BEG, eupnéica, afebril, PA 110/70, PR 68 bpm, exame segmentar sem alterações.

  • Exame neurológico: vigil, orientada, discurso fluente e coerente, sem déficits sensitivos, apresentando força grau 2 em MMII e grau 4 nos MMSS, musculatura craniana preservada, reflexos tendíneos abolidos nos MMII, reduzidos nos MMSS, com abolição dos reflexos cutâneos plantar e abdominal.


Caso cl nico

  • Identificação: 22 anos, sexo feminino, estudante.

  • Queixa Principal: Relata fraqueza nas pernas há uma semana.

  • HMA: Começou a sentir fraqueza nos pés há uma semana que evoluiu acometendo as pernas e coxas, impedindo de deambular a partir do terceiro dia e nas últimas 24 horas vem notando fraqueza nos membros superiores. Conforme relato a paciente vinha em bom estado de saúde, tendo apresentado quadro diarréico cerca de dez dias antes do início dos sintomas atuais. Sem antecedentes dignos de nota.

  • Ao exame: BEG, eupnéica, afebril, PA 110/70, PR 68 bpm, exame segmentar sem alterações.

  • Exame neurológico: vigil, orientada, discurso fluente e coerente, sem déficits sensitivos, apresentando força grau 2 em MMII e grau 4 nos MMSS, musculatura craniana preservada, reflexos tendíneos abolidos nos MMII, reduzidos nos MMSS, com abolição dos reflexos cutâneos plantar e abdominal.


Caso cl nico

  • Diagnóstico Sindrômico: Síndrome do neurônio motor inferior.

  • Diagnóstico Topográfico: Nervos periféricos.

  • Diagnóstico Etiológico: Síndrome de Guillain-Barré


S ndrome de guillain barr

Síndrome de Guillain Barré

  • Neuropatia desmielinizante inflamatória aguda.

  • Etiologia desconhecida. Autoimune?

  • Redução da velocidade de condução nervosa.

  • Aumenta a incidência com a idade, acomete homens e mulheres igualmente.


Sinais e sintomas

Sinais e Sintomas

  • Início agudo de disfunção do nervos periféricos e cranianos.

  • Infecções viróticas respiratórias, GI, imunizações ou cirurgias.

  • Fraqueza simétrica, rapidamente progressiva.

  • Abolição dos reflexos tendinosos.

  • Pode ter ou não parestesias.

  • Variação do grau de distúrbio sensitivo.


Exame laboratorial

Exame laboratorial

  • LCR: aumento das proteínas

    citologia normal ou presença de 10-100 células mononucleares.


Diagn stico diferencial

Diagnóstico Diferencial

  • Polineuropatia diftérica: longo período de latência, evolução lenta dos sintomas.

  • Poliomielite anterior aguda: paralisia assimétrica, sinais de irritação meníngea, febre.


Tratamento

Tratamento

  • Plasmaférese imediata

  • Perfusão EV de gamaglobulina humana

  • Ventilação mecânica

  • Precaução à aspiração de alimentos ou conteúdo gástrico.


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