Abordagem inicial das anemias
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Abordagem inicial das anemias. Camila Silva Peres Cancela Médica pediatra com área de atuação em hematologia. Anemias. Considera-se portador de anemia o indivíduo cuja concentração de hemoglobina é inferior a: 13g/dl no homem adulto 12g/dl na mulher adulta 11g/dl na mulher grávida

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Abordagem inicial das anemias

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Presentation Transcript


Abordagem inicial das anemias

Abordagem inicial das anemias

Camila Silva Peres Cancela

Médica pediatra com área de atuação em hematologia


Anemias

Anemias

Considera-se portador de anemia o indivíduo cuja

concentração de hemoglobina é inferior a:

  • 13g/dl no homem adulto

  • 12g/dl na mulher adulta

  • 11g/dl na mulher grávida

  • 11g/dl em crianças de 6 meses a 6 anos

  • 12g/dl em crianças de 6 a 14 anos


Anemias1

Anemias

Causas de anemia:

  • Perda sanguínea aguda

  • Diminuição da produção de eritrócitos

  • Diminuição da sobrevida dos eritrócitos


Quadro cl nico

Quadro clínico

As manifestações clínicas variam com:

  • o mecanismo desencadeante

  • o grau de anemia e a velocidade com que a mesma se estabeleceu

  • as condições do paciente (idade, presença de doenças de base, atividade física)


Quadro cl nico1

Quadro clínico

Sintomas ocasionados pela hipóxia:

  • Cefaléia, vertigens, tonturas, lipotimia, zumbidos, fraqueza muscular, cãibras, claudicação intermitente

  • Comprometimento do desenvolvimento somático, neuromotor e sexual


Quadro cl nico2

Quadro clínico

Sintomas ocasionados pelos mecanismos

compensatórios:

  • Taquicardia, palpitações, sopro cardíaco

  • Palidez cutaneomucosa

  • Insuficiência cardíaca


Diagn stico

Diagnóstico

Pesquisar antecedentes pessoais e familiares e hábitos de

vida:

  • Consanguinidade dos pais

  • Presença de anemia na família

  • Origem racial

  • Atraso do desenvolvimento

  • Profissão e ambiente de trabalho

  • Alcoolismo

  • Uso de medicamentos e contato com substâncias tóxicas

  • Alimentação


Diagn stico1

Diagnóstico

Pesquisar condições que provocam ou

facilitam o desenvolvimento de anemia:

  • Períodos de crescimento

  • Gravidez

  • Neoplasias

  • Insuficiência renal

  • Doenças crônicas

  • Hipotireoidismo


Diagn stico2

Diagnóstico

Pesquisar sinais e sintomas adicionais:

  • Manifestações hemorrágicas

  • Dores ósseas e articulares

  • Febre e infecções

  • Hemorragia genital

  • Hemorragia TGI

  • Hepatoesplenomegalia

  • Linfadenomegalias

  • Icterícia

  • Manifestações neurológicas


Anemia ferropriva

Anemia ferropriva

  • Carência de ferro é a deficiência nutricional mais comum

  • Meio bilhão de pessoas com deficiência de ferro no mundo

  • A anemia é uma manifestação tardia da carência de ferro


Anemia ferropriva1

Anemia ferropriva

Outras alterações observadas na carência

de ferro:

  • Estomatite angular

  • Glossite, atrofia papilar

  • Disfagia

  • Acloridria e gastrite

  • Alterações de pele, unhas e cabelos


Anemia ferropriva2

Anemia ferropriva

Causas de ferropenia :

  • Dieta inadequada

  • Diminuição da absorção

  • Aumento das necessidades

  • Perda crônica de sangue


Diagn stico laboratorial

Diagnóstico laboratorial:

Hemograma:

  • Hematoscopia – microcitose, hipocromia, anisocitose, poiquilocitose, hemácias em alvo

  • Índices hematimétricos – diminuição do VCM, HCM e CHCM

  • Coeficiente de variação do volume da hemácias (RDW) – aumentado (>15%)

  • Leucograma normal

  • Contagem de plaquetas – normal ou elevada


Diagn stico laboratorial1

Diagnóstico laboratorial:

  • Contagem de reticulócitos – normal

  • Índice reticulocitário:

    IR = % reticulócitos X Htc observado

    Htc normal para idade

    (valores normais entre 1 a 1,5%)

  • Quando o grau de anemia é acentuado o IR pode estar diminuído


Diagn stico laboratorial2

Diagnóstico laboratorial:

Cinética do ferro:

  • Ferro sérico

  • Ferritina

  • Capacidade total de ligação do ferro (CTLF)

  • Saturação da transferrina:

    Fe sérico X 100

    CTLF

    < 10% → grande probabilidade de ferropenia

    entre 10 e 16% → duvidoso

    > 16% → indicativo de ausência de deficiência de ferro


Diagn stico laboratorial3

Diagnóstico laboratorial:

Estágios de desenvolvimento da anemia ferropriva


Diagn stico diferencial

Diagnóstico diferencial


Diagn stico3

Diagnóstico

Exames complementares:

  • EPF

  • EDA

  • Colonoscopia

  • Cintilografia abdominal

  • Urina rotina


Tratamento

Tratamento

  • Identificar a causa e removê-la, se possível

  • Transfusão sanguínea

  • Sais ferrosos: via oral preferencialmente

    ADULTOS - 3 a 4 comprimidos de sulfato ferroso (200 a 300mg/cp) por dia (180 a 240 mg de ferro elementar/dia)

    CRIANÇAS - 3 a 5 mg/kg/dia (de ferro elementar, sulfato ferros 1,25mg/gota)


Tratamento1

Tratamento

  • Duração do tratamento: de 4 a 6 meses após a normalização do sangue periférico

  • Substâncias que diminuem a absorção do ferro – fitatos, oxalatos e fosfatos (leite, chás, café, cereais)

  • Substâncias que facilitam a absorção do ferro – ácido ascórbico, cisteína, piruvato, frutose, sorbitol (sucos cítricos)


Tratamento2

Tratamento

Ferro parenteral:

  • Deve ser reservado para pacientes com má absorção ou intolerância ao ferro oral

  • Pode ser realizado EV ou IM

  • Risco de anafilaxia

  • Dose total pode ser calculada pela fórmula:

    Fe administrado (mg) = (15 – Hb do

    paciente [g/dl] X peso [kg] X 3)


Profilaxia

Profilaxia

Crianças menores de 2 anos de idade:

  • Nascidas a termo: a partir do início do desmame, 1mg/kg/dia, até 24 meses

  • Prematuros e RN de baixo peso (<2500g): a partir do 30º dia de vida. Iniciar com 2mg/kg/dia durante 2 meses e, a seguir, 1mg/kg/dia, até 24 meses


Situa es especiais

Situações especiais

Condutas na gestante:

  • Hemoglobina ≥11 g/dl: ausência de anemia. Manter a suplementação de 40 mg/dia de ferro elementar e 5 mg de ácido fólico, a partir da 20ª semana.

  • Hemoglobina < 11 g/dl e > 8 g/dl: diagnóstico de anemia leve a moderada. Solicitar EPF e tratar parasitoses. Prescrever sulfato ferroso em dose de tratamento de anemia ferropriva (120 a 240 mg de ferro elementar/dia). Repetir o exame em 60 dias. Se os níveis estiverem subindo, manter o tratamento até a hemoglobina atingir 11 g/dl, quando deverá ser mantida a dose de suplementação (60 mg ao dia), e repetir o exame em torno da 30ª semana. Se os níveis de hemoglobina permanecerem estacionários ou em queda, referir a gestante ao prénatal de alto risco.

  • Hemoglobina < 8 g/dl: diagnóstico de anemia grave. A gestante deve ser referida imediatamente ao pré-natal de alto risco.


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